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Atleta capixaba com passagem pelos Jogos Escolares assina com time da NBA

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Principal liga de basquete do mundo, a NBA conta, desde essa terça-feira (27), com mais um brasileiro entre os jogadores. Trata-se do capixaba Didi Louzada, de 21 anos, que assinou contrato para jogar no New Orleans Pelicans.

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, Didi se torna o 18° brasileiro a assinar contrato com uma franquia da Liga, repetindo os feitos de outro capixaba, Anderson Varejão, que foi campeão da NBA, em 2017, e dos Jogos Pan-Americanos de 2003.

“Estou muito feliz em assinar com os Pelicans. É um momento importante, muito especial na minha carreira. Um sonho realizado que não é só meu, mas da minha família, da minha mãe, que nunca me deixou desistir. Tenho muito a agradecer pelos dois anos maravilhosos em Sydney, na Austrália. Foi um período muito importante para a minha evolução, para o meu amadurecimento e aprimorar o meu jogo, para me deixar mais preparado, mais pronto para a NBA”, celebrou o atleta após o anúncio.

O ala, que vai usar a camisa zero, já está integrado ao grupo para a disputa das últimas partidas da temporada regular. Ele atuou nas duas últimas temporadas pelo Sydney Kings, da Austrália. No entanto, seu início no esporte se deu por meio dos Jogos Escolares do Espírito Santo (JEES), principal competição estudantil do Estado, realizada pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport).

“O Didi participou dos Jogos em três oportunidades, em 2011, 2012 e 2013, atuando pelo time do Colégio Cristo Rei, aqui de Cachoeiro de Itapemirim. O principal ano dele no torneio foi em 2012, quando nosso time foi campeão estadual e, em seguida, campeão da segunda divisão dos Jogos Escolares da Juventude, etapa nacional dos Jogos”, relembrou Nilson Batistin de Lima Junior, treinador do atleta durante as conquistas.

Responsável por lapidar o talento de Didi Louzada, Nilsinho, como é conhecido, lembrou como conheceu o aluno prodígio e suas principais habilidades desde que surgiu para o esporte.

“Existe um projeto social de basquete aqui em Cachoeiro chamado de Liga Urbana Social de Basquete (LUSB), feito com crianças carentes do município e foi lá que o Didi começou, com oito anos. As principais diferenças que eu observava com relação aos outros meninos eram na parte de coordenação e na parte motora dele, que eram muito boas, principalmente para quem nunca tinha praticado basquete”, contou Batistin.

Destaque

Ciente da relevância da competição, Batistin reforçou a importância dos Jogos Escolares para a formação dos atletas e, principalmente, para a descoberta de novos talentos.

“Os Jogos Escolares são a principal vitrine que a gente tem. É uma competição importante porque sempre vão ter os melhores atletas do nosso Estado e quem vai representar o Espírito Santo nas etapas nacionais. Sabemos que existem vários exemplos de atletas que vieram dessa competição e, atualmente, são destaque em suas modalidades”, detalhou.

Servidor da Sesport e coordenador-geral da competição, Cássio Fassarella, também fez questão de ressaltar os benefícios dos Jogos e todo o trabalho desenvolvido pela Secretaria.

“Além dessa parte da descoberta de talentos, a competição ainda consegue reunir atletas de quase todos os municípios capixabas, valorizando o esporte e todas as modalidades envolvidas. Esse período de pandemia, sem atividades, tem sido difícil para todos, os atletas, professores e também para nós, que organizamos tudo. Com certeza, voltaremos com uma competição ainda mais moderna e dinâmica para os alunos, assim que for permitido”, explicou Fassarella.

Exemplos

Além de Didi Louzada, atualmente há diversos outros atletas capixabas que começaram nos JEES e são destaques em níveis nacional e internacional. As ginastas Deborah Medrado e Natalia Gaudio brilharam na última edição dos Jogos Pan-Americanos, disputados em 2019, no Peru, conquistando um ouro e um bronze, respectivamente.

Considerado um dos principais nomes do atletismo mundial, Paulo André Camilo ocupa o primeiro lugar da lista de atletas com índice para as Olimpíadas de Tóquio 2021, segundo a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), e pode ser o primeiro homem sul-americano a correr os 100 metros abaixo dos dez segundos.

A ginasta Geovanna Santos e o jogador de handebol Tarcísio Freitas são outros exemplos de atletas que iniciaram nos JEES e já estão defendendo as seleções brasileiras de suas modalidades.

JEES

Em 2019, último ano em que a competição foi realizada, a Sesport investiu cerca de R$ 3,5 milhões no torneio, incluindo a fase estadual e nacional. A competição contou com a participação de cerca de sete mil alunos, de escolas públicas municipais, estaduais, particulares e institutos federais.

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Olha quem apareceu! Besuntado de Tonga desfila na abertura de Tóquio

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Pita Taufatofua, atleta do taekwondo, de 37 anos, esteve na cerimônia que abriu os Jogos Olímpicos 2020 na capital japonesa

Lembra dele? O porta-bandeiras de Tonga foi, novamente, Pita Taufatofua, atleta que ficou famoso na Rio 2016 por aparecer besuntado com óleo.

Taufatofua é atleta do taekwondo e tem 37 anos. Ele ficou famoso por conta do brilho de seu corpo besuntado em óleo de coco. Em entrevistas, ele mesmo reconheceu que exagerou na dose

Taufatofua é atleta do taekwondo e tem 37 anos. Ele ficou famoso por conta do brilho de seu corpo besuntado em óleo de coco. Em entrevistas, ele mesmo reconheceu que exagerou na dose.

Taufatofua estava acompanhado da atleta Malia Paseka, também lutadora

Taufatofua estava acompanhado da atleta Malia Paseka, também lutadora.

Em 2018, Pita Taufatofua, surpreendendo a todos, se classificou para a Olimpíada de Inverno na modalidade de esqui cross-country e, adivinha, também se besuntou inteiro.

O lutador de taekwondo, que foi até as oitavas de final na última edição dos Jogos Olímpicos, estava ao lado da também lutadora Maliaj Paseka como porta-bandeiras do país

O lutador de taekwondo, que foi até as oitavas de final na última edição dos Jogos Olímpicos, estava ao lado da também lutadora Maliaj Paseka como porta-bandeiras do país.

Taufatofua usou um colar na cerimônia em homenagem às vítimas da covid-19.

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Com 3 gols do capixaba Richarlison, Brasil vence a Alemanha na estreia em Tóquio

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O primeiro gol do atacante brasileiro foi marcado no início do jogo, aos sete minutos do primeiro tempo

Com um toque capixaba, o Brasil estreou com o pé direito no futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Mais especificamente, com o pé direito de Richarlison. Em partida que reeditou a decisão da última Olimpíada, o capixaba de Nova Venécia deu show, marcou três vezes e foi decisivo na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha no estádio de Yokohama, no Japão.

Em um primeiro tempo avassalador, o Brasil não deixou a seleção alemã ter tranquilidade com a bola no pé. Em noite iluminada, o Pombo então aproveitou a fragilidade defensiva adversária e começou o show a parte.

Inspirado com a camisa 10 da seleção, o capixaba Richarlison abriu o placar em Yokohama, no Japão logo com sete minutos. Após entrar no campo da Alemanha, ele recebeu um passe de Antony e finalizou duas vezes para abrir o placar. 

Logo depois, o jogador ampliou o marcador para o Brasil. Após cruzamento de esquerda de Guilherme Arana, atleta do Galo, o atacante brasileiro fez o segundo gol da partida.

Motivado, não demorou muito para o atacante do Everton, da Inglaterra, fazer seu terceiro gol em uma jogada com Matheus Cunha, centroavante brasileiro do Hertha Berlin. O capixaba recebeu do camisa 9 pela esquerda, cortou para o meio e soltou a bomba sem chances para o goleiro alemão. 

No final da primeira etapa, a seleção brasileira até teve a oportunidade de fazer o quarto gol, mas Matheus Cunha perdeu cobrança de pênalti e o primeiro tempo da partida terminou em 3 a 0.

SUFOCO NO SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, a seleção alemã voltou melhor e equilibrou as ações do jogo. Não atoa diminuiu o placar, com Amiri que finalizou de fora da área e contou com o quique da bola para enganar o goleiro Santos.

No entanto, o time brasileiro seguia criando bastante oportunidades no ataque, mas o time de André Jardine não conseguiu matar o jogo e foi empilhando chances perdidas. Até que aos 38 minutos, os alemães fizeram o segundo com Ache de cabeça e colocou pressão na partida.

Mas já nos acréscimos, o atacante Paulinho, que entrou no lugar de Richarlison, partiu em velocidade e bateu no ângulo para marcar um golaço e pôr fim ao sufoco brasileiro, fechando o marcador na estreia.

INESQUECÍVEL

Dono da partida e jogando pela primeira vez com a camisa 10 da seleção brasileira, Richarlison não escondeu a emoção para falar sobre o momento que classificou como inesquecível.

“É uma sensação que não tem como explicar. Estou feliz, com sonho realizado. Espero continuar assim e essa foi uma noite inesquecível na minha vida”, disse o camisa 10 da seleção brasileira, que também mandou um recado à família, reunida em Nova Venécia, norte do Estado. 

“Quero mandar um abraço à eles que estão me acompanhando lá, meus pais, sobrinhos e todos que estão lá. Infelizmente não pude estar por muito tempo com eles, mas foi o suficiente para recarregar minhas energias”, concluiu.

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