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Medicina e Saúde

Artigo: O plástico na Saúde: um paradoxo que vale a reflexão

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Por
Alessandra Zambaldi
O Covid-19 desencadeou a maior crise sanitária mundial de nossa época e isso reforçou a importância de inovações que priorizam salvar vidas. Na saúde moderna, é possível perceber um avanço significativo que não seria possível sem o uso de materiais plásticos.

Dos invólucros de máquinas de ressonância magnética aos menores tubos, os plásticos tornaram o atendimento médico mais simples, ágil e também menos doloroso. Coisas fundamentais sem as quais não é possível viver, como bolsas de sangue intravenoso, válvulas cardíacas e seringas descartáveis – tão necessárias para a vacina contra o Covid-19 – são feitas de plástico.

Ao contrário de materiais metálicos – propensos ao desgaste e corrosão, o plástico consegue superar o tempo e evitar possíveis complicações por conta da degradação. Isso não apenas reduz os custos de aquisição, como também o tempo e o esforço que seriam gastos em manutenção.

Com os avanços no setor de saúde, a versatilidade do plástico foi capaz de se adaptar à natureza dinâmica da indústria, incluindo equipamentos de proteção individual que vêm salvando vidas durante a pandemia como luvas, máscaras, toucas, aventais, proteção para os pés e óculos.

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Plásticos também podem ser moldados de acordo com necessidades específicas em dispositivos minúsculos e complexos como às próteses modernas que oferecem maior flexibilidade, conforto e mobilidade. A embalagem plástica, com suas propriedades de barreira excepcionais, peso leve, baixo custo, durabilidade e transparência, é ideal para aplicações médicas. Os procedimentos médicos mais inovadores de hoje dependem de plásticos.

Já na rotina doméstica, o plástico filme com proteção contra fungos e bactérias é fundamental na conservação de alimentos, reduz possibilidade de problemas gástricos intestinais como a intoxicação alimentar e, com a pandemia, ganhou propriedades específicas contra Sars-Cov-2 sendo usado para envolver diversas plataformas e equipamentos compartilháveis – evitando a proliferação da doença. Este é o caso do Alpfilm Protect desenvolvido a base de micropartículas de prata e que, após uma série de estudos para adequações em sua composição, teve sua eficácia antiviral comprovada contra o novo coronavírus.

Não apenas na saúde, os plásticos são onipresentes na agricultura, pesca, energia renovável, transporte, tecnologia, varejo, têxteis, produtos de higiene pessoal e todos os outros setores e indústrias que afetam direta ou indiretamente nossa vida diária.

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Tais exemplos mostram a infinidade de soluções que o plástico desempenha na vida das pessoas e revelam o quanto possibilitou diversas transformações no mundo. Portanto, sem fechar os olhos aos malefícios que resíduos do material podem gerar ao meio ambiente, é preciso repensar a cruzada anti-plástico que tomou conta das pautas sociais nos últimos tempos incentivando uma mudança de comportamento em relação ao descarte e à reciclagem.

Se todos os avanços que mudam a vida das pessoas para melhor possuem participação especial de itens plásticos, se faz urgente o encontro de um ponto de equilíbrio que não condene o material ao ostracismo nem tampouco ignore seus defeitos.

Alessandra Zambaldi é diretora de Comércio Exterior na Alpes. Graduada em Engenheira Química pela Escola de Engenharia Mauá e pós graduada em Negócios Internacionais e Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), possui carreira desenvolvida na indústria de plásticos, com forte atuação em projetos de exportação, com vendas de plásticos para embalagens para o mercado externo.

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Medicina e Saúde

Sobe para 7 no ES o número de infectados pela varíola dos macacos

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Segundo a secretaria de Estado da Saúde (SESA), outros 52 estão em investigação. Até agora, o Espírito Santo tem 82 casos notificados da doença

A secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou nesta quinta-feira (11), os números da varíola dos macacos no Espírito Santo. Segundo o boletim epidemiológico, referente a SE 32 (semana epidemiológica), outros dois novos casos da doença foram confirmados, subindo para sete o total de testes positivos.

Até agora, o Estado soma 82 notificações da monkeypox, 35 a mais que os computados não semana anterior. Desse total, 52 estão em investigação e outros 25 foram descartados. De acordo com o boletim, os pacientes são todos do sexo masculino: quatro têm entre 30 e 39 anos de idade, um tem entre 20 e 29 anos, um entre 40 e 49 anos e outro entre 60 e 69 anos. São moradores de Guarapari (2), Vila Velha (2) e Vitória (3).

A Sesa divulgou que até agora nenhum caso autóctone foi registrado no Estado. Isso significa que a doença não foi adquirida na área da residência do enfermo, ou seja, as infecções aconteceram fora do território capixaba.

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Principais sintomas apresentados pelos pacientes do ES infectados pelo vírus

Entre os sintomas da doença, alguns se apresentaram em maior quantidade no sete pacientes capixabas: erupção cutânea, febre súbita, cefaléia, adenomegalia (crescimento dos linfonodos, também conhecido por “íngua”), astenia (fraqueza), suor/calafrios e dor de garganta. 

Saiba como prevenir a doença

Além do isolamento tanto para casos leves, feito em casa, quanto para casos mais graves (hospitalar), outras medidas são necessárias:

– Evitar contato próximo com casos suspeitos e/ou confirmados, como toques e beijos, especialmente daqueles que estejam com sintomas visíveis;

– Manter superfícies limpas;

– Higienização constante das mãos;

– Uso de máscara caso for preciso estar próximo de casos suspeitos e/ou confirmados, como utilizar o mesmo cômodo;

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Medicina e Saúde

China identifica novo vírus que passa de animal para humanos e relata 35 infectados

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Patógeno, detectado pela primeira vez em dezembro de 2018, causa febre e outros sintomas semelhantes aos de uma gripe

Cientistas reportaram na revista The New England Journal of Medicine 35 pessoas infectadas na China pelo vírus Langya, parente dos vírus Hendra e Nipah.

No artigo, eles acrescentam que a descoberta se deu por meio de vigilância-sentinela de pacientes febris e exposição animal no leste da China.

“Um henipavírus filogeneticamente distinto, denominado Langya henipavirus (LayV), foi identificado em uma amostra de swab de garganta de um paciente por meio de análise metagenômica e vírus subsequente isolamento. […] Investigações subsequentes identificaram 35 pacientes com infecção aguda por LayV nas províncias de Shandong e Henan da China, entre os quais 26 foram infectados apenas com LayV (nenhum outro patógeno estava presente)”, descrevem.

Todos os 26 pacientes que tinham apenas um vírus apresentaram febre. Outros sintomas observados foram: cansaço (54%), tosse (50%), perda de apetite (50%), dor muscular (46%), náusea (38%), dor de cabeça (35%) e vômitos (35%), acompanhados por anormalidades de baixo nível de plaquetas (35%), baixo número de glóbulos brancos (54%) e redução da função hepática (35%) e renal (8%).

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O vírus foi identificado pela primeira vez em 2018, nas mesmas duas províncias chinesas. Não há até o momento relato de mortos.

Os autores também tentaram buscar os possíveis animais que teriam transmitido o vírus às pessoas, já que não se trata de um patógeno que circula entre humanos. 

Eles encontraram o material genético do vírus em 3 de 168 (2%) das cabras analisadas e em 4 de 79 (5%) dos cães. 

Ao expandirem a análise para pequenos animais selvagens, os autores acharam o material genético do vírus Langya em 71 de 262 (27%) musaranhos, “um achado que sugere que o musaranho pode ser um reservatório natural” desse agente, afirmam eles. 

O grupo de pesquisadores também diz que não há transmissão entre humanos relatada para o vírus Nipah, da mesma família, e minimiza essa possibilidade para o Langya.

“Não houve contato próximo ou histórico de exposição comum entre os pacientes, o que sugere que a infecção na população humana pode ser esporádica. O rastreamento de 9 pacientes com 15 familiares de contato próximo não revelou transmissão de LayV de contato próximo, mas nosso tamanho de amostra era muito pequeno para determinar o status da transmissão de humano para humano para LayV.”

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Em Taiwan, o vice-diretor-geral do Centro de Controle de Doenças, Chuang Jen-hsiang, afirmou ao jornal Taipei Times que, apesar de não haver indícios da transmissão entre pessoas, o território vai trabalhar no desenvolvimento de um teste de material genético para detectar o vírus.

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