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Medicina e Saúde

Covid-19: Estado amplia estratégias para testagem em locais de fluxo de passageiros

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O Governo do Espírito Santo inicia mais uma etapa importante no enfrentamento ao novo Coronavírus (Covid-19) no território capixaba. A partir desta quinta-feira (17), o Estado irá disponibilizar pontos de testagens para a Covid-19 em locais de grande fluxo de passageiros na Grande Vitória. A ação teve início no Aeroporto de Vitória com a presença do governador Renato Casagrande.

“O objetivo do Governo do Estado é testar o máximo que puder. Já distribuímos mais de 300 mil testes para os municípios. Nosso Laboratório Central recebe diariamente material e agora estamos abrindo os pontos de testagem no Aeroporto e nos terminais do Sistema Transcol. A decisão de fazer o teste é voluntária, mas quem puder fazer o teste, faça independente da presença de sintomas. O Espírito Santo tem dado exemplo na gestão da pandemia. É importante continuar com esse trabalho e contamos com a ajuda de cada um”, afirmou o governador.

A nova estratégia vai ao encontro dos esforços da saúde pública capixaba em garantir a testagem ampliada à população, como forma de reduzir a transmissão da doença, com locais para a realização de testes no Aeroporto de Vitória e no Terminal de Jardim América, em Cariacica, para esta primeira semana.

O Governo se programa para ampliar a testagem a todos os dez terminais na Grande Vitória, ao longo das próximas semanas, tendo em ambos espaços a duração de 90 dias, inicialmente.

“Instalamos aqui hoje um ponto de testagem universal do Sistema Único de Saúde, onde qualquer pessoa que desejar pode fazer o teste. Mas solicitamos que o viajante faça o teste, aquele que vem do exterior precisa ser testado – recomendamos o antígeno e o RT-PCR. É uma iniciativa importante para rastrearmos as possíveis variantes do vírus”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

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A ampliação da testagem conta com a parceria da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi); da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb); do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES); da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto ao Aeroporto de Vitória e às secretarias municipais de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.

Testagem no Aeroporto de Vitória

Os passageiros que passarem pelo Aeroporto de Vitória, a partir desta quinta-feira (17), terão testagens disponibilizadas por meio do RT-PCR e do teste rápido de captura de antígeno. As equipes de trabalho contarão com a presença de técnicos de enfermagem, bombeiros, enfermeiros e assistentes administrativos. Esses profissionais utilizarão uma sala para triagem e coleta, além de estarem disponíveis para testagem 24h, durante toda a semana.

Entre um dos objetivos da testagem no Aeroporto de Vitória está também o monitoramento e a vigilância de possível entrada de novas variantes da Covid-19 no Estado, em trabalho conjunto ao Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), que receberá o envio das amostras coletadas como RT-PCR.

Antes de iniciar a coleta, será necessário que o passageiro faça o preenchimento de um questionário com informações básicas referentes à presença de sintomas da doença, características demográficas e condições de saúde antes da coleta. Os passageiros serão notificados no Sistema de Informação em Saúde e-SUS Vigilância em Saúde (VS), tendo resultados de coleta de antígeno liberados entre 15 e 20 minutos.

“O Aeroporto de Vitória segue à disposição das autoridades federais, estaduais ou municipais para as ações que estes entendam mais efetivas no combate à disseminação de novas variantes do coronavírus. Nosso objetivo é sermos parceiros nas medidas adicionais, que visam a prevenção” afirmou o CEO do Aeroporto, Ricardo Gesse.

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Testagem nos terminais da Grande Vitória

O início da testagem de passageiros do Sistema Transcol, na Grande Vitória, começa nesta sexta-feira (18), no Terminal de Jardim América, em Cariacica, das 14h às 20h. A equipe de saúde, formada por técnicos de enfermagem, enfermeiro e assistente administrativo, estará presente no local de segunda a sexta-feira, de 12h às 20h.

A coleta será ampliada aos passageiros de forma voluntária, que também precisarão realizar o preenchimento de um questionário com informações básicas referentes à presença de sintomas da doença, características demográficas e condições de saúde antes da coleta. O resultado da coleta do teste rápido de captura de antígeno sairá entre 15 e 20 minutos.

Além disso, o objetivo é que a testagem possa ocorrer de forma simultânea nos terminais da Grande Vitória, ao longo das próximas semanas.

Resultados positivos

Em casos positivos, o passageiro será encaminhado ao serviço de saúde referência de seu município, para acompanhamento médico e retirada do atestado. A equipe também fará a oferta de uma máscara de alto poder filtrante àqueles que testarem positivo para a doença.

Segundo o gerente Estadual de Vigilância em Saúde, Orlei Amaral Cardoso, as ações auxiliarão o trabalho de orientação à população capixaba no combate à Covid-19. “As equipes de saúde estarão preparadas para as orientações no que diz respeito às melhores práticas de saúde e cuidados no combate à Covid-19. Ofertaremos à população um contato ainda mais próximo com a saúde: o cidadão poderá conversar com a equipe e tirar suas dúvidas quanto ao uso adequado da máscara, da lavagem das mãos e da manutenção do distanciamento social e demais informações”, explicou.

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Jovem fica curada de endometriose após gravidez; um caso sem explicação médica

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Giovana Santos convivia com a doença desde 2015 e também aguardava ser chamada para um tratamento contra a infertilidade quando descobriu a gestação

Uma jovem de 21 anos, moradora de Taubaté, região do Vale do Paraíba de São Paulo, foi totalmente curada da endometriose após uma gravidez não planejada. Foram anos sofrendo com a doença e, para ela, a cura ou uma gestação nunca pareceram realidades possíveis de atingir.

Giovana Santos tinha os sintomas da endometriose desde 2015, mas só recebeu o diagnóstico em meados de 2019, quando procurou um médico para entender o que poderia estar causando as fortes dores, desconfortos, ânsias de vômito e até desmaios que ela tinha durante o ciclo menstrual.

“Ele [o médico] me pediu alguns exames, e deu que eu estava com endometriose, cisto no ovário direito e estava com o volume do útero muito aumentado. Ele me disse que eu não poderia engravidar, que eu teria que fazer um tratamento e, mesmo assim, teria uma chance mínima de eu conseguir engravidar, porque meu útero estava muito fora do normal”, lembra a jovem.

Apesar de não ser um sonho naquele momento, Giovana perdeu um pouco as esperanças depois da notícia. A fim de tentar reverter a situação e possibilitar uma possível gestação no futuro, ela resolveu iniciar um tratamento para controlar a doença.

“Antes de eu fazer o tratamento [para poder engravidar] foram pedidos alguns exames e tinha que ficar na lista de espera. Entrava mês, saía mês, e eu ainda continuava na lista de espera. Quando deu um ano e nove meses de espera, eu descobri que estava grávida, em abril de 2021”, conta Giovana.

Depois de uma gravidez de alto risco, diversas ameaças de aborto, um deslocamento de placenta e idas incessantes ao hospital, a jovem conseguiu ter o bebê e, como ela diz, “pude ver meu milagre nos meus braços”.

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Logo após o nascimento da criança, que foi batizada de Antonella, Giovana decidiu refazer os exames para avaliar o quadro da endometriose e foi surpreendida.

“Quando a minha neném nasceu, eu retornei à médica e pedi novos exames para ver como ia ficar, e para fazer o tratamento para diminuir os sintomas da doença. Foram passados alguns exames e eu fiz um ultrassom, que mostrou que eu estava sem nada, meu útero já estava num tamanho normal, eu já não tinha mais cisto, nada que constou no primeiro exame tinha no segundo”, conta a jovem.

Exames mostram que problemas do passado haviam desaparecido

Giovana não teve a oportunidade de realizar todos os exames que queria para detalhar precisamente as causas de cada problema, mas o tamanho alterado do útero, por exemplo, de acordo com o membro da diretoria da SBE (Sociedade Brasileira de Endometriose) Patrick Bellelis, poderia ser um indício de adenomiose, uma “prima” da endometriose, que é caracterizada pela infiltração do endométrio nas paredes uterinas.

“São doenças que comumente podem estar juntas. Existem trabalhos mostrando que até 90% das pacientes com endometriose possuem algum grau de adenomiose”, afirma Bellelis. 

Os principais sintomas dessa condição são cólicas menstruais, dores pélvicas sem relação com a menstruação, dificuldade para engravidar e aumento do fluxo menstrual. Assim como a endometriose, a adenomiose prejudica uma tentativa de gravidez e não é curada do dia para a noite.

“A gravidez iria funcionar como um bloqueio hormonal durante o momento em que ela estivesse grávida e no puerpério, enquanto estivesse amamentando, mas a doença continuaria lá”, esclarece o médico.

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Independentemente da presença ou não da adenomiose, Bellelis alega que as chances de um quadro de endometriose se curar de forma natural são, em tese, nulas. 

“Espontaneamente, nenhuma [chance]. A endometriose não regride espontaneamente nem com medicações. Quando a gente trata quimicamente a doença, nós temos por objetivo a melhora da qualidade de vida daquela paciente, ou seja, diminuir as dores e tentar estabilizar a endometriose”, explica Bellelis.

E acrescenta: “De jeito nenhum [há uma explicação para a cura]. Na verdade, a gravidez funciona como ‘o uso de um anticoncepcional por nove meses’ — deixaria aquela endometriose ‘adormecida’, mas não curaria. De maneira alguma a gravidez é considerada a cura da endometriose”.

Mesmo sem explicações científicas, para Giovana a sensação é de alívio.

“Eu me senti liberta, porque era uma coisa que me prendia — todo mês ter que ir para o hospital tomar medicamento na veia e ter aquelas dores fortes. Depois da gestação, quando eu tive, novamente, o ciclo menstrual, eu não tive mais nenhum sintoma, nenhum sangramento fora do normal, não senti nada. Hoje, eu tenho uma vida normal.”

Segundo a jovem, sua filha, agora com 8 meses, está superbem, tranquila e é uma criança sorridente.

“Além de ela ser meu milagre, trouxe outro milagre na minha vida, que foi a cura”, comemora.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) caracteriza a endometriose como uma doença crônica que afeta cerca de 10% da população feminina brasileira.

“Apesar de ser considerada benigna, porque não é um câncer, a endometriose é uma doença de comportamento bastante agressivo e que pode comprometer muito a qualidade de vida das mulheres”, diz Bellelis. 

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Johnson & Johnson encerra venda de talco infantil após casos de câncer; Veja os riscos

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O pó é extraído da terra em camadas próximas às do amianto, um material conhecido por causar câncer

O famoso talco para bebês da Johnson & Johnson irá sumir das prateleiras dos mercados de todo o mundo em 2023. Em comunicado nessa sexta-feira (12), a empresa anuncia a descontinuação da fabricação e venda do produto, alvo de milhares de ações judiciais.

O pó à base de talco já não é vendido nos Estados Unidos e Canadá desde 2020. A J&J enfrenta milhares de processos de mulheres que relatam ter desenvolvido câncer de ovário após uso regular do produto, que contém amianto.

O pó é extraído da terra em camadas próximas às do amianto, um material conhecido por causar câncer. Em 2018, um júri da cidade de St. Louis (EUA) multou a Johnson & Johnson em US$ 4,7 bilhões, acusando a empresa de negligência por não alertar os consumidores sobre os possíveis riscos à saúde causados pelo produto.

Mesmo após decidir pelo encerramento de vendas, a empresa reafirma acreditar na segurança do talco. No comunicado desta sexta, a companhia disse que “a posição sobre a segurança do talco permanece inalterada”.

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“Estamos firmemente por trás das décadas de análises científicas independentes por especialistas médicos de todo o mundo que confirmam que o talco Johnson’s Baby Powder é seguro”, publicou.

Por que o amianto oferece riscos à saúde

O amianto é um mineral que está presente na natureza.

Uma variedade da substância, o amianto branco, é usada na indústria da construção civil nos países em desenvolvimento, mas é proibida na maioria dos países industrializados, devido aos riscos para a saúde.

O amianto é resistente ao calor e ao fogo. Além disso, o material é resistente e barato, por isso pode ser usado de diversas formas. Ele pode ser misturado ao cimento para fabricação de tetos e pisos. Também é utilizado em canos, tetos, freios de veículos, entre outros.

Fragmentos microscópicos de fibras de amianto são potencialmente perigosos quando inalados e podem provocar doenças respiratórias:

O amianto branco, conhecido como crisótilo, é a única forma de amianto usada hoje. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a variação também é associada ao mesotelioma e outros tipos de câncer, mas seus produtores dizem que a substância é segura se manejada com cuidado.

Alguns especialistas afirmam que o amianto branco traz menos risco à saúde do que os amiantos azul e marrom, mas mesmo empresas que vendem a substância dizem que os trabalhadores devem evitar inalar o ar com o produto.

A substância é amplamente produzida e usada no Brasil, apesar de alguns esforços isolados para se bani-la. O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de amianto, que é vendido para países como Colômbia e México. O país também é o quinto maior consumidor do produto.

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