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Medicina e Saúde

Covid-19: profissional de Saúde que não se vacinar será impedido de trabalhar no Espírito Santo

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Os profissionais não imunizados terão suas faltas registradas e serão realizados os devidos descontos no pagamento

Uma portaria, publicada em Diário Oficial nesta segunda-feira (1º), determina que o profissional de Saúde que não for vacinado contra o novo coronavírus não poderá trabalhar na rede pública de Saúde do Espírito Santo, observando a disponibilidade do imunizante.

O documento, assinado pelo secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes, destaca que os profissionais não imunizados, respeitando os grupos prioritários e o Calendário Estadual de Vacinação, terão suas faltas registradas e serão realizados os devidos descontos no pagamento, “sem prejuízo, quando for o caso, da possibilidade de rescisão dos respectivos contratos e da adoção de outras providências admitidas pela legislação de regência”, diz a portaria.

A norma é válida para servidores públicos, efetivos ou comissionados, os servidores temporários, os residentes ou bolsistas e os empregados de fundação estadual. “As pessoas jurídicas que prestam serviços por meio de contrato de administrativo e as Organizações Sociais que celebraram contrato de gestão deverão executar as suas obrigações nos estabelecimentos de saúde da rede pública estadual por meio de profissionais de saúde que tenham sido imunizados, incumbindo, às referidas pessoas jurídicas, proceder à substituição do profissional que não atender à regra de imunização”, cita o documento.

A regra disposta na portaria passa a ser aplicada a partir do décimo dia útil após a data em que tiver sido disponibilizada a vacinação ao profissional de saúde da rede pública estadual. O documento foi assinado na última sexta-feira (29) e já está em vigor.

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Espírito Santo planeja abrir 158 novos leitos para covid-19 até abril. Confira o cronograma!

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As primeiras 70 vagas em hospitais devem ser disponibilizadas a partir do próximo dia 15. Atualmente, Estado tem 694 leitos de UTI

O governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (1º) a intenção de abrir 158 novos leitos de hospital, até abril, para atender pacientes infectados com a covid-19. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.343 leitos para atender pacientes com o novo coronavírus, sendo 694 de UTI e 649 de enfermaria.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. O governo estadual pretende disponibilizar os primeiros 70 leitos a partir do próximo dia 15. Eles serão distribuídos da seguinte forma:

– 20 no Hospital Santa Mônica (privado)
– 10 no Hospital Vitória (privado)
– 18 no Hospital Estadual Dório Silva (novos leitos)
– 22 no Hospital Estadual em São José do calçado (novos leitos)

Até o final do mês, outros 48 leitos serão ofertados, sendo:

– 30 no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual Roberto Silvares – Linhares (adequação de semi-intensivos para UTI)
– 8 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

E até o final do mês de abril, os 40 restantes estarão abertos. Serão:

– 20 no Hospital Materno Infantil da Serra (novos leitos)
– 10 no Hospital Geral de Linhares (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, há uma preocupação de que o Espírito Santo apresente um novo crescimento de casos de covid-19 entre os meses de março e abril. O secretário destacou que, nesse período, é comum o crescimento de doenças respiratórias agudas graves.

“Nós temos alguns riscos que, se de fato se confirmarem, da sazonalidade dessas doenças de todos os anos, nós devemos sim ter uma terceira fase de aceleração da curva de casos nos meses de março e abril. Por isso, nós defendemos uma estratégia de expansão de leitos”, destacou o secretário.

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Medicina e Saúde

Coronavírus: máscara transparente ou ‘M85’; o produto de vinil que não funciona

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Produto vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, por preços em torno de R$ 25 e R$ 30, sob o argumento de que é inquebrável, não impacta na sua beleza e dá “liberdade para respirar”. Mas especialistas alertam que ele não protege contra o coronavírus

Se você buscar o termo M85 no Google, talvez encontre um tipo de metralhadora. Ou imagem de uma galáxia lenticular descoberta em 1781 que tem este nome. Ou até o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) referente a “outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas”.

Especialistas apontam que máscaras transparentes como estas da imagem não protegem contra a covid — Foto: Reprodução/Máscara Cristal

Mas esse também é o nome dado por vendedores brasileiros a um modelo de “máscara” transparente feita com policarbonato. Esse tipo de produto, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

O problema é: esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, segundo os especialistas em infectologia e saúde coletiva ouvidos pela BBC News Brasil.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

“Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95”, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ao mesmo tempo em que é muito claro para o infectologista que a máscara não funciona no contexto da pandemia, ele conta que tem visto o produto em uso.

“Um dia desses entrou na academia em que faço exercício físico uma pessoa com isso, eu fui lá dizer para o dono da academia que não se pode permitir que alguém faça atividade física com um negócio desse. É gritante o vácuo de informação nessa área. Muita confusão.”

A professora da Unicamp Raquel Stucchi, que é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também avaliou modelos de máscaras transparentes disponíveis para venda encaminhados pela reportagem e disse que nenhum deles é adequado.

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