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Brasil

Covid-19 aumenta busca por imóveis com quintal ou varanda

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Interesse por imóveis rurais aumentou 310%, segundo a Imovelweb

A necessidade de isolamento social definiu a residência como o lugar mais seguro para quem quer passar incólume pela pandemia. Ter, em casa, um quintal; ou, no apartamento, uma varanda passou a ser desejo, necessidade ou vontade de muitas famílias, o que, inclusive, acabou por impactar sensivelmente no mercado de imóveis, tanto para compra como para aluguel.

A covid-19 deu nova conotação à palavra “morar”. “Quero uma casa com quintal, onde, nesses tempos de covid-10, eu possa ter uma horta e que haja espaço suficiente para a minha família praticar seus hobbies. Onde tenhamos espaço para ampliar nossa liberdade de criação”, disse à Agência Brasil a intérprete de libras Magda Petter Oliva, 46, mãe de duas estudantes com 12 e 20 anos.

Prédios aderem às varandas pré-fabricadas de concreto | Cimento Itambé

Por causa da pandemia, as três têm ficado direto em casa. “Agora, até o cachorro parece ocupar um espaço enorme. Descobrimos que moramos em um apartamento muito pequeno”, disse ela referindo-se ao imóvel de pouco mais de 70 metros quadrados.

Magda está, desde março, tentando trocar o apartamento de dois quartos na Vila Mariana, em São Paulo, por uma casa com jardim, no mesmo bairro. Ela diz que “o estalo” para ir atrás desse desejo ocorreu logo após as primeiras notícias de que o covid-19 se espalhava rapidamente pelo país.

As filhas da intérprete têm como hobbie pintura e yôga. E Magda pratica tecido acrobático, esporte de origem circense, que envolve acrobacia aérea executada em um longo tecido suspenso. “De fato, é impossível fazermos tudo isso dentro do apartamento”.

Após três meses de busca, Magda chegou à conclusão de que o covid-19 acabou aumentando a procura por casas, a ponto de refletir no valor cobrado pelo aluguel. “Os preços estão subindo, me forçando a rever a faixa de preço que pretendo pagar, que passou de R$ 5 mil para R$ 6 mil mensais”.

Quintais, varandas e imóveis rurais

A percepção de Magda é corroborada pela gerente de Marketing Brasil do Imovelweb Angélica Quintela. Levantamento feito pela empresa, que atua nas 27 unidades federativas, aponta que, em maio, foi registrado um crescimento de 19% na busca por imóveis com quintais, quando comparado a abril.

“Na comparação com maio de 2019, a alta na procura por esse tipo de imóvel ficou em 96%”, detalhou a gerente de Marketing.

Além disso, houve um aumento de 20% na procura por imóveis com varandas, na comparação a abril. “Comparando maio de 2019 a maio de 2020 o crescimento ficou em 128%. Esse movimento já havia sido observado em abril, e continuou crescendo em maio”, completou.

O levantamento aponta também que, a partir de março, houve aumento na busca por imóveis rurais. Entre fevereiro e março o aumento ficou em 52%. Entre março e abril, 40%; e, entre abril e maio, mais 23%. Na comparação com 2019, o crescimento chegou a 310%.

Medo do Coronavírus

Foi pelo medo que tem do covid-19 que a dona de casa Amélia Vieira, 58, fechou a casa que tem em Valparaíso de Goiás (GO), região do Entorno do Distrito Federal, para morar em uma chácara em Luziânia (GO).

“Sou hipertensa e tenho uma filha cardíaca, de 24 anos. Levei, nas primeiras semanas, meu pai, de 93 anos, que além de ter Alzheimer usa marca-passo, para ficar com a gente. Somos todos do grupo de risco e isso me preocupa muito”, disse Amélia à Agência Brasil.

Como a opção pela mudança foi repentina, não deu para preparar a chácara para o pai, que acabou tendo de voltar pois requer muitos cuidados. “Lá havia risco até de ele se perder, por causa do Alzheimer”, disse Amélia que, devido às necessidades do pai, acaba retornando, uma semana a cada mês, a Valparaíso. “Por precaução, minha filha permanece na chácara”, disse.

Dificuldades e visitas online

Mudar de um apartamento para uma casa era algo que já estava nos planos do consultor de projetos da indústria de alimentos Bauducco Carlos Dilinski, de 50 anos. A chegada da pandemia ao Brasil acabou fazendo com que ele buscasse uma casa mais espaçosa do que a pretendida inicialmente.

“O covid-19 acabou atrasando todo o plano traçado por mim e minha família, porque inviabilizou as visitas aos imóveis que pretendemos alugar”, disse ele ao relatar a dificuldade para conseguir mudar do município paulista de Guarulhos, onde mora com a esposa e três filhos, para Bragança Paulista (SP), cidade mais próxima de seu trabalho.

Na pressa por evitar os longos deslocamentos que faz até o trabalho e de dar uma qualidade de vida ainda melhor para a família – que devido ao isolamento social tem ficado bem mais em casa –, Dilinski aderiu até a videoligações para conhecer, de longe, os imóveis disponíveis.

Segundo a gerente da Imovelweb, há atualmente diversas ferramentas tecnológicas que permitem as visitas online, sem necessariamente a pessoa se dirigir ao imóvel.

“Um outro dado interessante, que também obtivemos por meio de uma pesquisa com nossos usuários é de que 27% das pessoas fechariam negócio apenas com fotos e vídeos do local, sem realizar uma visita presencial”, disse Angélica à Agência Brasil.

Escolha difícil

A tecnologia, no entanto, ainda deixa inseguros alguns clientes na hora de assinar o contrato. “Estou tentando, mas é muito difícil fechar um negócio dessa forma. Apesar de ter feito visitas desse tipo, prefiro esperar a situação melhorar para ir conhecer de perto os imóveis”, pondera Dilinski.

A intérprete de libras Magda Petter tem opinião parecida. “Já fiz algumas visitas online, mas acho muito mais difícil, tanto a escolha como a tomada da decisão pelo imóvel”, disse.

Magda relata que esse tipo recurso é uma forma de compensar a falta de pessoas disponíveis para mostrar o imóvel, preocupadas com o risco de contaminação pelo covid-19. “Em parte, porque muitos dos corretores estão na idade considerada de risco para o novo coronavírus. E, também, pelo temor de alguns proprietários em abrir o imóvel [para possíveis locatários]”, disse.

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Espetáculo no céu: lua fará conjunção visível a olho nu com três planetas nesta semana

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Para visualizar os fenômenos, não será necessário uso de um telescópio. No entanto, é importante que a condição climática esteja boa

O céu ainda guarda surpresas para 2021. Desta vez, a lua vai fazer um show astronômico junto com outros três planetas no céu durante a noite. Vênus, Saturno e Júpiter estão alinhados e vão fazer uma conjunção especial com a Lua.

De acordo com o Gaturamo Observatório Astronômico da UFES (Goa), após o pôr do sol, a cada noite, a Lua se juntará a um planeta diferente.

A conjunção teve início na noite de segunda-feira (06). A fina Lua Crescente passou por Vênus, formando um perfeito par.

Já nesta quarta-feira (8), será a vez de Júpiter brilhar ao lado do satélite natural, mas o espetáculo não para por aí! 

Após a passagem por cada planeta, os quatro astros vão se encontrar no céu fazendo um lindo espetáculo. O alinhamento acompanhando da conjunção, terá início na quinta-feira (09) e poderá ser visto até a sexta-feira (10).

Segundo o GOA, para visualizar os fenômenos, não será necessário o uso de um telescópio. Apesar disso, é importante uma boa condição climática. No céu, os astros serão os mais brilhantes.

“Tudo é visível a olho nu, mesmo em cidades bem iluminadas. Tente observar os planetas após o pôr do sol, antes que o céu fique completamente escuro. As conjunções emolduradas pelas cores degradê crepuscular são verdadeiros espetáculos no céu” explicou o Centro Observatório da Ufes. 

Dezembro terá asteroide gigante e chuva de meteoros

De acordo com a Agência Espacial Americana (NASA), o asteroide 4660 Nereus possui 492 pés de comprimento, equivalente a aproximadamente 150 metros de comprimento. Ele vai entrar na órbita da Terra no dia 11 de dezembro.

A imensa rocha espacial chegará a cerca de 4,6 milhões de milhas (7,4 milhões de quilômetros) da Terra A agência classificou o fato como “potencialmente perigoso”.

Embora seja classificado assim, a Nasa relatou que não há nenhuma ameaça à humanidade, e não há motivo para preocupação, já que o astro passará a cerca de 3,9 milhões de quilômetros da Terra.

Chuva de meteóro

Já nos dias 13 e 14, o céu será palco de um espetáculo: um pico da chuva de meteoros Geminídeas, considerada pela Nasa uma das melhores e mais marcantes do ano. Será possível visualizar até 120 meteoros por hora.

No céu do território brasileiro, as luzes em movimentos poderão ser observadas, embora ele seja mais visível do hemisfério Norte.

Segundo especialistas, acredita-se que a Geminídeas seja originária dos fragmentos do asteroide 3200 Faetonte, que passou “raspando” pela Terra em novembro de 2017. 

 

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Brasil

Com Selic em 9,25% ao ano, poupança voltará a render pela regra antiga

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Para superintendente executiva de Investimentos do Santander, mudança pode atrair mais aportes para caderneta, mas outras opções na renda fixa ainda são mais rentáveis

A maior parte dos analistas de mercado espera mais uma alta de 1,5 ponto na Selic na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom), o que elevaria a taxa básica de juros dos atuais 7,75% a 9,25% ao ano em dezembro. A última decisão de 2021 do colegiado do Banco Central será nesta quarta.

Nesse cenário, já é quase certo que um referencial importante para os investidores pessoa física vai mudar. Quando a Selic fica acima de 8,5% ao ano – nível que não era superado desde julho de 2017 –, a caderneta de poupança volta a render de acordo com a regra antiga, com remuneração de 0,5% ao mês, mais a taxa referencial (TR), hoje zerada. Quando os juros estão abaixo de 8,5% a.a., os recursos depositados na poupança rendem 70% da Selic, acrescidos da TR.

Essa mudança, no entanto, só vale para depósitos feitos na poupança depois de 2012, quando a regra de rendimento da caderneta foi alterada para o modelo atual, destaca Luciane Effting, superintendente executiva de Investimentos do Santander. “Para quem efetuou depósitos antes da mudança, a rentabilidade será sempre de 0,50% ao mês + TR”, explica.

Nos cálculos de Luciane, com a Selic igual ou acima de 8,5% ao ano, o rendimento anual da caderneta de poupança equivale a 6,17% anuais, acrescido da TR. Ainda que o percentual continue perdendo para a inflação, a superintendente avalia que a rentabilidade um pouco maior pode atrair mais aportes para a poupança.

“Muitos poupadores enxergam na poupança um porto seguro, pelas suas características ou mesmo por um tema cultural, e levando em consideração um cenário de bastante volatilidade que pode se estender nos próximos meses, este pode ser mais um motivo da busca por essa segurança”, comentou.

Por outro lado, a superintendente destaca que a alta da Selic não impacta somente a rentabilidade da poupança, mas também a de outros ativos pós-fixados atrelados ao CDI . “E quando comparamos essa rentabilidade que a poupança irá alcançar com a rentabilidade de um CDB, por exemplo a 100% do CDI, a poupança pode perder atratividade.”

Há diferentes opções de investimento no mercado de renda fixa, diz Luciane. Mas a decisão de qual produto escolher deve estar associada aos objetivos, ao prazo e ao apetite a risco do investidor.

Veja alguns exemplos apontados pela superintendente executiva de Investimentos do Santander:

CDB DI e Fundos DI: para quem busca segurança e liquidez. Ambos acompanham o CDI, que acompanha de perto a taxa Selic, e no caso do CDB é preciso avaliar a taxa atrelada ao CDI;

LCIs e LCAs: para quem tem disponibilidade para o médio prazo, pois letras possuem carência e/ou opções que não permitem resgates antes do vencimento. O diferencial é que elas são isentas de IR para pessoa física, o que torna a rentabilidade potencialmente mais interessante;

Crédito Privado (CRI/CRA/ Debêntures Incentivadas): são títulos de renda fixa emitidos por empresas não financeiras. Aqui o investidor pode encontrar opções de empresas com boas avaliações de crédito e taxas interessantes.

E esses títulos também são isentos de IR para pessoa física.

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