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Política e Governo

Deputado Renzo Vasconcelos fiscaliza Lagoa da Linha Verde em Linhares

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O local sofre há anos com o despejo de esgoto

O deputado estadual Renzo Vasconcelos (Progressistas) fiscalizou na última semana lagoas urbanas dos bairros Araçá e Interlagos, em L inhares. Há anos os moradores da região sofrem por conta do despejo de esgoto nas águas das lagoas.

Com o auxílio do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal, Renzo percorreu de barco a lagoa da Linha Verde, que em outubro do ano passado sofreu as consequências de ter uma alta concentração de esgoto na água.

“Em 2020, milhares de peixes morreram nessa lagoa. O que mostra que a população tem muita razão em reclamar e se indignar com a situação. Nós encontramos muito lixo, esgoto e uma falta de zelo enorme pela natureza”, pontuou o deputado.

Linhares têm cerca de 90 lagoas e é conhecida por ser a `Cidade das Águas´.

“O município precisa de apoio e respeito para que esse tipo de realidade não atrapalhe a vida da população, o potencial turístico, e a fauna e flora da região”, afirmou Vasconcelos.

O deputado disse ainda que irá articular junto ao Governo do Estado estratégias para mudar essa realidade.

“Daremos entrada em ações na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e levaremos a pauta ao governador Renato Casagrande”, finalizou

Renzo Vasconcelos foi ao município a pedido do vereador Roninho Passos (DC), que acompanhou a fiscalização nas lagoas ao lado do secretário municipal de meio ambiente Fabricio Borghi

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STJ mantém condenação de ex-prefeito de Itapemirim a mais de 8 anos de prisão

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Decisão publicada nessa segunda-feira (02) confirma sentença do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em 2019

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do prefeito afastado de Itapemirim Luciano de Paiva Alves (Pros) e manteve sua condenação a oito anos e cinco meses de prisão. 

A decisão, publicada nessa segunda-feira (02), confirma sentença do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em 2019. 

Segundo a denúncia do Ministério Público, no âmbito da Operação Olísipo, em 2015, Paiva teria cometido irregularidades em contratos de shows e de publicidade da Prefeitura de Itapemirim em 2013, primeiro ano de seu mandato. 

“Há fortes indícios de que as contratações eram direcionadas a empresas que possuíam vínculo pré-contratual com o prefeito de Itapemerim e com o secretario de Turismo do município, Leonardo Paiva Alves”, defendeu o relator do caso, ministro Felix Fischer. 

De acordo com os autos, Leonardo Paiva foi nomeado secretário de Turismo do município em janeiro de 2013. Entretanto, teria iniciado as negociações com empresas locais para apresentações de shows na região ainda em 2012. 

A prefeitura ainda teria contratado, sem necessidade, intermediários para negociar os shows na região, o que teria encarecido os eventos. “A contratação de empresa intermediária entre o empresário exclusivo e a municipalidade (…) aumenta o valor total do espetáculo, que foi absorvido pelo erário publico”. 

Em um dos contratos firmados no início de 2013, sem licitação, a prefeitura teria destinado R$ 575.500,00 para o pagamento de duas bandas, um cantor e uma dupla sertaneja. Os milhões de reais gastos em shows nos primeiros dias de mandato do prefeito seriam provenientes de verbas de royalties do petróleo, segundo a denúncia do Ministério Público.  

“Dos procedimentos licitatórios direcionados se vislumbra a atuação dolosa do prefeito municipal, que demonstram o conluio do chefe do Executivo com seus parentes Leonardo Paiva Alves e Evandro Passos Paiva, a quem o senhor prefeito chamava de “meninos”, com o fim de praticar irregularidades em procedimentos licitatórios ocorridos na municipalidade”, apontou Fischer. 

Como se trata de uma decisão monocrática, a defesa de Paiva pode recorrer para que o caso seja analisado pela Corte do STJ. Caso a decisão seja mantida, o prefeito afastado ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).  

HISTÓRICO

Luciano Paiva foi afastado do cargo em março de 2015, após a deflagração da Operação Olísipo, pelo Ministério Público Estadual. O objetivo da ação era investigar um suposto esquema de direcionamento de licitações e superfaturamento de contratos firmados desde janeiro de 2013.

Após recorrer na Justiça, o prefeito reassumiu o cargo, mas foi afastado novamente no ano seguinte depois de o MPES deflagrar a segunda fase da Operação. 

O prefeito afastado recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e reassumiu a gestão. No entanto, a Procuradoria de Justiça Especial do MPES entrou com recurso, em junho de 2016, pedindo a reconsideração da decisão monocrática do então presidente do Supremo,  ministro Ricardo Lewandowski. 

Em dezembro do mesmo ano, após a reeleição de Paiva para um novo mandato à frente do município, a ministra do STF Carmen Lúcia revogou as liminares concedidas por Lewandowski. 

Apesar da decisão, o político seguiu à frente da gestão até abril de 2017, quando foi afastado novamente por uma decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

Na ocasião, o relator do caso, desembargador Adalto Dias Tristão, destacou em seu voto as manifestações da ministra Cármen Lúcia e do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que defenderam o afastamento do então prefeito.

OUTRAS IRREGULARIDADES

Segundo o MPES, Paiva também cometeu crimes na contratação de obras e serviços de engenharia e na contratação de projetos arquitetônicos e urbanísticos para o município, além de praticar lavagem de dinheiro.

O prefeito afastado ainda é acusado pelo MPES de abuso de poder econômico e compra de votos durante a campanha eleitoral de 2012. Com base nessa denúncia, em novembro de 2016 o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES) cassou a chapa do então prefeito  e da então vice-prefeita, Viviane Peçanha (PSD). 

Já em janeiro de 2017, o TRE-ES decidiu pelo recebimento de denúncia do Ministério Público Federal (MPF-ES) que apontou para crimes como os de falsidade ideológica, apropriação indébita, e formação de quadrilha. Em junho de 2018, Paiva foi condenado pelo TRE-ES  a cinco anos de prisão e pagamento de multa.

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Programa Capixaba incentiva implantação de Tempo Integral em escolas municipais

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O Governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (02), o Programa Capixaba de Fomento à Implementação de Escolas Municipais de Ensino Fundamental em Tempo Integral (PROETI), uma iniciativa inédita no Brasil. O edital de apoio às redes municipais para a criação / ampliação da oferta desta modalidade de ensino foi lançado pelo governador Renato Casagrande, durante cerimônia no Centro de Convenções de Vitória.

O Projeto de Lei, que será encaminhado à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), estabelece o repasse direto aos municípios do valor de R$ 3 mil por estudante ao ano, durante um período de três anos. Devem ser ofertadas cerca de 30 mil vagas/ano, com investimento total de R$ 270 milhões neste período.

A ação visa ao cumprimento da Meta 6 do Plano Nacional e Estadual de Educação, que tem o objetivo oferecer educação em Tempo Integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da Educação Básica. Além do apoio financeiro, o Governo do Estado vai compartilhar com as secretarias municipais conhecimentos e recursos técnico-pedagógicos já consolidados pela Secretaria da Educação (Sedu).

O foco será a melhoria da aprendizagem do estudante em nível estadual por meio das metodologias da Educação em Tempo Integral, bem como estabelecer uma estratégia conjunta de expansão dessa modalidade de ensino, desenvolvendo um modelo unificado e capixaba.

“Discutir a educação é algo que me deixa muito entusiasmado e nós estamos agindo. Quando essas ações acontecem em parceria com as prefeituras, temos um resultado ainda mais expressivo. Para que a gente possa criar oportunidades aos capixabas. O caminho da educação distribui renda, mas temos um caminho longo. Temos o melhor Ensino Médio do País, mas a nossa nota é 5. Caminhamos a metade, mas queremos ser nota 10”, afirmou o governador.

Casagrande citou que a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) afastou os alunos de sala de aula, o que aumenta o desafio na área. “Muitos alunos quando se afastam não voltam mais à escola. Por isso, estamos colocando uma energia maior ainda para superar os desafios na educação e confio muito em nossos profissionais. Juntos, vamos recuperar esse atraso causado pela pandemia. Serão 30 mil alunos a mais do que já temos na Educação em Tempo Integral, principalmente no Ensino Fundamental I. Nossa equipe pedagógica está à disposição para ajudar nessa transição. É pioneiro, inovador e esse projeto vai dar certo”, garantiu.

O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, destacou que os municípios devem aprovar, junto às respectivas Câmaras de Vereadores, um Projeto de Lei do Tempo Integral. “Já preparamos uma minuta de referência para esse projeto e encaminharemos aos gabinetes de todos os prefeitos, ainda esta semana”, adiantou.

O secretário, em sua fala, também fez um breve histórico sobre a Educação em Tempo Integral. “Quando chegamos, em 2019, tínhamos 32 escolas em Tempo Integral, e criamos mais quatro escolas que estavam planejadas. Fizemos uma grande expansão, chegando a 67 escolas e, neste ano, totalizamos 93 escolas. Nossa expectativa é ampliar ainda mais no ano que vem. Quem sabe alcançando, esse é o nosso esforço, a totalidade dos municípios capixabas”, disse.

Com a expansão de escolas, também foi aumentado o número de vagas. “Passamos de 18.549 vagas, para 36.534, a oferta na Rede Estadual”, reforçou Vitor de Angelo.

O presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Victor Coelho, que é prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, também participou do evento. Ele falou sobre a importância da parceria do Estado com os municípios. “Esse é um evento de grande relevância para todos nós. O Governo do Estado tem uma gestão séria, comprometida com os capixabas e de resultados. Implantar a escola em Tempo Integral é um desafio e esse projeto será fundamental para motivar os municípios a aderirem. Como presidente da Amunes, daremos todo o suporte para que os municípios possam aderir”, comentou.

Também participaram da solenidade, os deputados estaduais Bruno Lamas, Dary Pagung, Luciano Machado, Emilio Mameri e Vandinho Leite; além dos prefeitos Dr. Coutinho (Aracruz), Jailson José Quiuqui (Águia Branca), Gutinho Astori (Marilândia), André Sampaio (Montanha), Ana Malacarne (São Domingos do Norte), Fabricio Petri (Anchieta), Guerino Balestrassi (Colatina), Marcos Luiz Jauhar (Guaçuí), Thiago Peçanha (Itapemirim), Vander (Itarana), Josafá Storch (Laranja da Terra), Hermínio Hespanhol (Mantenópolis), Paulo Cola (Piúma), Edimilson Santo Eliziário (Rio Bananal), Kleber Medici (Santa Teresa), Alessandro Broedel (Sooretama), Sérgio Fonseca (Jerônimo Monteiro), Cleudenir José de Carvalho Neto, o Ninho (Dores do Rio Preto) e Wanderson Bueno (Viana).

Tempo Integral na Rede Estadual

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A Rede Estadual de Ensino oferta, atualmente, a Educação em Tempo Integral em 93 escolas. Nos últimos anos houve evolução na qualidade de escolas com a oferta de Tempo Integral: em 2020, com a implementação em um total de 26 escolas; e, em 2021, em 31 escolas, chegando ao dado atual, de 93 escolas, um crescimento significativo, levando o Tempo Integral para 49 municípios do Espírito Santo.

A modalidade de ensino foi expandida para outros municípios, além da Região Metropolitana da Grande Vitória, atendendo, inclusive, à política de equidade e qualidade na educação pública capixaba, levando essa oferta para todos os municípios. Essa iniciativa gerou aumento no número de matrículas e ocupação nas escolas da Rede Estadual. Aproximadamente 11 mil matrículas em 2019 (com 61% de ocupação) para mais de 30 mil matrículas em 2021 (com quase 83% de ocupação).

Plano Nacional de Educação (PNE)

Conforme a Lei nº 13.005/2014, está em vigor o Plano Nacional de Educação (PNE), que contém diretrizes, metas e estratégias para a educação no País no horizonte 2014-2024. Após o lançamento do PNE, estados e municípios tiveram o prazo de um ano para o lançamento de Planos de Educação locais. Desse modo, em 2015, entrou em vigor a Lei nº 10.382/2015 no Espírito Santo, que aprova o Plano Estadual de Educação (PEE) do Espírito Santo para o período 2015-2025.

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A modalidade do ensino de Tempo Integral na Rede Estadual disponibiliza para os alunos um conjunto de inovações: acolhimento aos estudantes, às equipes escolares e às famílias; avaliação diagnóstica/nivelamento; disciplinas eletivas; salas temáticas; ênfase prática sem laboratórios; tecnologia de gestão educacional; tutoria; aulas de projeto de vida; aulas de práticas e vivências em protagonismo; aula de estudo orientado; e aprofundamento de estudo (preparação acadêmica/mundo do trabalho).

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