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Brasil

Avião com vacinas da Covid-19 bate em jumento ao pousar na Bahia

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Informação foi compartilhada nas redes sociais. Piloto não ficou ferido no acidente, já o animal ficou ferido e fugiu.

O prefeito de Ibotirama, Laercio Santana (PSB), falou sobre o avião com vacinas da Covid-19 que bateu em um jumento nesta quarta-feira (3). A informação foi compartilhada nas redes sociais da prefeitura da região após o ocorrido.

Aeronave bateu em jumento pouco depois de pousar na pista do aeródromo de Ibotirama — Foto: Gazeta 5

“Hoje, infelizmente, me deparo com a situação indesejada, mas graças a Deus sem nenhum prejuízo à saúde das pessoas. A gente tem que focar na responsabilidade de tentar ao máximo não deixar seus animais soltos”, falou.

Ainda segundo Laercio, a prefeitura vai iniciar o processo de captação desses animais das ruas, além de notificar os donos.

O prefeito também falou que está com um projeto pronto para que “consiga fazer novamente a proteção do aeroporto”, no entanto, ele disse que a população precisa ter consciência e não utilizar a pista do aeródromo.

“O povo tem que ter a consciência de não atravessar de moto, de não fazer [o aeródromo] de pista de caminhada. A gente tem que ter a noção que esse aeroporto é para nossa segurança, é para nossa funcionalidade do município. Peço encarecidamente a cada um de vocês: não façam caminhada no aeroporto, não deixem seus animais soltos na rua. Isso é muito importante”, pediu.

Na ocasião, o prefeito ainda ressaltou a importância do aeroporto para a região.

“A gente depende dele para que as coisas cheguem mais rápido e, caso necessário, a gente precise tirar alguém com UTI aérea agora no tempo da vacinação, onde nós somos o primeiro município do oeste a iniciar o processo de vacinação”, explicou.

Um avião da Casa Militar do Governador da Bahia, que fazia o transporte de doses da vacina contra a Covid-19 para a cidade de Ibotirama, no oeste do estado, se chocou contra um jumento que estava na pista do aeródromo do município, nesta quarta-feira.

A aeronave transportava quatro caixas com vacinas, que não foram danificadas. De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), não houve problemas com o imunizante nem com o piloto.

A aeronave teve danos pequenos e outro avião foi deslocado para dar a sequência ao transporte das vacinas.

A Sesab informou que o acidente não comprometeu a distribuição do imunizante. No entanto, por causa da logística, haveria atraso na chegada das vacinas às cidades de Barreiras, Guanambi e Santa Maria da Vitória, na região oeste do estado, vizinhas a Ibotirama. Até às 17h40 desta quarta, a Sesab não soube informar se as doses das vacinas já chegaram nos municípios.

Aeronave atingiu jumento em pista do aeródromo em Ibotirama — Foto: Gazeta 5

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o acidente aconteceu pouco depois que a aeronave pousou na pista. Uma equipe da Polícia Militar esteve no local para prestar auxílio à ocorrência e verificou que o animal ficou ferido e fugiu do local. Não há informações sobre as extensões dos ferimentos do animal.

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Brasil

Abate de jumentos para exportação cresce 8.000% e ameaça a espécie no Brasil

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Abate para comercialização da pele no mercado externo, tanto legal quanto ilegal, subiu para quase 92 mil animais no Brasil entre 2015 e 2019

Imagine um Brasil sem jumentos. Exagero? Pois a extinção desta espécie, de grande importância econômica e cultural – além do seu valor intrínseco – é uma possibilidade muito real. O abate de jumentos para comercialização da pele no mercado externo, tanto legal quanto ilegal, está ameaçando a existência destes animais no País. O alerta é feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP em artigo publicado numa edição especial do Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science sobre o bem-estar no manejo de jumentos e mulas. O trabalho mostrou que, considerando apenas os registros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o abate aumentou mais de 8.000% entre 2015 e 2019, quando foram mortos 91.645 animais. Entre 2010 e 2014, foram pouco mais de 1.000 abates em todo o País. Os pesquisadores apontam que o ritmo atual coloca em risco a espécie, cujo rebanho estimado no Brasil é de 400.000 animais, pois a taxa de reprodução não tem a mesma velocidade.

O abate de equídeos, como cavalos, mulas e jumentos, é aprovado no Brasil há muitos anos, e o decreto 9013/2017 oferece o arcabouço legal que permite o abate de jumentos e outras espécies. Com base em dados do Mapa, o artigo aponta que foram abatidos legalmente 135.254 jumentos entre 2002 e 2019. “Até 2010, a média era de 4.825 abates anuais; após cair para 46 por ano de 2011 a 2014, voltou a subir, chegando a 1.435 em 2015 e 2016”, relatam dois dos autores do artigo, o professor Adroaldo Zanella e a pesquisadora Mariana Gameiro, que realizou pós-doutorado na FMVZ. “Em 2017, foram registrados 26.127 abates e, em 2018, o número subiu para 62.622, porém, em 2019, o abate legal caiu para 25 animais, pois a atividade foi banida do Estado da Bahia devido a uma ação da sociedade civil ajuizada em novembro de 2018, mas revertida em setembro do ano seguinte.”

As estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) sobre a exportação de peles cruas e couros, mencionadas no trabalho, incluem, além dos jumentos, cavalos e mulas, e mostram que entre 2002 e 2019, os principais destinos das exportações brasileiras eram Itália, Portugal, Hong Kong, Espanha e China. “Entre 2002 e 2010, foram exportadas, em média, 7.354 toneladas de peles e couros por ano, a maior parte para atender à demanda de países europeus pela carne e couro de cavalos, mas uma proibição da União Europeia fez a média diminuir para 18,3 toneladas anuais entre 2011 e 2020”, apontam os autores do artigo. “Em 2019, as exportações foram de 98,8 toneladas, um aumento de 4.640% em relação ao ano anterior, que provavelmente está relacionado com o aumento do abate de jumentos e da exportação de peles, principalmente para China, Hong Kong e Vietnã.”

Ao pesquisarem o problema do abandono e desenvolverem um protocolo para avaliação de bem-estar para jumentos, em parceria com o projeto Animal Welfare Indicators, da União Europeia, os autores do trabalho tomaram conhecimento da demanda internacional pela pele dos jumentos. “Na China, a elevação do padrão de vida da população criou demanda para produtos antes acessíveis somente à elite, como o eijao, uma gelatina extraída da pele de jumentos, ingrediente de tônicos e cremes faciais, usada na medicina tradicional chinesa para tratar anemia, problemas do aparelho circulatório e reprodutivos, principalmente em mulheres, além de insônia, sem nenhuma comprovação científica de eficácia”, apontam Zanella e Mariana. “O aumento da demanda teve sérias consequências para a população de jumentos na China, que diminuiu 75% entre 1994 e 2018, segundo dados de 2020 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).”

Abate ilegal

Como boa parte do mercado mundial de pele de jumentos ocorre de modo ilegal, os dados sobre o abate e sua venda no mercado externo não são muito precisos. “O que aconteceu foi uma ação predatória de captura de jumentos abandonados, roubos, compra de animais a preços irrisórios e transporte que atravessaram o Nordeste do Brasil sem as devidas comprovações de sanidade, colocando em risco a saúde animal e humana”, ressaltam Zanella e Mariana.

Oficialmente, apenas na Bahia foram registrados 84.112 abates legais de jumentos entre 2017 e 2019, porém os pesquisadores apontam que “o número real efetivamente é maior, em função dos abates ilegais ocorridos naquele Estado, com os animais sendo capturados em estradas ou comprados por até 30 reais para serem levados ao abate e terem as peles exportadas”. “A ONG The Donkey Sanctuary calcula que, em 2021, 64 mil jumentos serão abatidos no Brasil e, considerando as perdas, o número de animais mortos pode chegar a 76.800”, afirmam. “De acordo com o último censo do IBGE, em 2017, a população brasileira de jumentos é de 376.874 animais, número que não inclui os animais abandonados, porém, muito inferior, por exemplo, ao número de cabeças de gado bovino, que ultrapassam os 200 milhões. Mantido o ritmo atual de abate, a existência da espécie está ameaçada, pois a taxa de reprodução dos animais não acontece na mesma velocidade.”

De acordo com os pesquisadores, a demanda pela pele para a produção de eijao levou os chineses à África e a outros países da Ásia, onde causaram enormes problemas para pequenos produtores agrícolas e empreendedores que usavam jumentos, pelo fato de que inflacionaram o preço e criaram um ambiente propício para o roubo de animais. “Especula-se que, silenciosamente, o Brasil se transformou em um fornecedor de peles, especialmente pelo engajamento de empresários brasileiros que tinham ações de colaboração com chineses”, apontam Zanella e Mariana. “Tudo ocorrendo de uma forma muito desorganizada.”

Não existe uma indústria de abate de jumentos visando à produção de carne ou peles, levando ao uso improvisado de sistemas adotados para outras espécies. “Por exemplo, o banho de água no período pré-abate é extremamente aversivo para os jumentos, fazendo com que o animal se negue a caminhar, o que acarreta a utilização de choques elétricos para facilitar a locomoção”, destacam os autores do trabalho. “Apesar da cadeia de abate de animais com inspeção federal do Brasil ser uma das melhores do mundo, houve muita frustração entre os fiscais ao constatarem que pessoas muito bem treinadas em abate de outras espécies fossem convidadas a operar em condições abaixo de seu nível de qualificação.”

O professor Zanella, coordenador do Centro de Estudos Comparativos em Saúde, Sustentabilidade e Bem-Estar (CECSBE) da FMVZ, desde 2016 supervisiona ações para melhorar o bem-estar dos jumentos na Bahia e no Ceará e orienta pesquisas para desenvolver estratégias de prevenção de acidentes com jumentos. Em sua pesquisa, Mariana analisou as diferentes representações sociais acerca dos jumentos nordestinos e os principais grupos de atores ligados ao comércio de peles, compondo um banco de dados qualitativos avançado para a criação de políticas públicas sustentáveis. “A resiliência do jumento se confunde com a do povo nordestino, ele está na arte, na música, no folclore, e a ideia de que a comercialização da pele sirva a uma indústria sem benefícios práticos contraria suas expectativas, reforçando a mobilização da sociedade civil para proteger os animais”, concluem.

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Brasil

Mãe é presa por forjar sequestro do filho e pedir R$ 70 mil de resgate

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Mulher justificou crime por acumular dívidas com cartões de créditos e agiotas; ela vai responder por extorsão

Uma mulher foi presa em flagrante por policiais da DAS (Delegacia Anti Sequestro) após forjar o sequestro do próprio filho, de 3 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, Raimunda Souza, 43, saiu de casa com a criança dizendo para o marido que iria levá-lo ao pediatra.

Horas depois, a acusada começou a mandar mensagens para o companheiro relatando que ela e o menino teriam sido sequestrados e que os supostos criminosos estariam pedindo R$ 70 mil para o resgate.

Ainda de acordo com a polícia, para dar credibilidade à farsa, Raimunda colocou o filho chorando ao telefone para falar com o pai, que entrou em desespero. Diante da situação, os agentes foram até a clínica pediátrica para colher mais informações que levassem ao paradeiro da mãe e do filho.

No local, os policiais descobriram que Raimunda não tinha consulta marcada e tampouco havia comparecido à unidade de saúde. Após buscas, uma equipe da DAS localizou a mãe e o menino em uma área de recreação do Shopping Main Street 200, na estrada dos Três Rios, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Após ser desmascarada, ela contou aos policiais que tirou fotos dela e da criança no banheiro do shopping para enviar ao marido. A acusada relatou ainda que estava devendo dinheiro em vários cartões de crédito e também para agiotas.

Como a criança ainda está em fase de amamentação, a mãe responderá em liberdade pelo crime de extorsão, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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