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Medicina e Saúde

Covid 19: Espírito Santo tem 96% de ocupação de leitos de UTI, aponta secretário Nésio

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Titular da Secretaria de Estado da Saúde faz um balanço das estratégias adotadas para diminuir a transmissão da covid-19 na população capixaba

O secretário de Estado da Saúde,  Nésio Fernandes, concedeu entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o atual panorama da pandemia de coronavírus no Espírito Santo na tarde desta sexta-feira (26). Com a taxa de ocupação de leitos de UTI chegando a 96%, ele reforçou que a população precisa aderir as medidas de distanciamento social para frear a transmissão do coronavírus do Estado. “É momento crítico. Já são mais de 1400 leitos de UTI e de enfermaria ocupados por pacientes com doenças respiratórias. O Samu, pela manhã, fez mais de 41 atendimentos”, informou, indicando que, em reunião com representantes da rede privada, a percepção é que o cenário atual está à beira de um colapso.

Acompanhado do gerente de Vigilância Sanitária Estadual, Orlei Cardoso, o secretário apontou que o número de casos continua crescendo, resultando numa aceleração de internações e de óbitos. Atualmente, o Estado registra 7.161 óbitos e 368.612 casos. 

Ele também anunciou que a rede privada, que, de acordo com suas palavras, já está no limite, irá compartilhar informações sobre disponibilidade de leitos. “Devemos ter, entre segunda e terça-feira, a publicação do painel da rede privada do nosso Estado”, programou. Atualmente, a Secretaria de Estado da Saúde mantém um painel online, disponibilizando números de leitos na rede pública.

O secretário reforçou o pedido para que as pessoas pensam no próximo e passem a respeitar as regras restritivas impostas pelo Estado e que durarão até domingo de Páscoa. “O isolamento para os próximos dias é de toda a população, que deve permanecer em casa, saindo somente para atividades essenciais: para comprar comida, para procurar um serviço de saúde, acudir uma pessoa que precise de ajuda”, concluiu.

Confira o que disse o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes:

Situação atual crítica

Alcançamos no dia de hoje 96% de ocupação hospitalar no Estado dos leitos exclusivos para covid-19. É momento crítico. Já são mais de 1400 leitos de UTI e de enfermaria ocupados por pacientes com doenças respiratórias. O Samu, pela manhã, fez mais de 41 atendimentos. Temos uma quantidade importante de pacientes atendidos pelo serviço Vaga Zero, do Serviço de Urgência e Emergência, para garantir um tempo de resposta mais adequado na grande maioria das situações, onde o povo capixaba necessita de um leito neste momento crítico. 

Aceleração de ocupação de leitos

No entanto, a quantidade de pacientes que tem crescido, aumentado na rede privada, na rede filantrópica e na rede pública tem se mantido ainda em fase de franca aceleração. Tivemos reunião ontem com os hospitais da rede privada para abordar o tema da avaliação do cenário, para abordar o tema da fila única para a assistência à saúde no Espírito Santo e a questão relacionada às medidas do risco extremo adotada a partir deste próximo domingo.  

Situação da rede privada

O relato universal de todos os hospitais privados do Espírito Santo é o esgotamento da capacidade essencial. Todos estão operando no limite! A situação de 96% da rede pública é uma situação acompanhada por toda a rede assistencial do Estado. 

Garantia de reserva de vagas em hospitais da rede filantrópica

Tivemos reunião com a rede filantrópica, onde reforçamos que o Estado do Espírito Santo fará, por meio da regulação, o exercício da autoridade sanitária, a fim de garantir a internação dos pacientes nos hospitais disponibilizados à saúde pública. Nós deixamos claro que o Samu está autorizado a proceder com a Vaga Zero para poder garantir o acesso dos pacientes aos hospitais e que nós necessitamos, neste momento, dentro da rede hospitalar, alcançar o máximo de desempenho assistencial. 

Aos trabalhadores da Saúde

No entanto eu quero fazer um reconhecimento aos trabalhadores da Saúde, que estão na linha de frente, que neste momento já passaram mais de um ano de enfrentamento à pandemia. Vocês precisam dedicar o seu melhor, o melhor de sua capacidade assistencial, no cuidado, no manejo de pacientes muito críticos. Neste momento, esses trabalhadores se desdobram para poder garantir que o Estado não colapse. Tanto na rede privada, quanto na rede pública. Nós não queremos que nenhum capixaba se perca pela pandemia sem o direito, o acesso e o cuidado aos serviços de saúde privado ou público.

Adesão ao distanciamento social

Para isso precisamos que toda a população compreenda que deve haver adesão plena ao distanciamento proposto pela quarentena e pelo risco extremo estabelecido a partir de domingo (28). O isolamento, nesses dias, não é apenas de pessoas sintomáticas, pessoas doentes, confirmadas ou não da covid. O isolamento para os próximos dias é de toda a população, que deve permanecer em casa, saindo somente para atividades essenciais: para comprar comida, para procurar um serviço de saúde, acudir uma pessoa que precise de ajuda. 

Expectativas ruins com desrespeito às regras de isolamento

Precisamos entender que os próximos dias serão determinantes para poder romper o crescimento da curva de casos, de internações e de óbitos. Na próxima semana podemos ter novamente novos recordes, na quantidade de óbitos registrados em 24 horas. A quantidade de pacientes internados nos hospitais, seja em leitos de UTI ou de enfermaria, terão, proporcionalmente, uma quantidade muito grande de pacientes que, infelizmente, evoluirão a óbito. 

Número de mortes pode aumentar

O nosso desempenho do óbito na gestão hospitalar está em torno de 42%. Os pacientes que se internam, tanto nas UTIs quanto nas enfermarias, evoluem a óbito num indicador próximo da rede particular do Brasil, que gira em torno de 37%. No entanto, mesmo com um bom desempenho da rede privada e da rede pública, em torno de 40% das pessoas que vão para o hospital acabam evoluindo a óbito. Não queremos que as pessoas continuam perdendo as vidas. Por isso, eu faço novamente um apelo a toda a população que compreenda o grave momento que o país vive e que também repercute na situação do Estado do Espírito Santo. 

Expansão de leitos e falta de oxigênio hospitalar

A expansão de leitos continua no calendário anunciado anteriormente. Vamos abrir leitos de cuidados intensivos para pacientes críticos e leitos semi-intensivos. Eu reitero sobre a falta de profissionais e de oxigênio: as possíveis faltas não estão relacionadas à capacidade dos hospitais mas eventuais problemas nas quatro empresas que fornecem gases ao Estado, no que diz respeito ao atendimento simultâneo. Já entramos em contato com empresas para colaborar com os fornecedores e evitar qualquer risco. A falta de profissionais ainda preocupa e compromete a rapidez de expansão de leitos.

Painel de leitos da rede privada

Já neste final de semana iniciaremos as simulações internas e o treinamento do painel de ocupação de leitos da rede privada e devemos ter, entre segunda e terça-feira, a publicação do painel da rede privada do nosso Estado.

Vacinação em professores e profissionais da segurança pública

A cada lote de vacinas que chega, 5% delas é destinada à população-alvo do nosso Estado. Existe uma conta que o Ministério da Saúde faz que é a margem de erro de perda de 5% dos imunizantes. Nós temos uma margem muito pequena de perda de doses de vacinas, o que nos permitiu tomar uma decisão com segurança no nosso Estado. Sem utilizar o quantitativo destinado à população-alvo dos idosos, utilizando a margem de segurança das vacinas, a partir da segunda quinzena de abril, o Espírito Santo irá iniciar a vacinação dos trabalhadores da segurança pública e também da Educação. Seguiremos respeitando a ordem do calendário nacional do Plano Nacional de Imunização. No entanto, com as doses excedentes que chegam a cada lote, iremos antecipar a vacinação desses dois grupos. 

Vacinação

Orlei Cardosos: Está prevista a chegada para hoje de mais 76 mil doses e pretendemos concluir os grupos de 74 a 79 anos e pegar ali o grupo de 65 a 69 anos. Os municípois foram orientados a dar seqüência à vacinação.

Automedicação

Orley Cardoso: É importante também alertarmos a população para que procure uma unidade de saúde aos primeiros sintomas gripais. Não se automediquem para que não tenhamos casos mais complicados. Distribuímos para todo o Estado testes rápidos. Os hospitais, as unidades de saúde, os PAs estão abastecidos com esses testes. Continuem se cuidando, continuem mantendo as medidas para a gente diminuir esse cenário horroroso que estamos vivendo.

Transporte coletivo dos trabalhadores da Saúde

Nésio Fernandes: A partir de domingo,  o transporte coletivo será reservado aos trabalhadores da Saúde e faremos uma rota nos bairros. Até o dia de amanhã, o quantitativo de ônibus será anunciado. Os trabalhadores da Saúde da Grande Vitória podem ficar tranquilos que o transporte será preservado para os mesmos. Será exigida identificação para comprovar que é um trabalhador da Saúde e que está vinculado a alguma hospital ou estabelecimento de Saúde na rota do destino no ônibus que ele vai embarcar.

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Ministério Público do ES diz que profissional deve mostrar seringa após vacinação contra covid-19

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Em entrevista à rádio Pan News Vitória 90.5 FM, promotora também anunciou que investigará denúncias de “fura-filas” envolvendo prefeitos e vereadores

Nas redes sociais é comum a divulgação de vídeos de pessoas que foram receber a vacina contra a covid-19, mas na verdade receberam “vacina de vento”. O caso mais recente aconteceu com uma idosa de 71 anos, em Vitória. A ação foi filmada pela neta da idosa.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPES), para evitar casos assim, a orientação para os profissionais da saúde que trabalham na imunização é mostrar a seringa com o imunizante antes e depois da aplicação, para garantir que a vacinação foi concluída.

Em entrevista à Pan News Vitória 90.5 FM, a promotora de Justiça da Saúde de Vitória e coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia (GAP-Covid-19) do MPES, Inês Thomé Poldi, explicou que já existe uma orientação para que os vacinadores mostrem o passo a passo da vacinação.

“O vacinador precisa demonstrar o passo a passo para que a pessoa saia de lá com a plena convicção de que ela foi vacinada. Para que não tenhamos esse tipo de dúvida e até mesmo denúncias de que não houve a aplicação da vacina”, contou.

O MPES também continua recebendo denúncia de pessoas que continuam furando a fila de vacinação. “Estamos apurando denúncias de prefeitos e vereadores que também furaram a fila. Em parceria com o Tribunal de Contas vamos conseguir levantar esses dados de forma mais ágil para tomar as providências necessárias”, explicou.

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Medicina e Saúde

ES pode ter quarta onda de casos de covid-19 a partir de maio

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Secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes aponta que a pandemia só será controlada quando o Estado vacinar 80% da população

O Espírito Santo poderá ter uma quarta onda de covid-19 a partir de maio. A possibilidade para uma nova expansão de casos da doença foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (19). O motivo, segundo ele, seria a lentidão na vacinação. 

“Por não termos alcançado uma imunidade coletiva pela vacinação, é possível que, ao longo do segundo quadrimestre (maio a agosto), o Estado possa viver uma nova expansão na curva de casos”, alertou. 

Fernandes apontou que o momento atual da pandemia é marcado por uma maior taxa de transmissão do vírus pois há a presença de variantes circulando e maior contaminação entre pessoas mais jovens. 

O Espírito Santo, até o momento, aplicou a primeira dose em 593.299 pessoas, equivalente a 14,6% da população capixaba. No ranking nacional, está em terceiro lugar entre os Estados que mais aplicaram. 

Porém, o alcance vacinal ainda não é suficiente para que a pandemia seja considerada controlada no Estado e que as medidas de isolamento social sejam relaxadas. “Por isso temos que preservar até alcançarmos a imunidade coletiva de 80% da população, evitando aglomerações e seguindo as medidas de isolamento social, evitando também interações sociais não essenciais”, alertou.

Atualmente, o Estado contabiliza  416.932 casos confirmados e 8673 mortes.

Histórico

Em fevereiro deste ano, o secretário Nésio Fernandes havia anunciado a terceira onda da doença em suas redes sociais. Na época, ele associou a escalada da covid-19 à chegada do outono, quando, normalmente há um aumento de casos de doenças respiratórias, entre março e abril. Ele aproveitou para criticar o negacionismo e as fake news que, na sua análise, contribuíram para incentivar o avanço da doença pelo país.

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