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Medicina e Saúde

Conheça a síndrome que levou mulher à UTI após sushi

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Síndrome de Haff, conhecida como ‘doença da urina preta’, ocorre após a ingestão de peixe malconservado e pode matar

Uma mulher de 27 anos está internada em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado grave, em Goiânia, com a Síndrome de Haff, a popularmente chamada de “doença da urina preta”. Em março,a mesma doença levou uma mulher à morte em Recife. 

No dia 23 de junho, Kelly Silva comeu em um restaurante japonês na cidade de Goianésia, em Goiás. De acordo com comunicado da Secretaria Municipal de Saúde, ela começou a se sentir mal logo após a ingestão de peixe e foi levada para o hospital. Os médicos diagnosticaram a doença rara.

A Síndrome de Haff é uma doença rara e é causada pela ingestão de peixes e crustáceos malconservados. “É uma doença bem rara, mas ela é causada por uma toxina presente nos peixes e crustáceos. Essa toxina causa uma lesão nos músculos, chamada de rabdomiólise. Essa lesão libera a proteína mioglobina, que cai na corrente sanguínea e sobrecarga os rins”, explica a infectologista Ana Senni Rodrigues.

Os sintomas mais comuns da doença são: dores no corpo, dificuldade para andar, dormência no corpo, e alteração da cor e quantidade da urina. Os efeitos da ingestão da toxina aparecem de duas a 24 horas após a alimentação.

“A toxina vai acometer principalmente o sistema muscular e com isso acarreta o comprometimento do rim. Não tem um período de incubação longo, a ação é rápida, assim como quando comemos uma carne contaminada, que a diarreia é bem imediata”, observa Ana.

A alteração da cor do xixi, que dá origem ao nome popular da enfermidade, acontece pela liberação da mioglobina. “A urina fica escura por conta da proteína chamada mioglobina que temos no músculo, ela tem tipo sangue mesmo, como componente da hemoglobina, e por isso que vai ficando escura”, acrescenta a médica.

Não existe um remédio que neutralize a ação da toxina presente nos peixes e crustáceos, por isso o tratamento é clínico. “Não tem um tratamento específico, então o paciente é tratado a partir da dor e do problema que apresenta. Se está com o rim alterado, vai tratar com hemodiálise, hidratar. Se está com dor muscular, vai cuidar da dor”, conta a infectologista.

A recomendação médica é procurar um serviço de saúde assim que os primeiros sintomas aparecerem, porque quanto antes a doença ser descoberta mais chances de se curar.

“A doença pode levar à morte se a insuficiência renal for irreversível, vai evoluindo sem fechar um diagnóstico rápido. Às vezes, é difícil fechar um diagnóstico raro, sem tirar uma boa história clínica já que é uma doença rara, não está habituado. Pode levar à morte, mas tem casos reversíveis dependendo da lesão renal”, afirma a infectologista.

A doença não é prevenível e não é de fácil identificação, uma vez que a toxina não altera cor, cheiro ou gosto dos alimentos. Além disso, não é encontrada somente no consumo cru das comidas. O cozimento não neutraliza a toxina.

“A prevenção é só comer peixes e crustáceos que conhecemos a procedência, como é o preparo e se é um peixe ou crustáceo fresco”, alerta Ana.

Mas especialistas salientam que não é necessário diminuir o consumo de peixes uma vez que a doença é muito rara. No começo do ano, os estados da Bahia e de Pernambuco tiveram um aumento de casos e uma mulher chegou a morrer pela doença.

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Medicina e Saúde

Covid-19: Este sintoma diminui a libido e vontade de ter relações

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Um dos três principais sintomas novo coronavirus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, pode reduzir a libido e a vontade ter relações sexuais, alerta um novo estudo.

Em maio do ano passado a anosmia– também conhecida como perda do paladar e do olfato – foi listada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos principais sinais de infecção pelo novo coronavírus.

Tal ocorreu, após as autoridades de saúde terem detectado inúmeros casos de doentes com Covid-19 que relataram o sintoma e agora os pesquisadores já associaram o sinal à diminuição do apetite sexual, reporta um artigo publicado no jornal britânico The Sun.

OMS identifica entre os três principais sintomas da Covid-19: uma nova tosse persistente, temperatura elevada e perda de paladar e de olfato ou anosmia.

Se tiver algum desses sintomas, então deve se isolar e contactar o médico. Mas é provável que se você e o seu parceiro estejam em isolamento e a experienciar a falta de olfato, que ocorra uma diminuição da libido.

Investigadores norte-americanos afirmam que o olfato pode desempenhar um papel importante na motivação sexual e ambos estão “intimamente ligados”.

Num artigo publicado no The Journal of Sexual Medicine, os especialistas disseram que a satisfação emocional diminuiu em adultos mais velhos que apresentaram o sintoma.

Para efeitos daquela pesquisa, foram analisados 2.084 adultos com 65 anos ou mais e foi observado como a perda do olfato impactava nos desejos sexuais dos idosos.

De modo a medirem o seu olfato, os investigadores usaram varas de cheiro e associaram esse elemento à frequência de pensamentos sexuais dos indivíduos através de um questionário.

Os cientistas questionaram os voluntários sobre o quão satisfeitos estes haviam ficado com a sua experiência sexual mais recente.

Jesse K. Siegel, líder do estudo e professor na Universidade de Chicago, disse: “a diminuição da função olfativa em idosos nos EUA foi associada à diminuição da motivação sexual e da satisfação emocional com o sexo, mas não à diminuição da frequência de atividade sexual ou prazer físico”.

“A nossa pesquisa revela que um declínio na função olfativa pode afetar o prazer sexual nos adultos mais velhos”, acrescentou.

“Portanto, causas tratáveis de perda sensorial devem ser abordadas por clínicos de forma a melhorar a saúde sexual”.

olfato é a forma como o corpo processa o cheiro. Podendo ajudar a detectar feromônios um tipo de químicos que atuam como hormônios fora do corpo humano.

Segundo os investigadores: “o olfato tem uma forte conexão evolutiva com o sistema límbico, que desempenha um papel crítico no processamento de emoções e motivação sexual”.

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Medicina e Saúde

Estudos revelam 21 maneiras de diminuir o risco de Alzheimer

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Múltiplas medidas de prevenção foram listadas após a realização de duas meta-análises, divulgadas nas revistas científicas The Lancet e Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry e citadas pela CNN, que analisaram várias pesquisas sobre prevenção, tratamento e cuidados em casos de Alzheimer – aquele que é o tipo mais comum de demência.

A ingestão excessiva de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e um regime alimentar pobre em nutrientes, que aumente o risco de obesidade, diabetes e hipertensão são os principais fatores de risco, segundo a publicação.

O estudo sublinhou que há um maior risco de ocorrência de quadros de demência em pessoas negras, em asiáticos, grupos marginalizados e em populações economicamente desfavorecidas.

A meta-análise analisou 395 estudos prospectivos observacionais e ensaios clínicos randomizados.

Os acadêmicos determinaram que dois terços das intervenções mais promissoras focavam-se em alterações simples no quotidiano que levam a uma vida saudável, focadas em evitar fatores de risco para patologias cardíacas, como pressão alta e elevados níveis de colesterol ‘mau’ (LDL’. 

1. Manter o nível adequado de açúcar no sangue e o peso sob controle para evitar diabetes. 

2. Manter o peso num nível saudável, normalmente abaixo de um Índice de Massa Corporal (IMC) de 25. 

3. Obter o máximo de habilitações acadêmicas a partir da infância. 

4. Evitar traumatismo craniano (como concussões). 

5. Manter-se cognitivamente ativo lendo e aprendendo continuamente coisas novas. 

6. Evitar ou controlar a depressão.

7. Gerir o estress.

8. Tratar a hipotensão ortostática (sensação recorrente de tontura ao se levantar). 

9. Manter a pressão arterial sob controle a partir dos 40 anos. 

10. Examinar os riscos de perda de audição ao longo da vida e usar aparelho auditivo se necessário (perda auditiva está associada a dano na região cerebral ligado à memória).

11. Evitar níveis elevados de homocisteína, um aminoácido que pode contribuir para a formação de coágulos nos vasos sanguíneos e danos nas artérias (prevenção com base em suplementação de vitaminas do complexo B, com recomendação médica). 

12. Praticar exercício físico. 

13. Gerir a fibrilação atrial, que é uma frequência cardíaca rápida e irregular devido a sinais elétricos caóticos no coração (com acompanhamento médico regular). 

14. Comer alimentos ricos em vitamina C ou tomar suplementos.

15. Reduzir a exposição à poluição do ar e a fumaça passiva do tabaco.

16. Evitar o abuso de álcool.

17. Evitar o hábito de fumar.

18. Dormir horas adequadas.

19. Evitar terapia de reposição de estrogênio no pós-menopausa. 

20. Evitar a toma de medicamentos para demência como prevenção. 

21. Combater a pobreza e a discriminação racial.    

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