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Política e Governo

Casagrande descarta possibilidade de lockdown no ES

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Em entrevista à Rádio Jovem Pan News Vitória, governador disse que capacidade de atender população está mantida no Estado

A possibilidade de medidas mais restritivas no Estado por causa da pandemia está descartada. Pelo menos, por enquanto. A declaração foi dada pelo governador Renato Casagrande em entrevista à Rádio Jovem Pan News Vitória na manhã desta terça (2), data em que a rádio completa um ano. Ele também disse que os embates com o governo federal prejudicam, e muito, as ações de combate ao avanço da covid-19 não só no Espírito Santo, mas em todo o País.

“Não posso falar do futuro porque vai depender do comportamento da pandemia e da nossa capacidade de atender à população. Mas, no momento, está descartado isso (lockdown, toque de recolher, fechamento de comércio à noite). Nós estamos em uma situação hoje sob controle e temos uma outra estratégia de aumento na abertura de leitos, vacinação em massa, trabalhando nos grupos de risco. Espero não ter que tomar medidas mais duras. Nós temos hoje uma matriz de risco que nos orienta com relação a medidas qualificadas de cada município e nesse momento vamos seguir nossa matriz de risco”, afirmou Casagrande.

Crítico das ações do governo federal, o governador lamentou, mais uma vez, a politização da pandemia e fez questão de citar o negacionismo praticado pelo presidente Jair Bolsonaro. Para ele, grandes dificultadores  no combate à crise. “Um ano de muita tristeza para as pessoas e um ano de muita politização dos temas da pandemia. Todos os temas foram politizados. Se vai usar máscara ou não, tá politizado. Se vai abrir hospital de campanha ou não está politizado. Se vai tomar vacina ou não tá politizado. Há uma falta de coordenação do governo federal, um negacionismo do Presidente da República, então tudo isso dificultou o trabalho. Eu tenho liderado o movimento no Estado para a gente poder continuar atendendo a população capixaba da melhor maneira possível”.

Sobre a possibilidade de os estados comprarem vacinas, Casagrande afirmou que ainda não foi possível encontrar fornecedores e mais uma vez ele apontou para a falha inicial do governo federal. “Até agora não encontramos o fornecedor, porque o Brasil fez poucos contratos. Deveria ter feito mais contratos no ano passado, com mais laboratórios, mas infelizmente não fez e nós hoje ficamos atrasados em relação ao cronograma de vacinação. Nós fomos lá fazer uma visita à União Química, que é o laboratório que produz a vacina russa Sputinik V, fomos com diversos outros governadores, mas ainda não conseguimos ainda o fornecedor”, afirmou.

Em busca de interlocução, Casagrande deve se reunir com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), nesta tarde. Na pauta, além de enfrentamento à pandemia, também pautas federativas de interesse do Estado. “Vamos ver o que ele pode ajudar nessa coordenação nacional. Vamos tratar de orçamento para a covid com certeza, porque o governo federal ainda não liberou recurso para a contratação de leitos e vamos tratar de outras pautas federativas com o presidente da Câmara. Acredito que ele possa colaborar. A Câmara pode tratar de alguns temas com o governo federal e pode ser intermediária, assim como o Senado, de assuntos importantes que por insensibilidade não são tratados”.

Sobre as ações de combate à pandemia no Estado, o governador afirmou que foram decisões difíceis, principalmente em função da falta de conhecimento sobre a doença. “Difícil dizer se poderia ter feito diferente porque estamos aprendendo a lidar com o tema, com o assunto. Inclusive para os médicos e profissionais de saúde. Fomos mais conservadores do que poderíamos ser. Inclusive nossas ações ajudaram a salvar vidas no Espírito Santo. Tivemos leitos de hospitais pra todo mundo, ninguém ficou sem atendimento nesse ano. A gente conseguiu enfrentar todas as fake news, todo o enfrentamento, toda a politização da pandemia. Estamos conseguindo, nesse momento de crescimento da pandemia, novamente atender a todo mundo. Estamos inclusive ajudando os estados do Amazonas, de Rondônia e agora de Santa Catarina”.

Casagrande ainda complementou. “Fizemos um investimento robusto na abertura de leitos, estamos fazendo muitos testes, agora mesmo vamos intensificar a testagem para isolar os casos ativos. E estamos nos comunicando diretamente com a sociedade todos os dias. Explicando o que a gente está fazendo, conversando com a sociedade. Acho que isso tem nos dado a garantia de estar enfrentando com estabilidade a pandemia e conseguindo atender as pessoas que dependem do serviço do Estado”. 

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Política e Governo

Assembleia aprova indicação de Bruno para priorizar vacinação de garis

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Proposta que beneficia profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo estadual. Meta do deputado é imunizar a categoria para evitar problemas sanitários, em caso de paralisação dos serviços

Depois de priorizar num projeto de lei a vacinação dos profissionais da Segurança Pública e da Educação e ter seus pedidos atendidos pelo governo do Estado, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que é do mesmo partido do governador Renato Casagrande, teve aprovado pela Assembleia Legislativa a indicação que prioriza a imunização dos profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública, os chamados garis.

Na proposta, que foi aprovada por unanimidade na sessão da última terça-feira (13), mas só será levada adiante se tiver o aval do governador, Bruno requer que os profissionais sejam inclusos na primeira fase do Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, de modo a ser prioritariamente vacinados, ao lado dos profissionais de Segurança, Educação e idosos acima de 60 anos.

“Os garis, ao lado dos profissionais de Segurança e da Educação, prestam serviços essenciais à população. A paralisação dos serviços de varrição e coleta pública de dejetos são capazes de gerar graves problemas sanitários, além daqueles decorrentes da pandemia. Desse modo, há uma urgência, de primeira ordem, na vacinação desses profissionais, como forma de evitar a paralisação de seus serviços”, justificou o deputado.

E completou: “A preservação da vida e manutenção do trabalho desses profissionais essenciais deve ser inserida em destaque na ordem do Plano Estadual de Vacinação para que sejam vacinados até o fim de abril ou início de maio. É a indicação que fazemos ao governador.”

Bruno, que preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, conseguiu uma importante vitória na última quinta-feira (15), quando o governador deu início, num ato simbólico, à vacinação dos profissionais da área da Educação. A primeira a receber a dose foi a professora Débora Cristina Marques de Morais, de 50 anos, da Escola Elza Lemos Andreatta, de Vitória.

Os primeiros a serem imunizados, a partir da próxima semana, são professores e auxiliares que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade, pré-escola, ensino fundamental I e II e ensino médio e técnico com o ordenamento por faixa etária, iniciando pelos profissionais de 50 a 59 anos.

PARCERIA

Mas para Bruno a conquista só foi possível devido à articulação e parceria das entidades ligadas à Educação.

“Propomos e realizamos audiência pública com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) e a Associação dos Diretores e Ex-diretores das Escolas da Rede Pública Estadual de Ensino do Espírito Santo (Adires), para articular junto ao governo esta importante conquista. Também protocolamos um projeto de lei priorizando a vacinação desses profissionais”, frisou Bruno.

O parlamentar lembra que, durante a audiência, assumiu o compromisso de que a vacinação dos profissionais da Educação teria início no Estado e que, agora, está aliviado porque cumpriu com a palavra.

“É um ato de esperança e de respeito ao profissional de Educação porque irá possibilitar, em algum momento, o retorno às aulas presenciais com todos os protocolos de segurança”, lembrou.

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Política e Governo

MPES quer que mulher do prefeito de São Gabriel deixe cargo na administração municipal

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Marcella Ferreira Rossoni é mulher do prefeito de São Gabriel da Palha, e foi nomeada pela segunda vez neste ano para assumir cargo na prefeitura

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com ação na Justiça para pedir o afastamento da secretária municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família de São Gabriel da Palha do cargo. Marcella Ferreira Rossoni Rocha é esposa do prefeito, Tiago Canal Rocha (PSL), e foi nomeada por ele para assumir o cargo no dia 13 de abril. A nomeação ocorreu pela segunda vez este ano. 

O MP requer o afastamento sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. Solicita, ainda, que o prefeito e a secretária sejam condenados nas sanções civis pela prática de improbidade administrativa e condenados a devolverem toda a quantia recebida como salário pela secretária, no período em que permaneceu no cargo.

Entenda o caso

Marcella assumiu o cargo pela primeira vez em 7 de janeiro de 2021. Na ocasião, o MPES instaurou inquérito civil para a apuração de atos de improbidade administrativa por considerar a nomeação “imoral, irregular e ilegal”. O órgão solicitou comprovação da aptidão técnica da secretária. 

“Verificou-se que os certificados apresentados apontavam fortes indícios de falsificação e/ou falsidade ideológica, haja vista que somam um total de 300  horas de cursos realizados em apenas único dia. Os certificados eram datados de 13 de janeiro de 2021, ou seja, após a sua primeira nomeação, e o período de realização dos três cursos eram da mesma data”. 

No dia 25 de janeiro, o órgão recomendou a exoneração imediata de Marcella, devido a falta de qualificação. Três dias depois, ela deixou o cargo. A esposa do prefeito ainda acionou a Justiça pedindo a suspensão da exoneração, mas teve o pedido indeferido pelo juiz Bruno Fritoli Almeida, da 2ª Vara de São Gabriel, que entendeu que a decisão é do prefeito. 

No dia 13 de abril, ela voltou a ser nomeada para a mesma função. “Essa renomeação (…) demonstra que os requeridos estão atuando com notório interesse de ludibriar a verdade dos fatos frente às Instituições Públicas e, principalmente, perante a sociedade”. Segundo o MPES, o prefeito e a esposa têm 15 dias para se manifestarem, se quiserem. 

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito e a mulher dele. 

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