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Artigo: Tapa na cara do Brasil

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Por Maciel de Aguiar

Venho de um estranho tempo quando o sentimento mais característico de nossos primeiros vinte e poucos anos se chamava coragem e, depois de tantas andanças, aventuras literárias e libertárias, além de algumas travessuras sediciosas e semiclandestinas – imprimindo livros panfletários no mimeógrafo e escrevendo ABAIXO A DITADURA nos tapumes, muros e bases dos monumentos, como a frase mais lida por nossa geração –, retornei às barrancas do lendário rio que o gentio chamou de Kiri-Kerê, onde o Estado do Espírito Santo se confunde com a Bahia.

Nessas águas que serpenteiam as fraldas do planalto, desenhando no imenso vale as iniciais do nome do lugar – ora prateadas e refletindo um brilho invulgar nas cintilantes noites de lua grande, ora aos primeiros raios de sol desvirginando a alvorada, mudando a tonalidade para cor de chumbo, amarelo barro ou um verde tão translúcido e encantador quanto certos olhos de jade que jamais me fizeram perdê-los de vista.

Aqui, nas suas barrancas, durante as tardes quentes de verão ou nas noites salpicadas de estrelas soprando o arminho da brisa do mar, escrevo textos de “confissão que vivi”, mas, neste exato momento, sou nocauteado por um vídeo de uma surpreendente brasileirinha de doze anos, que deveria ser assistido por todos os bons e maus cidadãos.

Hoje, após o noticiário da TV afirmar que o país bateu mais um record de contaminados por uma avassaladora pandemia, me lembrei dos amigos e conhecidos que já beijaram a face da eternidade, ao tempo em que a voz suave daquela pequena brasileirinha ainda reverbera em meus ouvidos, a retirar, não sei de onde, uma vigorosa força vocabular para anunciar que havia construído a ”ESCOLINHA DA ESPERANÇA” e, dela, se autodenominou “professora”, a professora que deveria consternar e ensinar o Brasil.

No vídeo, usando uma máscara como a desafiar os que ignoram a ciência e o isolamento social, sem perder a razão de viver, a destemida “professora” transmite uma imensurável lição que deveria servir de exemplo à maioria de nossos incultos vereadores, prefeitos, governadores e demais homens públicos e, sobretudo, ao boquirroto presidente da República, além de muitos arrogantes membros do Ministério Público – estes, com seus privilégios constitucionais e suas poses de exclusivistas da moralidade – e, ainda, aos doutos do Judiciário que se lambuzam em obscuros atos jurídicos, enquanto sua voz, aparentemente frágil, nos faz despertar a consciência de que só podemos nos salvar pelo viés da Educação.

Surpreendentemente, feito uma improvável heroína dos tristes trópicos, a pequena Érika se agiganta acima das condições adversas e abre as entranhas de um Brasil que inverte os seus valores e, no limiar de seu humilde ”estabelecimento de ensino” com a cruel realidade, ela diz que quer ser advogada, “uma advogada para reparar as injustiças” e sua poderosa afirmação deveria ser ouvida pela Ordem dos Advogados do Brasil, a poderosa OAB.

Em seguida, diante da emocionada repórter, ela transforma o ambiente daquele casebre de lona em um grandioso Campus Universitário e, ao entrar na única ”sala de aula”, diante de várias crianças comportadamente sentadas e atentas, lê-se, em um pequeno cartaz escrito à mão, afixado no oitão de madeira, um simbólico artigo da Constituição da República Federativa do Brasil, reescrito por ela: ”Toda criança tem o direito de estudar”.

Portanto, caros senhores, quando milhares de cidadãos brasileiros são vitimados por uma doença imponderável e alguns genocidas insistem em não facultar a vacina ao povo, há uma enorme lição de cidadania no ar que faz renascer uma imensurável esperança que invade as redes sociais, através de um vídeo do WhatsApp, como uma lição a contagiar os descrentes e os que estavam perdendo a crença, fazendo renascer uma nova coragem – embora diferente da coragem de nossos primeiros vinte e poucos anos –, mas o suficiente para que possamos voltar a sonhar os velhos sonhos, desejar os antigos desejos e acreditar nas instigantes utopias que ajudaram a construir essa nossa bela e extraordinária aventura chamada civilização brasileira.

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Assim, no Dia Internacional da Mulher, quando março de 2021 se anuncia como o mês mais dramático de nossa História, saudemos a jovem Érika que, na plenitude de seus doze anos – mesmo diante da miséria que lhe é imposta por um país injusto e desigual –, tomou a atitude de nos salvar a todos ao transformar a sua miserável choupana na mais importante instituição de ensino da Nação, como um exemplo às autoridades e, ainda, nos fazendo lembrar de um preceito constitucional para evitar que os meses vindouros possam ser tão trágicos quanto este e, sobretudo, no amanhã, que novas brasileirinhas não sejam obrigadas a repetir o dilacerante, sonoro e dolorido (embora merecedor) tapa na cara do Brasil. 

              
Maciel de Aguiar
Escritor das barrancas do lendário rio que o gentio chamou de Kiri-Kerê.
macieldeaguiar@yahoo.com.br
(27)999881257

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Rachel Sheherazade processa SBT e pode embolsar R$ 30 milhões

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Rachel Sheherazade resolveu entrar com uma ação contra o SBT, sua antiga empresa, para receber direitos trabalhistas. O processo, que corre na 3ª Vara do Trabalho de Osasco, na Grande São Paulo, pode chegar a nada menos que R$ 30 milhões.

De acordo com o “Uol”, a apresentadora alega que trabalhava como uma funcionária de carteira assinada, com horário fixo para desempenhar suas funções, além de precisar fazer horas extras e plantões, mas era contratada oficialmente como pessoa jurídica.

Durante seus 11 anos à frente do “SBT Brasil”, Rachel Sheherazade recebia um salário de cerca de R$ 200 mil, além de R$ 30 mil de auxílio moradia.

Rachel Sheherazade foi âncora do “SBT Brasil” por mais de uma década. Acabou sendo dispensada do telejornal após falar mal do presidente Jair Bolsonaro – a quem Silvio Santos já mostrou publicamente seu apoio

Vale lembrar que a jornalista foi dispensada em setembro do ano passado, um mês antes do fim de seu contrato com o canal do Homem do Baú. O fato ocorreu logo após a profissional criticar o presidente Jair Bolsonaro – a quem Silvio Santos já mostrou abertamente seu apoio.

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Marina Ruy Barbosa passa temporada em fazenda com deputado

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PERTO DE ASSUMIR NAMORO, MARINA RUY BARBOSA PASSA TEMPORADA EM FAZENDA DE GUILHERME MUSSI E É VISTA POR MORADORES

Na, rua, na chuva, na fazenda e nenhuma casinha de sapê. Falta pouco para Marina Ruy Barbosa assumir o relacionamento com Guilherme Mussi. A atriz e o deputado federal (PP) estão passando uma temporada no campo, na Fazenda Santa Rosa, propriedade da família dele em Capão Bonito, no interior de São Paulo, onde ele nasceu e fez seu berço político. O casal chegou na cidade no dia 1º, para passar o feriado de Páscoa, e não se embrenhou totalmente no meio do mato, como informam os moradores.

Ao passar pelo comércio da cidade, Marina e Mussi parararam numa drogaria. Os dois desceram juntos para comprar produtos de higiene, mas não demoraram. De qualquer maneira, foi tempo suficiente para os funcionários a reconhecerem, mesmo usando máscara, e com o cabelo ruivo preso num rabo de cavalo. Mussi, figurinha carimbada por lá, ainda foi abordado ao sair do estabelecimento, antes de entrar no carro, onde Marina já estava.

A cena foi filmada por um morador e enviada ao perfil do Subcelebrities, no Instagram. O tititi em Capão Bonito foi à boca miúda, já que Mussi tem reduto eleitoral por lá e “ninguém quer fazer fofoca do deputado”, diz um cidadão local. No domingo de Páscoa, Mussi deixou a fazenda e foi até um bairro da periferia da cidade para distribuir ovos de chocolate. Marina não o acompanhou para não causar alarde. Mas fato é que ela já não quer mais esconder o namoro. Assim como não quis no início da relação com Xandinho, em janeiro de 2016, descoberta pelo Extra.

Separada de Xandinho Negrão oficialmente desde o início de janeiro (mas não oficialmente há bem mais tempo que isso), Marina manteve a discrição o quanto pôde. Mas ao postar as fotos de sua rotina no campo, posando num pomar, cuidando de horta e andando a cavalo, a atriz deixou pistas no ar. Mussi também, ao curtir um dos registros.

Basta dar uma garimpada nas redes sociais oficiais do político para dar de cara com fotos dele na mesma fazenda, com a vegetação típica, o mesmo lago e o mesmo caminho de terra batida. Aos 38 anos, Mussi é um destes prodígios que nasceram no interior, se criaram em escolas e universidades estrangeiras, e retornaram ao país para fazer carreira na política. Suas aspirações não são modestas. Há quem diga que o moço tem pretensões de se candidatar a prefeito de São Paulo em breve.

Guilherme Mussi curtiu a foto de Marina Ruy Barbosa em sua fazenda

Mussi e Marina se conheceram nas altas rodas da capital. Alexandre Negrão é amigo do irmão dele, Eduardo, do qual foi padrinho de casamento junto com a atriz. A mulher de Eduardo, Maysa Mussi, morreu ano passado num acidente de avião quando ia para a Península de Maraú, onde a família do deputado tem uma enorme propriedade.

Guilherme Mussi em sua fazenda no interior de São Paulo

Guilherme Mussi, dois casamentos e festas na pandemia

A fama de conquistador de Guilherme Mussi é grande. O deputado tem no currículo algumas beldades e dois casamentos. O primeiro deles, em 2008, foi com Luciana Tranchesi, filha de Eliana Tranchesi, a toda poderosa da boutique Daslu, em São Paulo, morta em 2012, vítima de câncer. A cerimônia de luxo para 1300 convidados foi um marco para a alta sociedade paulistana. Um ano depois, eles se separaram.

Guilherme Mussi em seu primeiro casamento, em 2008, com Lu Tranchesi

Guilherme Mussi em seu primeiro casamento, em 2008, com Lu Tranchesi

Entre uma namoarada e outra, Mussi se envolveu com Carol Magalhães, neta de ACM, mas a relação não durou muito tempo. Em 2014, o deputado começou a namorar Rebeca Abravanel, filha de Silvio Santos, e de forma bem discreta os dois se casaram em agosto de 2015. Nove meses depois, eles se divorciaram no meio da maior crise política do país com o impeachment de Dilma Rousseff, pelo qual Mussi votou a favor.

Guilherme Mussi namorou Carol Magalhães

Em 2017, ele foi acusado de ser um dos deputados com maior número de faltas na Câmara em Brasília, e no ano passado, em plena pandemia, Mussi foi pauta do “Fantástico”, que mostrou, após várias denúncias, as festas que varavam as madrugadas em sua casa, num bairro obre da capital paulistana.

Guilherme Mussi e Rebeca Abravanel ficaram casados apenas nove meses

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Guilherme Mussi em jantar com Silvio Santos e Luciano Huck

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