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Internacional

Covid, Corona e Lockdown, nomes da moda na Ásia

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Corona Kumar, Covid Marie, entre outras variações: na Ásia cada vez mais pais dão a seus recém-nascidos um nome com referência ao coronavírus, visivelmente indiferentes às consequências de sua escolha a longo prazo.

Quando Tabesa Hill deu à luz em 13 de abril em Bacolod, Filipinas, decidiu, de acordo com o pai da menina, John Tupas, de 23 anos, que a filha a filha deveria ter um “nome que nos recordasse que escapamos da COVID-19”. Por este motivo, a recém-nascida virou Covid Marie.

Poucas semanas antes, duas mães do sudeste da Índia tiveram a mesma ideia. Algumas pessoas destacaram que a ideia veio de um médico do hospital onde nasceram as crianças. Uma se chama Corona Kumar e a outra Corona Kumari.

“Eu disse que ajudaria a sensibilizar (a população) sobre a doença e a acabar com os preconceitos a respeito”, confirmou o médico, S.F. Basha. “Para minha surpresa, aceitaram”, revelou.

Um casal de migrantes do nordeste da Índia, que ficou bloqueado a milhares de quilômetros de sua residência no estado de Rajasthan, optou pelo nome “Lockdown”, que em inglês significa confinamento, para seu filho. 

“Nós demos o nome Lockdown para recordar todos os problemas que enfrentamos durante este período difícil”, explicou o pai da família à imprensa local.

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Internacional

Trump arrecada R$ 1 bilhão para tentar reverter derrota eleitoral

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Presidente se recusa a admitir que perdeu eleição de novembro para Joe Biden e alega, sem provas, de que eleições foram fraudadas

A equipe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Comitê Nacional Republicano arrecadaram 207,5 milhões de dólares, cerca de R$ 1 bilhão, desde o dia da eleição, de acordo com um comunicado divulgado na quinta-feira (3), recebendo doações para pagar as despesas das ações judiciais contra a vitória do democrata Joe Biden na votação de 3 de novembro.

A iniciativa de arrecadação pós-eleitoral elevou a arrecadação combinada de comitês de Trump a 495 milhões entre 15 de outubro e 23 de novembro, disse a equipe do republicano.

A equipe de campanha de Biden arrecadou 112 milhões de dólares durante o mesmo período, segundo um registro feito na Comissão Eleitoral Federal na quinta-feira.

Trump se recusa a admitir a derrota e alegou, sem provas, que o triunfo de Biden se deveu a uma fraude eleitoral.

O gerente de campanha de Trump, Bill Stepien, disse em um comunicado que a iniciativa de arrecadação “posiciona o presidente Trump para continuar liderando a luta para limpar nosso processo eleitoral corrupto em muitas áreas do país”.

Trump e seus aliados iniciaram diversas ações civis em Estados-chave, mas não apresentaram provas de fraude generalizada ou de problemas que poderiam ter afetado os resultados.

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Internacional

Quarteto isolado desde fevereiro descobre agora o que é a Covid-19

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Quatro pessoas podem estar entre as últimas do mundo a serem afetadas pela pandemia.

Uma equipe de quatro pesquisadores viajou para Kure, um atol remoto no Oceano Pacífico que fica a mais de 2.100 quilômetros de Honolulu, Havaí, em fevereiro.

Quando retornaram ao Havaí, o mundo era um lugar diferente. É agora um mundo devastado por um vírus que dizimou empresas, sobrecarregou os sistemas de saúde e impôs novas regras sobre distanciamento social e máscaras faciais.

Durante os oito meses que o grupo passou no atol, não houve acesso à TV, serviço de celular e o acesso à internet em bem limitado. O quarteto dependia de e-mails ocasionais de amigos e familiares para se manter atualizado com o mundo exterior.

“Eu já tinha ouvido algumas coisas sobre isso”, contou Matthew Butschek II, 26 anos, um dos quatro pesquisadores, à CNN. “Mas, depois de ver outras doenças como a SARS e a gripe suína, pensei: ‘É só mais uma. Nada grande’. Eu realmente pensei que isso já teria passado quando a gente voltasse para casa”.

Ele estava errado.

Com quase dez quilômetros de extensão, o atol de Kure fica na orla das ilhas desabitadas do noroeste do Havaí. É um santuário de vida selvagem administrado pelo Departamento de Terras e Recursos Naturais do estado do Havaí, lar de centenas de aves marinhas e focas ameaçadas de extinção. E nenhum humano.

A cada ano, duas equipes são enviadas para o Atol de Kure pelo estado em um cronograma rotativo para conduzir pesquisas no ecossistema da ilha.

Elas ajudam a manter o santuário da vida selvagem, limpando escombros, cuidando das numerosas espécies de pássaros ameaçados que vivem na área e removendo uma planta invasora conhecida como barba de coroa dourada, que está causando estragos no atol.

Matthew Saunter, 35 anos, o líder do acampamento mais recente no atol, já esteve na ilha nove vezes. Ele disse que os pesquisadores voluntários são atraídos pela promessa de isolamento completo.

“É como um pontinho no meio do oceano”, contou Saunter. “Podemos receber mensagens do mundo exterior duas ou três vezes por dia. Esse certamente é o grande apelo da ilha”. O único acesso ao mundo exterior se dava por um endereço de email compartilhado.

Contato com o mundo apenas por e-mail

O quarteto estava programado para partir para o atol de Kure em março para substituir com a equipe anterior, mas acabou indo mais cedo, em fevereiro. Além disso, o grupo ficou um mês além do programado originalmente, fazendo a troca no final de outubro.

Em vez de receber mensagens em seus emails pessoais, a equipe compartilhou um endereço de e-mail comum com o qual amigos e familiares podiam contatá-los. Era o único acesso à internet que eles tinham.

“Realmente ficamos bem distantes”, disse Charlie Thomas, de 18 anos, um dos quatro membros, à CNN. “Eu só tinha visto algumas coisas no noticiário. Lembro-me de voar para Honolulu (em fevereiro) ao mesmo tempo que um voo do Japão chegava. Todo mundo naquele avião estava usando máscaras”.

Com as mensagens que receberam de amigos e familiares, os quatro souberam o que estava acontecendo no mundo. Mas ouvir sobre uma pandemia é muito diferente de vivê-la em primeira mão.

Portanto, ao voltar, eles não tinham ideia do que os esperava.

Distanciamento social atrapalhou o retorno

Agora, o jovem Thomas, o único membro da tripulação que não é dos Estados Unidos, já está de volta com a família na área de Auckland, Nova Zelândia, após uma quarentena de 14 dias em um hotel. Saunter e o quarto membro da tripulação, Naomi Worcester, permaneceram no Havaí enquanto Butschek está com a família no Texas, que se tornou o primeiro estado norte-americano a atingir a marca de um milhão de casos de coronavírus no mês passado.

“Sinto que ainda estou aprendendo os detalhes de tudo”, contou Butschek. “Mas, felizmente, ninguém que eu conheço, nenhum dos meus amigos, foi diagnosticado com Covid-19”.

O distanciamento social e as medidas de quarentena estragaram a alegria do retorno o grupo.

“Tem sido muito estranho”, disse Worcester, 43 anos, a única mulher do grupo. “Acabou aquilo de ter as pessoas esperando no aeroporto. Estou feliz com toda a volta de boa comida, com alimentos não perecíveis, que temos para comer agora. Mas eu não dei um abraço em ninguém desde que voltei”.

Embora a tripulação tenha acabado de se instalar em um mundo que enfrenta uma crise global de saúde, as pesquisas na ilha devem continuar.

“Iniciar o processo de planejamento para a missão tem sido muito desafiador”, disse Saunter. “Mas estamos atualmente em busca de nossa próxima equipe”.

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