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Medicina e Saúde

Covid-19: Infectologista defende 3ª Dose da vacina em idosos ‘têm, de modo geral, uma resposta menos potente à vacina’

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Para o especialista Alberto Chebabo, no momento, a prioridade é imunizar população com idade acima de 18 anos, mas é preciso estudo sobre necessidade de reforço

Na corrida para vencer a pandemia e com a chegada mais frequente de vacinas contra a Covid-19, a prefeitura do Rio estuda aplicar, ainda este ano, uma terceira dose em idosos. A capital também decidiu acelerar mais uma vez o calendário da imunização, para proteger todos os adultos até meados de agosto. E, no pacote de novidades, é analisada a extensão da vacinação combinada — de AstraZeneca e Pfizer — ao conjunto da população. Até agora, só grávidas e puérperas podem tomar imunizantes diferentes dentro do mesmo ciclo. Membro do comitê científico do município, o infectologista Alberto Chebabo acredita que injeções de reforço provavelmente serão necessárias no futuro.

— Primeiro, percebemos que haverá uma quantidade de doses disponíveis, adquiridas pelo governo federal. Já introduzimos um primeiro tema, que é a possibilidade de misturar a AstraZeneca com a Pfizer, entre as grávidas. Mas isso pode ser levado para outras pessoas, até para a totalidade da população — comentou Paes, ressalvando que o assunto precisa ser discutido na próxima reunião do comitê científico do município, segunda-feira que vem.

Ele anunciou a revacinação de idosos numa entrevista à GloboNews. Segundo especialistas, a medida pode ser motivada pelo surgimento de novas cepas do coronavírus e pelo tempo de imunidade conferido pelas fórmulas disponíveis, o que tem sido objeto de estudos no mundo inteiro. A dose de reforço seria a aplicada, a princípio, em quem tem mais 60 anos.

Paes argumenta que, com o calendário adiantado, caso a terceira dose seja implementada, haverá tempo para vacinar novamente a população idosa, que já foi imunizada no início do ano.

— Isso não está definido, é uma proposta formulada pelo comitê científico da prefeitura, com o secretário Daniel Soranz, e deve ser levada ao Ministério da Saúde. Inclusive, já falei sobre isso com o ministro (Marcelo) Queiroga quando ele esteve aqui, na semana passada. Mas essa é uma decisão do Plano Nacional de Imunizações — ponderou o prefeito.

Para o infectologista Alberto Chebabo, membro do comitê científico do município, injeções de reforço provavelmente serão necessárias no futuro, embora a prioridade atual do Rio seja garantir a imunização de toda a população adulta.

— Quase a totalidade dos institutos produtores trabalha com a possibilidade da terceira dose. No fim do ano, já teremos uma grande quantidade de pessoas vacinadas há muito tempo. E sabemos que os idosos, os primeiros imunizados, têm, de modo geral, uma resposta menos potente à vacina. É muito provável que, para eles, a essa altura, já sejam indicadas três doses. Pelo próprio envelhecimento do sistema imune, maiores de 60 anos normalmente não respondem tão bem à imunização. Não só eles, mas outros públicos, como os imunodeprimidos — diz Chebabo.

No momento, a grande questão em debate no comitê é se as doses de reforço necessariamente serão do mesmo fabricante das primeiras duas doses ou se poderão ser de outra fórmula.

— A maioria dos idosos foi vacinada com a CoronaVac. Precisamos de mais evidências para saber se a terceira dose será da mesma vacina. O próprio Instituto Butantan deve providenciar essas evidências, porque é responsabilidade do produtor avaliar o nível de imunidade garantido e fazer propostas quanto à aplicação da terceira dose — afirma o infectologista.

Leia mais:  Estado suspende vacinação de gestantes com doses da AstraZeneca/Fiocruz
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Covid-19: Este sintoma diminui a libido e vontade de ter relações

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Um dos três principais sintomas novo coronavirus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, pode reduzir a libido e a vontade ter relações sexuais, alerta um novo estudo.

Em maio do ano passado a anosmia– também conhecida como perda do paladar e do olfato – foi listada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos principais sinais de infecção pelo novo coronavírus.

Tal ocorreu, após as autoridades de saúde terem detectado inúmeros casos de doentes com Covid-19 que relataram o sintoma e agora os pesquisadores já associaram o sinal à diminuição do apetite sexual, reporta um artigo publicado no jornal britânico The Sun.

OMS identifica entre os três principais sintomas da Covid-19: uma nova tosse persistente, temperatura elevada e perda de paladar e de olfato ou anosmia.

Se tiver algum desses sintomas, então deve se isolar e contactar o médico. Mas é provável que se você e o seu parceiro estejam em isolamento e a experienciar a falta de olfato, que ocorra uma diminuição da libido.

Investigadores norte-americanos afirmam que o olfato pode desempenhar um papel importante na motivação sexual e ambos estão “intimamente ligados”.

Num artigo publicado no The Journal of Sexual Medicine, os especialistas disseram que a satisfação emocional diminuiu em adultos mais velhos que apresentaram o sintoma.

Para efeitos daquela pesquisa, foram analisados 2.084 adultos com 65 anos ou mais e foi observado como a perda do olfato impactava nos desejos sexuais dos idosos.

De modo a medirem o seu olfato, os investigadores usaram varas de cheiro e associaram esse elemento à frequência de pensamentos sexuais dos indivíduos através de um questionário.

Os cientistas questionaram os voluntários sobre o quão satisfeitos estes haviam ficado com a sua experiência sexual mais recente.

Jesse K. Siegel, líder do estudo e professor na Universidade de Chicago, disse: “a diminuição da função olfativa em idosos nos EUA foi associada à diminuição da motivação sexual e da satisfação emocional com o sexo, mas não à diminuição da frequência de atividade sexual ou prazer físico”.

“A nossa pesquisa revela que um declínio na função olfativa pode afetar o prazer sexual nos adultos mais velhos”, acrescentou.

“Portanto, causas tratáveis de perda sensorial devem ser abordadas por clínicos de forma a melhorar a saúde sexual”.

olfato é a forma como o corpo processa o cheiro. Podendo ajudar a detectar feromônios um tipo de químicos que atuam como hormônios fora do corpo humano.

Segundo os investigadores: “o olfato tem uma forte conexão evolutiva com o sistema límbico, que desempenha um papel crítico no processamento de emoções e motivação sexual”.

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Estudos revelam 21 maneiras de diminuir o risco de Alzheimer

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Múltiplas medidas de prevenção foram listadas após a realização de duas meta-análises, divulgadas nas revistas científicas The Lancet e Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry e citadas pela CNN, que analisaram várias pesquisas sobre prevenção, tratamento e cuidados em casos de Alzheimer – aquele que é o tipo mais comum de demência.

A ingestão excessiva de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e um regime alimentar pobre em nutrientes, que aumente o risco de obesidade, diabetes e hipertensão são os principais fatores de risco, segundo a publicação.

O estudo sublinhou que há um maior risco de ocorrência de quadros de demência em pessoas negras, em asiáticos, grupos marginalizados e em populações economicamente desfavorecidas.

A meta-análise analisou 395 estudos prospectivos observacionais e ensaios clínicos randomizados.

Os acadêmicos determinaram que dois terços das intervenções mais promissoras focavam-se em alterações simples no quotidiano que levam a uma vida saudável, focadas em evitar fatores de risco para patologias cardíacas, como pressão alta e elevados níveis de colesterol ‘mau’ (LDL’. 

1. Manter o nível adequado de açúcar no sangue e o peso sob controle para evitar diabetes. 

2. Manter o peso num nível saudável, normalmente abaixo de um Índice de Massa Corporal (IMC) de 25. 

3. Obter o máximo de habilitações acadêmicas a partir da infância. 

4. Evitar traumatismo craniano (como concussões). 

5. Manter-se cognitivamente ativo lendo e aprendendo continuamente coisas novas. 

6. Evitar ou controlar a depressão.

7. Gerir o estress.

8. Tratar a hipotensão ortostática (sensação recorrente de tontura ao se levantar). 

9. Manter a pressão arterial sob controle a partir dos 40 anos. 

10. Examinar os riscos de perda de audição ao longo da vida e usar aparelho auditivo se necessário (perda auditiva está associada a dano na região cerebral ligado à memória).

11. Evitar níveis elevados de homocisteína, um aminoácido que pode contribuir para a formação de coágulos nos vasos sanguíneos e danos nas artérias (prevenção com base em suplementação de vitaminas do complexo B, com recomendação médica). 

12. Praticar exercício físico. 

13. Gerir a fibrilação atrial, que é uma frequência cardíaca rápida e irregular devido a sinais elétricos caóticos no coração (com acompanhamento médico regular). 

14. Comer alimentos ricos em vitamina C ou tomar suplementos.

15. Reduzir a exposição à poluição do ar e a fumaça passiva do tabaco.

16. Evitar o abuso de álcool.

17. Evitar o hábito de fumar.

18. Dormir horas adequadas.

19. Evitar terapia de reposição de estrogênio no pós-menopausa. 

20. Evitar a toma de medicamentos para demência como prevenção. 

21. Combater a pobreza e a discriminação racial.    

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