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Cafeicultores do norte capixaba recebem sementes do conilon Conquista

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A ‘ES8152 Conquista’, cultivar melhorada de café conilon propagada por semente, foi apresentada aos cafeicultores da região norte do Espírito Santo. A iniciativa foi do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).

Em razão da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), a apresentação da cultivar foi feita por meio de um vídeo, gravado em Barra de São Francisco, e disponibilizado nas redes sociais do Incaper e da Seag. Como parte da ação, foram distribuídas aos cafeicultores do norte capixaba cerca de 300 quilos de sementes da cultivar Conquista.

“Estamos celebrando a apresentação da variedade conquista propagada por semente em Barra de São Francisco e região. O Espírito Santo produz 20% do café conilon do planeta, nós triplicamos a produtividade, saímos de 17 sacas por hectare para mais de 42 sacas. Tudo isso só foi possível graças ao trabalho de excelência em pesquisa e extensão rural feita pelo Incaper ao longo de todos esses anos. Não tenho dúvidas que o café capixaba vai continuar sendo referência no mundo”, disse o secretário da Agricultura, Paulo Foletto.

Para o diretor-presidente do Incaper, Antônio Carlos Machado, a apresentação da cultivar Conquista aos agricultores da região norte capixaba tem uma importância significativa para a cafeicultura do Espírito Santo. Segundo Machado, a intenção é dar mais equidade à produção de café em todas as regiões do Estado.

“Nós lançamos a cultivar Conquista no sul do Estado, justamente para fortalecer e valorizar a cafeicultura de conilon daquela região. Mas, a força do café conilon está no norte, que é responsável pela maior parte da nossa produção. Além disso, historicamente, a região norte do Estado é a que mais sofre com o déficit hídrico. Por isso, a importância de apresentar a cultivar Conquista aos agricultores da região: justamente porque essa cultivar atende aos anseios e às necessidades dos cafeicultores que buscam por plantas mais resistentes à seca, mais produtivas e de qualidade”, afirmou Machado.

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O lançamento foi realizado em junho de 2019 na Fazenda Experimental do Incaper em Bananal do Norte, distrito de Pacotuba, município de Cachoeiro de Itapemirim.

Sobre a cultivar Conquista

Dentre as principais características da nova cultivar está sua ampla base genética. Enquanto uma variedade clonal é normalmente formada por 9 a 14 clones, esta cultivar reúne 56 genótipos diferentes (clones e híbridos). A produtividade é de 74 sacas por hectare em condições normais de cultivo, o que a torna 47% mais produtiva que a Robusta Tropical, primeira cultivar propagada por semente, lançada pelo Incaper em 2000.

Rústica, a cultivar Conquista se adapta aos ambientes quentes do Espírito Santo. Suporta bem as altas temperaturas e a insolação. A planta é vigorosa, mais tolerante à seca, e apresenta moderada resistência à ferrugem (principal doença do café). O tamanho do grão é de médio a grande, e a qualidade da bebida foi considerada superior, conforme classificação mundial, pois apresentou mais de 80 pontos.

“Durante muitos anos, o cafeicultor capixaba buscava aumentar sua produtividade. Por isso, o Incaper direcionou suas pesquisas para a seleção de materiais através de plantas assexuadas, que são as variedades clonais, bastante produtivas. As variedades seminais são alternativas adequadas para atender à demanda dos produtores por plantas mais resistentes à seca e mais produtivas”, explicou o pesquisador do Incaper e coordenador técnico de cafeicultura do Instituto, Abraão Carlos Verdin Filho.

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Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo

Outra ação recente para o fortalecimento da cafeicultura capixaba foi o lançamento do Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo. A premiação tem por objetivo reconhecer e premiar a produção de cafés especiais produzidos de forma sustentável no Espírito Santo. As inscrições estão abertas e os detalhes para participar estão Regulamento da premiação, disponível nos sites do Incaper e da Seag.

Sobre a cafeicultura capixaba

Nos últimos anos, a cafeicultura capixaba cresceu em quantidade (produtividade) e qualidade. O Estado é o segundo maior produtor de café do País: responde por mais de 27% da produção nacional. É o maior produtor de conilon do Brasil, responsável por cerca de 20% do café robusta de todo o mundo. A cafeicultura é a principal atividade agrícola do Espírito Santo: representa 37,48% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA), envolve cerca de 78 mil famílias distribuídas em aproximadamente 40 mil propriedades em 77 municípios capixabas.

De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção estimada total de café para o Estado em 2020 será de 14,7 milhões de sacas. Deste total, a projeção é de 1,5 milhão de sacas de cafés superiores. A produção de cafés especiais acima de 80 pontos está estimada em 300 mil sacas beneficiadas.

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O Parque Moscoso comemora com programação especial seus 110 anos de fundação

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Por Paulo Borges – Correspondente na Grande Vitória

Nesses tempos de atividades digitais incorporadas de maneira exacerbada à vida das pessoas, tem gente que acha parque ou praça como lugares frequentados por crianças e idosos. Felizmente, ainda temos aqueles que guardam em seus corações e mentes, lembranças de uma época em que tudo acontecia nesses lugares. A paquera, a atividade física, o reencontro com familiares e amigos, o bom papo e, quase sempre, a segurança de um dia de lazer sem a ameaça de uma incorrencia policial. Parque e praças são locais democráticos para todas as pessoas, e de qualquer idade.

Vitória, a bela capital do Espírito Santo tem seus parques e praças, mas nenhum com a história e importância do Parque Moscoso, o mais antigo. Foi fundado em 1912, quando Jerônimo Monteiro era o “presidente” da Província do Espírito Santo, recebendo o nome de Parque Moscoso em homenagem a Henrique Ataíde Lobo Moscoso que foi presidente do Estado de 1888 a 1889.

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Hoje o Parque – ontem a antiga Concha, que pode ser vista hoje.

O Parque Moscoso, portanto, é um símbolo de beleza de Vitória e está inserido no Sistema Nacional de Conservação. E para comemorar os seus 110 anos de existência, a Prefeitura de Vitória realiza uma programação especial para festejar a data.

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Nesta terça-feira (17), quarta e quinta, de 8 às 17 horas, moradores vão poder contar com a realização de oficinas, orientações sobre saúde e ciência, jogos e apresentações musicais, além de outras atividades que fazem parte dessa programação da Prefeitura.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semman) estará expondo fotos como se fossem uma visitação ao passado através dessas imagens. A Secretaria de Esporte e Lazer (Semesp) oferece nesta terça-feira, aulas de alongamento, valorizando o cuidado com orientações gerais para com o corpo. De acordo com a Semesp, serão três turmas de 25 a 35 pessoas, iniciando de hora em hora e com a duração total de 40 minutos.

A Secretaria de Educação (Seme) vai apresentar uma amostra da Escola de Ciência Física e da Escola de Inovação.

Já a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) fará uma apresentação da exposição de maquete com os temas arboviroses – dengue, zyka, chikungunya – mostrando o caminho da Dengue e uma oficina de reutilização “do lixo ao luxo”.

Também participa da programação, a Guarda Municipal, por meio de projetos sociais, e também com a distribuição de livrinhos da entidade para as crianças e vai colocar à disposição um quadricíclo e uma viatura para foto com elas. E ainda uma ação de abordagem com a finalidade de conscientização sobre o abuso infantil.

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Vai acontecer, no segundo dia da programação, uma clínica de Beach Soccer para crianças de 7 e 15 anos, com turmas de 24 alunos e a duração de 40 minutos. E a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) levará adolescentes e idosos atendidos pelo serviço para apresentações musicais no Parque Moscoso, com horários das 8, às 9 e meia e 14 horas.

* Fotos Prefeitura Municipal de Vitória

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Servidores públicos são qualificados sobre nova Lei de Licitações

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Cerca de 500 servidores estaduais e municipais deram início, na segunda-feira (16), ao curso “Imersão: Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos – Por uma gestão inovadora e eficiente”, que será realizado até esta quarta-feira (18), no Centro de Convenções de Vitória. O curso é uma iniciativa da Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), em parceria com a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) e a Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp), com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Focado na nova Lei de Licitações e Contratos (Lei 14.133/2021) o curso, ministrado pelo professor Plínio Pires, teve sua importância destacada pela subsecretária de Estado de Orçamento, Juliani Johanson, que falou sobre a preocupação do Governo com a execução dos recursos públicos, durante a abertura do evento.

“Quanto mais os servidores são capacitados, melhor é a prestação de serviços que a Administração Pública oferece ao cidadão”, disse.

Juliani Johanson ressaltou ainda a forma “programada e planejada” com a qual o Governo vem realizando as ações do Fundo Cidades, para promover o desenvolvimento integrado do Estado, realizando aportes para investimentos nos municípios.

“O Governo não se preocupa apenas em aportar recursos, mas também em avaliar e monitorar a aplicação desses recursos. E a realização deste curso de qualificação sobre a nova Lei de Licitações e Contratos para servidores do Estado e dos municípios evidencia essa preocupação”, pontuou Juliani Johanson.

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Qualificação

A diretora-presidente da Esesp, Nelci Gazzoni, apontou a preocupação do Governo do Estado com a qualificação. “O Governo tem feito investimento em capacitação e levado oportunidades aos 78 municípios capixabas, sempre com uma equipe de professores credenciados com expertise em cada uma das soluções educacionais do nosso portfólio.”

Ainda segundo Nelci Gazzoni, para dar conta dessa demanda por capacitação, foram adquiridos novos equipamentos tecnológicos. “Esesp está passando por uma reforma para melhor atender os servidores estaduais, municipais e a sociedade civil organizada”, informou.

Já o presidente da Amunes, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, lembrou a importância da capacitação para os servidores estaduais e municipais. “A nossa meta enquanto gestor é capacitar cada vez mais os nossos servidores visando à prestação de um serviço público de qualidade para o cidadão. Nesta imersão, o professor Plínio Pires está atualizando os agentes públicos sobre as alterações legislativas e boas práticas da nova lei de licitações”. O prefeito enfatizou que os servidores municipais podem sempre procurar a Amunes para saber mais informações sobre novas capacitações e cursos.

Vice-presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o deputado estadual Marcelo Santos salientou a importância da qualificação dos servidores para que o Governo possa realizar investimentos. “É muito bom ver aqui tanta gente interessada em conhecer mais sobre a Lei de Licitações e Contratos.”

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O curso

A imersão possibilita aos agentes públicos conhecer as alterações legislativas, aprender as boas práticas advindas da nova lei, fixar as experiências relevantes que podem perdurar também nas futuras contratações, aprofundar a análise das orientações dos tribunais de contas, interpretar o novo regime e adotar escolhas mais eficientes”, conforme explica o professor Pires, que é advogado, mestre em Direito pela PUC-GO, assessor e consultor jurídico de órgãos públicos e empresas privadas no ramo de licitações e contratos e professor do MBA Licitações de Contratos do IPOG.

Em sua aula, na manhã desta segunda-feira, Pires abordou a nova Lei de Licitações e Contratos. “A Lei aproveita o que havia de bom na anterior, para ser aplicado”. Ele lembrou que o processo licitatório é contínuo, indo da fase preparatória até a contratual.

“É preciso contratar algo que seja vantajoso para a Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto”; assegurar tratamento isonômico entre licitantes, bem como justa competição; evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestadamente exequíveis e superfaturamento na execução dos contratos; e incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável”, esclareceu.

 Nesta segunda-feira, também estiveram presentes na primeira aula do curso a subsecretária de Estado de Planejamento e Projetos, Joseane Zoghbi, a subsecretária de Estado de Gestão Recursos Humanos, Larisse Brunoro Grecco, e o ex-prefeito de Viana e ex-secretário de Estado Economia e Planejamento, Gilson Daniel.

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