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Medicina e Saúde

Brasil terá imunidade coletiva ao vacinar 99%

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Especialistas consideram que a imunidade coletiva é obtida quando entre 60% e 70% da população está imunizada

O Brasil precisará aplicar a Coronavac em praticamente toda a sua população apta a recebê-la (99%) para alcançar a imunidade coletiva – e deter a circulação do novo coronavírus no País. O cálculo é do microbiologista Luiz Gustavo de Almeida, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e do Instituto Questão de Ciência. Segundo Almeida, seriam necessários dez meses para que todos recebessem a primeira dose. Ou seja, se tudo der certo, a vacinação só terá detido totalmente o vírus no segundo semestre de 2022.

A eficácia global da vacina produzida pelo Butantã e pelo laboratório chinês Sinovac é de 50,4%, como anunciado na terça-feira. Por isso, para alcançar a imunidade de rebanho, será necessário imunizar 160 milhões de brasileiros (dos 162 milhões que podem receber a vacina). Segundo o IBGE, o País tem 211 milhões de habitantes. No entanto, os menores de 18 anos, inicialmente, não receberão a vacina.

Especialistas consideram que a imunidade coletiva é obtida quando entre 60% e 70% da população está imunizada. O porcentual da população vacinada e o tempo para atingir a meta seriam menores com vacinas de eficácia mais alta.

Almeida calcula ainda que, no caso da vacina da Pfizer/BioNtech, cuja eficácia é de 95%, seria necessário imunizar metade do público, 81 milhões de pessoas, em aproximadamente cinco meses. No caso da vacina de Oxford (produzida no País pela Fiocruz e que também deve estar disponível no Brasil), com uma eficácia de 62,1%, o porcentual teria que chegar a 80%. Seriam 129 milhões vacinados em aproximadamente oito meses.

“Uma campanha de vacinação tem dois objetivos muito claros: gerar a imunidade de rebanho e a proteção individual”, disse Flávio Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia. “A CoronaVac não consegue cumprir muito bem o primeiro objetivo, mas o segundo objetivo se cumpre muito bem. Diante da emergência e das circunstâncias, é uma ferramenta muito importante.”

Cálculo errado

Cálculos com os dados brutos dos testes da Coronavac apontam uma eficácia de 49,69%, e não de 50,38%, como anunciado esta semana pelo Butantã. Mas o método usado na conta está errado para o caso da Coronavac e não corresponde ao modelo definido pelo Butantã no protocolo de pesquisa para calcular a eficácia da vacina, disse ao Estadão o diretor médico de pesquisa clínica do Butantã, Ricardo Palacios.

Segundo ele, o cálculo que aponta eficácia de 49,69% é inadequado nesse caso por considerar só o total absoluto de infecções em cada grupo do estudo (placebo e vacinado) e deixar de fora outro fator avaliado: o tempo de exposição ao risco de cada participante dos testes até ser infectado.

Em estatística, o método que conta também a variável tempo de exposição ao risco é chamado de análise de sobrevivência e tem como principal medida o hazard ratio (HR). Existe também a análise clássica, que leva em conta só o número de infecções em cada grupo, sem considerar o tempo de exposição. Ela tem como medidas o odds ratio (OR) ou risco relativo (RR). A metodologia deve ficar clara, para não haver desvios dos objetivos iniciais do estudo.

Palacios diz que o Butantã preferiu usar esse método por ser um estudo de curta duração, no qual o tempo de exposição ao risco de infecção de cada voluntário poderia variar muito.

No slide de apresentação dos resultados da Coronavac, além dos números absolutos, consta essa incidência, que seria de 11,74 no grupo vacinado ante 23,64 no grupo placebo.

“Se fosse um estudo em que a análise de eficácia fosse feita após dois anos, por exemplo, não teria tanta diferença porque todos os voluntários ficariam expostos por um tempo similar. Mas nesse caso, consideramos que seria mais adequado atribuir riscos diferentes conforme o tempo porque o risco de um voluntário com duas semanas de exposição após a vacinação é diferente de um que ficou quatro meses exposto”, afirma Palacios.

Ele ressaltou que a escolha do método está no protocolo de pesquisa, de agosto, apresentado à Anvisa para ter aval para a pesquisa e publicado em revista científica revisada por pares. “No protocolo descrevemos com antecedência a forma como a análise será feita justamente para não sermos acusados de mudar a regra do jogo durante a partida”, disse. O documento traz na página 47 a informação de que o método usado seria o do cálculo do hazard ratio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Limonada com alho e açafrão: Aumenta a imunidade e previne doenças Share

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Diariamente estamos expostos a todo e qualquer tipo de doença.

Porém, quando o nosso organismo não está fortalecido, ficamos ainda mais vulneráveis.

Por isso, é essencial dar um “up” ao nosso sistema imunológico, afinal, ele é a linha de defesa do nosso corpo contra vírus, bactérias, fungos e outras ameaças.

Para evitar esse quadro, alguns alimentos naturais auxiliam as defesas do corpo.

Temos como exemplo o alho, o açafrão e o limão, que, quando combinados, formam uma limonada que aumenta a nossa imunidade.

Benefícios do alho

O alho contém propriedades antivirais, bactericidas, antibióticas, antissépticas, vitaminas A, B, C e E.

Por isso, fortalece o sistema imunológico e eleva os sistemas de defesa do corpo, auxiliando no combate e prevenção de gripes e resfriados.

Segundo estudo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, o alho tem componentes que fazem dele um excelente antibiótico e antiviral.

O alho também é rico em ferro, enxofre, selênio, iodo e zinco, minerais que ajudam o nosso organismo a se manter livre de agentes infecciosos.

Além disso, ajuda a bloquear a atividade das enzimas proteases de cisteína e desidrogenases de álcool.

Estas duas enzimas estão envolvidas no metabolismo de parasitas amebianos, vírus, fungos e bactérias.

Benefícios do açafrão

O açafrão tem ação antioxidante, anti-inflamatória, antiviral, bactericida e antifúngica.

Além disso, contém vitaminas C, E e K, além de minerais como cálcio, cobre, ferro, sódio, potássio, magnésio e zinco.

Todos esses nutrientes, aliados às atividades antioxidantes, ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

Com isso, o organismo aumenta as suas defesas contra vírus, bactérias e infecções.

Benefícios do limão

O limão é rico em vitamina C, nutriente que atua diretamente nas células de defesa, protegendo-as dos danos causados pelos radicais livres.

Desse modo, aumenta a produção de glóbulos brancos, que são responsáveis por combater microrganismos.

Além do mais, possui minerais como ferro, cálcio, fósforo, potássio e magnésio, que contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico.

Limonada com alho e açafrão

Essa limonada ajuda a aumentar a imunidade, diminui as chances de ficarmos doentes e acelera a recuperação.

Ingredientes:

  • 3 dentes de alho
  • 1 colher (chá) de açafrão/cúrcuma em pó
  • 2 limões
  • 150 ml de água quente

Modo de preparo e consumo:

Descasque o alho, coloque no liquidificador ou mixer, adicione o suco dos limões, a cúrcuma e bata bem.

Adicione a água quente, misture bem e tome logo após o preparo três vezes ao dia, da seguinte maneira:

Pela manhã, em jejum – 30 minutos antes do café da manhã;

Ao meio-dia, 30 minutos antes do almoço;

À noite, meia hora antes de deitar.

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Medicina e Saúde

HEC registra mais de 100 doações de órgãos e tecidos em 2021

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De janeiro a outubro deste ano foram captados no Hospital Estadual Central – Dr. Benício Tavares Pereira (HEC), no Centro de Vitória, 103 órgãos e tecidos. Este é o resultado do trabalho da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), que atua com ética e sensibilidade realizando abordagens às famílias dos potenciais doadores.

Os órgãos são oriundos de 35 pacientes, cujos familiares foram solidários em dizer “sim” para pacientes que aguardam na fila de transplantes do Estado e até na listagem nacional. 

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo (CET-ES), Maria Machado, relatou a importância do ato de amor que salva vidas e explicou o processo realizado pela equipe hospitalar até o “sim” familiar.

“Para que, de fato, vidas sejam salvas, é preciso um complexo processo que envolve uma etapa fundamental: a captação dos órgãos e tecidos de um doador. Esse processo ocorre após a entrevista e consentimento familiar. Destaco a importância do Hospital Notificador, sem o trabalho sistemático e humanizado de toda equipe médica responsável não há doação de órgãos. E, nesse contexto, ressalto o processo que está sendo desempenhado no HEC para auxiliar os receptores que aguardam na fila de espera”, disse.

Nos anos de 2019 e 2020 foram quatro e sete órgãos doados, respectivamente. O presidente da CIHDOTT, Frederico Machado de Siqueira, destacou a importância do aumento nas doações e como esse ato de amor salva diversas vidas.

“O aumento expressivo no número de doações de órgãos não representa apenas uma meta alcançada, representa, na sua essência, o aumento da esperança e da oportunidade de um recomeço para muitas pessoas”, ressaltou o presidente.

A doação é uma vontade que deve ser manifestada ainda em vida pelo doador, uma vez que a palavra final sempre será de sua família, que poderá respeitar e atender o desejo de seu ente após a confirmação do óbito.

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