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Capixaba desaparece ao entrar com amigos em terra indígena do Pará

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Natural de Boa Esperança, William Câmara entrou no local para caçar e está desaparecido desde o último domingo (24)

Um capixaba e mais dois homens estão desaparecidos desde o último domingo (24) após entrarem em uma área da reserva Indígena Parakanã, no município de Novo Repartimento, no Pará, que fica a cerca de 510 quilômetros da capital Belém.

William Santos Câmara, natural de Boa Esperança, no Noroeste do Espírito Santo, mora na cidade paraense e, junto com os amigos, identificados como Cosmo Ribeiro de Sousa e José Luís da Silva Teixeira, entraram na área indígena para caçar.

Wagney Câmara, primo de William, contou que há dois meses ele esteve no Espírito Santo para visitar familiares. No Pará, era comum que ele entrasse na mata para praticar a caça.

“O local é uma reserva indígena. Eles sempre entraram na mata para caçar e nunca deu nada. Dessa vez, entraram domingo e estão desaparecidos. Muitos falam que até viram índios passando com eles amarrados e machucados. Todos suspeitam que estão sobre cárcere privado dos índios. Já são quase sete dias e ninguém dá resposta de nada”, contou.

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O primo de William relatou que a família teme que os jovens tenham sido mortos pelos índios.

“Nós achamos que os índios estão querendo destaque. Tem muita coisa acontecendo lá. Eles são pessoas comuns e não acho justo o que estão fazendo com eles. Estão errados de terem entrado na mata, mas pode ser que os índios estão cometendo crime de cárcere privado ou até de assassinato”, disse.

Justiça ordena busca e apreensão

De acordo com o site Vanguardanr, uma decisão judicial, assinada na quinta-feira (28), ordenou a busca e apreensão na área da reserva Indígena Parakanã, e a desobstrução imediata do trecho interditado na Transamazônica (BR-230), em Novo Repartimento, onde familiares estavam.

A Justiça Federal alega que há elementos suficientes nos autos que demonstram a necessidade da medida solicitada tanto para impedir eventual prática delitiva como para proceder à análise acurada dos fatos narrados na representação.

No documento também foi oficiado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para deslocar e manter a Força Nacional de Segurança na localidade da reserva Indígena Parakanã, por período mínimo de quinze dias, prorrogáveis, sob avaliação das forças de segurança, com o objetivo obstar ações violentas.

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Ainda segundo o site Vanguardanr, familiares partiram em busca dos jovens na manhã de segunda-feira (25). Durante as buscas na reserva indígena, foram encontradas as motocicletas e outros pertences pessoais dos três.

Na terça-feira (26), indígenas realizaram buscas acompanhados de três familiares dos caçadores e o corpo de bombeiros, e a Polícia Federal e Funai foram acionadas.

Instituições se articulam para encontrar desaparecidos

Representantes de órgãos públicos se reuniram na tarde de quarta-feira (27) para definir estratégias conjuntas de investigação do desaparecimento dos três homens que teriam entrado em terra indígena no Pará.

A convite do Ministério Público Federal (MPF), participaram da reunião representantes da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar (PM), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Corpo de Bombeiros Militar.

O MPF que requisitou à PF a abertura de inquérito sobre o caso, ressaltando a necessidade de diálogo com a comunidade indígena e com os familiares dos desaparecidos, evitando o acirramento dos ânimos e conflitos.

Ao MPF os indígenas manifestaram apoio às buscas, pedindo a garantia de segurança na localidade.

 

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Bacia do rio Santa Maria recebe mais de R$ 35 milhões para restauração florestal

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Investimento contempla mais de mil hectares em três municípios do Espírito Santo, outros R$135 milhões foram destinados a Baixo Guandu

A bacia do rio Santa Maria do Doce receberá mais de R$35 milhões para ações de restauração florestal em cerca de mil hectares nos municípios capixabas de Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa. O investimento previsto, via editais, é destinado à contratação de serviços técnicos, científicos e operacionais.

O diretor-presidente da Fundação Renova, Andre de Freitas, assinou no dia 2 de junho, em Colatina, o Termo de Compromisso que garante o repasse dos recursos. O evento contou com representantes dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Santa Maria do Doce e do Rio Doce e do poder público estadual e municipal. 

Total de investimentos

Ao todo, a Fundação Renova vai investir, por meio de editais, cerca de R$540 milhões para promover a restauração florestal de, aproximadamente, 16 mil hectares. 

Segundo Andre de Freitas, cerca de R$106 milhões serão destinados à recuperação de 420 nascentes e 2,8 mil hectares que, além da bacia do rio Santa Maria do Doce (ES), incluem as bacias do rio Piranga (MG) e Corrente Grande (MG). “Em maio, firmamos o investimento de R$135 milhões na restauração florestal em 5 mil hectares da bacia do rio Guandu, no Espírito Santo. Agora, anunciamos esse repasse que beneficiará diretamente mais três municípios capixabas”, afirma.

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Esses valores fazem parte do montante de R$1,7 bilhão, que será empregado no cumprimento de parte da meta socioambiental de recuperar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Recarga Hídrica (ARH), e de 5 mil nascentes ao longo de dez anos. 

Editais

A Fundação Renova mantém contratos com 12 parceiros para restauração florestal de 15.500 hectares. Ao oferecer serviços técnicos, científicos e operacionais, as empresas ou consórcios contratados se tornam responsáveis pela execução das ações estabelecidas pelo Programa de Recuperação de APPs e Áreas de Recarga da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Programa de Recuperação de Nascentes. 

Produtores rurais

Além dos editais de contratação de fornecedores, a Fundação Renova mantém um edital permanente para produtores e proprietários rurais de 66 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Edital de Adesão de Produtores Rurais aos Programas de Restauração Florestal é voltado para quem deseja colaborar com o processo de restauração florestal em APPs, ARHs e nascentes em suas propriedades. Até maio mais de 1.600 inscrições haviam sido feitas, totalizando uma área de aproximadamente 23 mil hectares autodeclarados.

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Segundo o coordenador de Restauração Florestal, José Almir Jacomelli, a Fundação Renova fornece os insumos necessários para o cercamento das áreas com projetos de restauração florestal, manutenção, assistência técnica operacional e apoio na inscrição da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “O produtor rural fica responsável por manter a área protegida, podendo executar o cercamento e mantê-lo por um prazo de cinco anos, bem como optar ou não pela execução das práticas de restauração florestal”, destaca.

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Cliente recebe conta telefônica de R$ 96 milhões no DF: ‘Graças a Deus, era golpe’

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Multa diária pelo eventual ‘atraso’ no pagamento seria de mais de R$ 30 mil; boleto milionário chegou no dia do aniversário do cliente

Um morador de Brasília levou um susto ao receber por email uma conta de telefone falsa no dia do seu aniversário. A cobrança era de R$ 96,1 milhões. O homem, de 30 anos — que preferiu não se identificar —, diz que logo percebeu que era fraude. No entanto, chamou atenção o suposto erro dos golpistas ao definir o valor do boleto. 

Conta telefônica falsa no valor de R$ 96.1 milhões

O falso boleto diz ainda que, em caso de atraso, serão cobrados juros de 0,033% ao dia. O acréscimo diário, portanto, seria de R$ 31.713,07. A conta falsa venceu em 2008. Ao todo, a cobrança seria de cerca de R$ 165 milhões em juros, além de uma multa de quase R$ 2 milhões (2%).

Se a conta fosse verdadeira, a dívida total ficaria perto dos R$ 263 milhões. “Só esse acréscimo por dia já seria bem mais do que ganho em um mês. Graças a Deus, era golpe”, comentou o homem. 

“O susto só não durou muito porque os golpistas, apesar de engenhosos, eram desleixados. O email não batia, havia imagens quebradas. Dava para perceber que não vinha da empresa de fato”, disse o cliente. “Não sei qual era o público-alvo desse golpe. Infelizmente, nem se quisesse teria conseguido fazer o pagamento de um valor tão alto”, acrescentou.

De acordo com o site da operadora, “tentativas de fraudes em boletos são rotineiras. A empresa aconselha que os clientes tomem uma série de precauções antes de efetuar o pagamento das contas telefônicas.  

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De acordo com o site da operadora, “tentativas de fraudes em boletos são rotineiras. A empresa aconselha que os clientes tomem uma série de precauções antes de efetuar o pagamento das contas telefônicas.  

– Verifique se o valor condiz com o que você geralmente paga;

– Cheque se as informações do plano/produto contratado estão corretas.

Como se proteger de golpes digitais

Como são muitos os tipos de crime digital, fugir de todos eles exige atenção constante. O conselho da maioria dos especialistas é ficar atento, desconfiar de mensagens enviadas por desconhecidos e compartilhar o mínimo possível informações pessoais.

Evite agir por impulso: não responda imediatamente mensagens de números desconhecidos no WhatsApp, mesmo que o contato tenha foto de pessoas próximas.

Não instale apps desconhecidos: outra forma comum de golpe usa apps fraudulentos ou piratas, que roubam dados e até “clonam” o celular. Nunca instale aplicativos de fora das lojas oficiais, que muitas vezes escondem códigos para sequestrar dados.

“Para ser bem-sucedido, este ataque exige que as vítimas ativem a opção “Instalar aplicativos desconhecidos” em seus dispositivos, que está desativada por padrão”, diz Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Pesquisa ESET América Latina, que lida com segurança na internet.

Crie senhas seguras: ter senhas seguras e com caracteres variados é fundamental para manter suas contas a salvo de invasões. E não economize: quanto mais caracteres, mais forte é uma senha.

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“Embora essa dica pareça simples, a maioria das pessoas acaba utilizando as mesmas combinações em diferentes canais, o que facilita a ação dos hackers. Por isso, é importante criar senhas com caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas, além de números não-sequenciais”, diz Gustavo Duani, diretor de cibersegurança da Claranet Technology.

Se possível, tenha perfis privados: “Ter o perfil privado é importante para que criminosos não saibam informações sobre a sua rotina, membros da sua família e amigos e utilizem esse conhecimento para aplicar golpes”, aconselha Gustavo Duani.

Fique de olho no seu email: alguns criminosos também reúnem informações para chantagear vítimas, um tipo de crime bastante comum no país, segundo a empresa de segurança Trend Micro. Em janeiro, o Brasil ficou no topo do ranking de países que mais enviam ameaças de extorsão e sextorsão (do inglês sextortion, uma chantagem sexual).

Por isso, também é fundamental monitorar emails suspeitos e bloquear contatos que enviam spam.

Cuidado em apps de namoro: no caso do Tinder, a empresa aconselha a nunca enviar dinheiro ou informações financeiras para perfis no aplicativo. Também é aconselhável ter prudência durante as primeiras conversas e encontros — evite dar informações muito pessoais ou financeiras nas primeiras conversas e marque encontros em locais públicos.

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