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Política Nacional

Casagrande participa de evento para filiações ao PSB em Brasília

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Com a presença do governador Renato Casagrande (PSB), o diretor do Detran, Givaldo Vieira, vai oficializar sua ida para o partido socialista em evento realizado em Brasília, na manhã desta terça-feira (21). Também se filiam à legenda o governador do Maranhão, Flávio Dino, e o deputado federal Marcelo Freixo.

PT, PCdoB, PSB

Givaldo era um dos principais nomes do PT no Espírito Santo, mas deixou a sigla após desentendimentos com lideranças do partido e se filiou ao PCdoB. Próximo ao governador, atuou como vice de Casagrande entre 2011 e 2014. O objetivo do ex-deputado federal com a filiação é ganhar musculatura política para retornar à Câmara em 2022. Ele tentou se eleger para o cargo em 2018, mas sem sucesso. Agora no PSB, terá todo o apoio do governador para emplacar mais um mandato em Brasília.

Agradecimento

O diretor do Detran agradeceu a militância do antigo partido, do qual era presidente. “Agradeço a cada filiado e filiada do PCdoB Espirito Santo por toda a acolhida, luta e apoio nesses anos de militância. Permanecerei firme, do mesmo lado da história, dos desassistidos, e com coragem para fazer justiça social, sobretudo neste momento de crise política, sanitária e econômica no Brasil”, disse.

Dino se filia ao PSB e diz que disputa em 2022 será ‘plebiscito’ sobre o destino da democracia

A cerimônia de filiação de novos nomes ao PSB, nesta terça-feira, virou um ato de críticas e protestos contra o governo. Foram vários os discursos em defesa de uma unidade não só da esquerda, mas também entre outros segmentos da política para que Jair Bolsonaro seja derrotado na eleição de 2022.

O governador do Maranhão, Flávio Dino 28/04/2020 Foto: Divulgação

O governador do Maranhão, Flávio Dino, que deixou o PCdoB e ingressa no PSB, afirmou que a eleição do ano que vem precisará juntar de um lado comunistas, socialistas, petistas, liberais, progressistas, católicos e evangélicos para que Bolsonaro seja derrotado.

— A eleição de 22 não será mais uma. Não será uma qualquer. Será uma batalha. Será um plebiscito entre os que querem a continuidade da democracia contra o extermínio de um projeto popular. Não podemos cometer erros e minimizar o mal. Derrotá-lo (Bolsonaro) não é tarefa de poucos, nem de muitos. É de todos. Temos que nos unir. A conjuntura não comporta posturas narcisistas nem celebração de nossas virtudes. A conjuntura exige que nos juntemos — disse Flávio Dino.

O presidente do partido, Carlos Siqueira, afirmou que para vencer Bolsonaro será necessária uma “frente amplíssima”. Ele anunciou Freixo como candidato a governador do Rio.

No ato, estavam presentes os governadores do partido Paulo Câmara, de Pernambuco, e Renato Casagrande, do Espírito Santo. Além de deputados, senadores e prefeitos da legenda.

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Política Nacional

Ana Paula: Renan Calheiros está tentando fazer com a Jovem Pan o que acontece em ditaduras

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Relator da CPI da Covid-19 apresentou requerimento de quebra de sigilo bancário da Jovem Pan; programa ‘Os Pingos Nos Is’ comentou o assunto

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19, apresentou um requerimento de quebra de sigilo bancário da Jovem Pan. Ele alega que o veículo disseminou fake news e pede acesso às contas da empresa desde o início de 2018. O requerimento deve ser votado pelos senadores nesta terça-feira, 3, quando a CPI retoma os trabalhos após o recesso parlamentar. Em editorial publicado no domingo, a Jovem Pan afirmou que pedidos do gênero são injustificáveis. Segundo o documento que justificou a sua criação, a comissão foi instaurada com o objetivo de “apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil”. Como se sabe, a Organização Mundial da Saúde oficializou a existência de uma pandemia em março de 2020. A acusação de Calheiros, portanto, não se enquadra no fato determinado para a criação da CPI.
Para Ana Paula Henkel, comentarista do programa “Os Pingos Nos Is“, o pedido do senador é uma afronta à liberdade de imprensa. “Isso que Renan Calheiros está tentando fazer com a Jovem Pan é o que acontece em ditaduras”, afirma. “É perseguição, sim, mas a gente não vai se calar. Continuaremos questionando, continuaremos dando voz às ruas”, completa. Os comentaristas do programa também cobraram que o relator nomeie os jornalistas que teriam divulgado as supostas informações falsas, especifique o que foi falado e em qual programa. “Que eles quebrem o sigilo bancário dos jornalistas que eles acham que disseminaram fake news e que chamem esses profissionais. Tenho certeza que se for um de nós cinco aqui, nós teremos um imenso prazer de sentar naquela sessão da CPI e dizer o que aqueles senhores precisam ouvir”, diz Ana Paula. 

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Política Nacional

Governo discute reajuste do Bolsa Família para até R$ 400

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Proposta de reformulação do Bolsa Família é a aposta do governo para melhorar a popularidade do presidente

Em reunião realizada nesta segunda-feira (02), os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira; da Cidadania, João Roma e da Economia, Paulo Guedes, discutiram o novo Bolsa Família com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

A reunião aconteceu na residência oficial do presidente do Senado, em Brasília. A ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, também esteve presente.

A proposta de reajuste foi analisada pelo Ministério da Economia e elaborada pelo Ministério da Cidadania. Uma MP com a criação de um novo programa social para substituir o Bolsa Família está sendo preparado para esta semana. O valor do benefício pode chegar até a R$ 400.

“A Medida Provisória reestrutura o programa social, o novo formato de ação do programa de transferência de renda do governo federal”, explicou o ministro João Roma, que garantiu que o valor não vai ultrapassar o teto de gastos.

Governo pretende mudar nome do Bolsa Família

Uma das sugestões em análise é o nome de Auxílio Brasil. A Medida Provisória que vai criar o programa ainda não deve falar a respeito do novo valor que dependerá de recursos. 

Uma das possibilidades será reduzir o pagamento de precatórios, decisões judiciais, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que deve abrir espaço no orçamento para o programa.

O presidente defendeu que o programa pagasse R$ 300. Mas muitas famílias, dependendo da renda, quantidade de pessoas e de filhos, vão ultrapassar esses valores. O programa social não possui valor fixo e é calculado de acordo com cada família.

A proposta do Ministério da Cidadania é de que o valor mínimo seja elevado para pelo menos R$ 250. Paulo Guedes já disse que há espaço no orçamento para acomodar a despesa após o término do auxílio emergencial.

Caso os valores sejam confirmados, famílias que hoje recebem R$ 182 passarão para o patamar de R$ 250, terão um reajuste de 37,7%. Aqueles que receberão R$ 300 ou mais terão um reajuste de 64,8%. A ideia é combater os efeitos da inflação que atingiu principalmente os mais pobres.

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