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Contratação de atleta surda pelo Palmeiras abre as portas da inclusão

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Contratação de atleta surda pelo Palmeiras abre as portas da inclusão

As regras do futebol de surdos, seja do futsal ou futebol de campo, são idênticas ao do futebol de ouvintes. A única diferença está na arbitragem. Tanto o árbitro como os auxiliares usam bandeiras e apitos. As bandeiras sinalizam as indicações, como faltas, escanteios e pênaltis, para os atletas. Já os apitos mostram o que foi marcado para o público em geral.

O Brasil é um dos protagonistas nas duas modalidades. Em 2015, foi vice-campeão mundial de futsal na Tailândia. Em 2017, o time conquistou a medalha de bronze na Surdolimpíada, disputada na Turquia. No ano passado, a equipe brasileira foi campeã mundial de futsal em torneio disputado na Suíça.

Stefany Krebs tem sido um nome constante na equipe brasileira de surdos desde os 15 anos. Ela se sagrou campeã de torneios nacionais e internacionais, tendo como principais títulos um Interclubes (2016, pela Associação de Brasília), um Sul-Americano (2013) e um Pan-Americano (2014). No título mundial na Suíça, ela foi eleita a melhor jogadora até 21 anos e anotou seis gols.

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A contratação de ‘Tefy’ pelo Palmeiras está inserida no contexto de inclusão dos surdos no esporte e na sociedade. Nos últimos anos, ganhou força a compreensão da surdez como uma diferença cultural e linguística, com valorização das potencialidades dos surdos. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como língua oficial brasileira em 2002.

“A contratação da Stefany pelo Palmeiras poderá abrir as portas para outros surdos que buscam seu sonho em atuar nos times profissionais. A visibilidade sobre o Surdodesporto aumentará. A surdez não limita a busca dos sonhos”, diz Josiane Poleski, colaboradora da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS).

Para Roseli Benati, mãe de dois filhos surdos e intérprete de Libras, a única diferença dos surdos está na comunicação. “Com acesso às informações em Libras, o surdo faz qualquer coisa como qualquer um de nós, ouvintes. Dar visibilidade às conquistas dos surdos contribui para melhorar a inclusão social no Brasil. Muitas vezes a sociedade é excludente por falta de conhecimento”, opina.

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Kléber Andrade vai receber torneio internacional de seleções sub-20 em junho

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A competição em terra capixaba é uma das etapas de preparação da seleção brasileira sub-20 visando o Torneio Sul-Americano Conmebol, em 2023

Principal palco do futebol capixaba e de grandes jogos, o Kléber Andrade terá mais uma grande competição para sediar na conta. Em junho, o estádio capixaba vai sediar o Torneio Internacional do Espírito Santo, que reunirá seleções brasileira, equatoriana, paraguaia e uruguaia da categoria sub-20.

Na noite desta quinta-feira (19) a Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) confirmou a realização do evento nos dias 8, 10 e 12 de junho. O torneio é organizado pela CBF em parceria com a FES.

A competição em terra capixaba é mais uma etapa de preparação da equipe sub-20 visando o Torneio Sul-Americano Conmebol da categoria, previsto para os primeiros meses de 2023. A competição é classificatória para a Copa do Mundo Sub-20.

O presidente da FES, Gustavo Vieira, destacou a relevância da competição no Espírito Santo, que volta a receber um grande evento esportivo e já recebeu jogos da seleção brasileira de base em outras oportunidades.

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“É um torneio muito importante para o estado do Espírito Santo, visto que desde 2016 uma Seleção Brasileira não vem ao estado. Após um longo período sem a possibilidade de realização de grandes eventos, o ES volta a receber um de grande porte e dessa vez o futebol, então é com grande honra que vamos receber a seleção”, ressalta.

“Sua presença no estado vai mover toda a cadeia hoteleira, turística, gastronômica e de entretenimento. É um evento para o povo capixaba, seguindo as novas diretrizes do presidente Ednaldo Rodrigues, de aproximar a Seleção Brasileira do povo, e então a seleção conta com a presença dos capixabas no estádio”, finalizou.

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Brasil não terá seu melhor árbitro na Copa. Peru derrubou Daronco. Wilton Sampaio e Claus serão os juízes no Catar

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A Federação Peruana entrou em guerra na Fifa contra Daronco por conta do jogo contra o Uruguai. Ele confiou no VAR em um lance decisivo. Virou inimigo número um, em Lima. Resultado. Perdeu o Mundial do Catar

A manhã desta quinta-feira gelada em quase todo o país começou com uma triste constatação para a arbitragem nacional.

Justo na primeira vez que o país terá dois árbitros na Copa do Mundo, desde 1950, o melhor juiz brasileiro não estará no Mundial: Anderson Daronco, da Federação Gaúcha de Futebol.

Daronco tem enorme prestígio na Comissão de Arbitragem da Fifa, nas principais Federações, nos grandes clubes brasileiros. E até na Conmebol.

O grande adversário que o venceu foi a Federação Peruana de Futebol.

O presidente da FPF, Agustín Lozano, fez denúncia formal contra o Daronco. Insistiu na anulação da partida contra o Uruguai, em Montevidéu, que o Peru perdeu por 1 a 0. 

Anderson Daronco virou ‘inimigo número um’ dos peruanos por conta de um lance. Aos 46 minutos do segundo tempo, os uruguaios venciam por 1 a 0, o confronto na noite de 24 de março. Até que o lateral Trauco tenta cruzar a bola da intermediária. Erra e ela vai em direção ao gol. O goleiro Sergio Rochet estava adiantado. E teve de correr para trás para segurar a bola. Ele fica complemente dentro do gol. E há sérias dúvidas se a bola ultrapassa a linha.

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O time peruano ficou revoltado, exigindo que, pelo menos, Daronco conferisse no VAR se a bola entrou ou não. Só que o juiz brasileiro não foi. Porque teve a confirmação no áudio que não foi gol.

Este lance tirou Daronco da Copa do Mundo do Catar. Ganhou o ódio de todo um país

E o Uruguai ganhou o jogo por 1 a 0. O empate teria grande impacto na penúltima rodada das Eliminatórias. Pressionaria os uruguaios no jogo contra os chilenos, vencido com facilidade. Os peruanos derrotaram os paraguaios. E terão de jogar a repescagem para ir ao Mundial. Enfrentarão o vencedor de Austrália e Emirados Árabes.

A pressão dos peruanos foi enorme desde o fim do jogo contra o Uruguai. A Fifa resolveu divulgar o áudio do VAR detalhando o lance.

Daronco: “Bola na área”
Assistente: “Tudo legal”
Daronco: “Calma! Checa isso aí”
Assistente: “Gol”
VAR: “Mais, mais, está em jogo ainda. Checado. Não entrou”
Daronco: “Não entrou?”
VAR: “Não”
Assistente: “Vai para a área”
VAR: “Temos que mandar essa imagem. Para essa imagem.
“A bola não entra toda. Vamos dar um zoom. Não entra toda.”

Ou seja, Daronco teve a confirmação eletrônica que a bola não entrou. Daí não ter paralisado o jogo. Nem sequer revisto o lance pela tevê. Confiou no VAR.

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Mas mesmo com a divulgação do áudio, a Federação Peruana não desistiu da ação contra o Daronco.

Se ele tivesse ao menos ido conferir a jogada na tevê, talvez não fosse tão odiado no Peru.

Nos bastidores, ele acabou derrubado.

Wilton já havia sido o juiz de vídeo do Brasil no Mundial da Rússia. E foi um dos principais responsáveis pela implantação do VAR. Claus tem a seu favor excelentes arbitragens e participação constante em jogos de Eliminatórias e Libertadores, sem criar grandes polêmicas.

Messi criticou Wilton na vitória da Argentina contra o Peru nas Eliminatórias. Mas nada que ficasse tão marcado quanto o que aconteceu em Montevidéu.

Além de Wilton e Claus, o Brasil terá mais cinco assistentes, bandeirinhas. Neuza Back, Bruno Boschilia, Rodrigo FIgueiredo, Bruno Pires e Danilo Simon. Nenhum árbito de vídeo.

Raphael Claus, da Federação Paulista, é o 2º árbitro brasileiro confirmado na Copa do Catar

Anderson Daronco tem 41 anos. Em 2026, terá 45 anos. Suas chances de ir para a Copa serão muito reduzidas.

Sua Copa ideal seria a do Catar.

Não vai.

Por conta da pressão da Federação Peruana.

Situação mais do que injusta…

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