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Política Nacional

Bancada capixaba define maioria dos votos em Arthur Lira

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Mesmo assim, dois parlamentares do Estado ainda não definiram o voto. No Senado, eleição está mais equilibrada e apenas um não definiu seu voto ainda

A maioria dos deputados da bancada capixaba em Brasília deve votar no candidato do governo, Arthur Maia (PP-AL) para a presidência da Câmara dos Deputados. Embora o voto seja secreto, a maior parte dos parlamentares do Estado já anunciou em quem vai votar.

Amaro Neto (Republicanos), Neucimar Fraga (PSD) e Evair de Melo (PP) disseram que vão votar de acordo com a orientação dos respectivos partidos. Republicanos e PSD indicaram voto em Arthur Lira, que é do PP, mesmo partido de Evair. Lauriete (PSC) também declarou voto no candidato governista. A última a declarar apoio a Lira foi a deputada Norma Ayub (DEM).

“A decisão pela Presidência da Câmara Federal exige da cada um de nós deputados um compromisso de alta responsabilidade com a nação. Por isso minha preocupação em ouvir os candidatos, e analisar suas propostas de gestão da Casa, suas prioridades de pauta para debate no plenário. Optei por aquele que julgo que poderá melhor conduzir as pautas sociais, e de desenvolvimento com geração de empregos, num País que foi duramente castigado pela pandemia. Voto em Arthur Lira”, escreveu Norma.

Já os deputados Helder Salomão (PT) e Felipe Rigoni (PSB) disseram que estão fechados com Baleia Rossi (MDB), candidato lançado e apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Os deputados Ted Conti (PSB) e Josias da Vitória (Cidadania) ainda não declararam em quem votarão na eleição de hoje.

Senado

Já no Senado, a preferência dos capixabas está mais dividida. O senador Fabiano Contarato anunciou o voto em Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato apoiado pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e também pelo presidente Jair Bolsonaro. 

“O senador Pacheco deu mostras de ser um político de diálogo e independência em sua trajetória. Espero e confio que ele cumpra com sua promessa de atuação independente, sem representar qualquer sorte de continuísmo: quando as condições políticas do impeachment estiverem dadas, decerto que não será ele a impor óbice indevido ao andamento da denúncia, caso a Câmara cumpra seu papel e admita a denúncia”, disse Contarato.

Já a senadora Rose de Freitas (MDB) disse que votará em Simone Tebet (MDB-MS). “Pretendo votar em Simone, mas gostaria também de conhecer as propostas dela para a votação das reformas e as prioridades das pautas, além do enfrentamento dos problemas sociais do Brasil que geraram um enorme déficit com a sociedade”.

O senador Marcos do Val (Podemos) não declarou o voto e disse que ainda está analisando o melhor candidato para comandar o Senado pelos próximos dois anos. 

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Política Nacional

“Precisamos pacificar o país”, diz Eduardo Leite em visita ao ES

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Em seu discurso, Eduardo Leite afirmou que é necessário ter bom senso e equilíbrio para focar no enfrentamento dos problemas do Brasil

Pacificar o Brasil! Esta é a meta do pré-candidato à presidência, Eduardo Leite (PSDB). Atual governador do Rio Grande do Sul, ele esteve no Espírito Santo neste sábado (23) e se reuniu com apoiadores e representantes do partido. 

Eduardo Leite enfrenta o governador paulista João Doria e Arthur VIrgílio, ex-prefeito de Manaus, nas prévias pela candidatura do PSDB à Presidência da República nas eleições de 2022.

Em seu discurso, Eduardo Leite afirmou que “o Brasil não precisa de um terceiro polo de radicalização”. O governador ressaltou que é necessário ter bom senso e equilíbrio para focar no enfrentamento dos problemas do país. 

“Estamos vendo a quantidade de inflação, de estagnação econômica se projetando para 2022, uma perda no poder de compra e na renda das famílias. Os reais problemas que devem ser enfrentados são esses: inflação, desemprego, gerar crescimento econômico para incluir as pessoas no mercado de trabalho e dar mais renda às famílias”, disse. 

Quando questionado sobre os possíveis adversários, Leite afirmou que não iria fazer considerações e adjetivações para ressaltar defeitos dos adversários para conquistar simpatia e apoio de possíveis eleitores. “Queremos ganhar essa eleição pela qualidade do nosso projeto e não pelo defeitos dos adversários”, disse. 

E completou: 

“Essa tentativa de desfazer, de destruir e desconstruir o que pensa diferente da gente, foi o que gerou para o Brasil esses problemas que estamos vivenciando. Esse é um sentimento que nem é próprio do brasileiro. O brasileiro não é do ódio, não é da guerra, não é do conflito. É um povo afetivo que gosta de construir coisas boas. Mas nos convenceram e permitimos que nos convencessem, de que deveríamos promover um enfrentamento uns aos outros”, afirmou.

Questionado sobre ser ou não uma opção da chamada “terceira-via”, Eduardo Leite disse que o seu foco está no Brasil que “podemos ser”. “Lula (PT) é o Brasil que já foi. Bolsonaro (sem partido) é um Brasil que estamos sendo, e que não está bom. Eu não quero discutir o Brasil que já foi, nem o que estamos sendo. Eu quero discutir o Brasil que podemos ser. O Brasil que queremos ser”, afirmou. 

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Política Nacional

Senado aumenta o número de mulheres em cargos de chefia

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Elas passaram a ocupar 32% dos postos depois da implementação de plano para combater assédio, machismo, racismo e homofobia

O número de mulheres em cargos de comando (chefia, coordenação e alta assessoria) no Senado saltou de 12% para 32% desde a criação do Plano de Equidade de Gênero e Raça, há dois anos.

No período, foram 81 casos suspeitos de assédio sexual ou moral investigados pela Polícia do Senado. As mulheres são as principais vítimas, mas, desde a implementação do plano, o número caiu. Eram 77% das vítimas em 2019. No ano passado, o número caiu para 57%. 

Considerado um sucesso, o projeto foi ampliado e relançado nesta sexta-feira (22), com metas para os próximos 30 meses. Entre elas, a criação de programas de combate aos preconceitos estruturais presentes na sociedade em geral, como o machismo, o racismo e a homofobia.

A senadora Leila Barros (Cidadania-DF), procuradora especial da Mulher no Senado, participou do lançamento da segunda edição do plano. “Durante parte substantiva da história independente do nosso país, a grande maioria de mulheres, negros e indígenas foi governado por minorias que decidiram seu lugar sobre todos os temas”, destacou a senadora.

O plano é o único do tipo na administração pública, mas pode ser “copiado” por parceiros que queiram implementar práticas como monitoramento e acompanhamento de casos de assédio moral ou sexual, promoção de ações de respeito à diversidade e, ainda, de combate à gordofobia.

O trabalho é estendido aos funcionários terceirizados que prestam serviço na Casa, que não podem ser demitidos por denunciar um caso de assédio, por exemplo, e também aos estagiários, que contam com atividades de conscientização, como destaca a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

“[Os estagiários] são um grupo que aparece na pesquisa de clima organizacional como reconhecendo que o Senado é um ambiente livre de assédios. Porque ele se sente protegido e recebe toda a orientação quando entra no Senado sobre como fazer denúncias, quais são os direitos e o que se espera da conduta no ambiente de trabalho”, ressalta Ilana.

O combate ao racismo é outra preocupação do novo plano, que prevê o lançamento, no Dia da Consciência Negra (19 de novembro), do Observatório de Equidade no Congresso Nacional e também nas assembleias legislativas. 

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