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Comissão de Arbitragem enxuga em 38% quadro de juízes na Série A: “Sacrifício tem que existir”

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Presidente da Comissão, Wilson Seneme escalou 26 árbitros em 21 rodadas na Série A. Daronco e Claus igualam número de partidas de 2021 faltando quatro meses para o fim da temporada

Há quatro meses à frente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme tomou como uma das primeiras medidas enxugar a escala de árbitros na Série A. O objetivo, nas palavras e na analogia do dirigente da CBF, é escalar aqueles “em que confia e que estão bem no momento”. Nos últimos três campeonatos, o total de juízes escalados variou de 38 a 42 nomes. Em 2022, após 21 rodadas, 26 árbitros apitaram partidas da Série A.

A redução é de 38% e provoca também debate de sobrecarga física em cima desses árbitros mais escalados por Seneme. Em entrevista ao ge – durante a semana de intertemporada para 95 árbitros, assistentes e árbitros de VAR -, Seneme justificou a decisão. Dois dos árbitros mais escalados, Raphael Claus, que vai para a Copa do Mundo, e Anderson Daronco também passaram suas impressões sobre este grupo mais enxuto da arbitragem de elite no país.

Para efeito de comparação, faltando quatro meses para o fim da temporada, Claus e Daronco já apitaram a mesma quantidade de partidas no Brasileiro 2022 em relação ao campeonato do ano passado da Série A – respectivamente, 14 e 17 jogos.

ANDERSON DARONCO

2021 2022 (até 4 de agosto)
Total de jogos 25 22
Jogos Série A 17 17
Jogos Copa do Brasil 4 4
Jogos Série B 3 1
Jogos Série C 1

RAPHAEL CLAUS

2021 2022 (até 4 de agosto)
Total de jogos 19 20
Jogos Série A 14 14
Copa do Brasil 2 4
Jogos Série B 2 2
Jogos Série D 1

– Identifiquei muitos árbitros jovens, era de alto risco (apitarem) nas oportunidades que tinham. Cometiam erros e chamavam muito a atenção. Foi estratégia inicial reduzir esse grupo de árbitros para a gente poder ter mais garantias da prestação de serviço – disse Seneme, dizendo que pretende abrir a escala no decorrer da temporada com os árbitros mais bem-avaliados nas Séries B, C e D.

– Se as pessoas repararem também nas últimas rodadas, a gente tem colocado mais árbitros, temos aumentado esse leque de árbitros. E vai ser uma tendência a partir de agora, porque já conheço o ambiente. Seria irresponsabilidade da minha parte sair escalando os árbitros sem conhecê-los. Tive que ter esse tempo, por isso a gente enxugou o grupo. Mas a abertura vai ser feita com responsabilidade de acordo com a conquista de cada um.

– É que nem técnico com grupo de futebol. Você tem 30 jogadores e escala 11. E quem você vai colocar para jogar? Quem você confia e quem está bem no momento. Quem não está bem no momento vai esperar sua vez. Essa disputa entre eles é o que faz com que essa arbitragem cresça também. É assim que eu penso.

Tanto Claus quanto Daronco aprovam a iniciativa. A lógica é, de fato, semelhante a de atletas. Quanto mais partidas na Série A, mais dinheiro recebem – mais visibilidade. Mas, por outro lado, pode haver desgaste com erros e críticas de todos os lados. E há cansaço envolvido também. Seneme diz que há contato frequente com os árbitros para saber da condição física deles. Porém, deixa claro que o momento é de superação.

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– Equilibrada como está a tabela, eles (árbitros) sabem disso, o sacrifício tem que existir também neste momento. É uma estratégia momentânea. Os clubes passam por isso. Vai me dizer que um jogador que joga quarta e domingo, no domingo ele não vai estar cansado um pouco da quarta? Claro que ele vai estar cansado, mas existe essa superação. Mas a gente se preocupa com isso e vai controlando dentro do possível esses descansos que a gente tem que dar para cada um.

Claus: “Somos iguais aos jogadores”

Árbitros Fifa, Claus e Daronco estão entre os árbitros mais escalados no Brasileiro e na Copa do Brasil. Daronco admite que existe maior desgaste físico, mas garante que comunica a Seneme e também a comissão sobre necessidade de descansar, por exemplo, numa rodada.

– Eu gosto disso porque dá caráter meritório nas escalas – diz Daronco. – O desgaste da imagem pode acontecer, mas pode ter desgaste com uma equipe e tem outros 19 jogos para atuar. Olhando do ponto de vista físico, daqui a pouco pode ter uma questão daqui ou dali, mas a gente também tem liberdade com a Comissão de Arbitragem de chegar e falar: “Ei, seneme, próxima rodada, por favor, não me escala, porque está chegando no ponto que meu corpo não está aguentando” – conta Daronco.

– Somos iguais aos jogadores. Eles querem jogar todos os jogos, não gostam quando são substituídos. E isso a gente vai ver também na arbitragem. A gente gosta de trabalhar. Se você está trabalhando mais é sinal de que seu rendimento no campo de jogo está correspondendo. A partir do momento em que meu rendimento não corresponde, vou ficar mais em casa. E isso não é coisa que quero – afirma Claus.

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Capixabas ajudam Brasil a conquistar bronze no Mundial de canoa havaiana em Londres

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Jefferson Cabral, Carlos Fernando Bolsanello, João Paulo Helal e Wesley Oliveira fizeram história ao trazerem a primeira medalha ao ES na modalidade

Tem capixaba se destacando na canoa havaiana no velho continente. O Campeonato Mundial de Sprint Va’a, que aconteceu entre o período de 8 a 16 na Inglaterra (Dorney Lake), mesmo local onde foi disputado as provas de canoagem e remo olímpico dos Jogos de Londres (2012), tiveram quatro atletas do Espírito Santo conquistando o bronze por equipe brasileira.

A Master 40 V12 Masculino 500 metros, conquistou a medalha de bronze e tinha em sua formação quatro atletas capixabas: Jefferson Cabral, Carlos Fernando Bolsanello, João Paulo Helal e Wesley Oliveira.

A competição contou com mais de 30 categorias, 22 países e 1309 competidores. O Brasil encerrou com a conquista de 15 medalhas, como comparação nos dois últimos Mundiais realizados Tahiti (2018) e Austrália(2019), o Brasil havia conquistado 02 medalhas em cada. 

No total, o Brasil conquistou no torneio mundial uma medalha de ouro, sete medalhas de prata e sete medalhas de bronze. Além disso, esta foi a primeira conquista da primeira medalha em Mundial por atletas capixabas.

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Segunda rodada do campeonato da 3ª Divisão vai movimentar estádios dos bairros e interior neste domingo (21)

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Neste domingo (21), as equipes do Campeonato de Futebol Amador da 3ª Divisão vão entrar em campo pela segunda rodada da competição. Os jogos vão movimentar os Estádios do Vasquinho, no bairro Interlagos, do Manoel Ribas Neto, no bairro São José, do Antônio Ferreira de Souza mais conhecido como Tafarel, no bairro Santa Cruz, além dos estádios da Vila de Povoação, Farias e do distrito de Bebedouro, a partir das 8 horas. Na primeira rodada, os atletas mostraram que sabem fazer gols e balançaram a rede 55 vezes.

Conforme o regulamento, as equipes estarão divididas em sete chaves e todos os times de cada chave irão se enfrentar durante a fase classificatória.  Os dois primeiros colocados de cada chave, além das duas equipes que tiverem o melhor terceiro lugar, vão garantir passaporte para as oitavas de final do torneio.

O campeão e vice-campeão vão subir para a 2ª Divisão em 2023. Os dois primeiros colocados serão premiados com troféus e medalhas. Também haverá premiação em troféu para o artilheiro e o goleiro menos vazado da competição.

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Neste ano, a competição conta com 28 equipes e envolve cerca de 700 atletas na disputa do título. O campeonato é promovido pela Prefeitura de Linhares, por meio da secretaria municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer.

A tabela completa dos jogos está disponível no site da Prefeitura de Linhares: www.linhares.es.gov.br

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