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Política Nacional

Bolsonaro libera R$ 5,5 bilhões para produção e aquisição de vacinas

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Medida visa custear distribuição de mais 50 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19 no segundo semestre de 2021

O presidente da República, Jair Bolsonaro, editou medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 5,5 bilhões em favor do Ministério da Saúde. A medida visa custear a produção, o fornecimento e a distribuição de mais 50 milhões de doses de vacina contra a covid-19 no segundo semestre de 2021, por meio de insumo farmacêutico ativo  (IFA) fornecido pela empresa AstraZeneca. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta segunda-feira (10).

Uma parte desse recurso, cerca de R$ 1,68 bilhão, será repassado diretamente para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para garantir a compra de 50 milhões de doses de vacina Covishield, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

Outros R$ 3,82 bilhões serão utilizados para a aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina e outras despesas associadas à imunização, segundo informou o governo.

De acordo com o governo, o crédito será destinado ainda à aquisição de mais 100 milhões de doses de vacina e outras despesas associadas à imunização, em complemento ao crédito extraordinário referente à Medida Provisória nº 1.015, de 17 de dezembro de 2020, reaberto pelo Decreto nº 10.595, de 7 de janeiro de 2021.

O governo já havia editado, no ano passado, outra medida provisória que previa a destinação de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas contra a covid. Ao longo de todo o exercício de 2020 e no início de 2021, foram editadas medidas provisórias de crédito extraordinário que destinaram, no total, R$ 64,2 milhões ao Ministério da Saúde para o enfrentamento da pandemia.

Estimativa para esta semana

O Ministério da Saúde espera receber 8,228 milhões de doses de vacinas nesta semana, segundo estimativa da pasta obtida pela reportagem da Record TV. Nesse número, estão incluídos fármacos da CoronaVac, fabricados pelo Instituto Butantan, de Oxford, feitos pela Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), e uma leva de doses importadas da Pfizer proveniente dos Estados Unidos.

Até sexta-feira (14), serão 4,1 milhões de aplicações da CoronaVac, sendo que nesta segunda-feira (10) já foram enviadas 2 milhões. Na quarta-feira, o Butantan deve enviar mais 1 milhão e, na sexta (14), mais 1,1 milhão de doses. Nesta manhã, o Ministério da Saúde começou a enviar para os estados um lote de 1,1 milhão de doses da Pfizer.

(Com informações da Agência Brasil)

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Política Nacional

PF volta a indiciar Aécio Neves por corrupção e caixa dois em 2014

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Tucano é suspeito de ter negociado vantagens indevidas com a Odebrecht para financiar campanha do PSDB de Minas em 2014

O  deputado federal Aécio Neves (PSDB) foi indiciado novamente pela Polícia Federal em decorrência de investigações da Operação Lava Jato. Desta vez, o tucano é suspeito de ter negociado o recebimento de vantagens indevidas da empreiteira Odebrecht para financiar a campanha eleitoral do PSDB de Minas em 2014.

Segundo a investigação, a partir de elementos colhidos em acordo da delação premiada de executivos da Odebrecht, foi “combinado com Aécio Neves o pagamento da quantia de R$ 6 milhões, dívidido da seguinte maneira: R$ 3 milhões para Pimenta da Veiga, Anastasia e Aécio; e R$ 3 milhões para Dimas Fabiano Toledo e outros deputados da sua base aliada”.

Em 2014, o então senador Aécio Neves foi candidato a presidente da República pelo PSDB. Em Minas Gerais, a chapa foi formada pelo ex-ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, candidato a governador do Estado, e Antonio Anastasia, candidato ao Senado. Já o deputado Dimas Fabiano, filho do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, foi candidato à reeleição na Câmara dos Deputados. Anastasia e Dimas foram eleitos. Já Aécio e Pimenta foram derrotados.

Indiciados

Aécio Neves e Dimas Fabiano foram indiciados por corrupção passiva, formação de quadrilha e falsidade ideológica eleitoral, mais conhecido como caixa 2 de campanha. Segundo reportagem da RecordTV Minas, o relato dos delatores bateu com a perícia realizada no sistema de propina da Odebrecht e com as planilhas apreendidas com os doleiros. Pimenta da Veiga e Anastasia não foram indiciados por falta de provas.

A investigação foi aberta pela Procuradoria Geral da República, em Brasília. Em outubro de 2019, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a “remessa dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de MInas Gerais para o prosseguimento das investigações”.

O inquérito foi concluído pela Polícia Federal em Belo Horizonte no mês passado. Cabe agora ao Ministério Público denunciar à Justiça ou pedir o arquivamento do caso.

Caixa dois

Segundo despacho do ministro Ricardo Lewandowski, com base na delação premiada dos executivos da Odebrecht, o pagamento dos R$ 6 milhões foi feito em dinheiro vivo em endereços em Belo Horizonte. Três milhões foram entregues “em residência localizada na Avenida Olegário Maciel, Bairro de Lourdes, Belo Horizonte, com exceção do valor de R$ 500 mil destinados a Aécio Neves, que foram entregues a Oswaldo Borges da Costa, em concessionária de máquinas e caminhões situada na Rodovia BR-381”.

O empresário Oswaldo Borges da Costa é apontado como tesoureiro informal da campanha presidencial de Aécio em 2014. Quando o tucano foi governador, ele foi presidente da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais, a Codemig, resposável pela construção da Cidade Administrativa, que também foi alvo da Lava Jato. Oswaldinho, como é mais conhecido, também foi indiciado pela Polícia Federal.

Quanto aos valores destinados ao deputado federal Dimas Toledo Júnior, afirmaram os delatores da empreiteira Odebrecht que o dinheiro foi entregue na residência de seu ex-assessor na época da Assembleia Legislativa, localizada no bairro Sion, em Belo Horizonte. O ex-assessor de Dimas também foi indiciado pela Polícia Federal.

Outro lado

Em nota, o advogado de Aécio, Alberto Toron, disse ter recebido a notícia do indiciamento com enorme surpresa. Ele afirma que a conclusão da investigação vem no sentido oposto de decisões recentes do Supremo, que analisando os mesmos fatos em outro caso, determinou o seu arquivamento. Ainda segundo o advogado, o indiciamento foi açodado e insólito, por isso, a defesa vai adotar medidas cabíiveis.

A assessoria de Dimas Fabiano disse que as doações da campanha de 2014 foram declaradas à Justiça e que o deputado jamais recebeu recurso de caixa 2, nunca foi tesoureiro de campanha, não intermediou repasses para outros candidatos, nunca solicitou doação da Odebrecht e que não conhece os delatores da empreiteira.

O advogado de Oswaldo Borges, Carlos Arger, disse que seu cliente já depôs na investigação, que não há provas contra ele e que no despacho do ministro do STF ele não figura como investigado.

O advogado de Pimenta da Veiga, Sânzio Baioneta Nogueira, afirmou que a investigação comprova a lisura dos 40 anos de vida pública de seu cliente, que nunca teve envolvimento com ilícitos e jamais recebeu doações não declaradas e que foi feita Justiça.

Procurado pela reportagem, o senador Anastasia não se manifestou.

Questionada se gostaria de se manifestar sobre a conclusão do inquérito, a assessoria de imprensa da PF informou que está apurando as informações solicitadas.

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Política Nacional

Reforma Administrativa: entenda o que foi aprovado e próximos passos

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A Reforma Administrativa avançou na Câmara dos Deputados nesta semana. A Comissão Especial, que discutia o tema, aprovou a PEC 32/20 por 28 votos a 18.

O texto não inclui atuais servidores, mas estabelece a avaliação de desempenho para os que ingressarem futuramente, entre outras medidas. Confira as principais inovações.

As principais mudanças promovidas pela reforma administrativa

Convênios

O texto aprovado mantém os instrumentos de cooperação com empresas privadas, um dos alvos de críticas da oposição, facilitando parcerias, mesmo que sem ônus financeiro.

Temporários

Será permitido contratos temporários a partir de processo seletivo impessoal e mantendo direitos trabalhistas, ainda que simplificado. Neste caso, apenas haverá dispensa em caso de “urgência extrema”.

Redução de jornada

Em cenários de crise fiscal, será permitida a redução salarial de servidores em até 25% desde que também reduzida a jornada correspondente. Essa medida, por exemplo, poderia ter sido aplicada no auge da pandemia.

Fim de privilégios para o Executivo

Há um conjunto de benefícios que foram restringidos na reforma para os servidores do Executivo, como férias superiores a 30 dias, adicionais por tempo de serviço, aumento de remuneração ou parcelas indenizatórias com efeitos retroativos, licença-prêmio, licença-assiduidade ou outra licença por tempo de serviço, aposentadoria compulsória como punição, indenização por substituição, parcelas indenizatórias sem previsão de requisitos e critérios de cálculo definidos em lei, além de progressão ou promoção baseadas exclusivamente em tempo de serviço.

Avaliação de desempenho

Houve a facilitação da abertura de processos administrativos para perda de cargo de servidores com avaliação de desempenho insatisfatório. Para tanto, será necessário duas avaliações insatisfatórias consecutivas ou três intercaladas, no período de cinco anos.

Há ainda a previsão de regras para gestão de desempenho, com avaliação periódica e contínua.

Cargos exclusivos

A reforma administrativa definiu um rol de cargos exclusivos de Estado, que não podem ter convênios com a iniciativa privada e serão protegidos do corte de despesas de pessoal. Trata-se de atividades finalísticas da segurança pública, manutenção da ordem tributária e financeira, regulação, fiscalização, gestão governamental, elaboração orçamentária, controle, inteligência de Estado, serviço exterior brasileiro, advocacia pública, defensoria pública e atuação institucional do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, incluídas as exercidas pelos oficiais de Justiça, e do Ministério Público.

Próximos passos

A proposta agora será encaminhada ao plenário da Câmara dos Deputados, e pode ser colocada em votação a partir de decisão do presidente da Casa, Deputado Arthur Lira (PP/AL).

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