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Medicina e Saúde

CFM libera uso de cloroquina para covid-19 em três situações

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Conselho de Medicina diz que apesar de não ter evidência científica da eficácia, droga pode ser usada desde que paciente seja alertado dos riscos

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Mauro Ribeiro, disse, nesta quinta-feira (23) no Palácio do Planalto, que não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19.

O CFM, no entanto, em função de estudos observacionais, libera o uso da cloroquina para tratamento da covid-19 em três casos, desde que haja consentimento do paciente e que médico alerte sobre a eficácia não comprovada e efeitos colaterais já observados do uso do remédio. 

Ribeiro apresentou o posicionamento do conselho ao presidente Bolsonaro, ao ministro da Saúde, Nelson Teich e outros ministros palacianos.

“O posicionamento é que não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19. É uma droga amplamente usada para outras doenças há 70 anos, mas para covid não tem ensaio clínico prospectivo randomizado feito por pesquisadores e publicado em revistas importantes que aponte para benefício de uso da hidorxicloroquina para covid-19″. 

Ribeiro citou estudos observacionais, de pouco valor científico, mas importantes usados para liberar o uso da hidroxicloroquina pelos os médicos brasileiros em 3 situações:

1) paciente crítico, internado em terapia intensiva já com lesão pulmonar estabelecida com reação inflamatória sistêmica. Todas as evidências são de que a hidroxicloroquina não tem nenhum tipo de ação nesse paciente, mas ela pode ser usada pelos médicos por uso compassivo, uso por
compaixão. Ou seja, o paciente está praticamente fora de possibilidade terapêutica e o médico com autorização dos familiares pode utilizar essa droga. 

2) paciente chega com sintomas leves no hospital. Existe um momento de replicação viral e essa droga pode ser usada pelo médico desde que ele tenha o consentimento do paciente ou dos familiares, uma decisão compartilhada e o médico sendo obrigado a explicar para o paciente que não existe nenhuma evidência de benefício da droga e que a droga pode também ter efeitos colaterais importantes. 

3) no início dos sintomas, sintomas leves tipos de uma gripe, no caso o médico pode utilizar também descartando a possibilidade que o paciente tenha influenza A ou influenza B que são as gripes normais, ou dengue ou H1N1 e também uma decisão compartilhada com o paciente, em que o médico explique pro
paciente que não existe nenhum benefício provado dessa droga pro uso na covid-19 e explicando também os riscos que a droga apresenta. Os riscos são baixos, mas eles existem. 

O CFM ressaltou que não recomenda, apenas libera o uso da droga pelo médico em decisão compartilhada com o paciente. 

“Essa doença é nova e diferente, colapsa o sistema de Saúde e de sistema econômico-financeiro e tem um custo social imenso, em função do isolamento. Aparentemente sem igual na história da humanidade. Mas somos guiados pela ciência e infelizmente até o momento não existe nenhuma droga com eficácia comprovada ao tratamento a essa doença”. 

O CFM, no entanto, acredita que em poucos meses já haja estudo científico que comprove a eficácia de algum medicamento para tratamento da covid.19. 

“Até o momento, na literatura mundial, não existe nenhuma droga que faça qualquer diferença no tratamento dessa doença. Logo nós teremos. Porque hoje existem mais de 500 ensaios clínicos no mundo sendo estudados por grandes cientistas e nós acreditamos que no prazo de talvez dois meses nós tenhamos alguma coisa mais palpável. Mas hoje, não existe esse tratamento”.

O CFM é uma autarquia federal de direito público que tem a competência legal de determinar o que é ou não tratamento experimental no Brasil.

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Medicina e Saúde

ES recebe lote a mais da Coronavac e fica perto de zerar fila de espera pela 2ª dose

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Dois voos, um na madrugada e outro na manhã desta sexta-feira, trouxeram os imunizantes. Mais de 80 mil capixabas ficaram com a segunda dose atrasada

O Espírito Santo recebeu uma nova remessa de vacinas da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. O ministério da Saúde enviou 65.200 doses do imunizante – quantitativo maior do que o esperado pela Sesa – que deverá ser aplicado no grupo que aguarda a aplicação da segunda dose.

Na madrugada desta sexta-feira, chegaram 43.800 doses. Já durante esta manhã, por volta das 10h15, um novo voo trouxe mais 21.400 doses da Coronavac. Com as duas remessas, o Estado recebeu um total de 65.200 vacinas do Instituto Butantan. 

O quantitativo se aproxima do total de doses necessárias divulgadas pela Secretaria de Saúde para finalizar a vacinação da população que aguarda há mais de 28 dias a aplicação da segunda dose. Na última semana, o Estado também recebeu 20 mil doses da vacina. 

Com a soma dos lotes, o Estado fica perto de zerar a fila de espera pelo imunizantes, já que 87 mil pessoas, dos grupos de 70 a 74 anos, 65 a 69 anos e trabalhadores da saúde, aguardavam para concluir o esquema de vacinação.

Mais doses de Astrazeneca

Na mesma remessa que chegou ao Estado durante a madrugada, o Ministério da Saúde também enviou doses da vacina Covishield (Oxford/Fiocruz). O novo lote, com 52.250 doses, será aplicado na continuidade da vacinação do grupo de forças de segurança e salvamento, dos trabalhadores da educação e do grupo de comorbidades, com exceção da administração deste imunizante em grávidas. 

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Medicina e Saúde

Covid-19 pode ser mais grave do que efeitos colaterais da vacina em grávidas

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Eles recomendam que as gestantes tomem o imunizante, mesmo que, em nenhum deles, a bula recomende o uso nesse grupo

Registros de efeitos adversos levaram Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a recomendar, nesta terça-feira (11), a suspensão da aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca em gestantes. A agência destacou ainda que a bula não recomenda o uso do imunizante durante a gestação.

Com a recomendação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) decidiu suspender a vacinação em grávidas com a vacina da AstraZeneca em todas as cidades do Espírito Santo. A Sesa, no entanto, anunciou que esse grupo agora será imunizado com as vacinas da Pfizer, que, a princípio, seriam destinadas apenas para a cidade de Vitória.

Mesmo com a possibilidade de reações adversas causadas pela vacina nas gestantes, especialistas recomendam que essas mulheres devem tomar o imunizante, já que, segundo eles, a covid-19 pode ser mais grave do que os possíveis efeitos colaterais.

“Se nós formos olhar, em nenhuma das vacinas autorizadas no Brasil está escrito em bulas que ela pode ser usada em gestante. Na verdade, agora está sendo testado o uso das vacinas durante a gestação. O benefício de se vacinar a paciente gestante, para que ela não agrave e que não necessite, por exemplo, de um leito de UTI, é muito mais importante frente às coisas que se espera que a vacina poderia provocar numa grávida”, destacou o ginecologista e obstetra Fernando Guedes da Cunha.

O médico ressaltou ainda que algumas reações são esperadas nos dois primeiros dias após a vacinação. “A gestante que já tomou a primeira dose da vacina deve ter um sinal de alerta nas primeiras 48 horas. É comum que essa gestante sinta dor no corpo, que ela tenha febre baixa, de 38 graus. Isso são reações esperadas da vacina. O que a gente deve se preocupar? Às vezes com dor localizada nos membros inferiores, vermelhidão aguda, de uma hora para outra aparece uma vermelhidão. Isso deve ser avisado. Após as 48 horas da vacinação, é provável que os sintomas não apareçam”.

Já a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutora em epidemiologia, Ethel Maciel, afirma que casos graves de reação às vacinas são raros diante da quantidade de pessoas já imunizadas. Ethel também reforça a importância delas para o combate à covid-19, mesmo entre as gestantes.

“Esse é o primeiro evento adverso que nós temos. Então é preciso analisar entre risco e benefício, para a Anvisa liberar novamente para esse grupo. Hoje é muito importante as gestantes tomarem a vacina, porque a gente está sob muito risco. O vírus está circulando de forma muito acelerada”, frisou.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, a Sesa agora aguarda orientações do Ministério da Saúde para saber se as gestantes devem ou não tomar a segunda dose da mesma vacina.

“A maioria delas vai tomar a vacina em julho, não é imediatamente. Até lá, a gente acredita que a própria Anvisa terá finalizado a avaliação dessa situação que ocorreu e nos indicar a continuidade da vacina”, disse Reblin.

Fonte: Folha Vitória.

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