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Agenda Norte

Cena de parte de uma vida – Amigos do Rio / Boas lembranças

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Por João Maria Menezes

Era uma vez no Rio de Janeiro (anos 60/70), alguns amigos tinham o hábito de se reunirem para jogar bola no Aterro do Flamengo. A minha turma era composta por Paulo, Jesus Frazão (Tatá), Valnês (Gaúcho), Elias Nunes. As vezes chegávamos pela manhã e só retornávamos para nossas casas ao anoitecer. Isso que era “fome de bola”. Somente o Paulo Roberto (Borges) era da Zona Sul, mais precisamente de Copacabana, era o mais abastado da turma, mas isso não o fazia melhor e nem metido. Nosso time era “quase” imbatível, apesar de jogarmos futebol de salão (hoje é Futsal) contra adultos, tínhamos 14/15 anos. Existia entrosamento, mesmo que cada um torcesse para times diferentes. Eu Flamengo, Elias e Tatá Botafogo, Valnês, Grêmio e Flamengo e Paulo Roberto, Fluminense e que gozava todos nós. E até podia porque o tricolor carioca estava em evidência.

As quadras do Aterro do Flamengo ficavam muito perto das pistas de alta-velocidade e era muito comum o Valnês chutar a bola em direção às pistas e um carro furá-la. Paulo, bem-humorado e para implicar, dizia que o chute do Valnês nunca ia em direção ao gol, mas acertava o Hotel Novo Mundo e o Palácio do Catete do outro lado das pistas. Um absurdo, mas era a forma de gozar o amigo. A gente brincava com o Gaúcho, que era, apesar disso, quem nos defendia em qualquer confusão.

No nosso meio não existiam drogas, bebidas alcóolicas, cigarro. Saudade dessa época é uma palavra que bem define esses momentos inesquecíveis, das idas ao Maracanã, dos passeios a Paquetá, à praia, a eventos de nossa idade. Éramos jovens, todos estudantes onde os sonhos estavam nascendo, época em que a Cidade Maravilhosa era tranquila e fazia festa nas suas praias, Carnaval e um povo pacífico. Saudade dessa época é uma palavra que bem define esses momentos.

O esporte fazia parte de nossas vidas, mas os estudos também. Nos reuníamos para estudar em grupo para cumprir as tarefas escolares. Momentos marcantes que levaremos por toda a vida, como aprendizado. A bola era a desculpa para estarmos reunidos, não havia cansaço que fizéssemos desistir nem dos amigos, dos encontros e nem de marcar outro encontro para a prática do futebol. Quando terminávamos os jogos, já marcávamos outra data.

Tempos depois fui para São Paulo, me casei, tive dois filhos (hoje tenho dois netos) e acabei vindo morar no Rio Grande do Norte. Paulo foi para a terra dos seus familiares, Espírito Santo; os outros tentei buscar por onde andam, mas não consegui. Soube que o Tatá foi morou em São Mateus. Aliás, consegui descobrir o Paulo acessando o Jornal do Norte.

Com esse pequeno e humilde texto, quero apenas enaltecer a importância da amizade que me marcou a minha vida.

Obrigado aos amigos que fizeram parte da minha história. Abraços e saudações.

João Maria – Parnamirim/RN

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O Brasil clama por socorro, mas de onde ele virá?

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Salmo 121 traz orientações para momentos em que não sabemos o que fazer

A Palavra de Deus, no seu magnífico Salmo 121, não deixa dúvida de que Deus está pronto para nos socorrer nos momentos mais difíceis, na hora da angústia. A passagem diz: “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.”

Esse maravilhoso salmo, no entanto, tem muito a nos ensinar, talvez coisas que muitos ainda não tenham se dado conta. A lição que desejo retirar dele hoje é algo que está implícito no texto, mas que parte de uma compreensão lógica da sua interpretação.

A lição diz respeito à reação humana diante do momento de crise. Sim, porque é isso o que o texto pressupõe quando se refere ao salmista como alguém que elevou os seus olhos. “Levantarei”, declara o texto. Em outras traduções é “elevei”, ou “ergui”. Em todo caso temos aqui um verbo, portanto uma reação.

Uma reação que precede o socorro porque o salmista primeiro se voltou para Deus. Ao olhar para os montes, na verdade foi como olhar para o Único que poderia lhe socorrer naquele contexto, pois foi isso o que a situação de pânico lhe fez entender. Foi a reação do salmista em reconhecer a sua dependência de Deus que acionou o agir do Senhor, obviamente por misericórdia e graça.

O Brasil clama por socorro

Assim como o salmista, o Brasil também está em apuros. Estamos vivendo dias difíceis onde à ameaça vai muito além da pandemia do coronavírus. Nossas liberdades estão sendo retiradas aos poucos por pessoas que mais deveriam nos proteger, o que é ainda pior.

Diante disso, perceba que estamos na mesma situação do salmista que estava cercado de montes intransponíveis. Os nossos montes você mesmo pode nomear. Onde eles estão, ou quem é? São vários e todos eles ameaçam a nossa existência enquanto povo livre; um povo de fé e princípios cristãos.

O que fazemos, então? Recorremos ao Messias, mas não ao que ocupa a Presidência da República, e sim a Majestade Celestial. Contudo, devemos elevar os nossos olhos para Jesus pedindo para que Ele dê, aí sim, sabedoria ao nosso presidente sobre como reagir diante do momento atual em que vive o Brasil.

Os nossos olhos e coração devem estar voltados para Deus, visto que Ele é soberano e nada escapa das suas mãos. Entretanto, os nossos pés e mãos estão aqui na Terra, e isso significa que além de orar, clamar ao Senhor dos Exércitos por socorro, também devemos reagir. O salmista reagiu, pois a ajuda divida se converteu em força para enfrentar os seus inimigos.

E quanto a nós, o que faremos? Deus usa pessoas para nos socorrer. Ele usa governos, ministros, usa eu e você. Usa quem Ele quer como, onde e quando desejar, mas cabe a nós reconhecermos que somos dependentes da sua graça, estando dispostos a ser instrumentos em suas mãos.

Por Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros “Por que as pessoas Mentem?”, “A Ideologia de Gênero na Educação” e “Famílias em Perigo”.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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Artigo – Educação a Distância: potencializando interações de aprendizagem

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Por Rita de Cássia Turmann Tuchinski

Em virtude do cenário atual, com o avanço tecnológico e tantos outros fatores econômicos e políticos que contribuem para a mudança do tempo e espaço, é indispensável que os professores reflitam a utilização e ampliação da educação à distância dentro dos espaços que promovem o processo de aprendizagem.

Ela oferece possibilidades para refletir, questionar, compartilhar conhecimentos, formular e reformular ideias, concepções, percepções, experiências e vivências, torna-se um espaço privilegiado superando a necessidade da presencialidade física, ou seja, a obrigatoriedade do professor e estudante no mesmo espaço físico.

Esta modalidade de ensino é vista como uma possibilidade de evolução do sistema educacional, pois não existe uma pedagogia própria para a EaD. É preciso pensá-la e construí-la como um modo de educar para a comunicação em um processo mútuo, colaborativo e constitutivo de práticas educativas que busquem promover a aprendizagem.

Nesse contexto, faz-se necessário que os educadores passem a olhar suas práticas voltadas para o trabalho em equipe, utilizando-se da criatividade, do conhecimento coletivo, e que tenham como objetivo ampliar e enriquecer as possibilidades de uma intensa interação com seus educandos.

Mas, aí vem um questionamento muito usado quando se fala em interação principalmente na educação a distância, e assim logo nos remetemos a pensamentos como: é possível uma interação efetiva nos ambientes virtuais de aprendizagem?

Pois bem, o contexto de Educação a Distância é caracterizado como um espaço de ensino e aprendizagem que nos traz inúmeras possibilidades de ofertar instrumentos por meio de metodologias que potencializem esse processo e possibilitem a interação entre o professor e discente. E como exemplo de que é possível, sim, interação nos ambientes virtuais de aprendizagem, temos as ferramentas tecnológicas como os fóruns, chats, canais em que o estudante fala diretamente com o professor.

Sendo assim, destaca-se com uma característica horizontal, o fórum como um diferencial de interação para o processo de ensino aprendizagem nos ambientes de salas de aulas virtuais.

E para que os espaços destinados aos fóruns online tenham uma efetividade na aprendizagem, podemos promover diálogos assíncronos que podem acontecer em diferentes tempos com a troca de experiências e vivências, o compartilhamento colaborativo de conhecimentos, os pontos de vista entre os estudantes e os professores, a interação social. E o mais importante: agregar conteúdos com situações próximas à realidade do discente, que o possibilite pensar, refletir, buscar possíveis soluções que de certa forma contribuam para um desenvolvimento autônomo frente as suas ações pessoais e profissionais.

Portanto, aprimorar a interação dos fóruns nos ambientes virtuais de aprendizagem potencializa uma ressignificação do papel do professor como mediador e do estudante como participante ativo, que de forma dinâmica e significativa, estabelece melhores relações com o processo de aprendizagem.  

 

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Rita de Cássia Turmann Tuchinski

é professora do curso de Pedagogia

do Centro Universitário Internacional Uninter.

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