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Medicina e Saúde

Coronavírus: Por que as crianças são afetadas de forma diferente

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Uma das crenças a respeito do novo coronavírus é a de que, enquanto os idosos formam um grupo de alto risco, as crianças estão protegidas. Mas essa narrativa traz perigos: embora sejam poucos, existem casos preocupantes de crianças e jovens com a saúde seriamente afetada pela infecção.

Assim como os adultos, crianças expostas ao vírus podem apresentar os sintomas da covid-19. A boa notícia é que a maioria dos casos parece não ter gravidade.

É importante lembrar dos casos graves de crianças com covid-19: na Europa, as mais jovens vítimas fatais da epidemia identificadas até agora são um menino de 5 anos que já tinha problemas de saúde no Reino Unido e uma menina de 12 anos da Bélgica. Na China, foi reportado a morte de uma criança de 14 anos em decorrência do vírus.

Nos EUA, o governo de Illinois afirmou estar investigando se um bebê de menos de um ano, morto durante a pandemia, tinha outros problemas prévios de saúde.

“No início da pandemia, pensava-se que crianças não estavam sendo infectadas, mas agora está claro que a quantidade de infecção em crianças é a mesma que em adultos”, explica Andrew Pollard, professor de Infecções Pediátricas e Imunidade na Universidade de Oxford.

Acontece que, na maioria dos casos, diz ele, “quando elas são infectadas, seus sintomas são mais leves.”

O que explica, então, o fato de haver menos relatos de infecção e sintomas graves em crianças?

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Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China apontam que jovens com menos de 19 anos respondiam por 2% dos 72,3 mil casos de covid-19 identificados ainda nos primórdios da pandemia, em 20 de fevereiro. Nos EUA, um estudo com 508 pacientes não identificou nenhum caso fatal entre crianças, que respondiam por menos de 1% das internações no grupo estudado.

“Pode ser que o vírus tenha afetado mais adultos até o momento porque houve transmissões em locais de trabalho e em ambientes de viagem”, pondera Sanjay Patel, consultor de doenças infecciosas pediátricas no Hospital Infantil de Southampton, na Inglaterra. “Agora que vemos mais adultos estando com seus filhos, podemos ver um aumento no número de infecções em crianças, ou não.”

O coronavírus afeta as crianças de modo distinto?

Parece que sim.

Crianças não estão imunes ao vírus e há casos graves relatados, mas em geral seu sistema imune responde de modo diferente à covid-19, segundo as evidências iniciais

“É uma observação extraordinária na literatura (médica) global que já temos sobre os coronavírus, que mesmo crianças com problemas graves, sob terapias imunodepressivas ou em tratamento contra o câncer, são muito menos afetadas do que os adultos, em especial os mais velhos”, explica Andrew Pollard, que coordena um grupo de vacinas em Oxford.

Um estudo chinês sobre a covid-19 em crianças mostra que pouco mais da metade tinha sintomas leves de febre, tosse, dor de garganta, nariz escorrendo, dores no corpo e espirros. Um terço desenvolvia sinais de pneumonia, com febre constante, tosse e chiados no peito, mas sem a falta de ar e a dificuldade para respirar vistas nos casos mais severos da doença.

Graham Roberts, consultor pediátrico honorário na Universidade de Southampton, explica que “as crianças (com covid-19) são predominantemente afetadas nas vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta), então desenvolvem sintomas parecidos aos de resfriados, em vez de o vírus conseguir acessar suas vias aéreas inferiores – ou seja, o pulmão -, causando a pneumonia e os sintomas potencialmente fatais que vemos em adultos”.

Por que as crianças infectadas têm se saído melhor que os adultos?

A resposta a essa pergunta ainda não é conhecida, porque o vírus é muito novo, afirma Graham Roberts.

“Uma das possibilidades é de que o vírus dependa de uma proteína na superfície da célula (o chamado receptor) para entrar na célula e começar a causar problemas”, diz ele.

“O coronavírus parece usar o receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2) para esse propósito. Pode ser que as crianças tenham menos receptores de ECA-2 em suas vias inferiores (pulmão) do que nas vias superiores, e por isso as vias superiores (nariz, boca e garganta) serem mais afetadas.”

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Essa hipótese, se confirmada, explicaria por que crianças infectadas com o coronavírus parecem desenvolver mais sintomas de resfriado do que de pneumonia.

A afinidade do coronavírus pelo receptor de ECA-2 já havia sido demonstrado em linhas de células e em roedores em estudos de laboratório de 2003, bem como em estudos de genoma dos coronavírus RsSHC014 e Rs3367 (relacionados, mas não idênticos ao coronavírus da SARS) isolados a partir de morcegos chineses em 2013.

Pollard, por sua vez, afirma que pode haver uma outra explicação. “Não é tanto que as crianças não estejam sendo afetadas, mas que algo muda na pessoa que, quando ela envelhece, aumenta a probabilidade de ela ser afetada”, opina.

Ele atribui isso ao envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência), que torna o corpo menos capaz para enfrentar novas infecções. “No entanto, não vemos imunossenescência em jovens adultos, e está claro que até mesmo jovens adultos têm um risco maior do que as crianças de desenvolver graus severos (da covid-19), então essa provavelmente não é a resposta completa”, acrescenta Pollard.

Há muitas formas em que o sistema imunológico de uma criança difere do de um adulto, inclusive pelo fato de que a imunidade dos pequenos ainda está em construção: crianças, especialmente as que frequentam creche ou escola, são expostas a uma grande quantidade de novas infecções respiratórias, e isso pode fazer com que elas tenham uma base maior de níveis de anticorpos contra vírus, em comparação com adultos.

“Crianças parecem acumular mais respostas (a infecções virais) do que os adultos, como febres altas, que não são tão frequentes nos adultos”, explica Roberts. “É bem possível que o sistema imune infantil seja mais bem equipado para controlar o vírus, restringi-lo às vias aéreas superiores sem causar grandes problemas adicionais e eliminá-lo.”

“Também pode ser que crianças previamente infectadas com os demais quatro tipos (conhecidos) de coronavírus possam desenvolver uma proteção cruzada”, acrescenta Patel.

Além disso, os autores do estudo de casos infantis na China sugerem que, como as crianças têm menor incidência de problemas respiratórios e cardiovasculares crônicos, elas são mais resilientes à infecção grave pelo coronavírus do que idosos.

“Muito poucas crianças têm infecção severa de covid-19”, afirma Pollard. “Isso de fato sugere que há algo fundamentalmente diferente sobre a forma como elas estão lidando com o vírus.”

Há uma terceira razão pela qual crianças parecem não estar ficando duramente adoecidas na pandemia. Em adultos em estado grave, uma resposta imune exagerada do corpo no combate ao vírus – em termos médicos, uma tempestade de citocina – parece causar mais danos do que benefícios, provocando uma falência múltipla de órgãos.

Crianças, com sistema imunológico mais imaturo, parecem ser menos capazes de criar tempestades de citocina no combate a infecções virais.

Embora essa hipótese tampouco ainda tenha confirmação na atual pandemia, respostas de crianças durante a epidemia de Sars, em 2003, provaram que, ao contrário de adultos, crianças não desenvolviam respostas de citocina muito elevadas.

As crianças, mesmo com sintomas leves ou inexistentes, podem transmitir o vírus?

Sim, podem.

“Essa é a grande questão”, afirma Roberts. “Muitos acham que as crianças são de baixo risco e por isso não precisamos nos preocupar com elas. Sim, isso pode ser verdade para crianças que não tem problemas médicos crônicos, como imunodeficiências. Mas as pessoas esquecem que as crianças são provavelmente uma das principais rotas pelas quais a infecção está se espalhando pelas comunidades.”

O coronavírus é transmitido de uma pessoa infectada a uma não infectada por meio do contato direto com gotículas respiratórias (pela tosse e espirro, por exemplo) e por superfícies que estejam contaminadas. Isso significa que as crianças infectadas, mesmo que assintomáticas ou com sintomas leves, podem estar passando a doença adiante – até mesmo para parentes idosos.

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“Crianças com sintomas leves provavelmente serão uns dos maiores contribuintes para espalhar o vírus”, prossegue Roberts. “É por isso que o fechamento das escolas é crucial, para reduzir o ritmo de contaminação.”

Houve padrão similar com outros vírus – em que as crianças têm sintomas leves, mas são potencialmente grandes transmissoras?

Sim, e um dos casos se refere ao vírus da influenza (gripe).

“A influenza em uma criança com frequência se restringe a um nariz escorrendo, (mas) na população mais velha ela pode levar à hospitalização, à UTI e ser fatal”, afirma Roberts, explicando que um dos objetivos de campanhas de vacinação contra gripe em crianças é justamente evitar que elas passem o vírus adiante aos mais velhos.

A covid-19 afeta de modo diferente crianças de diferentes idades?

Parece que sim. Dados chineses sugerem que crianças pequenas, bebês em particular, são mais vulneráveis à covid-19 do que outros grupos etários infantis. Enquanto casos graves foram identificados entre 1 a cada 10 bebês do grupo estudado, essa taxa caía dramaticamente entre crianças com mais de cinco anos (3 ou 4 a cada 100 desenvolviam sintomas graves).

“(A doença) parece ter uma predileção para crianças em idade pré-escolar”, diz Roberts. “Elas têm vias aéreas menores. Elas são menos robustas que as mais velhas em combater a infecção. Também têm maior probabilidade de serem hospitalizadas, por serem tão novas.”

Momento atual pode gerar grandes angústias nas crianças© Getty Images Momento atual pode gerar grandes angústias nas crianças

E quanto aos adolescentes?

“Nos adolescentes, vemos uma maturação do sistema imunológico para um padrão mais adulto, que é menos eficiente no combate ao vírus. É importante lembrar, porém, que sabemos muito pouco sobre o vírus – estamos especulando no sentido de entender os padrões epidemiológicos que estamos observando.”

No estudo chinês, não foram reportadas mortes entre crianças de 9 anos ou menos; entre adolescentes, houve a morte do menino de 14 anos.

A covid-19 afeta recém-nascidos?

Sim. Há ao menos dois casos de infecção entre recém-nascidos que ganharam destaque: um em Wuhan, na China, e um em Londres, no Reino Unido. Não se sabe ainda se os recém-nascidos contraíram a doença no útero materno ou depois de nascer. Mas, nos dois casos, as mães testaram positivo ao coronavírus.

Ainda sabemos pouco sobre como o coronavírus afeta bebês no útero.

Há evidências de que tipos prévios de coronavírus podem causar abortos espontâneos, partos prematuros e baixo crescimento dos bebês. Mas ainda não há estudos a respeito de se a covid-19 provoca efeitos similares.

De qualquer modo, o sistema de saúde pública britânico aponta que grávidas estão sob maior risco de desenvolver sintomas graves com o coronavírus e recomenda que elas sejam extremamente cautelosas no isolamento social.

Por que é importante falar com as crianças sobre a covid-19

Para além de explicar a elas a importância de cuidados extras com a higiene e o distanciamento social, é preciso acolher suas angústias.

“Com tantas discussões sobre a covid-19, algo que pais realmente precisam fazer é explicar às crianças que elas não vão morrer pela covid-19. É uma mensagem importante de ser transmitida”, opina Patel.

“Como pediatras, sabemos que as crianças têm medo, mas muitas vezes não conseguem articular isso.”

Pollard concorda e também sugere que cuidadores expliquem às crianças que “na maioria das circunstâncias, elas estão protegidas” das complicações mais graves.

“Crianças e adolescentes estão preocupadas com suas famílias”, diz Linnea Karlsson, professora da Universidade de Turku, na Finlândia, e psiquiatra infantil. “Devemos explicar a elas que estas são circunstâncias excepcionais, ou não estaríamos exigindo as mudanças em sua rotina. Precisamos explicar que, nesta situação, devemos cuidar de todos, e não só de nós mesmos e nossas famílias.”

*Com reportagem de Michelle Fernandes, para a BBC Future

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Cientistas desenvolvem novo e promissor tratamento para dor crônica nas costas

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Diferentemente das terapias comuns, a técnica não busca reparar algo na região lombar, mas sim melhorar a comunicação das costas com o cérebro

Cientistas descobriram que retreinar a forma como as costas e o cérebro se comunicam pode controlar a dor na região. A pesquisa, publicada no Journal of the American Medical Association, acendeu uma nova esperança para as pessoas que convivem com dor crônica nas costas.

“O que observamos em nosso estudo foi um efeito clinicamente significativo na intensidade da dor e um efeito clinicamente significativo na incapacidade. As pessoas ficaram mais felizes, relataram que sentiam que suas costas estavam melhor e sua qualidade de vida era melhor. Também parece que esses efeitos foram sustentados ao longo do tempo”, afirma o professor da Escola de Ciências da Saúde da UNSW (University of New South Wales), James McAuley. 

O sistema nervoso das pessoas que têm dor crônica nas costas se comporta de maneira diferente daqueles que desenvolvem uma lesão recente na região lombar, segundo as pesquisas nas quais o estudo foi baseado. 

“Pessoas com dor nas costas são frequentemente informadas de que suas costas são vulneráveis ​​e precisam de proteção. Isso muda a forma como filtramos e interpretamos as informações das nossas costas e como as movemos. Com o tempo, elas ficam menos em forma e o modo como se comunicam com o cérebro é interrompido, de maneira que parece reforçar a noção de que as costas são vulneráveis ​​e precisam de proteção. O tratamento que idealizamos visa quebrar esse ciclo autossustentável”, diz o professor.

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As terapias tradicionais procuram, na maioria das vezes, consertar algo nas costas, por exemplo, os meios de “soltar” as articulações ou fortalecer músculos. Já o treinamento idealizado pelos pesquisadores leva em consideração todo o sistema, desde o que as pessoas pensam sobre as suas costas, como costas e cérebro se comunicam, as formas como as costas se movem e até mesmo as predisposições da região.

A pesquisa contou com 276 participantes que apresentavam dor lombar crônica por mais de três meses. Os voluntários foram divididos em dois grupos, sendo um de intervenção e o outro de controle.  

No primeiro, os pacientes realizaram um curso de 12 semanas focado no retreinamento sensório-motor que, em resumo, alterou a forma como eles pensavam o seu corpo, processavam as informações sensoriais da parte atingida pela dor e o modo como moviam suas costas durantes as atividades. 

“Esse tratamento, que inclui módulos e métodos educacionais especialmente projetados e retreinamento sensório-motor, visa corrigir a disfunção que agora sabemos estar envolvida na maioria das dores crônicas nas costas, e isso é uma perturbação no sistema nervoso”, explica o professor da University of South Australia, Lorimer Moseley.

A terapia tinha três metas: alinhar a compreensão do paciente com as descobertas científicas mais recentes sobre a causa da dor crônica nas costas, normalizar a forma como as costas e o cérebro se comunicam e treinar o corpo e o cérebro para voltarem a uma relação de proteção comum e com a possibilidade de retomada das atividades habituais.

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“Achamos que isso lhes dá confiança para buscar uma abordagem de recuperação que treina tanto o corpo quanto o cérebro”, ressalta o professor da Universidade de Notre Dame e diretor clínico do estudo, Ben Wand.

O outro grupo também passou por sessões clínicas semanais e treinamentos residenciais durante 12 semanas, mas não houve reeducação de movimentos nem atividade física. O grupo passou por sessões de laser, diatermia nas costas (técnica que estimula a produção de calor) e estimulação cerebral, além de técnicas para controlar os efeitos placebos dos tratamentos.

No total, foram necessárias 18 semanas para diminuir de forma significativa a intensidade da dor nos pacientes. 

Depois desse período, o grupo que passou pela reeducação relatou uma melhora na qualidade de vida mesmo um ano após o estudo. Apesar de os cientistas ainda considerarem pequena a melhora da intensidade da dor, o novo tratamento estimula a criação de novas terapias que, por exemplo, se concentrem nas costas, como a manipulação espinhal.

Os cientistas informaram que poucos tratamentos para a dor lombar demonstram benefícios a longo prazo, mas o presente estudo atingiu o feito de recuperar completamente duas vezes mais pessoas que os demais.

Os autores consideram necessárias mais pesquisas para testar o tratamento em diferentes populações e grupos mais específicos. Além disso, os pesquisadores esperam testar essa abordagem em outros tipos de dores.

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Capixaba Margareth Dalcolmo é eleita para integrar a Academia Nacional de Medicina

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Dona de uma sólida carreira acadêmica, Margareth é hoje considerada uma referência nacional na medicina e na ciência

A pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo foi eleita na noite da quinta-feira, 11, para a cadeira número 12 da Academia Nacional de Medicina (ANM). Ela recebeu 69 votos dos 80 membros da ANM que participaram do processo de escolha.

O ocupante anterior da cadeira era o médico pediatra Azor José de Lima, que foi professor-emérito da UniRio. Ele morreu em agosto de 2020.

A Academia é constituída de membros votantes titulares e eméritos. Eles ocupam cem cadeiras, havendo ainda membros honorários nacionais, internacionais e correspondentes.

Conhecida por centenas de participações nas emissoras de TV e rádio e nos jornais nos últimos dois anos, período em que esclareceu dúvidas e informou sobre a pandemia de covid-19, Margareth Dalcomo é a quinta mulher a se tornar membro da ANM.

Dona de uma sólida carreira acadêmica, é hoje considerada uma referência nacional na medicina e na ciência.

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Doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dalcolmo é pesquisadora sênior da Fiocruz e foi eleita presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o período de 2022 a 2024.

A pneumologista integra as sociedades brasileiras de Pneumologia e Tisiologia e de Infectologia, a REDE TB de Pesquisa em Tuberculose e o Steering Committee do Grupo RESIST TB da Boston Medical School.

Dalcomo faz parte ainda do Grupo de Peritos para aprovação de medicamentos essenciais (Expert Group for Essential Medicines List) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse grupo, foi reconduzida em mandato que irá até 2026.

Também é do Regional Advisory Committee do Banco Mundial para projetos de saúde na África Subsaariana em tuberculose e doenças respiratórias ocupacionais. Tem mais de 100 artigos científicos publicados no Brasil e no exterior.

Fundada no Rio de Janeiro sob o reinado do imperador Dom Pedro I, em 30 de junho de 1829, a ANM mudou de nome duas vezes. Mas mantém inalterado o seu objetivo: contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins. Também deve servir como órgão de consulta do governo brasileiro sobre questões de saúde e de educação médica.

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Desde a fundação da ANM, seus membros se reúnem toda quinta-feira, às 18 horas. É quando discutem assuntos médicos da atualidade, numa sessão aberta ao público.

Essa reunião faz da Academia Nacional de Medicina a mais antiga e única entidade científica dedicada à saúde a reunir-se regular e ininterruptamente.

A Academia também promove congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização. Anualmente, distribui prêmios para médicos e pesquisadores não pertencentes aos seus quadros.

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