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Internacional

Covid-19: Enfermeiras sofrem com esgotamento mental e violência

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Alerta foi feito pelo conselho internacional que representa essas profissionais; abusos e discriminação acontecem fora do trabalho

Muitas enfermeiras que cuidam de pacientes com covid-19 estão sofrendo de esgotamento mental, estresse e enfrentaram abusos ou discriminação fora do trabalho, disse o Conselho Internacional de Enfermeiras (ICN, na sigla em inglês).

O fornecimento de equipamento de proteção individual para enfermeiras e outros profissionais de saúde em algumas casas de repouso continua insuficiente, acrescentou, marcando o Dia Mundial da Saúde Mental neste sábado (10).

“Estamos extremamente preocupados com o impacto da saúde mental nas enfermeiras”, declarou Howard Catton, enfermeira britânica e presidente-executiva do ICN, na sede da associação, em Genebra.

“Nossa pesquisa mais recente com associações nacionais de enfermeiras mostra que mais de 70% delas (as associações) disseram que as enfermeiras foram sujeitas a violência ou discriminação e, por isso, há muita preocupação com casos extremos de sofrimento psíquico e problemas de saúde mental ”, disse ela.

O dado é baseado nas respostas de cerca de um quarto das associações nacionais de enfermeiras em mais de 130 países.

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Os enfermeiros enfrentam um amplo espectro de problemas que afetam sua saúde mental, incluindo abuso físico e verbal, disse Catton.

“Existem enfermeiras que foram vítimas de discriminação, em que o proprietário não renovou o aluguel do apartamento em que moravam ou elas não podem cuidar dos filhos”, afirmou, sem dar detalhes sobre abuso físico ou verbal.

O ICN defendeu melhores condições de proteção e trabalho para enfermeiras que estão na linha de frente do combate à pandemia.

“Ainda continuamos a ver problemas com os suprimentos de equipamentos de proteção individual. Mas houve melhorias, principalmente nos hospitais ”, disse Catton.

Entretanto, de acordo com ela, alguns lares de idosos e instituições de longa permanência na Europa e na América do Norte e do Sul ainda não têm suprimentos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse na segunda-feira (05) que os serviços para pacientes com doenças mentais e usuários de drogas foram interrompidos em todo o mundo durante a pandemia.

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Internacional

Estados Unidos confirmam primeiro caso de varíola do macaco

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Paciente é um homem que tem histórico de viagem recente ao Canadá; ele está internado no estado de Massachusetts

O governo do estado norte-americano de Massachusetts confirmou na quarta-feira (18) o primeiro caso de varíola do macaco. O paciente é um homem adulto que tinha histórico de viagem recente ao Canadá. De acordo com o Portal R7, autoridades sanitárias estão rastreando contatos próximos dele para tentar rastrear a cadeia de transmissão do vírus.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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