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Clubes se reúnem nesta segunda-feira e buscam resolver impasse no Paulistão

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A federação conta com o apoio da CBF para encontrar locais que possam receber os confrontos do Estadual

Nova reunião entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e os clubes, nesta segunda-feira, às 10 horas, deve definir o futuro do Campeonato Paulista. O encontro emergencial foi marcado após a prorrogação do período de proibição de jogos no território estadual até o dia 11 de abril. Antes, a suspensão das partidas do torneio terminaria nesta terça.

A federação conta com o apoio da CBF para encontrar locais que possam receber os confrontos do Estadual. O presidente da entidade nacional, Rogério Caboclo, defende que os jogos de futebol não devem ser paralisados, mesmo com o avanço da pandemia do novo coronavírus no País, com mais de 300 mil mortes. Para o dirigente, os mandos de campo têm de ser remanejados para Estados onde as atividades esportivas coletivas ainda estão liberadas.

As negociações da FPF na tentativa de convencer o governo de São Paulo e o Ministério Público a voltarem atrás e permitir a continuidade do futebol já foram encerradas. A gestão do governador João Doria (PSDB), inclusive, já reclamou publicamente da sofrer “pressão enorme” para liberar o futebol no Estado.

Como quase 50 partidas do Paulistão foram afetadas pela paralisação, a tendência é de que na reunião desta segunda-feira seja definido que o Estadual não terminará mais na data prevista inicialmente, que é 23 de maio. No ano passado, também por causa da covid-19, a final do campeonato foi disputada apenas em agosto.

Mesmo diante da dificuldade de transferir as partidas do Paulistão para outras praças, está descartado neste momento o encerramento precoce do torneio, a exemplo do que ocorreu semana passada com o Campeonato Potiguar, o primeiro Estadual do País cancelado em 2021 por causa da pandemia. Os clubes querem manter a competição para garantir as cotas dos direitos de transmissão da TV.

DIFICULDADES – Até agora, a federação conseguiu que apenas duas partidas do Estadual fossem disputadas em meio à suspensão de jogos em São Paulo: o Corinthians enfrentou o Mirassol em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro, cidade que também recebeu o confronto entre São Bento e Palmeiras.

Para conseguir levar as duas partidas para o município fluminense, a federação fez a doação de 10 monitores e 10 ventiladores pulmonares para montar 10 leitos de UTI na rede pública da cidade no atendimento a pacientes com covid-19.

O jogo entre Ponte Preta e Santos, que seria disputado na última quinta-feira, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, precisou ser suspenso na véspera diante de medidas de restrição impostas pela prefeitura da capital fluminense. O mesmo já havia ocorrido com o jogo do Palmeiras contra o São Bento, antes marcado para Belo Horizonte.

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Entregador de pizza na pandemia, capixaba Esquiva Falcão admite dificuldade

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Com cartel invicto no boxe profissional, lutador precisou de complemento de renda na pandemia: ‘Tive de me reinventar’

Esquiva Falcão é medalhista olímpico e possui uma carreira invicta no boxe profissional, com 28 vitórias consecutivas, sendo 20 delas por nocaute. Isso, porém, não livra o boxeador de lutar contra dificuldades financeiras.

No início de abril, uma postagem do atleta chamou atenção nas redes sociais, com ele anunciando que, para ajudar o restaurante de mini pizzas administrada por sua mulher, no Espírito Santo, ele seria o entregador. Rapidamente a foto viralizou, com muitos se questionando se Esquiva estava realmente passando necessidades.

A verdade é que sim. Até mesmo um atleta com uma carreira de sucesso, medalha de prata nos Jogos Olímpicos Londres 2012, não possui estrutura para desenvolver a sua carreira. Ainda mais em um momento de pandemia.

“Minha esposa criou a empresa de mini pizzas e eu sou o entregador. E quando eu divulguei, isso emocionou muitas pessoas nas redes sociais. Foi uma história de superação, de garra. Durante a pandemia, muita gente que estava acostumado a fazer uma coisa, não podia mais fazer. Aconteceu exatamente isso comigo. Eu passei a vida toda dentro do boxe. E tive que me reinventar. E precisei disso para completar a renda, já que eu estou sem luta. Começaram a aparecer dívidas e eu percebi que meu dinheiro não ia dar”, explicou o boxeador, em entrevista ao Portal R7.

Esquiva detalhou que o coronavírus atrapalhou bastante a sua carreira, com ele ficando praticamente um ano parado: “Eu ia fazer uma luta na China valendo o cinturão e, como a pandemia começou lá, foi cancelada. Então eu fiquei o ano inteiro no Brasil e fiz apenas duas lutas, contra adversários mais fracos, que nem estavam ranqueados. Eu não tenho um salário. Vivo da bolsa das lutas. Se eu luto, ganho um valor, que tenho que ir administrando durante meses para poder pagar minhas dívidas. E, se eu não lutar, não recebo nada.”

Aos 31 anos e sonhando com o cinturão mundial de boxe entre os médios, Esquiva tem as lutas nas “veias”. Isso tudo graças a seu pai, Touro Moreno: “Eu venho de uma família que a luta está no sangue. Meu pai lutou MMA, vale-tudo. Meu irmão Yamaguchi também é medalhista olímpico. Tenho também um sobrindo que está disputando o Mundial de Boxe. É uma família de campeões. E isso é tudo graças ao meu pai. Hoje ele tem 83 anos, mas continua competindo.”

E se atualmente ele não pode fazer o que mais gosta, ao menos a visibilidade das redes sociais o ajudou a conseguir algum tipo de apoio.

“A campanha emocionou muita gente, até mesmo quem não era fã. E muita gente não acreditava. Um medalhista olímpico entregando pizza. Isso atraiu parceiros. Eu consegui uma parceria com a Honda, que me deu uma moto para poder entregar as pizzas, para facilitar o meu trabalho. Chegou também até o Lucas, que é filho do Luciano, dono da Havan. Eu fechei um patrocínio bom, que vai me ajudar a focar nos treinamentos, vai ajudar as mini pizzas da minha esposa, vai ajudar a gente contratar outro motoboy para ajudar nas entregas. O Brasil inteiro quer o cinturão, então como não apoiar o atleta a conquistá-lo? Não é só falar. Tem que apoiar”, ressaltou o vice-campeão olímpico.

Apesar de comemorar o patrocínio, Esquiva sabe que a carreira no boxe não será para sempre e acredita que o empreendimento da esposa pode render um bom futuro para a família: “Eu não vou parar, vou continuar ajudando. Quando encerrar a carreira no boxe, posso trabalhar na pizzaria da minha esposa. Já é um plano para o futuro”, garantiu ele, antes de mandar um recado: “E para quem quiser mini pizza, é só pedir que eu vou pessoalmente entregar.”

A prata que vale ouro

Esquiva foi um dos grandes nomes do Brasil nas Olimpíadas de 2012. Ao longo da campanha, ele derrotou Soltan Migitinov, do Azerbaijão, Zoltán Harcsa, da Hungria, Anthony Ogogo, da Grã-Bretanha e, na final, foi derrotado pelo japonês Ryoto Murata em uma decisão bastante polêmica.

O brasileiro perdeu por apenas um ponto devido a uma punição no último round, que o tirou dois pontos. Terminou com a medalha de prata, o melhor resultado de um brasileiro no boxe olímpico em todos os tempos, até Robson Conceição conquistar o ouro olímpico na Rio 2016.

O que para muitos poderia ser motivo para reclamação, para Esquiva é um orgulho. “Isso não tira mais meu sono. E engraçado que há males que vem para o bem. Eu ganhei a medalha de prata, que pode ter sido roubada, com muita polêmica, mas em qualquer lugar que eu vou, as pessoas lembram. Todo mundo fala que eu merecia o ouro. Então, talvez se eu tivesse conquistado o ouro, as pessoas não lembrariam. Para mim, a medalha que eu tenho vale ouro. E para mim representa muito.”

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Governo do ES negocia com setor de academias para flexibilizar regras de funcionamento

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De acordo com a secretária de Turismo, Lenise Loureiro, as normas de funcionamento estão em constante aperfeiçoamento e podem passar por adaptações nas cidades de risco alto para a covid

As academias de ginástica e musculação podem voltar a funcionar na próxima semana caso os municípios da Grande Vitória deixem o risco extremo de classificação para a covid-19. Atualmente, nos municípios com risco alto para a doença, o funcionamento é permitido, mas com algumas restrições.

Em entrevista à Pan News Vitória, a secretária de Estado de Turismo, Lenise Loureiro, destacou que o governo está conversando com o setor de academias para definir novas regras de funcionamento e flexibilização para as cidades classificadas em risco alto para a covid-19, patamar logo abaixo do risco extremo.

“Semana que vem, com a expectativa de queda de casos, mais municípios serão classificados como risco alto e, então, teremos grande possibilidade do retorno dessas atividades. No risco alto, o atendimento nas academias é possível com a capacidade de um aluno por 15 metros de área”, disse.

Nos municípios com risco alto, as atividades aeróbicas estão proibidas. Mas é permitido treinos de musculação com limite de 20 pessoas por horário de agendamento, respeitando o distanciamento de um aluno por 15m². 

De acordo com a secretária, como as regras estão em constante aperfeiçoamento, elas podem passar por adaptações também para o setor de academias.

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