conecte-se conosco


Medicina e Saúde

Caso Stênio Garcia: Especialista alerta que vacina não garante 100% de imunidade

Publicado

O assunto ganhou as redes sociais depois que o ator Stênio Garcia, que tem 88 anos, que recebeu as duas doses da vacina, testou positivo para a doença.

Mais de 230 mil pessoas já receberam as duas doses da vacina contra a covid-19 no Espírito Santo. O dado é do Painel de Vacinação da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), e leva em consideração trabalhadores da saúde e idosos acima de 70 anos. Apesar do avanço da campanha de vacinação, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como a vacina, de fato, funciona. 

Relatos de pessoas que receberam a segunda dose e, ainda assim, testaram positivo para a doença não param de aparecer. A pergunta que fica é: Afinal, é possível se contaminar mesmo depois de ser vacinado?

O médico infectologista Paulo Peçanha diz que sim, e é mais possível do que se imagina. “Em primeiro lugar, para que a vacina garanta proteção completa, a pessoa precisa das duas doses previstas. Além disso, a proteção só estará completamente desenvolvida cerca de três semanas depois que a segunda dose for aplicada”, explicou.

Ainda segundo o especialista, mesmo depois de receber a segunda dose do imunizante, é preciso aguardar um prazo para que os efeitos sejam garantidos. “Se a pessoa tiver qualquer contato com o vírus no intervalo das doses, ou nas primeiras semanas depois de tomar a segunda dose, pode adquirir a infecção”, completou o médico.

Necessidade de manter os cuidados

Apesar de trazer esperanças para que a vida, enfim, volte à normalidade, a proteção garantida pela vacina não é completa. “Na verdade, a vacina protege contra a forma mais grave da doença, mas a possibilidade de infecção permanece. Por isso é possível testar positivo e ter sintomas leves mesmo depois de imunizado.”

O médico explicou que nenhuma das vacinas protege integralmente contra a infecção. A proteção é contra as formas moderadas e graves, aquelas que levariam o paciente à internação e, em muitos casos, às Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 

“É isso que os trabalhos têm mostrado, o risco de óbito diminui em até 90%. No caso dos profissionais de saúde, por exemplo, já vimos que o número de internações diminuiu bastante”, ponderou.

Diante desse cenário, as recomendações de distanciamento e uso de máscaras permanecem muito importantes. “As pessoas precisam continuar usando máscaras e mantendo o distanciamento até que tenhamos a imunidade coletiva, com pelo menos 70% da população vacinada”, reforçou.

Caso Stênio Garcia

O assunto ganhou as redes sociais depois que a esposa do ator Stênio Garcia, que tem 88 anos, disse em suas redes sociais que o marido, que recebeu as duas doses da vacina contra a covid-19, havia testado positivo para a doença.

A atriz Marilene Saade postou no sábado, dia 10, vídeos de Stênio refazendo os testes e defendeu o imunizante como a solução para acabar com a pandemia. “Hoje nesses tempos de covid-19, que é um vírus traiçoeiro e com alto grau de letalidade, (…) as vacinas são sim a solução, mas precisa de 80% da população mundial estar vacinada, e o que podemos fazer agora é nos proteger com uso de máscara adequado, higiene das mãos e se distanciar de um a dois metros das pessoas”, escreveu ela.

A atriz contou que recebeu o resultado dos exames dela e do marido na sexta-feira, 9. “Quando recebemos o resultado dos exames e lá dizia que ele estava positivo para a doença e sem a presença de anticorpos após duas doses da vacina, realmente ficamos muito nervosos e com muito medo”, afirmou Marilene, que testou negativo.

“Hoje refizemos todos os exames PCR, IGG, IGM e Stênio fez também o exame de anticorpos neutralizantes para saber qual é o grau de imunidade que ficou após a vacina”, afirmou. A atriz finalizou reafirmando que acredita na vacina.

Leia mais:  Exame de sangue pode prever quem desenvolverá covid-19 grave
publicidade

Medicina e Saúde

ES espera aval da Anvisa para vacinar crianças a partir de 3 anos contra covid-19

Publicado

O secretário de Saúde do Espírito Santo afirmou que a expectativa do governo do Estado é que a Sinovac e a Pfizer apresentem a documentação necessária para liberação da vacinação das crianças contra covid-19 até dezembro

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo acredita que a vacinação de crianças de 3 a 11 anos contra a covid-19 possa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o fim deste ano. 

A declaração foi feita pelo secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira (20).

Nésio afirmou que acredita que os laboratórios Sinovac e Pfizer podem entregar  toda a documentação necessária para avaliação da inclusão do novo público na campanha de imunização contra a covid-19 até dezembro. 

“Nós temos a expectativa de que até o final do ano, a Anvisa libere tanto a vacina produzida pela Sinovac, a Coronavac, quando a da Pfizer para idades pediátricas. Acreditamos que até dezembro seja possível que tanto a Pfizer quanto a Sinovac apresentem toda a documentação necessária para a autorização do uso dessas vacinas em crianças”, disse.

O secretário destacou que, caso a Anvisa libere o uso dos imunizantes para o novo público, a vacinação das crianças poderá ser iniciada logo após a liberação da agência. “Ela poderá ser incluída nos momentos próximos na vacinação no Brasil”, afirmou.  

Adultos devem ser vacinados com primeira dose até inicio de outubro 

Ainda de acordo com Nésio, a expectativa é vacinar, com ao menos a primeira dose, todo o público com mais de 18 anos até o início de outubro. 

“A expectativa do governo do Estado é alcançar 100% da população adulta com 18 anos coberta com a primeira dose da vacina até o inicio de outubro. Iremos completar, nesta semana, a disponibilidade de doses para alcançar 100% dos adolescentes com mais de 12 anos que tenham alguma comorbidade”, disse.

Segundo Nésio, cerca de 80% dos adolescentes sem comorbidades também devem ser vacinados neste período. “Ainda vamos alcançar a meta de disponibilizar doses para vacinar 80% dos adolescentes com mais de 12 anos que não apresentem comorbidades”, disse.

O secretário de Saúde do Espírito Santo destacou ainda que, com a compra das doses da vacina Coronavac realizadas pelo governo do Estado, foi possível antecipar a aplicação da dose de reforço, além de ampliar o público para pessoas a partir de 60 anos.  

“Nós também conseguimos, com a compra das vacinas do Butantan, otimizar as vacinas que vieram do Ministério da Saúde, principalmente da Pfizer, para ampliar a idade para vacinação das doses de reforço. Ampliamos para a partir dos 60 anos. Além disso, reduzimos o intervalo entre a segunda dose e a dose de reforço”, disse.

Nésio lembrou que o critério do Ministério de Saúde inclui somente idosos com mais de 70 anos e que alcancem o prazo de seis meses entre a segunda dose e a dose de reforço.

Leia mais:  Após a segunda dose da vacina, ainda é preciso usar máscara?
Continue lendo

Medicina e Saúde

Vacina da Pfizer é segura e protege entre 5 e 11 anos, aponta fabricante

Publicado

Resposta imune foi semelhante à faixa etária de 16 a 25 anos, e a segurança, a de idades mais elevadas, segundo farmacêutica

A Pfizer e a BioNTech afirmaram nesta segunda-feira (20) que a vacina contra covid-19 ,que desenvolveram em parceria, induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade e ambas planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nesta faixa etária às autoridades dos Estados Unidos, da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de Fases 2 e 3 e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos de idade. O perfil de segurança também foi, no geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos – enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente-executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças de entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

Autoridades de saúde de alto escalão dos Estados Unidos acreditam que os órgãos reguladores podem tomar uma decisão sobre se a vacina é segura e eficaz em crianças mais novas três semanas após a entrega pelos laboratórios dos pedidos de autorização, disseram duas fontes à Reuters neste mês.

As internações e mortes por covid-19 saltaram nos Estados Unidos nos últimos meses devido à variante Delta do coronavírus, altamente contagiosa. Casos pediátricos da doença também estão em alta, particularmente porque crianças com menos de 12 anos não estão sendo vacinadas, mas não há nenhuma indicação de que, além de ser mais transmissível, a Delta seja mais perigosa para crianças.

Uma autorização rápida ajudaria a mitigar um potencial aumento de casos no outono do Hemisfério Norte, especialmente com as escolas já abertas em todo os EUA.

A vacina Pfizer/BioNTech já está autorizada para aplicação em crianças a partir de 12 anos em vários países, incluindo os Estados Unidos.

No ensaio clínico, as crianças de entre 5 e 11 anos receberam uma dose de 10 microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar os dados sobre como a vacina atua em crianças de entre 2 e 5 anos e em bebês de 6 meses a 2 anos até o quarto trimestre deste ano.

Leia mais:  Após a segunda dose da vacina, ainda é preciso usar máscara?
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana