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Política Nacional

Bolsonaro e Maia entram em conflito público

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Os presidentes da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), entraram em conflito público em entrevistas exclusivas ao vivo para a CNN.

Bolsonaro foi entrevistado primeiro. Ao ser questionado se existe uma conversa entre os poderes para que haja uma contenção visando a recuperação do valor que está sendo usado para a saúde, o presidente da República respondeu: “O que nós projetamos de economia com a reforma da Previdência praticamente foi engolido em poucos meses”.

Em seguida, partiu para o ataque: “Não vou trair a minha consciência e deixar de falar a verdade. Eu lamento a posição do Rodrigo Maia nessas questões. Lamento muito a posição dele, que resolveu assumir o papel do Executivo com ataques bastante contundentes à nossa posição”, disse.

“Ele tem que entender que ele é o chefe do Legislativo, e ele tem que me respeitar como chefe do Executivo”, disse. “O Brasil não merece a atuação dele na Câmara. Péssima sua atuação”, acrescentou.

Questionado se haveria falta de diálogo entre os poderes, Bolsonaro respondeu: “Da parte dele. Da minha parte, não. Parece que a intenção é outra do senhor Rodrigo Maia. Ele está conduzindo o Brasil para o caos. Não temos como pagar uma dívida monstruosa que está aí, não há recurso”.

Ele ressaltou que as críticas eram voltadas ao presidente da Câmara, não à Casa. “O Brasil, quero deixar bem claro, não merece o que o senhor Rodrigo Maia está fazendo. O Brasil não merece a atuação dele dentro da Câmara. Não é o Parlamento brasileiro, é a atuação dele. Rodrigo Maia, péssima a sua atuação. Quando você fala em diálogo, a gente sabe qual é o teu diálogo, então esse tipo de diálogo não vai ter comigo”, acrescentou. “Não estou rompendo com o Parlamento, não. Muito pelo contrário, é a verdade que tem que ser dita”, disse.

O presidente acrescentou que Maia “está botando uma conta no meu colo que vai chegar à casa de R$ 1 trilhão. E o Brasil não tem isso aí”.

Pouco depois da entrevista de Bolsonaro, Maia conversou, pela internet, com o jornalista William Waack. Questionado sobre os ataques, o presidente da Câmara respondeu:

“O presidente ataca com um velho truque da política, para mudar de assunto. Para nós, o assunto continua sendo a saúde”, disse.

Maia acrescentou que não responderá a Bolsonaro “no nível que ele quer que eu responda”. “O presidente não vai ter de mim ataques. Ele nos joga pedras, o Parlamento vai jogar flores ao governo federal.”

Maia ressaltou que o momento pede união em torno de um só objetivo: salvar vidas. “A crise é horizontal, o isolamento é horizontal, não vertical. Não escolhemos quem vamos salvar”, disse ele, em referência à estratégia proposta por Bolsonaro, em que só pessoas em grupo de risco adotariam o isolamento social.

“Precisamos ter responsabilidade, sangue frio e pauta”, falou. “O presidente passou 27 anos aqui [na Câmara dos Deputados], espero que tenha aprendido que aqui é a casa do diálogo”.

O deputado lembrou as propostas que estão em pauta na casa legislativa agora para tentar mitigar os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus. Ele citou a aprovação do Orçamento de Guerra, a ampliação da renda básica emergencial e a criação de uma linha de crédito para o microempreendedor.

“Não podemos criar mais insegurança. Presidente, conte com a Câmara”, declarou.

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Política Nacional

Guedes quer distribuir parte do lucro da Petrobrás aos ‘mais pobres’, por meio de um fundo

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo quer criar um fundo com ativos da Petrobrás para pagar dividendos “principalmente a pessoas mais frágeis”. Depois de o presidente Jair Bolsonaro questionar se o “Petróleo é nosso ou é de um pequeno grupo no Brasil?”, Guedes defendeu o pagamento de dividendos para o “povo brasileiro”.

“É o seguinte, ou paga dividendos para mais pobres, ou vende. Não pode [Petrobrás] ficar dando prejuízo”, afirmou. “Tem uma turma que começa com ‘o petróleo é nosso’, então pega os mais pobres e vamos dar um pedaço para eles. Temos ideia de fazer algo parecido um pouco à frente, criar um fundo e colocar ativos lá, principalmente para mais frágeis. Vamos fazer um programa de transferência na veia, pega os 20%, 30% mais pobres e dá a sua parte [da Petrobrás].”

As declarações foram gravadas por Guedes na última sexta-feira, 26, para um podcast com o youtuber Thiago Nigro, do canal Primo Rico, que foi ao ar no início da manhã desta terça-feira, 2. No programa, Guedes disse que as privatizações estão muito atrasadas, assim como a proposta de reforma tributária e a abertura comercial.

O ministro já defendeu esse modelo. Em setembro do ano passado, quando o governo e o Congresso discutiam um novo programa social para substituir o Bolsa Família, Guedes deu mais detalhes. Segundo ele, a ideia é criar um Fundo Brasil com cotas do capital de estatais que não estão nos planos de privatização, como Petrobrás e Caixa Econômica Federal. É o que o Guedes vem chamado de “dividendo social”. Todo ano, as estatais vão destinar uma parte do lucro para esse fundo, que bancaria uma complementação de renda para os beneficiários do Renda Brasil.

“Em vez de a União receber R$ 25 bilhões no fim do ano em dividendos, vamos receber R$ 24 bilhões e R$ 1 bilhão vai para os brasileiros mais frágeis. Faremos o maior programa de distribuição de riqueza, e não de renda”, disse Guedes na ocasião.

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Política Nacional

Evair de Melo é convidado de Bolsonaro em evento no Ceará

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O deputado federal Evair de Melo, vice-líder do governo na Câmara dos deputados tem mantido uma interlocução constante sobre as melhorias necessárias em todo o Brasil

Isso inclui agendas no Espírito Santo e em outras unidades da federação onde o governo federal tem atuado na melhoria da infraestrutura.

Na manhã desta sexta-feira (26), o deputado Evair de Melo participou das visitas às obras de infraestrutura no Ceará, atendendo um convite para integrar a comitiva do presidente da República Jair Bolsonaro.

O vôo com a comitiva partiu 7h30 de Brasília rumo à Fortaleza.

“Além de acompanhar o presidente, terei a oportunidade de defender mais projetos e investimentos na infraestrutura no Espírito Santo”, comentou o vice-líder do governo, Evair de Melo na noite desta quinta-feira(25). A soma dos contratos assinados nesta sexta (26), para as aguardadas intervenções e retomadas de obras paralizadas no Ceará chegam a R$ 88 milhões.

O deputado Evair de Melo possui forte atuação com o Ministério da Infraestrutura. Recentemente, realizou lives com o Ministro Tarcísio de Freitas sobre a “Infraestrutura capixaba: desafios e oportunidades”.

Nos debates online, um dos assuntos que entraram na pauta do Ministro e do deputado federal foi o projeto de concessão da BR-381/262/MG/ES, além de um ao vivo com o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura Diogo Piloni, para levar mais esclarecimentos ao público sobre a cabotagem.

O deputado Evair tem se mostrado atuante nessa constante interlocução com o governo federal visando fortalecer a logística em todo o estado do Espírito Santo.

Em suas redes sociais, o Ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas destacou que sua pasta “tem zerado passivo de obras paradas no Ceará”. Lá foi assinada a retomada de 3 obras: Na BR-222, Travessia de Tianguá (parada há 10 anos) e novo traçado em Umirim e Frios (5 anos). Na BR-116, viaduto de acesso a Horizonte (3 anos).

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