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Medicina e Saúde

Covid: ES prevê ‘barreira sanitária tecnológica’ para viajantes

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Ideia é que empresas de transporte, terrestre e aéreo, enviem para o governo listas de passageiros que visitam o Estado

O Espírito Santo prevê, a partir de março, criar uma espécie de barreira sanitária tecnológica para conter a circulação do novo coronavírus no território capixaba. O planejamento, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, é que as empresas de transporte, terrestre e aéreo, enviem para o governo estadual listas de passageiros que visitam o Estado. Com esses dados, a pasta vai cruzar os nomes com as pessoas que foram contaminadas com a covid-19.

“Tivemos uma reunião com as empresas de transportes interestaduais e todas concordaram que irão colaborar com o governo para construir uma aplicação capaz de poder cruzar os pacientes que testaram positivo no RT-PCR que viajaram, tanto nos ônibus quanto no transporte aéreo, ao Estado”, explicou o Secretário Estadual de Saúde, Nésio Fernandes.

“Entendemos que até o final deste mês teremos a aplicação e esta integração madura para poder, a partir de março, cruzar as informações dos passageiros aeroterrestres (que vêm) ao Estado e orientar quem viajou com pessoas que foram contaminadas para que observem, monitorem sintomas e procurem o serviço de saúde para realizar a testagem contra a covid-19”, afirma Fernandes.

Hoje, no aeroporto de Vitória, um dos pontos que têm barreira sanitária no Espírito Santo, as empresas aéreas somente aferem a pressão dos passageiros. A relação entre febre e infecção por covid-19, diz o secretário, é muito pequena. “O monitoramento por temperatura se mostrou pouco sensível para identificar casos porque a ampla maioria tem poucos sintomas e é afebril. E a casualidade para identificar (a covid-19) durante o momento febril é muito baixa”, afirmou o secretário.

Mesmo diante da previsão da nova barreira sanitária, Fernandes faz um alerta aos capixabas. “Evitem viajar para outros Estados do Brasil. Evitem deslocamentos que não são essenciais. Temos novas cepas circulando, com maior capacidade de transmissão”, finalizou. O Espírito Santo é um dos dez Estados em que a variante amazônica do Sars-CoV-2, considerada de maior potencial de transmissão, já foi identificada.

Mortes pela doença

Até agora, 6.115 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus no Espírito Santo. 309.399 capixabas foram detectados com o vírus e 291.870 se recuperaram da doença. Vila Velha lidera o ranking de óbitos, com 817 vítimas, seguido de Serra, com 745; Cariacica, 698, e Vitória, com 668.

O Estado registra tendência de queda nas mortes pela covid-19. A média móvel de óbitos, nos últimos sete dias, treve diminuição de 24%. Até agora, 147.435 capixabas foram vacinados.

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Medicina e Saúde

Covid-19 pode ser mais grave do que efeitos colaterais da vacina em grávidas

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Eles recomendam que as gestantes tomem o imunizante, mesmo que, em nenhum deles, a bula recomende o uso nesse grupo

Registros de efeitos adversos levaram Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a recomendar, nesta terça-feira (11), a suspensão da aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca em gestantes. A agência destacou ainda que a bula não recomenda o uso do imunizante durante a gestação.

Com a recomendação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) decidiu suspender a vacinação em grávidas com a vacina da AstraZeneca em todas as cidades do Espírito Santo. A Sesa, no entanto, anunciou que esse grupo agora será imunizado com as vacinas da Pfizer, que, a princípio, seriam destinadas apenas para a cidade de Vitória.

Mesmo com a possibilidade de reações adversas causadas pela vacina nas gestantes, especialistas recomendam que essas mulheres devem tomar o imunizante, já que, segundo eles, a covid-19 pode ser mais grave do que os possíveis efeitos colaterais.

“Se nós formos olhar, em nenhuma das vacinas autorizadas no Brasil está escrito em bulas que ela pode ser usada em gestante. Na verdade, agora está sendo testado o uso das vacinas durante a gestação. O benefício de se vacinar a paciente gestante, para que ela não agrave e que não necessite, por exemplo, de um leito de UTI, é muito mais importante frente às coisas que se espera que a vacina poderia provocar numa grávida”, destacou o ginecologista e obstetra Fernando Guedes da Cunha.

O médico ressaltou ainda que algumas reações são esperadas nos dois primeiros dias após a vacinação. “A gestante que já tomou a primeira dose da vacina deve ter um sinal de alerta nas primeiras 48 horas. É comum que essa gestante sinta dor no corpo, que ela tenha febre baixa, de 38 graus. Isso são reações esperadas da vacina. O que a gente deve se preocupar? Às vezes com dor localizada nos membros inferiores, vermelhidão aguda, de uma hora para outra aparece uma vermelhidão. Isso deve ser avisado. Após as 48 horas da vacinação, é provável que os sintomas não apareçam”.

Já a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutora em epidemiologia, Ethel Maciel, afirma que casos graves de reação às vacinas são raros diante da quantidade de pessoas já imunizadas. Ethel também reforça a importância delas para o combate à covid-19, mesmo entre as gestantes.

“Esse é o primeiro evento adverso que nós temos. Então é preciso analisar entre risco e benefício, para a Anvisa liberar novamente para esse grupo. Hoje é muito importante as gestantes tomarem a vacina, porque a gente está sob muito risco. O vírus está circulando de forma muito acelerada”, frisou.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, a Sesa agora aguarda orientações do Ministério da Saúde para saber se as gestantes devem ou não tomar a segunda dose da mesma vacina.

“A maioria delas vai tomar a vacina em julho, não é imediatamente. Até lá, a gente acredita que a própria Anvisa terá finalizado a avaliação dessa situação que ocorreu e nos indicar a continuidade da vacina”, disse Reblin.

Fonte: Folha Vitória.

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Estado suspende vacinação de gestantes com doses da AstraZeneca/Fiocruz

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O Governo do Espírito Santo acata a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e suspende a partir desta terça-feira (11) a aplicação em todo Estado da vacina Covishield (Oxford/Fiocruz), conhecida como AstraZeneca.  A suspensão será mantida até que ocorra uma nova orientação por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, diante deste cenário de suspensão, junto ao incremento de doses da Pfizer/BioNTech na Campanha de Vacinação e o recebimento de mais de 23 mil doses nessa segunda-feira (10), o Governo decide pela organização da vacinação macrorregional das gestantes capixabas que ainda não foram vacinadas com imunizantes da Pfizer.

“Estamos organizando, junto aos municípios, como se dará a operacionalização e aplicação da vacina da Pfizer em gestantes que ainda não receberam imunizante”, informou.

O secretário orientou que as grávidas que receberam a primeira dose da Astrazeneca, devem observar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinais, e tendo quaisquer sintomas, procurar um serviço de saúde. “No entanto, o Estado não registrou nenhum evento adverso grave com a vacina da Astrazeneca em gestantes”, garantiu.

Clique aqui para assistir ao vídeo da Sesa sobre o assunto. 

Recomendação Anvisa

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Nessa segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão da vacinação da Covishield (Oxford/Fiocruz), conhecida como AstraZeneca, em gestantes no Brasil.

A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma contínua das vacinas contra a Covid-19 em uso no País. A recomendação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca/Fiocruz seja seguida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A Anvisa ressalta em Nota que o uso das vacinas em situações não previstas na bula só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional médico que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz não recomenda o uso da vacina sem orientação médica.

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