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Política Nacional

Com álcool e máscaras, Câmara vota projeto sobre coronavírus

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Rodrigo Maia comandou a aprovação de uma mudança no regimento da Casa para permitir a realização de sessões por meio de um aplicativo

“Deputado, por favor, vamos manter a distância”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), logo após a Câmara aprovar projeto para autorizar gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) a usar saldos de ações em saúde para o combate ao coronavírus.

Presidindo a sessão desta terça-feira (17), com dois potes de álcool em gel à sua frente, Maia também comandou a aprovação de uma mudança no regimento da Casa para permitir a realização de sessões por meio de um aplicativo no celular. A medida, no entanto, deve demorar ao menos uma semana para ser implementada, pois o sistema ainda está em desenvolvimento.

Até lá, a ideia é manter apenas lideranças de bancadas no plenário.

Enquanto isso, Maia oferecia máscaras aos parlamentares presentes na sessão desta terça-feira. “A sessão é pra gente votar, a gente tem de falar menos”, afirmou o presidente da Casa. Kim Kataguiri (DEM-SP), Joice Hasselmann (PSL-SP) participavam usando máscaras hospitalares brancas. Já a deputada Perpetua Almeida (PCdoB-AC) usava uma máscara verde.

Dois deputados já declararam estar com a doença, Daniel Freitas (PSL-SC) e Cezinha de Madureira (PSD-SP). “Há muito espaço e precisamos dar o exemplo”, disse Maia insistindo na distância.

Os parlamentares ainda aprovaram um projeto que proíbe a exportação de produtos médicos, hospitalares e de higiene essenciais ao combate à pandemia.

Antes de encerrar a sessão, Maia agradeceu os colegas. “Todos nós aqui temos responsabilidade, sabemos de forma bem clara qual é nosso papel, é por isso que estamos aqui hoje”, disse. “Esperamos que o governo federal compreenda que quando nós falamos queremos ajudar. Nossa intenção nunca é de se impor e de críticas ao governo”, disse durante a sessão, que foi acompanhada pela reportagem pela TV Câmara.

Uma nova sessão extraordinária foi convocada para esta quarta-feira, às 9h.

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Política Nacional

“Precisamos pacificar o país”, diz Eduardo Leite em visita ao ES

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Em seu discurso, Eduardo Leite afirmou que é necessário ter bom senso e equilíbrio para focar no enfrentamento dos problemas do Brasil

Pacificar o Brasil! Esta é a meta do pré-candidato à presidência, Eduardo Leite (PSDB). Atual governador do Rio Grande do Sul, ele esteve no Espírito Santo neste sábado (23) e se reuniu com apoiadores e representantes do partido. 

Eduardo Leite enfrenta o governador paulista João Doria e Arthur VIrgílio, ex-prefeito de Manaus, nas prévias pela candidatura do PSDB à Presidência da República nas eleições de 2022.

Em seu discurso, Eduardo Leite afirmou que “o Brasil não precisa de um terceiro polo de radicalização”. O governador ressaltou que é necessário ter bom senso e equilíbrio para focar no enfrentamento dos problemas do país. 

“Estamos vendo a quantidade de inflação, de estagnação econômica se projetando para 2022, uma perda no poder de compra e na renda das famílias. Os reais problemas que devem ser enfrentados são esses: inflação, desemprego, gerar crescimento econômico para incluir as pessoas no mercado de trabalho e dar mais renda às famílias”, disse. 

Quando questionado sobre os possíveis adversários, Leite afirmou que não iria fazer considerações e adjetivações para ressaltar defeitos dos adversários para conquistar simpatia e apoio de possíveis eleitores. “Queremos ganhar essa eleição pela qualidade do nosso projeto e não pelo defeitos dos adversários”, disse. 

E completou: 

“Essa tentativa de desfazer, de destruir e desconstruir o que pensa diferente da gente, foi o que gerou para o Brasil esses problemas que estamos vivenciando. Esse é um sentimento que nem é próprio do brasileiro. O brasileiro não é do ódio, não é da guerra, não é do conflito. É um povo afetivo que gosta de construir coisas boas. Mas nos convenceram e permitimos que nos convencessem, de que deveríamos promover um enfrentamento uns aos outros”, afirmou.

Questionado sobre ser ou não uma opção da chamada “terceira-via”, Eduardo Leite disse que o seu foco está no Brasil que “podemos ser”. “Lula (PT) é o Brasil que já foi. Bolsonaro (sem partido) é um Brasil que estamos sendo, e que não está bom. Eu não quero discutir o Brasil que já foi, nem o que estamos sendo. Eu quero discutir o Brasil que podemos ser. O Brasil que queremos ser”, afirmou. 

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Política Nacional

Senado aumenta o número de mulheres em cargos de chefia

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Elas passaram a ocupar 32% dos postos depois da implementação de plano para combater assédio, machismo, racismo e homofobia

O número de mulheres em cargos de comando (chefia, coordenação e alta assessoria) no Senado saltou de 12% para 32% desde a criação do Plano de Equidade de Gênero e Raça, há dois anos.

No período, foram 81 casos suspeitos de assédio sexual ou moral investigados pela Polícia do Senado. As mulheres são as principais vítimas, mas, desde a implementação do plano, o número caiu. Eram 77% das vítimas em 2019. No ano passado, o número caiu para 57%. 

Considerado um sucesso, o projeto foi ampliado e relançado nesta sexta-feira (22), com metas para os próximos 30 meses. Entre elas, a criação de programas de combate aos preconceitos estruturais presentes na sociedade em geral, como o machismo, o racismo e a homofobia.

A senadora Leila Barros (Cidadania-DF), procuradora especial da Mulher no Senado, participou do lançamento da segunda edição do plano. “Durante parte substantiva da história independente do nosso país, a grande maioria de mulheres, negros e indígenas foi governado por minorias que decidiram seu lugar sobre todos os temas”, destacou a senadora.

O plano é o único do tipo na administração pública, mas pode ser “copiado” por parceiros que queiram implementar práticas como monitoramento e acompanhamento de casos de assédio moral ou sexual, promoção de ações de respeito à diversidade e, ainda, de combate à gordofobia.

O trabalho é estendido aos funcionários terceirizados que prestam serviço na Casa, que não podem ser demitidos por denunciar um caso de assédio, por exemplo, e também aos estagiários, que contam com atividades de conscientização, como destaca a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

“[Os estagiários] são um grupo que aparece na pesquisa de clima organizacional como reconhecendo que o Senado é um ambiente livre de assédios. Porque ele se sente protegido e recebe toda a orientação quando entra no Senado sobre como fazer denúncias, quais são os direitos e o que se espera da conduta no ambiente de trabalho”, ressalta Ilana.

O combate ao racismo é outra preocupação do novo plano, que prevê o lançamento, no Dia da Consciência Negra (19 de novembro), do Observatório de Equidade no Congresso Nacional e também nas assembleias legislativas. 

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