conecte-se conosco


Política Nacional

Bolsonaro lidera corrida eleitoral para 2022 com 35%; Lula tem 21%

Publicado

Em eventual 2º turno, há empate em pesquisa realizada pelo PoderData.

Pesquisa realizada pelo PoderData mostra o presidente Jair Bolsonaro à frente na corrida eleitoral para 2022, com 35% das intenções de voto. O ex-presidente Lula (PT) aparece em 2º lugar, com 21%.

O ex-ministro Sergio Moro foi citado por 11% dos entrevistados. Outros 11% afirmaram que iriam votar branco ou nulo.

Os dados foram coletados de 14 a 16 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 459 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Em 2018, mesmo preso em Curitiba, Lula foi registrado candidato à Presidência da República. Seu vice foi Fernando Haddad, que acabou encabeçando a chapa quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou a candidatura do petista.

Hoje, o cenário é diferente. Lula foi solto em novembro de 2019. Também há 1 processo no STF (Superior Tribunal Federal) que pede a suspeição do ex-juiz Sergio Moro na operação Lava Jato. Atualmente, o político está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Tenta na Justiça recuperar seus direitos políticos.

A decisão dos ministros da Corte, se favorável a Lula, pode anular 1 dos processos que impedem o petista de se candidatar. O ministro Gilmar Mendes já afirmou que quer pautar o tema “assim que possível”.

Além de duas condenações (casos tríplex do Guarujá e sítio de Atibaia), Lula enfrenta duas denúncias da Lava Jato em Curitiba, 4 ações na Justiça Federal do Distrito Federal e uma na Justiça Federal de São Paulo.

O PoderData separou recortes para as respostas à pergunta sobre as intenções de voto em 2022. Foram analisados os perfis por sexo, idade, nível de instrução, região e renda.

Jair Bolsonaro 

  • melhor entre: homens (42%); residentes do Centro-Oeste (51%); e desempregados ou sem renda fixa (39%);
  • pior entre: mulheres (30%); os que têm de 16 a 24 anos (24%); os com ensino superior (23%); e residentes do Norte (24%).

Lula

  • melhor entre: os que têm de 45 a 59 anos (28%); os que ganham até 2 salários mínimos (26%) e de 2 a 5 salários mínimos (27%);
  • pior entre: os que ganham mais de 10 salários mínimos (12%).

Leia a estratificação completa no infográfico abaixo:

APOIADORES DE BOLSONARO

PoderData analisou as intenções de voto dos entrevistados conforme a avaliação sobre o trabalho de Bolsonaro como presidente.

Quase metade (49%) dos que consideram o chefe do Executivo “ruim” ou “péssimo” afirmaram que votariam em Lula. Já entre os que acham o presidente “regular”, 23% preferem Sergio Moro.

Quase 8 em 10 (78%) dos que avaliaram positivamente (“ótimo” + “bom”) o trabalho do presidente querem sua reeleição.

CENÁRIO 2

Os entrevistados também foram consultados sobre as intenções de voto em 1 cenário com Fernando Haddad (PT) na disputa, em vez de Lula. Nessa simulação, Jair Bolsonaro permanece com a preferência de 35% dos eleitores. Aparecem empatados na 2ª posição Sergio Moro (13%) e Fernando Haddad (10%), considerando a margem de erro.

O petista empata ainda tecnicamente com Ciro Gomes (7%) e Luiz Henrique Mandetta (7%), do DEM.

Os percentuais variaram dentro da margem de erro desde a última vez que o PoderData abordou o assunto, no início de agosto.

Como no 1º cenário, Bolsonaro se sai melhor entre homens (41%), moradores do Centro-Oeste (46%) e os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (42%).

Já Moro se sai melhor entre os que têm 60 anos ou mais (18%), os com ensino superior (18%), os moradores do Centro-Oeste (18%) e os que ganham até 2 salários mínimos (19%) e de 5 a 10 salários mínimos (21%).

Leia a estratificação completa e saiba onde qual candidato se sai melhor e pior:

APOIADORES DE BOLSONARO

Dos que rejeitam o trabalho do presidente, 25% afirmaram que votariam em Fernando Haddad, e 17%, em Mandetta.

Os que consideram a atuação de Bolsonaro “regular” preferem Moro, que tem 26% das intenções de voto nesse grupo.

Já 78% dos que acham o trabalho do chefe do Executivo “ótimo” ou “bom” querem sua reeleição.

2º TURNO: EMPATE DE BOLSONARO E LULA

Em 1 cenário com disputa entre Bolsonaro e Lula no 2º turno, há empate. Ambos têm 41%.

Os resultados são parecidos quando os entrevistados são questionados sobre a possibilidade de uma disputa entre Bolsonaro e Moro. Nesse caso também há empate, considerando a margem de erro do estudo, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A presidente nacional do partido e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) afirmou em entrevista ao Poder em Foco veiculada no último domingo (13.set.2020) que é “possível” seu partido fazer uma composição com outra sigla de esquerda e abrir mão da cabeça de chapa na eleição presidencial DE 2022. Ela afirma, no entanto, que é preciso que o candidato da outra sigla tenha voto para assumir essa posição.

Neste momento, mostra o PoderData, não há nenhum nome de esquerda à frente de Lula ou Haddad.

Leia mais:  Leilões de petróleo e gás devem gerar R$1,1 trilhão em investimentos
publicidade

Política Nacional

Reforma tributária deve sair este ano, diz Bolsonaro

Publicado

Projeto é uma das apostas do governo para retomada da economia brasileira após a pandemia do novo coronavírus

presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira (21) que o governo buscará fazer a reforma tributária “no corrente ano” e negou que o objetivo seja aumentar impostos. Segundo o presidente, se a reforma provocar aumento de tributos é “melhor deixar como está”.

A reforma tributária é uma das apostas do governo para a retomada da economia após a pandemia da covid-19. Bolsonaro disse que hoje as empresas “gastam muito tempo e gastam muito dinheiro” com os cálculos de prestações de contas e, por isso, a ideia do governo é “simplificar” o sistema.

“Vamos, se Deus quiser, fazer a reforma tributária no corrente ano. E o que eu falei com o Paulo Guedes? Eu não sou economista, mas fazer as quatro operações a gente sabe fazer. No final das contas, não podemos ter majoração da carga tributária, senão deixa como está”, disse.

Nesta quinta (21), o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato apoiado pelo Planalto na disputa pela presidência do Senado, reconheceu que há discussões sobre a criação de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mas afirmou que somente apoiará a iniciativa se houver medidas compensatórias, como a desoneração da folha salarial.

Conforme o Estadão revelou, o ministro da Economia, Paulo Guedes pretende reapresentar a proposta do novo imposto se o deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Câmara, vencer a eleição de fevereiro.

Bolsonaro disse ainda que é importante ter uma boa relação com o Congresso para que projetos de interesse do governo sejam pautados. Ele reclamou do fato de que uma medida provisória de regularização fundiária ter caducado e prometeu reapresentá-la neste ano.

“Hoje em dia estamos tendo um bom relacionamento com Câmara e com o Senado”, disse Bolsonaro, sem mencionar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu desafeto político.

Leia mais:  'Eu não sou feminista, sou feminina', diz ministra Damares Alves
Continue lendo

Política Nacional

PSB declara apoio à Tebet. Pacheco soma nove partidos

Publicado

Candidatos à presidência do Senado, cuja eleição ocorre em 1º de fevereiro, articulam votos e possíveis dissidências em legendas

O PSB (Partido Socialista Brasileiro) decidiu, nesta quarta-feira (20), apoiar a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado Federal, cuja eleição irá ocorrer em 1º de fevereiro de modo presencial.

“A candidatura inédita de uma mulher à presidência do Senado é um fato histórico. Simone Tebet garantirá independência e autonomia para o Senado e o Congresso Nacional”, diz nota de Leila Barros (DF), única senadora da legenda na Casa.

“A senadora também demonstrou em diversos momentos que tem capacidade para dialogar com diversas lideranças políticas. Por esses motivos, o PSB e a senadora Leila Barros declaram apoio à sua candidatura à Presidência do Senado”, acrescentou.

Tebet conta também com o apoio do Podemos, a terceira maior bancada da Casa, e alguns senadores do PSDB e do grupo Muda Senado, voltado para a pauta de combate à corrupção.

Seu principal concorrente na disputa é o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e tem a simpatia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O democrata conta com o apoio de nove partidos – PSD, DEM, PP, PL, PT, PSC, PDT, Pros e Republicanos. Dessa forma, teoricamente, o senador tem os votos necessários para ganhar a disputa (41). No entanto, a votação é secreta e pode haver traição dentro das legendas. E essa dissidência de parlamentares no pleito é a aposta de Tebet.

Leia mais:  'Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim', diz Bolsonaro
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana