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Internacional

Britânico acorda após 10 meses em coma, sem saber da pandemia

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Adolescente de 19 anos chegou a contrair covid-19 no período em que esteve desacordado, após ser atropelado em 1º de março

Em 1º de março de 2020, o britânico Joseph Flavill, então com 18 anos, foi atropelado na cidade onde mora, Staffordshire, no interior da Inglaterra. Após sofrer uma lesão cerebral, ele passou os últimos 10 meses em coma, sem ter a menor noção de que, ao redor dele e em todo o mundo, a pandemia do novo coronavírus mudou tudo.

Nesse período, o adolescente chegou inclusive a contrair covid-19 duas vezes, mas se recuperou. Nas últimas semanas, ele vem gradualmente recobrando a consciência e conseguindo se comunicar com familiares que nem mesmo conseguem visitá-lo no hospital. Praticamente todo o contato tem sido por chamadas de vídeo.

No dia em que Flavill entrou em coma, o Reino Unido registrava apenas 23 casos de contaminação pelo coronavírus e nenhuma morte. Hoje, é o quarto país com maior número de infectados (mais de 3,88 milhões) e o quinto em número de mortes (cerca de 109 mil).

“Quando ele realmente se recuperar, a vida não vai ser a que ele conhecia. Acho que vai ser um choque para ele. Ainda estamos lidando com isso tudo. Não sei como você pode descrever para alguém como tem sido essa pandemia”, disse a tia dele, Kate Yarbo, em entrevista à imprensa local.

Visitas sem contato

Sharon Flavill, a mãe de Joseph, foi a única pessoa que pôde visitá-lo no hospital. Mesmo assim, apenas à distância e usando roupa protetora dos pés à cabeça. Ela aguarda permissão dos médicos para poder segurar a mão do filho, algo que não fez durante todos esses meses.

A tia contou que estava em uma chamada de vídeo com Joseph há cerca de uma semana, quando notou que ele estava recobrando a consciência. “Estava brincando com ele, falando que ele ia conseguir falar de novo um dia e relembrando nossas férias na Cornualha. quando eu disse ‘você promete que sua primeira palavra vai ser pasty (um tipo de pastel local)?’ E então ele piscou”, contou ela.

“Aquilo me deu uma ideia e perguntei se ele piscou de propósito, e ele piscou duas vezes. Foi quando soubemos que ele estava se comunicando. Esse período todo foi muito difícil para ele, teve convulsões e muita dor, uma jornada muito traumática”, ressaltou a tia.

Segundo ela, na última semana, pouco a pouco Joseph tem recuperado parte dos movimentos e ri quando escuta alguma piada. No entanto, eles ainda estão estudando a melhor maneira de contar a ele sobre tudo o que aconteceu no mundo e no Reino Unido desde março do ano passado, além de explicar porque ele não recebe visitas e as enfermeiras usam equipamento de proteção.

“Deve ser assustador ver todo mundo de máscara e roupa de proteção e não saber o que está acontecendo”, analisou Kate. “Para ele entender o que aconteceu, vai depender da nossa habilidade de descrever e mostrar as notícias, todo esse horror que vem acontecendo. Tantas pessoas disseram que tudo isso parece um filme. Acho que no fim vai ser assim para Joseph, como ver um filme, e acho que ele não vai precisar passar pelo mesmo medo que nós”.

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Internacional

Italiana de 96 anos deixa 25 milhões de euros para caridade

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Marisa Cavanna dedicou sua vida ao ensino de literatura; sua decisão surpreendeu os vizinhos, que a consideravam reservada

A ex-professora italiana Marisa Cavanna, que morreu no final do ano passado, deixou 25 milhões de euros (cerca de R$ 165 milhões) de herança a várias diferentes organizações e instituições de caridade, incluindo dois dos principais hospitais de Gênova, revelou nesta quinta-feira (25) a imprensa local.

A história de Marisa, que dedicou sua vida ao ensino de literatura, surpreendeu seus vizinhos, que se lembram dela como “uma senhora reservada, o arquétipo genovês”, segundo a emissora local Telenord, que revelou a história.

Aqueles que a conheciam lembram-se de sua discrição e relutância em aparecer em eventos de caridade. “Ela era de fazer e não falar”, mencionaram à Telenord.

“Ela sempre cumprimentou, agradeceu aos médicos, deixou escrito seu obituário, no qual relembrou sua longa lista de alunos, motivo de alegria de uma vida”, afirmaram.

Marisa Cavanna, que morreu no dia 9 de dezembro do ano passado, “chegou muito lúcida” aos seus últimos dias e deixou tudo para depois de sua morte perfeitamente organizado, segundo a mídia local, que hoje tornou público o testamento da ex-professora.

Generosidade com os mais pobres

A idosa tinha planejado que 16 organizações recebessem a soma de 25 milhões de euros diretamente de seu espólio, cuja origem é desconhecida, embora se acredite que venha de sua família.

Do total, 5 milhões de euros irão para o hospital Galliera, juntamente com os lucros da venda de um edifício onde a própria professora vivia, que deve valer aproximadamente três milhões de euros.

Outros cinco milhões irão para o hospital pediátrico Gaslini, também em Gênova, e mais cinco milhões para a Associação Italiana de Pesquisa do Câncer.

Marisa Cavanna também destinou uma grande quantia de dinheiro a ONGs como a Anistia Internacional, Save the Children, as Pequenas Irmãs dos Pobres e as Missionárias da Obra de Santa Teresa de Calcutá.

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Internacional

Centenas de israelenses protestam contra ‘passe verde’ para vacinados

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Manifestantes acusaram governo de querem criar divisão entre aqueles que não querem ser vacinados e o resto da população

Algumas centenas de israelenses protestaram na noite de quarta-feira (24) em Tel Aviv contra as medidas do governo para estimular a vacinação, que a partir desta semana incluem um passe verde que permite o acesso a certos locais e atividades apenas para os vacinados contra covid-19.

O protesto aconteceu na Praça Habima, em Tel Aviv, em frente a um icônico teatro e justamente no dia em que o município organizou o primeiro “Concerto do Passe Verde”, no qual só podiam entrar aqueles que haviam recebido as duas doses da vacina há pelo menos uma semana.

Alguns dos manifestantes exibiram cartazes acusando o governo de instalar um regime de apartheid que marginalizará aqueles que não querem ser vacinados, e outros até compararam o passe verde às marcas que os judeus tiveram que usar na Alemanha nazista.

De acordo com a imprensa local, o protesto reuniu vários grupos, em sua maioria marginalizados, e alguns deles negam não apenas a eficácia da vacina, mas também o perigo do coronavírus.

No entanto, sua reivindicação representa um setor significativo da sociedade, que inclui múltiplas ONGs e até mesmo acadêmicos, que expressaram preocupação com o avanço do governo nas liberdades individuais da população no esforço de vacinar o maior número possível de pessoas.

Além da introdução do passe verde, o Parlamento aprovou ontem uma lei que autoriza o envio de listas de pessoas não vacinadas às autoridades locais, e uma comissão parlamentar deu sua aprovação inicial a uma medida que permitiria aos israelenses que chegassem do exterior se isolarem em casa, em vez de em hotéis, mas com a condição de usar uma pulseira eletrônica para monitorar seus movimentos.

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