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Segurança

Corpo de Bombeiros Militar forma 146 novos soldados da Corporação

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O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo (CBMES) realizou, na noite desta quinta-feira (17), a solenidade de formatura da turma de alunos soldados de 2019. O evento aconteceu no ginásio Tancredo de Almeida Neves, o Tancredão, em Vitória, e foi conduzido pelo governador do Estado, Renato Casagrande.  Ao todo, 146 novos soldados passarão a atuar nas unidades da Corporação em todo o Espírito Santo, já reforçando o efetivo para a Operação Verão 2020/21.

Devido à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o curso se estendeu por um ano e quatro meses, sendo algumas disciplinas suspensas durante determinados períodos, de forma a prevenir o contágio dos alunos. A grade curricular contou com disciplinas como combate a incêndios urbanos e florestais, salvamento em altura, atendimento pré-hospitalar, resgate em regiões alagadiças, corte de árvores em risco, salvamento aquático e mergulho, atendimento a ocorrências envolvendo produtos perigosos e ações de defesa civil.

Além dos conhecimentos técnicos, também foram exigidos dos soldados o aperfeiçoamento intelectual e psicológico, com o objetivo de preparar o futuro bombeiro militar para o desempenho das suas missões, especialmente aquelas que envolvem vítimas em situações de alto risco. Os futuros soldados integrarão todas as unidades contempladas no Plano de Expansão do Corpo de Bombeiros, tanto da Grande Vitória quanto no interior, no escopo das ações de reestruturação das instituições da Segurança Pública, que integram o Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

Os novos soldados estarão empregados em diversas atividades, tais como: salvamento em altura, atendimento pré-hospitalar, salvamento aquático e mergulho, atendimento a ocorrências de produtos perigosos, defesa civil, cursos e instruções, normalizações, vistorias, conscientização, palestras, atividades sociais, prevenção contra incêndio e pânico, combate a incêndio, entre outras.

Durante a solenidade de formatura, o governador Casagrande parabenizou os novos soldados e seus familiares por essa conquista, além de ressaltar a importância da Corporação para toda a sociedade.

“Quem entra numa corporação militar como essa fez uma escolha. É diferente você ser um servidor civil e ser um servidor militar, que carrega junto a hierarquia, disciplina e o compromisso de defesa da nossa Nação e do nosso Estado. Os bombeiros também carregam consigo a defesa da vida. É importante que a gente diga isso, numa hora de pandemia, em que vemos tantas pessoas perderem a vida. Nós estamos numa solenidade de formatura, em que a principal razão da existência dessa Corporação é fazer a defesa da vida. É doar e colocar em risco a sua própria vida para defender a vida de uma outra pessoa que vocês nem conhecem. Por isso, o Corpo de Bombeiros é tão reconhecido e respeitado pela missão nobre que faz”, pontuou o governador.

Casagrande prosseguiu: “Quero agradecer a vocês, porque desde o mês de janeiro deste ano, vocês têm colaborado com o Estado do Espírito Santo e com o Governo do Estado. Tivemos fortes chuvas no início do ano e vocês alunos estavam lá ajudando os municípios da região sul. Tivemos depois o início da pandemia da Covid e vocês desenvolveram diversas tarefas nesse enfrentamento: salvando vidas, acompanhando quem estava contagiado e também quem já tinha cumprido a sua quarentena. Então, parabéns e obrigado a vocês!”

O governador também celebrou o fato de ser a primeira turma de novos soldados após mais de quatro anos sem o ingresso de novos soldados no Corpo de Bombeiros. “Há tempo que a gente não via uma solenidade como essa. A última turma foi em 2014, no último ano do meu governo passado. Me coube mais uma vez, como governador, resgatar e recuperar as instituições policiais do Estado: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. Fazer novamente um trabalho de resgate para que possamos ter instituições cada vez mais fortes para promover a defesa da vida e o enfrentamento à criminalidade”, afirmou.

O comandante-geral do CBMES, coronel Alexandre Cerqueira, destacou as ações do Governo do Estado em prol da Corporação. “Com certeza nessa gestão teremos ainda mais investimentos do que na gestão anterior, isso com a pandemia em andamento. Teremos mais dez unidades do Corpo de Bombeiros implantadas, obras iniciadas, efetivo que estamos tentando recompor o máximo possível. A entrega de viaturas já está quase superando a do mandato passado. O término desse curso é um exemplo de olhar clínico da gestão e competência dos nossos oficiais. Em meio a tantas dificuldades como encontramos esse ano, tem que ser muito valorizado e só tenho que parabenizar a todos os formandos”, disse.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, reforçou que, mesmo no momento de pandemia, o Governo do Estado está fazendo o maior investimento em uma turma de formação do Corpo de Bombeiros. “O gestor poderia não ter feito, encerrado, deixado de dar promoções, mas reafirmamos a sensibilidade que temos que ter. A fala do governador foi totalmente ao contrário: vamos concluir tudo. O curso e as promoções. Ser nota A em gestão fiscal é muito importante, como seguimos tendo desde 2012, mas com a manutenção dos investimentos é preciso a mão do gestor, como estamos vendo hoje”, comentou.

O comandante do Centro de Ensino do CBMES, tenente-coronel Benício Ferrari, se pronunciou no mesmo sentido. “Temos que agradecer muito ao governador Renato Casagrande pelo investimento feito em nossa Corporação e ao secretário Alexandre Ramalho, que se esforçou muito para que esse curso prosseguisse, mesmo em meio a tanta dificuldade e uma pandemia. O comandante me concedeu a honra de comandar esse curso, que foi o maior da história. Tivemos mais de 140 alunos nesta turma, temos mais quase 40 para se formar e a exigência foi grande. Mas, hoje concluímos com sucesso essa missão e temos agora um árduo trabalho pela frente”, asseverou.

Histórico da Profissão

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A profissão de bombeiro é antiga no País. Em 2 de julho de 1856, o Imperador Dom Pedro II assinou o Decreto Imperial nº 1.775, que regulamentava, pela primeira vez no Brasil, o serviço de extinção de incêndios. Desde então, muitas vidas foram salvas. 

No Estado do Espírito Santo a profissão foi regulamentada em 26 de dezembro de 1912, por meio da Lei nº 874. Na ocasião foi criada oficialmente pelo então presidente do Estado do Espírito Santo, Marcondes Alves de Souza, com um efetivo de 13 integrantes. A data de comemoração ao Dia Nacional dos Bombeiros foi instituída pelo Decreto n.º 35.309, de 02 de abril de 1954, do então presidente da República Getúlio Vargas.

A Corporação ficou ligada à Polícia Militar até 25 de agosto de 1997, quando foi desvinculada com efetivo de aproximadamente 500 homens, com incremento na implantação de unidades em São Mateus, Guarapari e Serra.

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Segurança

Advogado suspeito de tráfico de drogas foge após ter casa cercada em Vitória

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O cerco dos policiais durou cerca de 5 horas na casa que fica no bairro Fradinhos. Hugo Nunes defendia advogada condenada a 33 anos de prisão por levar drogas para presídio

O advogado Hugo Miguel Nunes, de 37 anos, teve a casa cercada por policiais civis durante uma ação para cumprimento de um mandado de prisão preventiva na noite da última quinta-feira (16) no bairro Fradinhos, em Vitória.

De acordo com o mandado, o advogado é investigado por tráfico de drogas pela Justiça de Minas Gerais. O processo corre em segredo de Justiça na Vara Única da Comarca de Divino. 

A equipe da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari, que também investigava o advogado, foi acionada pela polícia de Minas para que realizasse a prisão. Agentes cercaram a casa onde Hugo Nunes estava morando em Fradinhos após receberem a informação de que ele estaria no local.

Membros da Comissão de Prerrogativas da Ordem de Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES) também acompanharam a ação.

“Tentamos de tudo. Não houve tempo hábil para realizar o cerco. Nós chegamos após às 18h e a família não autorizou a nossa entrada. Acreditamos que ele fugiu pouco tempo antes da nossa chegada”, explicou o delegado Guilherme Eugênio, titular da Denarc de Guarapari.

De acordo com a lei, o policial que estiver cumprindo mandado de prisão durante a noite deve intimar o morador para que a entrada seja autorizada. Caso o morador não autorize, o policial pode entrar à força somente ao amanhecer.

Ainda segundo o delegado, a família autorizou a entrada pouco depois das 23h, no entanto, o advogado não foi localizado dentro da casa.

Foragido defendia advogada condenada a 33 anos de prisão

Consta no site do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) que Hugo era advogado de Márcia Borlini Marin Sanches, condenada a 33 anos de prisão por levar drogas para dentro de presídios do Estado.

Ainda durante a noite da última quinta-feira (16), o Folha Vitória tentou contato com o advogado para conseguir um posicionamento a respeito da condenação de Márcia, mas as ligações não foram atendidas.

A sentença que condenou Marcia Borlini Marim Sanches e Joyce da Silva Boroto foi assinada pelo juiz Eliezer Mattos Scherrer Junior, da 1ª Vara Criminal de Guarapari.

Advogada Márcia Borlini foi condenada a 33 anos de prisão

Além das advogadas, outras cinco pessoas envolvidas no esquema foram condenadas, mas com penas menores. Entre elas, está Rogério Alvarenga Carvalho Silva, namorado de Márcia e apontado como um dos líderes do tráfico da região de Nova Brasília, em Cariacica.

Os condenados foram investigados pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari durante a operação “Vade Mecum”, deflagrada em setembro do ano passado.

O objetivo foi desmantelar uma organização criminosa suspeita de vender drogas para internos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.

As investigações começaram após um inspetor penitenciário do CDP de Guarapari denunciar que havia recebido propina de Joyce para levar drogas para dentro do presídio e entregá-las a Rogério, que faria a distribuição entre os demais detentos.

O inspetor passou a atuar como agente infiltrado, dentro do presídio, e ajudou a polícia a flagrar o tráfico de drogas no local.

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Segurança

Advogadas são condenadas a 33 anos de prisão por levar drogas para dentro de presídios do ES

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Além das advogadas, outras cinco pessoas envolvidas no esquema foram condenadas. Elas foram investigadas na operação “Vade Mecum”, da PCES

Duas advogadas foram condenadas pela Justiça a 33 anos e 8 meses de prisão por levarem drogas para presídios do Espírito Santo. A sentença que condenou Marcia Borlini Marim Sanches e Joyce da Silva Boroto foi assinada pelo juiz Eliezer Mattos Scherrer Junior, da 1ª Vara Criminal de Guarapari. 

Além das advogadas, outras cinco pessoas envolvidas no esquema foram condenadas, mas com penas menores. Entre elas, está Rogério Alvarenga Carvalho Silva, namorado de Márcia e apontado como um dos líderes do tráfico da região de Nova Brasília, em Cariacica.

Os condenados foram investigados pela Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari, durante a operação “Vade Mecum”, deflagrada em setembro do ano passado

O objetivo foi desmantelar uma organização criminosa suspeita de vender drogas para internos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.

As investigações começaram após um inspetor penitenciário do CDP de Guarapari denunciar que havia recebido propina de Joyce para levar drogas para dentro do presídio e entregá-las a Rogério, que faria a distribuição entre os demais detentos. 

O inspetor passou a atuar como agente infiltrado, dentro do presídio, e ajudou a polícia a flagrar o tráfico de drogas no local.

Venda de drogas no presídio de Viana

De acordo com a sentença, Rogério iniciou um relacionamento amoroso com Márcia na época em que ele estava preso no Centro de Detenção Provisória de Viana. Até então, Márcia trabalhava como advogada de Rogério.

“Ao que tudo indica, Márcia desde este período já se movimentava para o acesso às dependências do referido estabelecimento penal para a inserção de drogas e redistribuição por parte de Rogério”, relata um trecho da sentença.

Ainda segundo as investigações, para viabilizar o tráfico de drogas dentro do presídio de Viana, o casal contava com a ajuda de um inspetor penitenciário, que também foi condenado na ação.

Em abril de 2020, Rogério foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Guarapari, o que teria o desagradado. Para tentar retornar ao presídio de Viana, ele chegou a alegar, por intermédio de Márcia, que havia sido torturado no CDP de Guarapari, mas constatou-se que as informações eram falsas.

Joyce é chamada para continuidade do esquema em Guarapari

Segundo a sentença, a fim de manter o esquema de tráfico de drogas ativo também na penitenciária de Guarapari, Márcia precisou captar uma intermediária, para que “evitasse contato direto com os funcionários do novo estabelecimento penal, já que, como por ela alegado, Rogério era muito ciumento, tanto que não permitia que ela sequer sorrisse para outros homens”.

Diante disso, Márcia teria recrutado sua amiga e também advogada Joyce. De acordo com a sentença, Joyce iniciou um relacionamento com um inspetor penitenciário da unidade para tentar persuadi-lo e realizar as entregas para Rogério.

No entanto, o inspetor não aceitou a proposta e denunciou o esquema à direção do presídio, que acionou a polícia. Após negar a participação no esquema, o inspetor teria sido ameaçado por Joyce para que aceitasse a proposta.

A partir da denúncia recebida, a Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari iniciou a investigação. Ainda segundo a sentença, mediante autorização judicial, o inspetor tornou-se agente infiltrado, “‘participando’ das negociações com o objetivo de aguardar o melhor momento para o desmantelamento da associação e demais crimes que permeavam a situação”.

O flagrante dentro do presídio de Guarapari aconteceu no dia 10 de agosto de 2020. Segundo as investigações, Márcia conseguiu a droga com comparsas de Rogério, que estavam soltos, e a entregou para Joyce, que ficou encarregada de entrar na penitenciária com o material.

A advogada, segundo a polícia, deixou a droga dentro do banheiro da unidade prisional, para que o inspetor infiltrado a recolhesse e repassasse para outro interno, que finalmente a entregaria para Rogério.

De acordo com a sentença, o material chegou a ser distribuído para outros presos. No entanto, toda a ação era monitorada pela direção do presídio e pela Polícia Civil, que agiu naquele momento. 

Quando os policiais chegaram à cela, encontraram pouca droga, pois a maior parte já havia sido redistribuída, e o que sobrou foi jogada no vaso e dado descarga. 

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