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Corinthians e Fla. Com clubes, Ambev se livra da Globo. E economiza

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A cervejaria parou de gastar R$ 300 milhões com a emissora carioca, que perdeu a Libertadores, jogos da Seleção nas Eliminatórias, divide o Brasileiro…

A Ambev não virou as costas para a Globo à toa.

Depois de 20 anos como patrocinadora do futebol da emissora carioca, a empresa que domina 60% do mercado de cerveja do país, resolveu acabar a longa parceria.

O custo nos último anos era de R$ 300 milhões. 

Com a queda constante do futebol na tevê aberta, segue no ritmo de 22% nos últimos dez anos, o questionamento sobre tão altas cotas cobradas pela Globo segue cada vez maior.

A cúpula da Ambev tomou uma decisão radical.

Não mais usar a emissora como intermediária do seu público alvo no futebol. 

Os torcedores.

E gastando muito menos decidiu investir diretamente nos clubes.

Acaba de fechar contrato com os mais populares do Brasil.

Flamengo e Corinthians.

Nos dois, a personificação dos produtos.

Campanhas com sócios-torcedores.

Envolvendo não só a bebida alcoólica, como também produtos como copos, baldes, calderetas.

Os acordos têm diferença.

Até porque o Corinthians tem seu estádio.

E o Flamengo, não.

A Ambev terá, a partir de 2021, o direito de distribuir cerveja, refrigerante, chá, água, com exclusividade na Neo Química Arena. Além do Parque São Jorge.

Mas os torcedores dos dois clubes poderão aproveitar promoções exclusivas da fabricante de bebidas, comprando no site.

O movimento acontece exatamente quando o investimento diminui, por conta da pandemia. A Estela Galícia, fabricante de cerveja, implorou e deixou o Corinthians, um ano e dois meses antes do final de seu contrato. Por problemas financeiros.

O que abriu o caminho para a volta da Ambev, com quem o clube já teve parceria, entre 2011 e 2016. Esse retorno foi noticiado primeiro pelo site Meu Timão, e confirmado pelo blog.

Já é um trabalho do novo responsável pelo marketing corintiano, José Colagrossi Neto.

A Ambev também fez acordo com o Fluminense e Botafogo.

O planejamento é buscar os grandes clubes do país.

Dois fatores pesaram.

A queda da audiência no futebol segue 22% nos últimos dez anos.

O desinteresse pela Seleção Brasileira.

A perda de potencial da Globo em relação aos grandes eventos.

Já não tem mais a Libertadores. Nem a Sul-Americana. Nem o Estadual do Rio. Reparte o Brasileiro com a Turner. Não teve dinheiro para comprar os jogos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias, fora do país. Com a exceção da partida contra a Argentina.

Ou seja, não valeria mais pagar os R$ 300 milhões.

O planejamento é pagar muito menos.

O contrato com o Corinthians, por exemplo, deverá ser fechado em 1 milhão de euros, cerca de R$ 6,2 milhões, em 2021. 

A cervejaria seguirá com suas propagandas em várias emissoras, sem abandonar a ligação histórica com o futebol.

O guaraná Antárctica, da cervejaria, segue sendo patrocinador oficial da CBF.

Ou seja, a Ambev seguirá muito presente no futebol.

Sem gastar R$ 300 milhões por ano com a Globo…

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Valdívia recebe teste positivo para covid no intervalo e é substituído

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Meio-campista estava atuando pelo Avaí na partida diante do CSA. Após saber do resultado de teste, técnico o trocou por Renato

Valdivia testou positivo para covid enquanto estava jogando pelo Avaí

O meio-campista Valdívia foi substituído na partida entre CSA e Avaí pela Série B do Brasileirão. Até aí, sem problemas. O estranho é que ele deixou a partida após receber o diagnóstico positivo para covid-19.

O resultado teria chegado ao conhecimento do clube através de informação repassada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante o confronto disputado na cidade de Maceió, momento em que o jogador estava em campo.

Com isso, a atitude do clube foi de, no intervalo do compromisso, substituir o jogador que deu lugar ao também meio-campista Renato. Até o presente momento, o clube ou mesmo a CBF não se pronunciou em caráter oficial.

Desde que chegou ao Avaí por empréstimo do Internacional, Valdívia participou de 45 partidas. Ele fez sete gols em uma passagem marcada por altos e baixos.

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MP denuncia ex-presidente do Fla por incêndio no Ninho do Urubu

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Além de Bandeira de Mello, outras 10 pessoas são acusadas pela prática de ‘condutas delituosas’ na tragédia que matou 10 atletas

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou, nesta sexta-feira (15), o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e mais 10 pessoas pelo crime de incêndio culposo resultando em morte na investigação sobre o a tragédia no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu.

“Havia o conhecimento de uma série de precariedades na instalação. O CT foi autuado pela prefeitura. O Ministério Público do Rio de Janeiro tentou fazer um termo de ajustamento de conduta para melhorar as inatalações, mas foi rejeitado pelo então diretor”, disse o promotor Décio Alonso.

Incêndio no Ninho matou 10 jovens jogadoresA tragédia, ocorrida em fevereiro de 2019, tirou a vida de 10 jogadores das categorias de base do clube. Todos dormiam no momento em que o fogo tomou conta das instalações.

Além de Bandeira de Mello, presidente do Flamengo entre 2013-2015 e entre 2016-2018, também foram denunciados Antonio Marcio Mongelli Garotti, Carlos Renato Mamede Noval, Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Edson Colman da Silva, Fabio Hilario da Silva, Luiz Felipe de Almeida Pondé, Marcelo Maia de Sá, Marcus Vinícius Medeiros e Weslley Gimenes.

Com base na investigação do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor) o MP-RJ argumenta que “de 2015 até fevereiro do ano de 2019 [data do incêndio], os denunciados, consciente e voluntariamente, praticaram condutas comissivas e/ou omissivas, isolada e/ou conjuntamente, por imperícia, negligência e/ou imprudência penalmente relevantes”.

Em seguida, a Promotoria destaca que “as condutas dos denunciados ao longo do tempo foram a causa única e eficiente para a ocorrência do incêndio de grandes proporções que resultou direta e consequentemente na morte dos dez adolescentes e ferimentos graves em outros três, todos atletas da categoria de base do futebol da referida Agremiação Esportiva, não tendo concorrido para o evento nenhuma condição de caso fortuito ou força maior a afastar a responsabilidade penal na hipótese”.

Ainda segundo o MP, o Flamengo descumpriu sanções administrativas e normas técnicas regulamentares para a fiscalização correta do Corpo de Bombeiros Militar do Rio. Mais do que isso, a contratação de contêineres para dormitório de atletas das categorias de base vai contra as regras de engenharia e arquitetura. “A estrutura de contêiner nunca foi comunicada a nenhum órgão de fiscalização e controle”, afirma Alonso.

O incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, fez dez vítimas fatais. Os atletas Arthur Vinicius de Barros Silva (14 anos), Athila de Souza Paixão (14), Bernardo Augusto Manzke Pisetta (14), Christian Esmerio Candido (15), Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos (14), Jorge Eduardo Santos Pereira Dias Sacramento (15), Pablo Henrique da Silva Matos (14), Rykelmo de Souza Viana (16), Samuel Thomas de Souza Rosa (15) e Vitor Isaias Coelho da Silva (15), que dormiam nas instalações improvisadas, morreram

O incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, fez dez vítimas fatais. Os atletas Arthur Vinicius de Barros Silva (14 anos), Athila de Souza Paixão (14), Bernardo Augusto Manzke Pisetta (14), Christian Esmerio Candido (15), Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos (14), Jorge Eduardo Santos Pereira Dias Sacramento (15), Pablo Henrique da Silva Matos (14), Rykelmo de Souza Viana (16), Samuel Thomas de Souza Rosa (15) e Vitor Isaias Coelho da Silva (15), que dormiam nas instalações improvisadas, morreram

Histórico do processo

No final de 2020, a investigação sobre o incêndio mudou de mãos. O promotor Luiz Ayres se licenciou do cargo por motivos de saúde e Décio Luiz Alonso Gomes assumiu a denúncia. O novo promotor de Justiça, membro do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor), já tinha em mãos os últimos relatórios da Polícia Civil do Rio.

O incêndio no Centro de Treinamento George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, aconteceu em 8 de fevereiro de 2019, por volta das 5h. Na ocasião, 22 garotos dormiam em instalações improvisadas dentro dos muros do Flamengo. Uma curto-circuito no ar-condicionado teria sido a causa do incêndio que matou 10 jogadores.

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