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Política e Governo

Associações de moradores são redutos políticos? Tire suas conclusões

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Por Paulo Borges

As associações de moradores, no entendimento do cidadão comum, foram criadas para levar as demandas da comunidade até o poder público para que tomem as providências e atenda às suas necessidades. Em muitos casos acabam ofuscando o papel do vereador relapso, despreparado, que despreza os moradores residentes nesses bairros mostrando claramente que todos foram apenas usados para lhe angariar os votos necessários para se eleger e – quando não percebido por todos, se perpetuar no poder. Alguns tratam seu reduto maior, que é o seu bairro, como se dono fosse, se os recursos só podem chegar através dele e que os cidadãos não podem quebrar esse paradigma cruel e indigno de fazer chegar a sua solicitação diretamente ao prefeito sem passar pela autorização do parlamentar municipal.

Isso acontece em todo lugar pelo Brasil à fora. Mas o cidadão não mora no estado ou no Brasil. Ele mora e vive no município, na sua cidade. As outras instâncias são muito distantes e, muitas vezes, inacessíveis para o cidadão comum. Daí a importância de saber eleger sus representantes municipais e em suas associações de bairros.

Existem situações muito comuns que o vereador até ajuda na organização documental da criação de uma associação. Indica um apoiador seu, mas podam suas asas quando este começa a executar ações solicitadas pela comunidade sem o consultar. É nessa hora que o pseudo-dono da associação abandona o barco, procurando retirar o apoio ao rebelde que cometeu o pecado de apenas atender a demanda daquele bairro. Nada passa mais por ela, por imposição do vereador ao prefeito. É o primeiro passo e indício de que a associação um dia amiga do vereador ou deputado, de que será desidratada, pois oferece uma ameaça aos projetos daquele político de se reeleger ou se perpetuar no cargo de representante no parlamento municipal ou estadual.

Existem bairros em vitória que as associações fazem um bom trabalho, mas sempre existe um “padrinho” político atuando em sua órbita. Em Jardim Camburi, segundo muitos – o bairro mais populoso da capital capixaba – existem duas associações. Uma foi criada há aproximadamente 35 anos e a outra a apenas três anos. Têm a sua história e atuação reconhecidas por parte da comunidade, mas é questionada pela pouca representatividade junto aos moradores. Filiados são pouquíssimos. Em um universo de 70 mil pessoas só pouco mais de 100 fazem parte de seus quadros, projetos, reuniões e conhecimento das suas atividades. As vezes são meramente cartoriais, como se tivesse dono, uma espécie do “bloco do eu sozinho”. É, em muitos casos pelo país a fora, como moeda de troca pelos seus presidentes para conseguirem vantagens pessoais ou de influência na solicitação de seus pleitos nem sempre confessáveis.

Mas o problema é que alguns integrantes dessas diretorias são ligados diretamente a um político que exercem o seu poder oferecendo cargos em prefeituras e, com isso, mantém as rédeas sob o seu controle e vontade.

Por outro lado, e para conseguir que suas demandas sejam apreciadas e executadas pelo poder público municipal, quem não está diretamente ligado ao político está, tacitamente, dependente e por isso também tem que fazer o seu jogo e o apoiar em pleitos eleitorais. Chega a ser hilária a presença desses “apoiadores encabrestados” nas promessas de execução de futuras obras. Os moradores nada sabem e nem podem ir a esses encontros porque nesses horários estão ocupados, trabalhando, produzindo para a nação e o município. A maioria que vai está dispensada do trabalho, pois ocupa cargos comissionados dados pelo político e, portanto, deixando de cumprir obrigações para as quais são pagos pela população para atendê-la e não ao político, normalmente oportunista e usa de um cargo que o torna supostamente desigual no nivelamento e correlação de poder junto ao mandatário-mor.

Em Linhares existem também associações de bairros e nem todas atuantes, principalmente da do bairro Jardim Laguna, onde houve novas eleições, o presidente é outro e pouca coisa ou quase nada mudou. Continua, segundo moradores, inoperante, sem levar em consideração as demandas dos moradores e cuja direção ter ligações políticas, o que é complicado em tempos de eleições municipais, quando será um pleito em que vão ser escolhidos pelo eleitor vereadores e o prefeito. E qual seria o papel das associações? Apoiar, provavelmente o seu aliado ou que ajudou na eleição de novas diretorias.

Em São Mateus, segundo a Fammoposam (Federação das Associações de Moradores e Movimento Popular de São Mateus), que dá suporte a associações, o seu presidente, Samuel Batista, informou que a entidade está em processo eleitoral para a escolha de novos diretores, mas que a questão das associações a ela associadas têm seus próprios estatutos e por isso não tem interferência nessas questões de política dessas entidades.

Nesse universo, o que parece é que todo e qualquer autoridade ainda não entendeu (sic) que o povo tudo pode. Pode destituí-lo do poder, inclusive. Pode passar por cima de forças policiais, impor sua vontade, rasgar leis sem legitimidades que são apenas legais, porém, ilegítimas. O povo derruba governos. Juntos destroem ou constroem estados e municípios, cidades. O povo é o soberano. É quem paga muitas camarilhas por desconhecimento, mas, é claro, existem os bons governantes, os bons parlamentares, juízes etc. O que se pode dizer é que não há, normalmente, inocentes nessas entidades. A manipulação está presente, existem interesses políticos partidários nesse tabuleiro e os presidentes dessas entidades quase sempre têm emprego no poder público, portanto, compromissados com o político que os empregou. Virou um círculo vicioso em muitos casos.

No Brasil, estamos com muita dificuldade de separar o joio do trigo.

* O autor é historiador, jornalista, cientista político e social.

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Política e Governo

Empresa que vai fazer gestão do FIP do Fundo Soberano participa de encontro empresarial

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A empresa Trivèlla M3 Investimentos, gestora de venture capital selecionada para administrar o fundo de investimento, que é constituído, exclusivamente, por recursos do Fundo Soberano (Funses), participa de um encontro empresarial nesta terça-feira (07). O gestor Marcel Malczewski, representante da Trivèlla M3 Investimentos, vai falar sobre o cenário de investimento para o próximo ano durante a 6ª edição Encontro Folha Business e apresentar aos empresários o modelo e a proposta de atuação do novo fundo.

Esse fundo será um dos maiores da categoria no País, com aporte inicial de R$ 250 milhões. O mecanismo financeiro vai permitir, a partir do investimento de receitas provenientes da indústria do petróleo e do gás natural, buscar o aumento da competitividade do parque fabril capixaba, com a atração de novos negócios, gerando emprego e renda para população.

A Trivèlla M3 Investimentos é a empresa classificada em primeiro lugar, no processo conduzido pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), em chamada pública para a seleção da empresa gestora do Fundo de Investimento em Participação (FIP), com recursos provenientes do Fundo Soberano do Espírito Santo.

A empresa tem papel imprescindível em todo o processo, sendo responsável pela análise das empresas, valoração, negociação, investimento, aceleração e desinvestimento. Via de regra, após a análise, negociação e diligências, o Fundo adquire um percentual das ações, ou seja, o FIP prospecta empresas e entra como sócio acionista por um período determinado.

O diretor-presidente do Bandes destaca que o mecanismo está na vanguarda das politicas publicas de desenvolvimento e que potencializa o novo ciclo de desenvolvimento socioeconômico capixaba.

“Com a estruturação desta FIP, com recursos do Fundo Soberano, o Estado tem um mecanismo que possibilita o desenvolvimento de novos negócios no Espírito Santo. É um processo que contribui para a diversificação da economia capixaba, gerando novas oportunidades para as gerações futuras. A gestora de Venture Capital selecionada tem papel importante em todo o processo, sendo responsável pela orientação das empresas, investimento, aceleração e desinvestimento”, destacou o diretor-presidente do Bandes, Munir Abud de Oliveira.

O evento, organizado em conjunto pela Apex Partners e Rede Vitória, reúne empresários e lideranças de diferentes segmentos e áreas de atuação. O objetivo do encontro é fazer uma análise sobre o ano. A 6ª edição Encontro Folha Business tem como participantes Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual; Marcel Malczewski, fundador e CEO da TM3 Capital; Filipe Caldas, sócio-fundador da Carbyne Investimentos; Marcus Buaiz, empreendedor e embaixador da Apex News; e Fábio Faria, ministro das Comunicações.

Na mesa temática, o ministro Fábio Faria vai abordar o recente leilão promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a respeito do 5G, a nova geração de internet móvel. A iniciativa deve impactar os serviços de telecomunicações no Brasil, com a instalação pelas operadoras da infraestrutura necessária para que a tecnologia chegue às pessoas.

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Política e Governo

Estado Presente: Serra recebe primeiro Centro de Referência das Juventudes (CRJ) em Feu Rosa

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O município da Serra recebeu, neste sábado (04), o primeiro Centro de Referência das Juventudes (CRJ), o CRJ Feu Rosa. A primeira unidade da Serra foi inaugurada pelo governador do Estado, Renato Casagrande. O CRJ Feu Rosa vai atender a juventude da região de Vila Nova e Ourimar. O evento de inauguração contou com a presença de várias autoridades, além de diversas atividades culturais.


O Centro de Referência das Juventudes é uma das principais ações de proteção social do Projeto Estado Presente: Segurança Cidadã e o maior investimento do Governo do Estado nas juventudes. Estão sendo investidos R$ 1,9 milhão no espaço, que vai atender os jovens de 15 a 24 anos que poderão realizar, de forma gratuita, oficinas, cursos, além de usar os espaços para trabalho coletivo. A unidade conta com laboratórios, planos de trabalho e de vida, passeios, entre outros. Serão prestados serviços nas áreas da cultura, lazer, trabalho e direitos humanos.


O equipamento conta ainda com salas humanizadas, internet gratuita, computadores e uma equipe interdisciplinar, que inclui psicólogo, terapeuta ocupacional, educador social e assistente social. Os profissionais estão preparados para atender e acompanhar os jovens conforme as necessidades deles.

“É a terceira vez que eu venho na Serra nos últimos três dias. Estou feliz com o desfecho do ano, mesmo com todos os desafios que tivemos. Conseguimos controlar a pandemia. Estamos terminando com o segundo CRJ inaugurado e o primeiro aqui na Serra. Em breve, vamos inaugurar unidades em Linhares, Colatina e mais um aqui na Serra, em Novo Horizonte. Hoje foi a inauguração oficial, mas o CRJ Feu Rosa já está em funcionamento”, afirmou o governador.

Casagrande lembrou que o governante deve tomar decisões certas no momento certo. “Quando assumi o governo em 2011, o Espírito Santo era o segundo mais violento. Ainda estamos no meio do caminho, mas com a continuidade das políticas públicas nas áreas da segurança pública, vamos levar esse Estado a estar entre os cinco menos violentos. Quando você investe na educação e espaços de integração como este, você dá oportunidades às pessoas. É a educação que vai reduzir a violência, que vai fazer com que os homens respeitem mais as mulheres e que vai diminuir a desigualdade”, pontuou.

A secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, destacou a importância da iniciativa. “Nossa juventude luta e, junto com esse Governo, está trazendo conquistas históricas. O CRJ é um espaço acolhedor, feito com as juventudes e para as juventudes. Vamos deixar o maior legado de políticas públicas desse Estado com o Plano Estadual das Juventudes, o Fundo Estadual da Juventude e com os CRJs, que vão prestar serviços inéditos no Espírito Santo. Acreditamos e investimos na potência dos jovens capixabas. Por isso, vamos implantar 14 CRJs”, lembrou.

Nara Borgo mencionou que a inauguração do CRJ Feu Rosa faz parte da programação da XIII Semana Estadual de Direitos Humanos, que tem como tema “Lula Rocha: Periferia é Resistência e Potência”, em homenagem a Luiz Inácio Silva Rocha, referência na militância dos direitos humanos no Espírito Santo e que faleceu em fevereiro deste ano. “Hoje é dia de festa, de alegria, de sonhos e da entrega de uma luta. Dia de entregar esperança, cultura, e da possibilidade de uma vida melhor para essas juventudes que são potentes e que estão fazendo a revolução”, completou. 

“Temos um desafio muito grande no Brasil. Estamos entre as dez maiores economias do mundo, mas também estamos entre as mais desiguais. O papel do poder público é para reduzir as desigualdades. São mais de R$ 200 milhões de investimentos do Governo do Estado na educação da Serra. Esse é o caminho para diminuir a desigualdade. A Serra terá dois CRJs, o daqui e o de Novo Horizonte”, celebrou o prefeito do município, Sérgio Vidigal.

Novos CRJs

Durante a solenidade, o governador Renato Casagrande celebrou o termo de parceria com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), Instituto Ellos de Inclusão Social, Associação Amigos da Justiça, Cidadania, Educação e Arte e Instituto de Promoção Humana, Aprendizagem e Cultura (Promover), definidas, após seleção pública da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), para gerir os CRJ de Guarapari, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, Colatina e Linhares, respectivamente.

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Em breve, será iniciado o trabalho de mobilização das juventudes dessas cidades para a implantação dos CRJs nos locais de maior vulnerabilidade social já mapeados no Programa Estado Presente.

A gerente de Políticas para as Juventudes da SEDH, Fabrícia Barbosa, destacou as políticas voltadas para este público. “Entregamos o Plano Estadual de Políticas para as Juventudes, que é um documento importante para que possamos garantir equipamentos como os CRJs. Hoje temos recursos garantidos para implantar 14 unidades, que serão capazes de transformar muitas vidas”, declarou.  

Também estiveram presentes a vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes; os secretários de Estado, Álvaro Duboc (Economia e Planejamento), Vitor de Angelo (Educação) e Júnior Abreu (Esportes e Lazer); os deputados estaduais Alexandre Xambinho e Bruno Lamas; além de vereadores e lideranças da região.

Estado Presente

A implantação de CRJs nos dez municípios atendidos pelo Estado Presente integra os 37 projetos do eixo de Proteção Social. Ao todo, serão implantados 14 CRJs nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Linhares, São Mateus, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Aracruz. A previsão é de que eles estejam funcionando até 2022. O investimento neste projeto é de R$ 32,3 milhões.

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O CRJ Feu Rosa é o segundo em funcionamento. O primeiro a ser inaugurado foi o CRJ Terra Vermelha, em Vila Velha, em setembro deste ano.

O Projeto Estado Presente: Segurança Cidadã é uma iniciativa do Governo do Espírito Santo, que conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a implementação de ações de prevenção e combate à violência. O objetivo é contribuir para a redução dos elevados índices de crimes violentos (homicídios e roubos) entre jovens de 15 a 24 anos, nas regiões de maior vulnerabilidade social e, historicamente, mais atingidas pela violência.

Serviço:
Centro de Referência das Juventudes (CRJ) Feu Rosa
Funcionamento: de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 21h. Atividades extras no sábado.
Local: Rua dos Cravos, s/nº, Feu Rosa, Serra (em frente ao Supermercado Extrabom).

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