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Brasil

Avião com 2 milhões de doses de vacina da Índia chega ao Brasil

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A carga será levada ao Rio de Janeiro de avião e transportada com escolta da PF ao depósito da Fiocruz para rotulagem

Após uma semana de espera, os 2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Oxford/AstraZeneca chegaram ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, às 17h24 desta sexta-feira (20). A carga vinda da Índia chegou em um voo comercial da companhia aérea Emirates.

Os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fábio Faria (Comunicações), além do embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, receberam o imunizante no aeroporto de Guarulhos.

Após os trâmites alfandegários, a carga segue em aeronave da empresa Azul ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com pouso previsto para as 22h. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e Pazuello receberão as doses – que serão transportadas, com escolta da Polícia Federal, ao depósito de Bio-Manguinhos, da Fiocruz, que fará a rotulagem das ampolas.

As vacinas são produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia. A Fiocruz pagou R$ 54,9 milhões pelas doses.

A previsão da Fiocruz é de que as vacinas estejam rotuladas e prontas para distribuição em 24 horas. Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição começará na tarde de sábado (23), por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), que irá repassá-las aos estados de acordo com a proporção populacional de cada território.

O país conta com as 6 milhões de unidades da CoronaVac, mais 4,8 milhões aprovadas nesta sexta-feira (22) pela Anvisa, além das 2 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia. Elas são suficientes para imunizar cerca de 6 milhões de pessoas, pois é necessária a aplicação de duas doses.

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Brasil

Idosa aceita bala de estranhos, perde consciência e é obrigada a sacar R$ 3 mil

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Uma idosa de 61 anos teve R$ 3 mil roubados, após aceitar uma bala de estranhos em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ela relatou à Polícia Civil que aceitou o doce e percebeu um gosto estranho quando colocou na boca, se sentindo diferente e perdendo parcialmente a consciência. Os homens a colocaram em um carro e fizeram que sacasse a quantia em dinheiro. Ainda não há informação de qual substância ela pode ter ingerido.

De acordo com o relato da vítima à polícia, ela caminhava pela calçada quando foi abordada por um homem, que aparentava ter de 60 a 70 anos.

O suspeito começou a puxar assunto com a idosa, perguntando se ela conhecia um advogado, citando um nome específico. Com o intuito de ajudar, a vítima passou a procurar o nome citado no celular. Enquanto isso, um outro homem se aproximou dos dois. Ele insistiu para que a idosa aceitasse uma bala, e depois de várias tentativas, ela aceitou.

De acordo com o relato, ela sentiu um gosto ruim, mas engoliu mesmo assim. Depois de pouco tempo, a idosa perdeu parcialmente a consciência, e diz não saber exatamente como se sentiu. Na sequência, ela foi obrigada a entrar em um veículo com os dois suspeitos, que a conduziram até um banco.

A vítima teve que fazer três saques de R$ 1 mil. O homem mais novo a ameaçou, levantando a camisa e dando a entender que tinha uma arma. A dupla pegou o dinheiro, deixou a vítima perto do banco e foi embora no carro.

Depois de se recuperar, a idosa foi à Delegacia Sede de Praia Grande, onde registrou o caso como roubo. Os suspeitos ainda não foram identificados. Segundo a Polícia Civil, o caso será encaminhado ao 1º DP do município, que investigará o crime.

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Brasil

Fiocruz aponta atual momento como o pior desde o início da pandemia de Covid-19

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O Brasil enfrenta o pior momento desde o início da pandemia, com base na alta das taxas de ocupação de leitos do país. A informação está no novo Boletim Observatório Covid-19 divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz nesta sexta-feira (26).

Dados levantados pela Fiocruz entre 31 de janeiro a 20 de fevereiro mostram que os leitos de tratamento intensivo para a doença, destinados a adultos, estão com lotação crítica, isto é, igual ou acima de 80% em 12 estados e no Distrito Federal, além de 17 capitais, cidades que concentram mais recursos de saúde e, geralmente, mais populosas.

Um trecho do documento cita: “O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos”.

No mesmo período, a incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) segue em nível muito alto em todas as unidades da federação. 

Felipe Naveca, virologista e pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) diz que a chegada desse momento era previsível e que a realidade do Amazonas é um termômetro para o restante do país.  

“É uma informação muito preocupante. Parece que estamos vendo no restante do país algo que foi antecipado no Amazonas. Sempre que me perguntavam algo semelhante, eu dizia que o Amazonas entrou em colapso primeiro em 2020. Depois, os outros estados e o Sudeste começaram a entrar em colapso. O retrato do Amazonas foi uma antecipação do que a gente pode estar vendo agora. Esse dado do Observatório da Fiocruz vai ao encontro disto. Nós tínhamos uma falsa sensação de que tinha passado do pior momento, mas temos que lembrar que o vírus continua circulando, não zeramos o vírus. E nisso de continuar circulando, ele foi evoluindo”, afirma Naveca. 

O virologista da Fiocruz disse ainda que o país tem agora um cenário de maior preocupação, em função das variantes do vírus. 

“Não é surpreendente, não. Eu queria que tivéssemos avançado mais com as medidas de distanciamento. Não digo nem só do ponto de vista de recomendações e decreto. É claro que as pessoas precisam trabalhar, mas a gente consegue fazer as atividades com máscara, mantendo uma certa distância de outras pessoas e isso é muito importante neste momento. A vacinação ainda está muito no início, até ter a proteção da vacina para nossa população, ainda vai levar um bom tempo. E, por conta disso, precisamos reforçar as medidas de distanciamento, ainda mais com a circulação de variantes com maior poder de transmissão”, conclui o pesquisador.

Os dados apresentados pelo boletim reabrem também as discussões sobre o chamado “novo normal” e reforçam desafios, como a sobrecarga do sistema e saúde e dos profissionais da área, o lento processo de vacinação e as novas variantes.

“A gravidade deste cenário não pode ser naturalizada e nem tratada como um novo normal. Mais do que nunca urge combinar medidas amplas e envolvendo todos os setores da sociedade e integradas nos diferentes níveis de governo”, diz o documento.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira (26), o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda também avaliou o cenário. “Temos a maior média móvel da pandemia, batemos recordes por dois dias seguidos de óbitos no Brasil, casos elevados sem perspectiva de redução e 17 capitais perto do colapso do sistema de saúde. Com variante e sem vacina suficiente, com certeza é o pior momento”.

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