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Medicina e Saúde

Covid-19: idosos acima de 80 anos poderão ser vacinados até o final de fevereiro no Espírito Santo

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Secretário de Estado da Saúde explicou que ação dependerá do número de doses recebidas pela Espírito Santo via Ministério da Saúde entre 20 e 25 deste mês

Em coletiva online à imprensa na tarde desta segunda-feira (08), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário de Estado da Saúde, Luiz Carlos Reblin, informaram que o Espírito Santo vive uma queda no número de casos e de óbitos há dois meses. 

Também classificaram como positiva a aceitação das vacinas pelos idosos acima de 90 anos, que começaram a ser imunizados na última semana. E para o grupo de idosos uma novidade: o Estado poderá incluir os acima de 80 anos até o final de fevereiro na lista dos contemplados pela vacinação.

“Falta a definição por parte do Ministério da Saúde, da chegada dessas novas doses que deve ocorrer entre 20 e 25 de fevereiro.  Imediatamente vamos vacinar os grupos de idosos cujas doses sejam suficientes: acima de 80 se for suficiente, se não, provavelmente acima de 85 anos”, planejou Reblin.

Mesmo com um cenário de estabilidade, porém, o perigo está em a população relaxar com os cuidados ao entrar num processo de “naturalização da doença”. “Infelizmente, temos observado uma naturalização perigosa sobre doenças respiratórias, principalmente pela juventude”, afirmou o secretário. 

Ele ainda apontou que muitas pessoas não procuram unidades de saúde quando desenvolvem sintomas leves. “Não estão indo para as unidades e não estão procurando os testes PCR. Isso é típico de um comportamento que foi constatado como absentaísmo, mantido ao longo de janeiro e fevereiro. Isso só contribuiu para uma explícita e perigosa naturalização da doença”, apontou.

Fernandes conta com a colaboração da população para que tal comportamento seja extinto, evitando a circulação e a possibilidade de novas cepas do vírus. Ele garantiu que o sistema de saúde está preparado para acolher a todos com tratamento e testes.

O secretário também recomendou que não haja aglomeração e festas para quem for aproveitar os dias de Carnaval. “Essa queda sustentável de casos pode ser interrompida se não houver respeito ao isolamento social”, apontou.  

Desde o dia 25 de janeiro, onde foram registrados 550 pacientes internados por dia, houve uma diminuição ao longo de sete dias para 500 internados (uma queda aproximada de 15%).  Além disso, em dezembro e janeiro, os números de óbito se estabilizaram num platô. Fernandes teme que essas estabilidade seja perdida se as pessoas desrespeitarem as regras no Carnaval. “Estamos vivendo há 15 dias uma queda sustentável de pacientes graves e há 10 dias quedas de internação”, reforçou.

Rondônia e Manaus

Foi citada a experiência em atender e oferecer serviços de urgência aos pacientes vindos do Amazonas e de Rondônia. Eles só receberão alta hospitalar a partir da constatação de resultados negativos para covid-19 colhidos por testes tipo PCR, em menos de 24 horas. “Temos 21 pacientes em condições de alta clínica. Temos 21 pacientes aguardando alta laboratorial”, citou, informando que haverá três altas para esta segunda (08) entre esse grupo.

Fernandes explicou que os pacientes vindos do Norte do Brasil ficarão em alas exclusivas e terão acompanhamento de profissionais também exclusivos. “Assumimos que esses casos podem espalhar novas cepas. Por isso, são tratados dessa forma, de casos importados. O secretário reforçou que o Estado está ocupado em salvar vidas, independentemente de polemicas políticas e ideológicas. 

“Estamos encaminhando amostras para a Fiocruz desses pacientes a fim de investigação de novas cepas. Possivelmente, o resulta será dado pelo Ministério da Saúde e trataremos a questão com muita transparência”, prometeu.

Viagens aéreas

A Sesa anunciou que fez uma solicitação junto à Anvisa para que as companhias aéreas fornecessem uma relação de todas as pessoas que viajaram diretamente de Manaus para o Espírito Santo. Até o momento, somente a companhia Azul respondeu parcialmente. 

Vacinação para idosos acima de 80 anos

Fernandes e Reblin projetaram que a vacinação de idosos a partir de 80 anos poderá ocorrer ainda neste mês de fevereiro. Porém, isto estará condicionado ao número de doses que o Estado for receber do Ministério da Saúde. “Aguardamos na segunda quinzena novos lotes da CoronaVac e da AstraZeneca. 

Será publicado uma orientação para que os municípios vacinem as demais faixas etárias de idosos de maneira descendente. Será feita de tal maneira que consigamos aplicar a segunda dose para quem já recebeu e contemplar as demais faixas etárias”, sintetizou. 

Vacinação em março para todos os idosos

Além disso, eles acreditam que, se o número de doses recebidas for crescente e com o atual ritmo de vacinação, é possível prever que em março o imunizante seja oferecido para os idosos a partir dos 60 anos. A população estimada desse grupo no Estado é de 500 mil pessoas, apontou Reblin.

Idosos e vacina

A aceitação da vacina por parte do público acima de 90 anos tem sido positiva. “Há uma adesão maciça por parte desses idosos, de suas famílias, gerando grande emoção . Não temos relato de resistência para receber as vacinas”, informou Nésio. Ele disse que é preciso ter cuidado com o idoso que recebe a primeira dose. 

“Receber a primeira dose não é passaporte para estar liberado a sair do isolamento social, a deixar de usar máscaras. Eu expliquei a uma senhora de Cariacica, de 94 anos, que queria ir ao forró assim que recebeu a primeira dose. Não é imediato assim. A vacina coronaVac induz a uma resposta imunológica em até 28 dias. Já a AstraZeneca é de 12 semanas (três meses). Portanto, esses idosos devem manter o cuidado ao longo de fevereiro”, explicou.

Aplicativo

O secretário estimulou que as pessoas baixem em seus smartphones o aplicativo do ConectaSUS. Disse que a ferramenta também registra o dia da imunização, alerta para o dia da segunda dose e gera um QR que pode ser utilizado como comprovante de vacina.

Suspeita de cepas em família de São Roque de Canaã

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) garantiu que está acompanhando uma família de São Roque de Canaã que positivou para coronavírus e teve contato com pessoas vindas da capital do Amazonas que ficaram hospedadas junto a eles. “Encaminhamos as amostras de São Roque para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a fim de que seja feito sequenciamento genético. Bem como as amostras dos pacientes de Manaus. Há uma vigilância estrita por parte da Sesa”, reforçou Fernandes.

Resistência de profissionais da Saúde

Segundo o secretário são poucos relatos. “A posição hegemônica dos trabalhadores da Saúde é adesão a discurso pró-ciência, pró-vida e pró-saúde. Esses relatos de recusa são mínimos. A partir de março iremos exigir a comprovação da vacinação entre os profissionais da Saúde. Quem não vacinar não irá acessar os locais e serviços da rede pública do Espírito Santo”, avisou.

Carnaval

Nésio Fernandes lembrou da proibição, por meio de decreto estadual, de festas, shows e motivos de aglomeração. “O mesmo vai se aplicar ao Carnaval. Iremos realizar a fiscalização e ela será rigorosa contra aglomeração”, afirmou. Ele pediu o bom senso da população neste momento. “Independente de se ter fiscalização na rua, faça a sua parte. Não aglomere e não banalize e naturalize a doença. Não é natural achar normal a morte das pessoas”, completou Reblin. 

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Espírito Santo planeja abrir 158 novos leitos para covid-19 até abril. Confira o cronograma!

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As primeiras 70 vagas em hospitais devem ser disponibilizadas a partir do próximo dia 15. Atualmente, Estado tem 694 leitos de UTI

O governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (1º) a intenção de abrir 158 novos leitos de hospital, até abril, para atender pacientes infectados com a covid-19. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.343 leitos para atender pacientes com o novo coronavírus, sendo 694 de UTI e 649 de enfermaria.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. O governo estadual pretende disponibilizar os primeiros 70 leitos a partir do próximo dia 15. Eles serão distribuídos da seguinte forma:

– 20 no Hospital Santa Mônica (privado)
– 10 no Hospital Vitória (privado)
– 18 no Hospital Estadual Dório Silva (novos leitos)
– 22 no Hospital Estadual em São José do calçado (novos leitos)

Até o final do mês, outros 48 leitos serão ofertados, sendo:

– 30 no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual Roberto Silvares – Linhares (adequação de semi-intensivos para UTI)
– 8 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

E até o final do mês de abril, os 40 restantes estarão abertos. Serão:

– 20 no Hospital Materno Infantil da Serra (novos leitos)
– 10 no Hospital Geral de Linhares (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, há uma preocupação de que o Espírito Santo apresente um novo crescimento de casos de covid-19 entre os meses de março e abril. O secretário destacou que, nesse período, é comum o crescimento de doenças respiratórias agudas graves.

“Nós temos alguns riscos que, se de fato se confirmarem, da sazonalidade dessas doenças de todos os anos, nós devemos sim ter uma terceira fase de aceleração da curva de casos nos meses de março e abril. Por isso, nós defendemos uma estratégia de expansão de leitos”, destacou o secretário.

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Coronavírus: máscara transparente ou ‘M85’; o produto de vinil que não funciona

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Produto vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, por preços em torno de R$ 25 e R$ 30, sob o argumento de que é inquebrável, não impacta na sua beleza e dá “liberdade para respirar”. Mas especialistas alertam que ele não protege contra o coronavírus

Se você buscar o termo M85 no Google, talvez encontre um tipo de metralhadora. Ou imagem de uma galáxia lenticular descoberta em 1781 que tem este nome. Ou até o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) referente a “outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas”.

Especialistas apontam que máscaras transparentes como estas da imagem não protegem contra a covid — Foto: Reprodução/Máscara Cristal

Mas esse também é o nome dado por vendedores brasileiros a um modelo de “máscara” transparente feita com policarbonato. Esse tipo de produto, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

O problema é: esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, segundo os especialistas em infectologia e saúde coletiva ouvidos pela BBC News Brasil.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

“Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95”, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ao mesmo tempo em que é muito claro para o infectologista que a máscara não funciona no contexto da pandemia, ele conta que tem visto o produto em uso.

“Um dia desses entrou na academia em que faço exercício físico uma pessoa com isso, eu fui lá dizer para o dono da academia que não se pode permitir que alguém faça atividade física com um negócio desse. É gritante o vácuo de informação nessa área. Muita confusão.”

A professora da Unicamp Raquel Stucchi, que é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também avaliou modelos de máscaras transparentes disponíveis para venda encaminhados pela reportagem e disse que nenhum deles é adequado.

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