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Brasil

Artigo – O brasileiro não conhece o Brasil real

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Por Paulo Borges

Os brasileiros precisam conhecer o Brasil de verdade e não aquele que aparece em programas produzidos para a TV, normalmente longe da realidade.

O que está escrito acima tem toda uma carga de decepção, tamanha a sua realidade. O brasileiro comum só conhece o seu País pelo que lhe é apresentado em tratativas televisivas, muito distante da realidade deste imenso pedaço de terra, cheio de riquezas, belezas e oportunidades. Não é preciso ir embora daqui achando que lá fora tem muito para ser feito. Não o tem. Muito já se fez, mas aqui, no Brasil, há muito para se fazer. E por nós, brasileiros.

Em minhas andanças pelo interior, principalmente Oeste da Bahia e a região de Petrolina, em Pernambuco, testemunhei um Brasil que só nos dá orgulho. Cidades prósperas, cheias de vida, economia pujante e gente qualificada de todo o País indo contribuir com todo esse desenvolvimento e oportunidades profissionais.

Em Lagoa Real, para surpresa deste que também não conhece o Brasil de verdade, temos uma unidade das Indústrias Nucleares do Brasil. Ali se beneficia o urânio para movimentar as nossas usinas de energia nuclear. Um outro centro de produção possível de entrar em operação é o de Itataia no Ceará, onde o urânio seria recuperado como um coproduto junto com o fosfato da apatita e da colofanita.

Já em Brumado, está instalada a terceira maior mina de Magnesita do mundo, onde é explorada para a indústria de materiais refratários. Hoje esse mineral é utilizado como fonte de magnésia para a fabricação de produtos químicos e tem maior importância, quando calcinado, para a fabricação de materiais refratários, é também largamente utilizado na indústria farmacêutica.

Vitória da Conquista é uma cidade surpreendente. Próspera, um clima maravilhoso, um povo acolhedor e uma cidade moderna. Sua população, conforme o IBGE, em 2020 era de 341.128 habitantes, o que faz dela a terceira maior cidade do Estado da Bahia, atrás de Salvador e Feira de Santana, e a quinta maior cidade do interior do Nordeste, atrás de Feira de Santana, Campina Grande, Caruaru e Petrolina.

E Petrolina? Uma cidade muito bonita, com avenidas largas, comércio importante e um polo importantíssimo de frutas para o Brasil e exportada para a Europa. Em 2020 sua população foi estimada em 354 317 habitantes, o que faz de Petrolina a quarta maior cidade do interior nordestino, após Feira de Santana, Campina Grande e Caruaru. O município é integrante da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo Petrolina e Juazeiro, a maior região metropolitana do interior do Nordeste, com 769.544 habitantes. Tem até aeroporto internacional.

Enquanto Petrolina fica do lado pernambucano do Rio São Francisco, Juazeiro fica do outro lado da ponte Presidente Dutra, em território baiano. Um município com quase 300 mil habitantes e que também tem uma economia pujante. Está localizado na Mesorregião do Vale São Francisco.

Mercado produtor de Juazeiro

O Mercado do Produtor de Juazeiro, segundo dados do CONAB, é o primeiro do Norte e Nordeste em volume e comercialização e o quarto maior do país nesse segmento.

O entreposto é um canal de escoamento da produção agrícola local onde são produzidos vários tipos de frutas como: melão amarelo, melão pele de sapo, melão orange, pinha, tamarindo, uva Itália, uva benitaka, uva patrícia, melancia, maracujá, banana nanica, banana pacovan, banana prata, banana maçã, goiaba, manga hadem, manga tommy, manga keit, manga palmer, manga espada, mamão formosa, mamão hawai, atemoia, acerola, carambola, coco verde, coco seco, romã, jaca, limão comum, limão tahiti.

Entre os legumes e hortaliças estão: cebola, tomate, alface, abóbora comum, jerimum, abóbora jacarezinha, vagem, repolho, quiabo, pimentinha, pimentão, pepino, feijão verde, aipim, berinjela, chuchu, milho verde. Já em relação aos vários produtos vindos de outras regiões da Bahia e Brasil o Mercado do Produtor oferece: batata inglesa (batatinha), batata doce, maçã, pera, morango, laranja, abacate, abacaxi, caqui, ameixa, nectarina, além de cereais e especiarias.

O Mercado tem 1.300 comerciantes, diversos produtores, possui 1.360 boxes e 250 ambulantes. Em média 10 mil pessoas frequentam o entreposto e por dia circulam entre 200 e 250 caminhões no Ceasa.

É em Juazeiro que se encontra um dos maiores Ceasas do Brasil, sendo o maior do interior do norte-nordeste do Brasil, sendo maior até que muitos Ceasas de várias capitais e responsável pela produção agrícola que abastece várias regiões do país.

Outro município conhecido nacionalmente pela produção do feijão e que hoje não é mais o seu produto principal é Irecê. O forte hoje é a produção da cebola. O município tem aproximadamente 73 mil habitantes.

Em 2014 o Produto Interno Bruto (PIB) municipal foi estimado em R$ 900,1 milhões e o PIB per capita em R$ 12.387,59. De toda riqueza produzida no município, no ano de 2014, 85,8% era proveniente do setor de comércio e serviços. O setor industrial respondia por 10,8% do Valor Agregado Bruto (VAB), e o setor primário (agropecuária), foi responsável por 3,4% do VAB do município de Irecê.

Energia renovável

Outra novidade para quem vai pela primeira vez ao interior do Brasil é o que se faz no setor de energia limpa e renovável. Seja em energia solar e eólica. Impressiona as torres e suas hélices gigantescas girando e produzindo energia para abastecer esse segmento. Muito se faz pelo brasil desconhecido dos brasileiros que se aboletam nas cidades procurando colocação no mercado produtivo sem se voltar para regiões, principalmente no interior do Nordeste que já oferecem oportunidades para muitos jovens e profissionais qualificados. Mas, de certa forma, é comum encontrar profissionais de cidades grandes que hoje estão no interior trabalhando, produzindo e construindo uma vida muito mais promissora em termos sócio econômico. Quando se fala que tudo é longe, essa afirmativa não funciona nos dias de hoje com a tecnologia que temos. Avião, internet, boas estradas tudo isso se encontra em muitas localidades do sertão baiano. Quanto a pobreza, não é novidade para o chegante, até porque favelas povoam também as grandes cidades.

Mas falando dos principais parques eólicos no Brasil podemos destacar o Complexo Eólico Alto Sertão I – localizado no semiárido baiano, é o maior parque gerador de energia eólica do Brasil e também da América Latina. As mais de 184 torres geram 294 megawatts de energia (cerca de 30% de toda energia eólica gerada no Brasil).

Complexo Eólico do Alto do Sertão I está localização nas cidades de Caetité, Guanambi e Igaporã (BA) e sua capacidade instalada é de 293,6 MW.

Como disse lá no início desta reportagem, as oportunidades existem no Brasil. Basta os nossos jovens profissionais recém-formados que vivem em grandes centros urbanos se despirem de preconceitos, achando que o País se resume a Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre e voltarem seus interesses também para regiões do interior brasileiro que oferecem oportunidades e estão ávidas pelos seus dotes profissionais. Vamos olhar para dentro do nosso País em vez de procurar futuro em outras partes do mundo como se aqui não houvesse.

O autor é jornalista.

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Brasil

Zema diz que MG pode ficar sem energia ‘a qualquer momento’

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Governador afirma que algumas regiões podem sofrer com desabastecimento e que sistema elétrico ‘está operando no limite’

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou, nesta quarta-feira (22), que algumas regiões do Estado podem ficar sem energia ‘a qualquer momento’.

A declaração foi feita durante a cerimônia que marcou o início do processo de tombamento histórico dos lagos de Furnas e Peixoto, que ficam no Centro-Oeste do Estado. Segundo o governador, o sistema de fornecimento de eletricidade está ‘no limite’.

— Nós estamos vivendo um momento de escassez de chuvas, consequentemente uma crise hídrica que está se desdobrando para se tornar uma crise energética. Tenho acompanhado muito de perto a situação, a qualquer momento nós corremos risco de ter algumas regiões desabastecidas por energia elétrica. Nosso sistema está operando no limite, apesar de todas as usinas termelétricas estarem funcionando.

Zema lamentou a situação de ‘calamidade pública’ vivida pela represa de Furnas, que está com o volume de água próximo ao mínimo para o funcionamento. Segundo o governador, o problema não é fácil de ser resolvido e seria o resultado da política hídrica do país.

— É um problema complexo, ele está dentro do contexto Brasil, que é um país que tem pecado, infelizmente, pela falta de planejamento. É um problema que se resolve de hoje para o ano que vem? Não. É um problema que deveria ter sido resolvido há 10, 15, 20 anos.

Crise hídrica

Desde junho, quando o Governo Federal anunciou que o Brasil passaria, em 2021, pela maior crise hídrica em 91 anos, a conta de luz sofreu uma série de aumentos. Após a entrada na bandeira amarela e dos reajustes na bandeira vermelha, o Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética) determinou a implementação de uma tarifa inédita, chamada ‘Bandeira Escassez Hídrica’. Se aprovado, o projeto vai representar o pagamento de uma taxa de R$ 14,20 para cada 100kWh consumido entre setembro de 2021 e abril de 2022. O Ministério de Minas e Energia descarta qualquer possibilidade de racionamento ou apagão no país.

No último sábado, uma falha em uma subestação de Furnas na cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, causou um apagão de cerca de uma hora em cidades de Minas Gerais e RJ. Segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema), o caso não tem relação com a crise hídrica no país e que o apagão foi causado por um ‘desligamento total da subestação’. As causas do incidente ainda serão investigadas.

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Brasil

Espírito Santo é o Estado com maior adesão ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção

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O Espírito Santo é o Estado com maior grau de adesão ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC). Voltado a todos os gestores de organizações públicas (das três esferas de governo e dos três poderes), o PNPC tem como público-alvo gestores, controladores e demais colaboradores das mais de 18 mil organizações públicas cadastradas em todo o Brasil. O objetivo é reduzir os níveis de fraude e corrupção no Brasil a patamares similares aos de países desenvolvidos.

No Estado, mais de 95% das organizações públicas das três esferas de governo e dos três poderes aderiram ao programa, e 92% concluíram a resposta ao questionário disponibilizado em plataforma on-line para diagnosticar a suscetibilidade da instituição à corrupção e melhorar seus sistemas de prevenção. O sucesso é resultado da união de esforços entre as instituições – que contou com a participação da Secretaria de Controle e Transparência (Secont) – visando à adesão ao Programa. 

Ao responder o questionário, o gestor tem a oportunidade de avaliar sua instituição, descobrindo previamente os pontos mais vulneráveis e suscetíveis a falhas. A partir desse diagnóstico, será disponibilizado um plano de ação específico que apresentará sugestões e propostas voltadas para a prevenção da corrupção, adequadas às necessidades de cada entidade.

O Programa oferece ainda orientações, treinamentos, modelos e dispõe de parcerias com órgãos e entidades públicas e privadas para implantação dos mecanismos de controle da corrupção.

A Secont também fez parte da elaboração do PNPC, por meio de participação em grupo de trabalho da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), principal rede de articulação institucional brasileira para o arranjo, discussões, formulação e concretização de políticas públicas e soluções de enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro.

A proposta concebida pela Enccla tem coordenação e execução pelas Redes de Controle nos Estados, patrocinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Conta com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) e Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

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