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Medicina e Saúde

Câncer de mama, o que você precisa saber

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O que é Câncer de mama?

O câncer de mama (CID 10 – C50) é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Esse é o tipo de câncer que mais mata mulheres em todo o mundo.

Tipos

Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipo tipo histológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão).

Tumor invasivo ou não

Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos. Ou seja, a membrana que reveste o tumor não se rompe e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo.

Já o tipo invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.

Conheça os tipos de câncer - Foto: Shutterstock

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:

Histórico familiar

Os critérios para identificar o risco genético para a doença são:

  • Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
  • Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
  • Dois parentes de primeiro grau com esse tipo de câncer, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
  • Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
  • Um parente de primeiro grau com a doença e um ou mais parentes com câncer de ovário
  • Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
  • Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
  • E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário

Idade

As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.

Menstruação precoce

A relação com a menstruação está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno.

Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor.

Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor.

Se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.

Menopausa tardia

A lógica nesse caso é a mesma do caso acima – enquanto a menstruação não cessa, os ovários continuam a produzir o estrógeno, deixando as glândulas mamárias mais expostas ao crescimento celular desordenado.

Reposição hormonal

Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição – principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona – pode aumentar as chances.

Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário.

Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.

Colesterol alto

O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.

Obesidade

A obesidade é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios.

Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno.

O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30.

A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos da doença.

A constatação é de pesquisadores do Centro de Prevenção Fred Hutchinson (EUA), com base na avaliação de dados de 439 mulheres acima do peso entre 50 e 75 anos de idade.

Ausência de gravidez

Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.

Lesões de risco

Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama não relacionada ao câncer de mama também pode aumentar as chances do surgimento de tumores.

Dessa forma, pequenos cistos ou calcificações encontrados na mama, ainda que benignos, devem ser acompanhados com atenção.

Tumor de mama anterior

Pacientes que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor – nesse caso é chamado de câncer recidivo ou que sofreu uma recidiva.

Sintomas de Câncer de mama

Os sintomas do câncer de mama variam conforme o tamanho e estágio do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas.

Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ – o que já é uma lesão muito grande.

Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de qualquer outro sintoma do câncer de mama.

Foto: Getty Images

Veja os outros sinais possíveis do câncer de mama:

  • Vermelhidão na pele, inchaço ou calor
  • Alterações no formato dos mamilos e das mamas
  • Nódulos na axila
  • Secreção escura saindo pelo mamilo
  • Pele enrugada, como uma casca de laranja
  • Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida

Diagnóstico de Câncer de mama

Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama.

Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não.

Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica.

O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

Câncer de mama tem cura?

A maior chance de cura é por meio do diagnóstico precoce. Um tumor diagnosticado no estadio 0 ou 1 chega a ter mais 90% de chance de cura.

Já um câncer de mama no estadio 3 ou 4 tem de 30 a 40% de chance de cura total. Mas isso não é motivo para desistir ou achar que o seu caso não tem cura – com o tratamento adequado e força de vontade, todo o obstáculo é transpassado.

Mesmo cânceres em estágios mais avançados podem responder bem ao tratamento, podendo ser operados e retirados completamente.

Assim, é importante conversar com seu médico e sempre buscar novas formas de lidar com a doença.

Prevenção

A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em primária e secundária: a primeira envolve a adoção de hábitos saudáveis, e a segunda diz respeito a realização de exames de rastreamento, a fim de fazer o diagnóstico precoce.

Exercícios

Um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%.

Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada.

Os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrógeno, hormônio relacionado ao risco de câncer.

A prática de exercícios também diminui o estresse e ajuda no controle do peso, fatores que influenciam no desenvolvimento do tumor. É importante na prevenção do câncer e na prevenção da recidiva.

Amamentação

Mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses, têm 5% menos chances de desenvolver a doença.

Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, da sua corrente sanguínea.

Dieta balanceada

Manter uma dieta adequada ajuda no controle do peso, na prevenção de doenças crônicas e melhora a saúde como um todo.

Além disso, um corpo saudável trabalha melhor, prevenindo o surgimento de tumores. Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela Boston University.

Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em glucosinolatos (aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento).

Menos estresse

Mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama, quando relacionada a outros fatores de risco.

Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.

Menos álcool

O consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%.

O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta esse risco ainda permanece desconhecido, mas sabemos que ele influencia as vias de sinalização do estrógeno.

Controle do peso

Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver o tumor. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer ser mais agressivo.

Exame de mamografia

A maioria das mulheres deve começar a fazer mamografias anualmente após os 40 anos. Mas para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família.

Assim, por exemplo, se qualquer parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos.

Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.

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Técnica de enfermagem de 55 anos é a primeira a receber a vacina contra a covid-19 no ES

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A mulher começou a trabalhar em um hospital como auxiliar de serviços gerais, mas depois fez curso de técnico de enfermagem

Uma técnica de enfermagem de 55 anos foi a primeira pessoa a ser imunizada contra a covid-19 no Espírito Santo. A mulher, identificada como Iolanda Brito, é mãe de quatro filhos e trabalha como técnica de enfermagem no Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves, na Serra. 

Antes de começar a atuar no local, ela trabalhava como auxiliar de serviços gerais, mas depois fez curso de técnico de enfermagem e foi contratada pela unidade hospitalar. Ela receberá a dose da vacina CoronaVac na noite desta segunda-feira (18), no próprio Jayme dos Santos Neves. 

Após chegarem ao Aeroporto de Vitória, os  imunizantes foram encaminhados, por volta das 19 horas, para o hospital. No local, foi realizado um evento que vai marcar o início da vacinação contra o novo coronavírus no Espírito Santo. 

O governador Renato Casagrande e o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, concederam uma entrevista coletiva no local.

O avião carregado com as 101.320 mil doses da vacina contra a covid-19, disponibilizadas pelo Ministério da Saúde ao Espírito Santo, pousou no Aeroporto de Vitória às 18h20 desta segunda-feira. A carga com os imunizantes foi trazida em um voo da Azul Linhas Aéreas, que saiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no final da tarde.

Assim que aterrissou no aeroporto da capital capixaba, a carga com as vacinas foi colocada em dois caminhões, para ser levada diretamente para o Jayme dos Santos Neves. Viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal fizeram a escolta da carga durante o trajeto.

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Mais de 48 mil capixabas serão vacinados na 1ª fase da campanha, segundo Ministério da Saúde

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No total, será imunizado um grupo de 48.246 pessoas, composto por idosos, pessoas com deficiência, indígenas e profissionais da saúde

As primeiras doses da vacina contra a covid-19 começam a ser aplicadas nesta semana em todo o Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, no Espírito Santo, 48.246 pessoas do público-alvo devem ser imunizadas nesta primeira fase da campanha. Para isso, o estado deve receber, neste primeiro momento, um total de 96.492 doses.

Segundo dados divulgados pelo ministério, o público-alvo deste primeiro momento de campanha é composto por 2.970 idosos com 60 anos ou mais e que vivem em casas de repouso; 210 pessoas com deficiência e que estão institucionalizadas; 2.793 indígenas que vivem em terras específicas; e 42.273 trabalhadores da Saúde, o que corresponde a 34% dos profissionais.

Nesta segunda-feira (18), o governador Renato Casagrande participada entrega simbólica do primeiro lote de vacinas contra a covid-19 para o Espírito Santo. O evento acontece em São Paulo.  Durante uma coletiva, realizada neste domingo (17), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a expectativa é de que as doses das vacinas comecem a ser distribuídas aos estados nesta segunda-feira. Pazuello disse também que o Ministério da Saúde planeja iniciar o plano nacional de imunização nesta quarta-feira (20), às 10 horas.

O anúncio sobre o início da imunização foi feito após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar, por unanimidade, neste domingo, o uso emergencial das vacinas CoronaVac e a da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

Os imunizantes serão entregues no Brasil, respectivamente, pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. São as primeiras vacinas contra a covid-19 aprovadas no país.

A aprovação do uso emergencial das duas vacinas foi comemorada por Renato Casagrande. Em seu perfil no Twitter, o governador afirmou que a aprovação dos imunizantes “é o primeiro passo para vencermos definitivamente o vírus”. Casagrande também reafirmou que o Espírito Santo está preparado para iniciar a vacinação, assim que os imunizantes chegarem ao estado.

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