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São Mateus

Cena Mateense – O mui amigo de chapéu e trança

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Por Sinfrônio Arruda

Conta que certa vez, um cidadão cuja fissura por política é uma tara consagrada diante das inúmeras e insistentes candidaturas a cargo eleitoral sem nunca se eleger, fora convidado para uma festa de aniversário de um amigo. Como quase nunca levava algo para contribuir na realização de eventos sociais promovidos pela turma, desta vez havia sido convidado com muito ardor e, por isso, teria que escolher com muito critério e também ardor levar um presente, mesmo que fosse alguma guloseima barata, adquirida em qualquer camelô apadrinhado pelo prefeito e empatando as ruas e calçadas da cidade.

O nosso cidadão, ao passar pela porta do cemitério do centro da cidade de São Mateus, vislumbrou o que precisava para resolver a sua demanda. Percebeu que ao lado esquerdo, bem no cantinho do portão da “cidade dos mortos”, havia um despacho de macumba. O banquete era tão bem feito e farto que ele conseguiu salvar um frango e uma garrafa de cachaça não tão boa (a boa o Lula já havia passado por lá antes e levado para o “sítio do amigo” em Atibaia). O cidadão, chapéu à cabeça e conservando longa trança, um verdadeiro Kid Morengueira da periferia pediu licença ao painho e passou a mão no que lhe interessava, não sem antes fazer uma referência de respeitosa a Exu do brejo, com seu indefectível chapéu de feltro barato.

Com o frango de macumba e a garrafa de cachaça debaixo do braço, ele pegou ali perto um ônibus da Viação São Gabriel e partiu solenemente para seu destino, a casa do amigo aniversariante no balneário de Guriri.

Quando lá chegou seu amigo o recebeu efusivamente, e com isso sentiu que era o momento de apresentar armas, nesse caso, o seu despacho trazido com tanto amor e carinho. Entregou o frango de macumba e o litro de cachaça, o que surpreendeu a todos os presentes, pois aquela ação solidária por parte do cidadão de chapéu e trança, não era comum. Neste caso, incomum.

A festa rolou, os parabéns foram cantados e as guloseimas servidas e consumidas, inclusive o frango de macumba e a bebida que o acompanhava, fechando o “kit-macumba”. Nem todos notaram que faltou a farofa, mas certamente um cachorro havia chegado antes à porta do cemitério e a comeu não podendo desfrutar do restante por causa da chegada intempestiva e inconveniente do sujeito de chapéu e longas tranças para pegar o presente que o salvaria de ir de mãos vazias à casa do amigo aniversariante de Guriri.

No dia seguinte à festa de aniversário, o after day, o amigo que havia feito mais um ano de vida, correndo o risco de não repetir a segunda dose de vida, telefonou para agradecer o presente e comentar sobre o seu mal-estar. Para sua surpresa, o seu amigo de chapéu e trança se encontrava no Hospital Roberto Arnizaut Silvares em estado febril e curtindo uma tremenda diarreia. Coincidentemente os dois estavam nessa condição. Um em casa, outro no hospital. Fedentina lá e cá.

“Vem para cá urgente, você, como eu, também saboreou aquele frango que levei e, pelo jeito era estoque vencido do supermercado” – disse o amigo hospitalizado.

O aniversariante da véspera preferiu se curar em casa, principalmente ao ouvir do amigo que estava no Roberto Silvares a narrativa de que a melhor fase do tratamento era a parte em que era enfiado um bico pontudo de um aparelho em seu anus para fazer uma lavagem interna em seu intestino.

“Vem, você vai gostar! ” – Insistiu o paciente-mui amigo.

“Vou não. Vou me curar atrás de um pé de coquinho Guriri”.

O pior dessa história é que ambos se safaram. Mas o deles está guardado pelo dono verdadeiro do frango e do litro de cachaça barata.

Pano rápido!

* Sinfrônio Arruda é o pseudônimo do jornalista Paulo Borges que, com receio da reação dos envolvidos nessa verdadeira, porém, secreta história, tomou providências para não ser identificado. “Tô salvo! ”, acredita ele.

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São Mateus

Prefeito Ailton Caffeu quer fazer um governo voltado para os interesses da população

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Assim que assumiu, ele tem tomado providências emergênciais para atender a demanda da cidade e do município

São Mateus nunca foi um município fácil de ser governado. Seja pelas inúmeras demandas que, em sua maioria, ficaram represadas, seja pela sua classe política, muitas vezes fora de sintonia com os desejos mais importantes da população. E recentemente o município foi palco de uma ação policial em que o prefeito reeleito, Daniel Santana, foi preso, afastado juntamente com alguns dos seus fiéis “escudeiros”.

Foi nesse clima de intensa instabilidade política que assumiu o comando do município o vice-prefeito, Ailton Caffeu. Apesar da sua experiência política por ter sido vereador por mais de um mandato, procurou se cercar de um grupo de assessores que pudessem, ao seu lado, implementar ações emergenciais para que a máquina administrativa não parece e a população pudesse ter os serviços básicos da municipalidade. Apesar de toda a incerteza causada pela justiça, que demora a decidir e definir a posse definitiva do atual prefeito interino, Caffeu não deixou de assumir o cargo determinado a fazer o melhor pelo município e pelos mateenses.

Réveillon

Logo de cara tem o Réveillon, um evento importante, mas ele já decidiu que a Prefeitura cancelou a festa e a queima de fogos que acontecia no balneário de Guriri. “Decidi cancelar por uma questão de responsabilidade com a finalidade de preservar vidas e evitar propagação do vírus com a aglomeração que sempre acontece nesse tipo de festa”, destacou o prefeito interino.

Carnaval

Com relação a realização do carnaval, a princípio não há uma decisão, mas ele adiantou à reportagem que deve vetar que aconteça. “Vamos decidir mais para frente”, ponderou.

Primeiros dias de gestão

Quando perguntado sobre os primeiros dias de sua gestão, Ailton Caffeu disse que vem procurando atender as demandas mais urgentes e a questão da água é prioritária e precisa de todo o empenho para que se busque uma solução. Afirmou que tem conversado com o governador Renato Casagrande sobre o problema e existe essa possibilidade de parceria entre Município e o Estado. “A água salgada é o meu maior adversário”, garantiu Caffeu, lembrando que tem recebido o apoio na busca de solução dos deputados Freitas, Da Vitória e da vice-governadora, Jaqueline.

Sobre a drenagem de Guriri e do Mercado Municipal, são obras caras e que é necessário a ajuda do governo. São obras que não foram feitas e a do mercado executada de maneira errada. Queremos resolver também essa situação e já existe conversações no sentido de serem disponibilizados R$ 100 milhões para tocarem essas demandas.

Relacionamento com a Câmara

Ele também falou sobre o relacionamento com a Câmara de Vereadores. Haviam comentários que o prefeito interino não queria muita conversa com o Legislativo, o que ele desmentiu prontamente ao ser questionado pelo JN.

“Tenho sentado com o presidente e quase todos os vereadores, exceto com o Cristiano Balanga e Kacinho, que desde o início se tornaram adversário, não meu, mas do povo de São Mateus”, afirmou Caffeu. “Eu só tenho um adversário: a água salgada”, completou.

Ainda sobre esses boatos de falta de diálogo com a Câmara e uma gestão compartilhada com assessores que supostamente mandam mais do que ele, Ailton Caffeu afirmou, categoricamente, que isso é intriga e que ele é quem manda, quem decide, quem assina e quem assume toda a responsabilidade pela administração do município de São Mateus.

“Adversário falando mal vai ter porque a teta acabou”, disse. “Eles são do mau e eu sou do bem, nunca o mal vai vencer o bem”, frisou com veemência.

Apesar de todas as dificuldades dos primeiros momentos, o prefeito em exercício, contratou empresas de maneira emergencial para executar serviços essenciais como a limpeza da cidade e de Guriri. Afirmou que tem feito tudo dentro da lisura e que trabalha “com Deus no coração, Jesus à frente de todas as coisas e com honestidade”. Fez questão de enfatizar que é nascido e criado em São Mateus e ninguém deseja ver a sua cidade largada, abandonada e seu povo passando necessidade. “Quero ver a nossa cidade bonita, o município com obras que melhorem à vida das pessoas”, finalizou.

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São Mateus

Cidade bem iluminada contribui para a segurança de seus moradores

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“A luz do sol é o melhor desinfetante; a luz elétrica, o policial mais eficiente”, disse o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Louis Brandeis.

Por Paulo Borges

Em qualquer pesquisa pública que se faça, a segurança é um item que se destaca. Mas, está provado também em pesquisas já realizadas, que os fatores que ajudam a contribuir para a segurança de uma cidade é a iluminação de suas ruas, avenidas e logradouros públicos. Somado a isso, ações como – por exemplo – a poda de árvores para que a luminosidade das lâmpadas consiga atuar em um maior raio de ação, é importante.

Todas essas ações inibem a atuação de criminosos, mas é necessário, no caso da iluminação pública, que a qualidade tecnológica esteja presente, daí ser aconselhável o uso do LED. As luminárias em LED proporcionam melhor qualidade visual num comparativo com as convencionais, pois são mais nítidas, emitem luz branca e a resolução na identificação de cores sobressaem.

Guriri e a semiescuridão

O balneário de Guriri, tão decantado nessa época de ano, quando o verão leva muitos frequentadores para aproveitarem a praia e suas noites movimentadas e festivas, chama a atenção a escuridão da maioria das suas ruas. A Prefeitura não tem feito a poda de suas árvores e por isso a escuridão toma conta, criando um aspecto de insegurança e abandono. Mas, não basta a poda das árvores. É preciso modernizar a sua iluminação elétrica. Nas cidades modernas, o uso de lâmpadas de sódio com sua luminosidade amarelada, que mais lembra um surto de hepatite, é coisa do passado e as administrações municipais já nem usam mais. Hoje a luminária em LED oferece alto índice de reprodução de cor, refletindo as cores com mais fidelidade. Isso sem contar seu raio de ação que é muito maior do que as luminárias convencionais. Ainda existe outro fator fundamental para o uso das luminárias em LED: a economia que pode chegar em até 60%. Além disso, segundo um engenheiro eletricista ouvido pela reportagem do JN, a tecnologia LED também possuiu o dobro de vida útil “chegando a 12 anos de uso”. E acrescenta: “O benefício maior é a sua sustentabilidade, porque não é tóxico e a maior parte dos seus componentes é reciclável”.

Nesse período de confraternização entre familiares que se visitam e vêm passear na cidade, mesmo com as restrições proporcionadas pelo cancelamento de alguns eventos, um balneário como o de Guriri e outros bairros de São Mateus, cria a possibilidade de seus moradores frequentarem locais públicos, praças, parques e realizarem suas caminhadas noturnas.

Vale ressaltar, que uma rua bem iluminada onde se localizam escolas, os pais ficam mais tranquilos quando seus filhos vão estudar em horário da noite, facilitando, inclusive, a operação de policiais em sua rondas e atuações preventivas contra a bandidagem.

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