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Mundo Cristão

Artigo: A influência da religião na sociedade

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A religião sempre esteve ligada ao ser humano, podemos dizer que está praticamente inerente ao mesmo. É criação humana, surge como primeira tentativa de explicar o mundo.  O homem, ao se deparar com o mundo, se indaga sobre a sua existência, a partir do despertar e construção da sua consciência e, desta forma ao se confrontar com o mistério do mundo, encontra neste, uma sacralidade. Seu relacionamento com a natureza é direto, é sua fonte imediata de sobrevivência e de perigo. A própria vida e morte são grande mistério, então, o homem primitivo passa a ressignificar o processo da vida através das perspectivas religiosas, e é isto que lhe dá sentido e direção.

Basicamente, todas as grandes civilizações se estruturaram ao redor de sofisticados elementos religiosos. A civilização egípcia, por exemplo, tinha toda a vida social, econômica, cultural e arquitetônica moldada pela religião. Podemos dizer que a engenharia e arquitetura do antigo Egito foram desenvolvidas em decorrência da religião, que se torna um elemento agregador e solidificador da sociedade. Bernardi e Castilho, no texto, A Religiosidade como Elemento do Desenvolvimento Humano, afirmam que, “o desenvolvimento local é um processo que envolve as mais diferentes dimensões do ser humano e da sociedade onde ele está inserido. Essas dimensões podem ser: sociais, econômicas, culturais, artísticas, religiosas, etc.”

Assim foi com várias outras civilizações que tiveram seu início e desenvolvimento impulsionado pelo elemento religioso. Os Hebreus se agregam ao redor da construção do relacionamento com Deus, agregam sentido à sua história, a partir da ressignificação do seu passado, e assim constroem seu futuro. Seu sistema de leis, o esforço de engenharia e de arquitetura para construção do templo, tudo impulsionado pela sua concepção religiosa. E mais que isto, o sistema agregador da religião permitiu ao Judeu sobreviver como povo mesmo nos extensos momentos em que ele não tinha uma pátria, mesmo quando sofreu uma perseguição que buscava eliminá-los.

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Na fundação do cristianismo, o mundo sofre um impacto bastante significativo, passando no decorrer da história a ser uma religião mundial. É através do dele que temos a valorização do indivíduo, iniciando-se a construção do conceito de dignidade humana. Com a queda do império romano, é através do cristianismo que se mantêm os principais pilares da civilização ocidental, seja material ou intelectualmente. No período da Idade Média, os mosteiros são fontes do reservatório cultural e intelectual da sociedade, e é por meio da teologia que surgem os primeiros centros acadêmicos que virão a tornar-se as universidades na Europa.

Os primeiros centros de assistência social para enfermos, nascem da caridade cristã, ou seja, hospitais para aqueles que não poderiam pagar pela assistência médica, talvez o SUS seja uma ideia que nasce do conceito de caridade que está presente nas religiões. As principais concepções éticas nascem dos preceitos religiosos, de forma geral podemos afirmar que a grande maioria das religiões possui um código de ética que fundamentalmente valoriza o respeito ao próximo, conforme podemos perceber no alinhamento das declarações de grandes líderes e livros religiosos. Jesus: “Faça aos outros o que você quer que façam a você; Rabi Hillel: “Não faça ao seu vizinho o que você odeia”; Confúcio: “Não faça aos outros o que você não quer que façam com você”; Alcorão: “Não trate seu irmão de uma maneira que você mesmo não queira ser tratado; Mahabarta: “Não faça ao outro o que você não gostaria que fizessem a você, esta é a parte principal da lei”.

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Por mais que se apregoe o fim das religiões, o mundo moderno é herança dos sistemas religiosos e ainda está impregnado de religiosidade. É preciso reconhecer a dívida que temos com toda a estrutura religiosa que a humanidade construiu. Claro que não podemos esquecer das críticas de Max, Freud e Nietzsche, não se pode negar que durante o decorrer da história os sistemas religiosos capturados pelas estruturas de poder usaram dela para justificar guerras e perseguições, esconder isto seria correr o risco de cometer os mesmos erros. Por isto, devemos compreender que precisamos nos atentar para o uso que o poder faz da religião. É inegável a grande contribuição para o desenvolvimento humano, a partir disto, compreendemos que as religiões podem ser um significativo movimento em busca da harmonia, paz, progresso e dignidade humana.

 

Autor: Roberto Rohregger é teólogo e mestre em Bioética. Professor da área de Humanidades do curso de Teologia do Centro Universitário Internacional Uninter.

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Bispo sobre pastor do PT: ‘Aconselha a esquerda a mentir para atrair os evangélicos’

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Os esforços que o Partido dos Trabalhadores vem empreendendo através do ‘pastor do PT’, para tentar atrair o eleitorado evangélico, parece não estar saindo como o planejado. Isso, porque, o número de líderes de influência que vem se posicionando contra essa tentativa é cada vez maior.

Um deles é o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Renato Cardoso, conhecido nas mídias por sua atuação ministerial voltada para temas como família, relacionamento conjugal e combate à dependência química.

Cardoso comentou sobre a atuação do pastor Paulo Marcelo Schallenberger, que foi destacado pelo PT para coordenar a aproximação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os evangélicos.

O bispo, por sua vez, lembrou que o ‘pastor do PT’, como foi apelidado Paulo Marcelo nas mídias, chegou a fazer uma declaração que soa como de má fé, uma vez que dá a entender que a esquerda deve mentir acerca das suas verdadeiras pautas, ou pelo menos escondê-las, para conseguir o apoio evangélico.

“A esquerda tem de ter consciência: se ficar expondo o que que pensa, o que vai estar fazendo? [Vai] Apenas [ficar] atrapalhando algo maior que é a eleição do presidente Lula. Segura o que pensa e vamos se aproximar”, disse o pastor Paulo Marcelo recentemente.

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‘Moldam o discurso’

A avaliação entre os aliados de Lula é que o petista deve investir em discursos focados na questão social, explorando temas como fome, desemprego e educação, coisas que normalmente tocam o público mais humilde.

Outra estratégia seria o investimento em denominações pequenas, lideradas por pastores anônimos, uma vez que os líderes evangélicos mais famosos já vêm declarando apoio ao atual presidente da República.

Para o bispo Cardoso, a orientação feita pelo pastor do PT ao partido de Lula e seus aliados teria por objetivo enganar a população. O líder da Universal chegou a chamar Paulo Marcelo de “pseudo pastor”.

“Em outras palavras, ele está aconselhando o PT, a esquerda, a esconder as suas pautas, o que o partido pretende fazer com respeito à família, à legalização de drogas, ao aborto e outras coisas do tipo. Praticamente, este pseudo pastor está aconselhando a esquerda a mentir para o povo evangélico”, disse Cardoso.

“É o que parece que está acontecendo: um suposto ‘pastor’ aconselhando a esquerda a mentir. ‘Olha, não fala a verdade sobre o que vocês querem fazer, porque, senão, o povo evangélico não vai votar em vocês. Fala sobre feijão no prato, comida na mesa, dinheiro no bolso, mais empregos’. Eles moldam o discurso para agradar o pobre”, acrescentou. Assista:

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“Marca da besta” está relacionada ao comércio, diz evangelista ao falar de microchip

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Um dos temas mais controversos do mundo cristão diz respeito à “marca da besta”, algo que apesar de haver referência bíblica, ainda é cercado de dúvidas e mistérios devido às diferentes interpretações sobre profecias bíblicas e, consequentemente, os últimos acontecimentos que antecederão a segunda vinda de Jesus Cristo à Terra.

O debate sobre a marca da besta tem ganhado força nos últimos anos, conforme a tecnologia avança, criando mecanismos como microchips capazes de serem usados em seres humanos, o que muitos acreditam estar relacionado ao futuro governo do anticristo.

O uso de microchips implantados sob à pele, especificamente sobre o dorso de uma das mãos, já é uma realidade no mundo. A empresa polonesa Walletmor, por exemplo, foi a primeira a comercializar esse tipo de produto para a população em geral, em 2021.

O principal argumento para o uso de um microchip sob à pele é o da facilidade na hora de realizar compras e adquirir determinados serviços, visto que o dispositivo pode armazenar dados pessoas como crédito bancário e cartão de vacinação.

“O implante pode ser usado para pagar uma bebida na praia do Rio, um café em Nova York, um corte de cabelo em Paris – ou no supermercado local”, disse o fundador e executivo-chefe da Walletmor, Wojtek Paprota, segundo a CBN News. “Ele pode ser usado onde quer que pagamentos sem contato sejam aceitos.”

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Marca da besta?

O evangelista Ray Comfort fez uma gravação recente, analisando a rápida evolução e adesão do público aos microchips implantáveis. A sua análise se baseou na famosa passagem de Apocalipse 13:16-17, onde está escrito:

“Ele faz com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebam um sinal na mão direita ou na testa, e que ninguém possa comprar ou vender, exceto aquele que tiver o sinal ou o nome do besta, ou o número do seu nome.”

Comfort argumenta que o texto bíblico indica que a marca da besta será algo capaz de afetar o comércio global, mas em nível individual, envolvendo cada cidadão, de modo a condicionar o poder de compra da população ao seu uso.

“A escritura nos dá a razão da marca, é para o comércio. Aqueles que não têm a marca não poderão comprar ou vender”, disse Comfort, explicando que, por esse motivo, ele não acredita que a marca da besta será um vírus ou vacina, por exemplo, mas talvez uma tecnologia como a dos microchips.

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A suspeita quanto a isso reside no fato de que a virtualização dos dados pessoais e também do dinheiro (moeda virtual), exigirá a execução de mecanismos de controle, os quais estarão nas mãos de grupos ou governos.

Neste sentido, Nada Kakabadse, professor de política, governança e ética da Henley Business School da Reading University, questiona: “Quem é o dono dos dados? Quem tem acesso aos dados? E é ético colocar chip em pessoas como fazemos com animais de estimação?”

“Existe um lado sombrio da tecnologia que tem potencial para abuso”, disse Nada à BBC, explicando que o implante de microchips poderá servir para outras finalidades. “Para aqueles que não amam a liberdade individual, abre novas e sedutoras perspectivas de controle, manipulação e opressão.”

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