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Segurança

Cavalaria da PM recebe a visita de Oficial da Fédération Équestre Internationale

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O Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar do Espírito Santo (RPMont), recebeu a visita do Coronel de Cavalaria do Exército Brasileiro da Reserva Remunerada José Evandro Gervásio de Oliveira, armador oficial da Fédération Équestre Internationale (FEI), na manhã desta sexta (31). Durante a visita o Cel EB Gervásio conheceu as dependências do Regimento de Polícia Militar, o plantel equestre da PMES e ministrou uma clínica de armação de percurso de hipismo para os Oficiais e Praças.

O Cel EB Gervásio tem em seu currículo diversos cursos, dentre os quais doutorado em Curso Binacional Brasil-Argentina pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, mestrado em Agronegócios pela Universidade de Brasília, mestrado em Curso de Cavalaria pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército Brasileiro, pós-graduação em Instrutor de Equitação pela Escola de Equitação do Exército Brasileiro. Durante grande parte de sua carreira militar o Cel EB Gervásio foi responsável pelo manejo equestre, com foco em reprodução de equinos na Coudelaria do Rincão, e também foi um dos especialista de Hipismo no Comitê Organizador das Olimpíadas do Rio em 2016.

Dentre os Oficiais que participaram da clínica de armação de percurso estavam o Diretor de Direitos Humanos e Polícia Comunitária, Cel PM Sartório, os ex-Comandantes Gerais da PM e Corpo de Bombeiros, Cel PM Willian e Cel BM Duarte, o ex-comandante do RPMont, Cel RR Carlos Henrique, e o Cmt do RPMont, Tenente Coronel Menegatti. Durante a clínica, os integrantes da Cavalaria tiveram contato com técnicas mais atuais usadas no mundo para o treinamento de cavalos de salto que podem ser aplicadas na Polícia Militar, a fim de melhorar a performance da tropa equestre para as ações de segurança pública.

O Cel PM Sartório destacou a importância da visita do Cel EB Gervásio, evidenciando que a equitação é a base do policiamento ostensivo montado realizado pelas polícias em todo mundo. Nesse sentido, o comandante do RPMont, Tenente Coronel Menegatti declarou “o policiamento montado requer dos militares a união com o cavalo para formação de verdadeiros conjuntos homem-cavalo e os esportes equestres proporcionam essa união”, completou o comandante.

Essa vez foi a primeira que o Cel EB Gervásio veio ao Espírito Santo, mas prometeu retornar outras vezes e contribuir com as ações de segurança pública desenvolvidas pela Cavalaria da PM aqui no Estado. “Contem comigo para ajudar no engrandecimento do Regimento de Polícia Montada, quer seja na parte de equitação, quer seja na parte de reprodução de equinos”, comentou.

A partir da visita do Cel EB Gervásio será possível iniciar tratativas com o Exército Brasileiro para que policiais militares possam participar de capacitação na Coudelaria do Rincão e aperfeiçoar o processo de remonta equestre do plantel equino da Polícia Militar, reduzindo custos, aumentando produtividade e melhorando a genética dos cavalos empregados nas ações de policiamento montado, choque montado e equoterapia.

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Segurança

Adolescente é baleado e, antes de morrer, vai à igreja pedir perdão

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Ao perceber que o jovem havia morrido, alguns fiéis rezaram por ele e por seus familiares

Um adolescente, de 16 anos, foi assassinado com vários tiros, nesta segunda-feira (04), no bairro Novo Brasil, em Cariacica. Antes de morrer, Uilton Meira de Oliveira Junior, conhecido como “mete bala”, foi até uma igreja pedir perdão. Segundo a polícia, apesar da pouca idade, o jovem já teve passagens pela justiça. 

Mesmo baleado, o rapaz tentou pedir ajuda. Ele percorreu por uma região de mata, pulou um arame farpado até chegar na calçada de uma igreja. Estava no final do culto, quando ele entrou no local pedindo perdão. 

Segundo testemunhas, o jovem logo caiu no chão. Preocupados se alguém teria o seguido, os fiéis fecharam a porta da igreja e acionaram a polícia. As pessoas ficaram assustadas e com medo do que poderia ocorrer. Ao perceber que o jovem havia morrido, alguns fiéis rezaram por ele e por seus familiares. 

Moradores da região contaram que ouviram mais de dez disparos. Próximo a um bar, foram encontradas cápsulas de um revólver ponto 40, que possivelmente foi utilizado no crime. 

Quem vive no bairro afirma que a região é de intenso movimento do tráfico de drogas. Na manhã desta terça-feira (05), policiais fizeram ronda pelo bairro, que faz divisa com o município de Viana. 

O crime será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica e, até o momento, nenhum suspeito foi detido.

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Segurança

Justiça nega pedido de liberdade para acusado de assassinar ex-governador Gerson Camata

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A magistrada responsável pelo julgamento do pedido alegou que não há fatos novos que possam justificar a liberdade do réu

A juíza substituta Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage, da 1ª Vara Criminal de Vitória negou o pedido de manutenção da prisão preventiva para Marcos Venicio Moreira Andrade, acusado de ser o assassino do ex-governador Gerson Camata, crime ocorrido em dezembro de 2018. Para a magistrada, não houve fatos novos no desenrolar do processo que pudessem justificar a concessão da liberdade do réu. 

A morte do ex-governador Gerson Camata completou 2 anos no fim de dezembro do ano passado. Camata foi assassinado em 2018, aos 77 anos, pelo ex-assessor Marcos Venicio, no bairro Praia do Canto, em Vitória. O julgamento do acusado está previsto para ser realizado em 2021, mas ainda sem data agendada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Marcos Venicio permanece preso no Centro de Detenção Provisória de Viana.

Ex-governador Gerson Camata.

Em julho de 2019, a Justiça decidiu que Marcos Venicio Moreira Andrade, denunciado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, seja submetido a júri popular.

Os advogados Ludgero Liberato e Renan Sales, que representam a família Camata como assistentes de acusação, comentaram a decisão e ressaltaram que aguardam  a designação do julgamento de Marcos Venicio. 

“O Poder Judiciário, mais uma vez, acertou ao indeferir a soltura do acusado. A gravidade concreta do crime, por si só, justifica a manutenção de sua prisão cautelar. O acusado, aliás, réu confesso, demonstrou total desprezo com a vida humana, eis que, sem qualquer justificativa, de forma covarde, tirou a vida do próximo, em via pública e em plena luz do dia. Esse tipo de indivíduo coloca em risco a garantia da ordem pública, por óbvio. Aguardamos, com ansiedade, a designação do julgamento para data mais próxima possível, ocasião em que certamente o acusado será condenado pelo homicídio em apreço.” 

A defesa de Marcos Venicio Moreira Andrade foi procurada, mas até a publicação desta reportagem, não se manifestou. 

Outros pedidos negados

Essa não é a primeira vez que a Justiça do Estado nega pedido de liberdade para o réu. Em maio do ano passado, o juiz Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória, negou o pedido de prisão domiciliar a Marcos Venicio Moreira Andrade. Na época, a defesa do acusado alegou casos confirmados do novo coronavírus em unidades prisionais, o que colocaria, segundo a defesa, o réu em risco, já que ele tem mais de 60 anos e é portador de diabetes e hipertensão, sendo enquadrado no grupo de risco da covid-19. 

Na decisão, o magistrado alegou que a existência de casos confirmados do novo coronavírus nos presídios capixabas não é prerrogativa para deferir o pedido, pois, segundo o juiz, a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) adotou medidas para conter a disseminação do vírus nas unidades.

“(…) Casos de contaminação em internos no sistema prisional do Espírito Santo não alteram o cenário, porquanto, ao que consta, foram adotadas medidas de isolamento, de modo que, no presente momento, não representam perigo concreto para a saúde do postulante”, afirmou o juiz na decisão. 

Já em abril do ano passado, foi a vez do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o Habeas Corpus pleiteado pela defesa de Marcos Venicio Moreira Andrade. A defesa do acusado pedia a liberdade do réu e ainda solicitava a prisão domiciliar, em virtude do risco causado pela pandemia do novo coronavírus. Na época, ao apreciar ambos os pedidos, o ministro Sebastião Reis Júnior não apenas negou as solicitações da defesa.

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