conecte-se conosco


Política Nacional

Bolsonaro: ‘Política de fechar tudo e ficar em casa não deu certo’

Publicado

Em inauguração de ponte no Nordeste, presidente voltou a insistir no fim do confinamento como medida sanitária contra covid

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (28), durante inauguração de obra no nordeste, que “a política de fechar tudo e ficar em casa não deu certo” e que “se envergonharia” se fosse um dos brasileiros que não pudessem trabalhar para levar o sustento para casa.

“O apelo que faço eu faço todos aos governadores. É a minha opinião, apenas. Não estou dizendo se está certa ou errada. A política de fechar tudo e ficar em casa nao deu certo! O povo brasileiro é forte. O povo brasileiro nao tem medo do perigo. Nós sabemos quem são os mais vulneráveis: os mais idosos e os com comorbidades. O resto tem que trabalhar”, disse.

Bolsonaro participou, junto a ministros e outros políticos da região, da abertura de tráfego da nova ponte sobre o Rio São Francisco. A via está localizada na BR-101 e liga os estados de Sergipe, pela cidade de Propriá, a Alagoas, no município Porto Real do Colégio.

“Meu pai sempre me ensinou: se coloque no lugar das pessoas antes de tomar uma decisão. Se eu fosse um dos muitos de vocês que fosse obrigado a ficar em casa, ver a esposa com três, quatro filhos e eu não ter como, [sendo] chefe do lar, levar comida para casa, eu me envergonharia”, disparou o presidente.

Autoridades sanitárias, inclusive a Anvisa, ligada ao governo federal, afirmam que enquanto grande parte da população não for vacinada, medidas como distanciamento social são necessárias para aumentar o contágio e, consequetemente, as mortes pelo novo coronavírus.

Empregos

O chefe do Executivo nacional comemorou os resultados do Caged, anunciados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia.

“Nós terminamos 2020 com mais gente com carteira assinada que dezembro de 2019. Mesmo durante a pandemia, recuperamos isso daí”, disse, apelando para o fim das medidas de distanciamento social adotadas por governadores e prefeitos.

Apesar de ter ocorrido em dezembro o fechamento de 67.906 vagas de trabalho formal no país, o saldo do ano é positivo em 142.690 postos.

“Assim sendo, o apelo que eu faço a todos do Brasil que reformulem essa política e entendam cada vez mais que o isolamento, o lockdown, o confinamento nos levam para a miséria. Eu sempre disse lá atrás: a economia anada de maos dadas com vida. A vida sem recursos, a vida sem emprego torna-se muito difícil.

O anúncio dos resultados do Caged ocorre no mesmo dia em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga que o desemprego no país se manteve alto e atinge 14 milhões de brasileiros. 

A explicação para a diferença, aparentemente contraditória, é a de que o dado da Ministério da Economia se refere apenas às vagas formais, com carteira assinada, enquanto o do IBGE fala de todos os tipos de trabalho.

Respondendo às críticas sobre a lentidão na aquisição de vacinas para acelerar o Plano Nacional de Imunização, Bolsonaro reafirmou que o governo tem trabalhado, desde o ano passado, na compra dos insumos.

“Eu sempre disse que, depois que passar pela Anvisa, a gente compra. Seja ela [vacina] qual for. A europa e alguns paises da América do Sul não tem. Nós assinamos convênios, fizemos contratos de compromisso, desde setembro, com vários laboratórios. Vacinas começaram a chegar e vão chegar todas num curto espaço de tempo”, prometeu.

Leia mais:  Câmara Municipal realiza primeira sessão com vereadores eleitos
publicidade

Política Nacional

Senado aprova relatório de Rigoni para projeto de Govtech

Publicado

Texto construído por deputado capixaba contribui para implantação de identidade digital única no país
O Senado aprovou no início da noite desta quinta-feira (25) o projeto de governo digital (GovTech). O texto do PL 3.443/19 foi relatado na Câmara pelo deputado federal Felipe Rigoni.
A proposta é de autoria da Frente Parlamentar Digital, na qual Rigoni atua como coordenador de GovTech. Aprovado pelo Congresso, o projeto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro.
Para Rigoni, a votação veio em boa hora. “O isolamento acelerou o processo de transformação digital do país. Vivemos uma janela de oportunidades para um salto modernizador na gestão pública, no ambiente de negócios e no atendimento aos cidadãos. Podemos ser menos burocráticos, mais produtivos e caminhar em sintonia com o mundo”, argumentou o deputado federal.
O que muda?
Rigoni explica, em seis pontos, a revolução trazida pelo texto:
1) Menos burocracia: com a implantação de assinaturas eletrônicas para documentos e processos, será possível realizar pela internet atividades hoje exclusivas dos cartórios. Menos filas, atendimento ágil e descomplicado para cidadãos e empreendedores
2) Identidade digital: seguindo exemplo de países como a Índia, vamos abrir caminho para a criação da identidade digital única no Brasil. No lugar de documentos físicos, cada cidadão terá apenas um número, verificável pela internet, para ser atendido em qualquer serviço público
3) Integração de dados: sabe quando precisa repetir seus dados e narrar todo o histórico a cada visita a um órgão público diferente? Isso acaba com a criação de uma Base Nacional de Serviços. Queremos tornar acessíveis informações sobre saúde, educação e emprego em um só lugar
4) Atendimento à distância: se todos os dados estão na rede e você pode provar sua identidade com certificados digitais, a prestação de serviços pode ser feita pela internet. Até mesmo a telemedicina, devidamente regulamentada e limitada a triagens, seria viável
5) Transparência e qualidade: a lei estipula a criação de ouvidorias e canais de avaliação dos serviços públicos. Com indicadores comparáveis, fica mais fácil identificar os bons exemplos e as unidades que precisam melhorar seu desempenho no atendimento ao cidadão
6) Políticas públicas: todos os dias, uma montanha de dados é gerada pelo serviço público, mas não há compartilhamento das informações. Com a chamada “interoperabilidade”, será possível analisar as necessidades da população e fazer gestão pública baseada em evidências científicas
Aprovações
Com a aprovação de mais um texto, o terceiro em uma semana, o deputado Felipe Rigoni deve chegar à marca de cinco projetos sancionados pelo presidente e transformados em lei ordinária em dois anos de mandato. Ao todo, sete projetos foram aprovados pelo parlamentar: cinco deles como autor e dois como relator.

Leia mais:  Câmara aprova PL que suspende as prestações do “Minha Casa, Minha vida”
Continue lendo

Política Nacional

Mourão diz que estatais são fruto de mentalidade ultrapassada

Publicado

Vice-presidente da República voltou a defender nesta quinta as privatizações, promessa de campanha do governo Bolsonaro

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, usou a tradicional conversa com os jornalistas na manhã desta quinta-feira (25) para citar seus conhecimentos históricos ao defender as privatizações.

Na quarta-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro entregou ao Congresso um projeto que tira o monopólio dos Correios e busca a privatização da companhia. Também está em discussão uma medida provisória do governo federal que cria normas para a venda da Eletrobras.

Segundo o general da reserva do Exército, para privatizar é preciso mudar uma forma de pensar a economia ultrapassada. “Não é simples você mudar uma mentalidade de mais de 50 anos, que vem desde os presidentes militares, onde houve a criação de um grande número de empresas estatais”, analisou.

E foi além: “Elas [as estatais) são, na história, dos primórdios do capitalismo, quando os governantes entregaram as atividades para empresários que quisesssem tocar adiante [aquela atividade]”.

Mourão acredita, que, “por meio do trabalho paciente e determnado” do governo, será possível vender as estatais. “[Nas privatizações] nós ainda não conseguimos deslanchar, e é uma de nossas propostas desde a campanha”, lembrou o vice.

Leia mais:  Congresso mantém vetos de Bolsonaro a emendas de R$ 30 bi
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana