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Brasil

Brasil teve quase R$ 25 milhões em notas falsas apreendidas em 2021

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Ao todo, foram 270.971 cédulas falsificadas identificadas e retidas pelo Banco Central no ano passado em todo o país

Ao longo de 2021, quase 271 mil cédulas falsas foram apreendidas em todo o Brasil. Somados os valores das notas, a quantia alcança R$ 24.932.667. Os dados fazem parte da Estatística de Falsificação, relatório elaborado pelo Banco Central. As cédulas preferidas pelos criminosos, de acordo com o documento, são as três de mais alto valor em circulação – R$ 200, R$ 100 e R$ 50. 

São Paulo foi o estado com o maior número de cédulas falsas apreendidas: 98.827. Em seguida aparecem Minas Gerais (34.989), Rio de Janeiro (26.266), Paraná (25.934), Rio Grande do Sul (14.322), Santa Catarina (12.473), Goiás (11.610), Distrito Federal (8.572), Pernambuco (5.073) e Espírito Santo (5.055). A lista completa pode ser consultada aqui.

Ao todo, foram 270.971 cédulas falsas identificadas e retidas pelo Banco Central no ano passado. Apesar do número alto, houve uma redução em relação a 2020, quando foram apreendidas 329.492 notas falsas.

Das cédulas falsificadas apreendidas, a de R$ 200 registra crescimento acentuado desde o seu lançamento, em setembro de 2020 – de 4.644 naquele ano (média de 1.161 notas falsas apreendidas por mês) para 104.260 no ano passado (média de 8.688 por mês). 

No quadro geral de 2021, no entanto, a nota de R$ 100 aparece no topo da lista de falsificações, com 110.580 apreensões de cédulas das versões antigas e das atuais, chamadas de segunda família. As de R$ 50 aparecem em segundo lugar, com 56.672 apreensões (veja arte abaixo). 

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Produção

O dinheiro que circula no país é fabricado pela Casa da Moeda do Brasil. Anualmente, o Banco Central define a quantidade de cédulas e moedas a serem produzidas e solicita a impressão à Casa dao Moeda.

As cédulas brasileiras têm diversos itens de segurança – a impressão é em papel-moeda, com marcas d’água, detalhes em alto-relevo, microimpressões e imagens e números fluorescentes ou escondidos. Esses recursos têm como objetivo evitar as falsificações e seguem padrões internacionais.

O nível de sofisticação da falsificação de dinheiro, no entanto, pode se tornar um problema de cifras bilionárias para o país, caso seja necessário fazer atualização das notas. O custo para a produção do dinheiro brasileiro é alto. A Casa da Moeda do Brasil recebeu R$ 146 milhões para produzir 450 milhões de notas de R$ 200 no ano passado.

“Falsificação perfeita”

Segundo a Unidade Especial de Repressão à Falsificação de Moeda da Polícia Federal, nos últimos 20 meses foram descobertos os 24 maiores laboratórios de moeda falsa em atividade no Brasil. Desses, oito “poderiam chegar perto da ‘falsificação perfeita'”, diz documento da corporação. A PF não detalha as operações, mas afirma que, se o grupo não tivesse sido descoberto, “o Banco Central seria forçado a trocar toda moeda em curso no Brasil”.

A corporação destaca que “a repressão à falsificação de moeda possui dupla proteção, uma vez que protege a credibilidade de nossa moeda junto aos demais países, bem como evita a perda de valor da moeda em razão dos derrames de notas falsas que são introduzidas no mercado. Assim, no mercado internacional, protege a credibilidade de nossa moeda. Já no mercado interno, protege a população de uma escalada da inflação que ocorre com a perda de valor interno da moeda”.

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O crime de falsificação de moeda no Brasil tem pena que pode chegar a 12 anos de prisão.

Denúncias

O advogado Rodolpho Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), acredita que a falta de modernização dos itens de segurança do dinheiro brasileiro têm facilitado a falsificação. Segundo a associação, o número de denúncias recebidas saltou de uma média de 25 a 30, por ano, para mais de 100, em 2021, ocasionando, aumento da quantidade de operações deflagradas pela PF para desmantelar laboratórios de falsificação em todo o Brasil.

“É importante mencionar a migração que ocorreu após o início da pandemia, que levou o consumidor e quadrilhas especializadas em falsificação a plataformas de e-commerce e mídias sociais. Esse movimento criou um novo meio de distribuição de dinheiro falso para o mercado nacional”, destaca. “Hoje, cerca de 30% de todos os produtos ilegais vendidos no Brasil chegam ao consumidor por meio deste canal.”

Os prejuízos relacionados à falsificação e ao contrabando no país contabilizam cerca de R$ 290 bilhões por ano, de acordo com dados da ABCF. São perdas de arrecadação tributária e de faturamento das indústrias legalmente estabelecidas. “Para chegarmos à valoração dos prejuízos, nos baseamos em informações setoriais da indústria, do comércio e da arrecadação do governo”, explica Rodolpho Ramazzini.

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Bacia do rio Santa Maria recebe mais de R$ 35 milhões para restauração florestal

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Investimento contempla mais de mil hectares em três municípios do Espírito Santo, outros R$135 milhões foram destinados a Baixo Guandu

A bacia do rio Santa Maria do Doce receberá mais de R$35 milhões para ações de restauração florestal em cerca de mil hectares nos municípios capixabas de Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa. O investimento previsto, via editais, é destinado à contratação de serviços técnicos, científicos e operacionais.

O diretor-presidente da Fundação Renova, Andre de Freitas, assinou no dia 2 de junho, em Colatina, o Termo de Compromisso que garante o repasse dos recursos. O evento contou com representantes dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Santa Maria do Doce e do Rio Doce e do poder público estadual e municipal. 

Total de investimentos

Ao todo, a Fundação Renova vai investir, por meio de editais, cerca de R$540 milhões para promover a restauração florestal de, aproximadamente, 16 mil hectares. 

Segundo Andre de Freitas, cerca de R$106 milhões serão destinados à recuperação de 420 nascentes e 2,8 mil hectares que, além da bacia do rio Santa Maria do Doce (ES), incluem as bacias do rio Piranga (MG) e Corrente Grande (MG). “Em maio, firmamos o investimento de R$135 milhões na restauração florestal em 5 mil hectares da bacia do rio Guandu, no Espírito Santo. Agora, anunciamos esse repasse que beneficiará diretamente mais três municípios capixabas”, afirma.

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Esses valores fazem parte do montante de R$1,7 bilhão, que será empregado no cumprimento de parte da meta socioambiental de recuperar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Recarga Hídrica (ARH), e de 5 mil nascentes ao longo de dez anos. 

Editais

A Fundação Renova mantém contratos com 12 parceiros para restauração florestal de 15.500 hectares. Ao oferecer serviços técnicos, científicos e operacionais, as empresas ou consórcios contratados se tornam responsáveis pela execução das ações estabelecidas pelo Programa de Recuperação de APPs e Áreas de Recarga da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Programa de Recuperação de Nascentes. 

Produtores rurais

Além dos editais de contratação de fornecedores, a Fundação Renova mantém um edital permanente para produtores e proprietários rurais de 66 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Edital de Adesão de Produtores Rurais aos Programas de Restauração Florestal é voltado para quem deseja colaborar com o processo de restauração florestal em APPs, ARHs e nascentes em suas propriedades. Até maio mais de 1.600 inscrições haviam sido feitas, totalizando uma área de aproximadamente 23 mil hectares autodeclarados.

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Segundo o coordenador de Restauração Florestal, José Almir Jacomelli, a Fundação Renova fornece os insumos necessários para o cercamento das áreas com projetos de restauração florestal, manutenção, assistência técnica operacional e apoio na inscrição da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “O produtor rural fica responsável por manter a área protegida, podendo executar o cercamento e mantê-lo por um prazo de cinco anos, bem como optar ou não pela execução das práticas de restauração florestal”, destaca.

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Brasil

Cliente recebe conta telefônica de R$ 96 milhões no DF: ‘Graças a Deus, era golpe’

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Multa diária pelo eventual ‘atraso’ no pagamento seria de mais de R$ 30 mil; boleto milionário chegou no dia do aniversário do cliente

Um morador de Brasília levou um susto ao receber por email uma conta de telefone falsa no dia do seu aniversário. A cobrança era de R$ 96,1 milhões. O homem, de 30 anos — que preferiu não se identificar —, diz que logo percebeu que era fraude. No entanto, chamou atenção o suposto erro dos golpistas ao definir o valor do boleto. 

Conta telefônica falsa no valor de R$ 96.1 milhões

O falso boleto diz ainda que, em caso de atraso, serão cobrados juros de 0,033% ao dia. O acréscimo diário, portanto, seria de R$ 31.713,07. A conta falsa venceu em 2008. Ao todo, a cobrança seria de cerca de R$ 165 milhões em juros, além de uma multa de quase R$ 2 milhões (2%).

Se a conta fosse verdadeira, a dívida total ficaria perto dos R$ 263 milhões. “Só esse acréscimo por dia já seria bem mais do que ganho em um mês. Graças a Deus, era golpe”, comentou o homem. 

“O susto só não durou muito porque os golpistas, apesar de engenhosos, eram desleixados. O email não batia, havia imagens quebradas. Dava para perceber que não vinha da empresa de fato”, disse o cliente. “Não sei qual era o público-alvo desse golpe. Infelizmente, nem se quisesse teria conseguido fazer o pagamento de um valor tão alto”, acrescentou.

De acordo com o site da operadora, “tentativas de fraudes em boletos são rotineiras. A empresa aconselha que os clientes tomem uma série de precauções antes de efetuar o pagamento das contas telefônicas.  

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De acordo com o site da operadora, “tentativas de fraudes em boletos são rotineiras. A empresa aconselha que os clientes tomem uma série de precauções antes de efetuar o pagamento das contas telefônicas.  

– Verifique se o valor condiz com o que você geralmente paga;

– Cheque se as informações do plano/produto contratado estão corretas.

Como se proteger de golpes digitais

Como são muitos os tipos de crime digital, fugir de todos eles exige atenção constante. O conselho da maioria dos especialistas é ficar atento, desconfiar de mensagens enviadas por desconhecidos e compartilhar o mínimo possível informações pessoais.

Evite agir por impulso: não responda imediatamente mensagens de números desconhecidos no WhatsApp, mesmo que o contato tenha foto de pessoas próximas.

Não instale apps desconhecidos: outra forma comum de golpe usa apps fraudulentos ou piratas, que roubam dados e até “clonam” o celular. Nunca instale aplicativos de fora das lojas oficiais, que muitas vezes escondem códigos para sequestrar dados.

“Para ser bem-sucedido, este ataque exige que as vítimas ativem a opção “Instalar aplicativos desconhecidos” em seus dispositivos, que está desativada por padrão”, diz Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Pesquisa ESET América Latina, que lida com segurança na internet.

Crie senhas seguras: ter senhas seguras e com caracteres variados é fundamental para manter suas contas a salvo de invasões. E não economize: quanto mais caracteres, mais forte é uma senha.

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“Embora essa dica pareça simples, a maioria das pessoas acaba utilizando as mesmas combinações em diferentes canais, o que facilita a ação dos hackers. Por isso, é importante criar senhas com caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas, além de números não-sequenciais”, diz Gustavo Duani, diretor de cibersegurança da Claranet Technology.

Se possível, tenha perfis privados: “Ter o perfil privado é importante para que criminosos não saibam informações sobre a sua rotina, membros da sua família e amigos e utilizem esse conhecimento para aplicar golpes”, aconselha Gustavo Duani.

Fique de olho no seu email: alguns criminosos também reúnem informações para chantagear vítimas, um tipo de crime bastante comum no país, segundo a empresa de segurança Trend Micro. Em janeiro, o Brasil ficou no topo do ranking de países que mais enviam ameaças de extorsão e sextorsão (do inglês sextortion, uma chantagem sexual).

Por isso, também é fundamental monitorar emails suspeitos e bloquear contatos que enviam spam.

Cuidado em apps de namoro: no caso do Tinder, a empresa aconselha a nunca enviar dinheiro ou informações financeiras para perfis no aplicativo. Também é aconselhável ter prudência durante as primeiras conversas e encontros — evite dar informações muito pessoais ou financeiras nas primeiras conversas e marque encontros em locais públicos.

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