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Internacional

Deputados da Argentina aprovam projeto de lei para legalizar o aborto

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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou um projeto de lei para legalizar o aborto na manhã sexta-feira (11). Na véspera, manifestantes se reuniram em frente ao Congresso agitando lenços verdes, uma marca registrada de apoio à legislação que deve definir o tom para uma mudança mais ampla na América Latina.

O projeto de lei, que prevê a interrupção legal da gravidez até a 14ª semana, é apoiado pelo presidente Alberto Fernández. 

“Estou convencido de que é responsabilidade do estado cuidar da vida e da saúde de quem decide interromper a gravidez”, disse Fernández em um vídeo postado no Twitter no mês passado, antes de enviar o projeto ao Congresso.

O texto foi aprovado pelos deputados com 131 favoráveis e 117 votos contrários após mais de 20 horas de debate. Agora, o projeto segue para o Senado, onde uma votação mais apertada é esperada.

“Estamos convencidos de que isso [a legalização] oferece uma resposta concreta a um problema urgente e estrutural de saúde pública”, disse Elizabeth Gómez Alcorta, ministra da Mulher, Gênero e Diversidade, ao abrir a sessão na Câmara, na quinta-feira (10).

Manifestantes que apoiam o projeto se reuniram do lado de fora do Congresso com lenços verdes na quinta-feira para aguardar a votação do projeto, depois de uma tentativa de legalização em 2018 ser derrotada por poucos votos.

A lei argentina atualmente só permite a interrupção voluntária da gravidez quando há um risco sério para a mãe ou em caso de estupro, embora os ativistas digam que muitas mulheres muitas vezes não recebem cuidados adequados.

Pelo menos 65 mulheres morreram entre 2016 e 2018 de complicações de abortos, de acordo com um relatório da Rede Argentina de Acesso ao Aborto Seguro. No mesmo período, 7.262 meninas entre 10 e 14 anos deram à luz.

Se o projeto for aprovado também no Senado, a Argentina se tornará apenas o quarto país – e o com a maior população – a legalizar o aborto na América Latina. Atualmente, apenas Cuba, Guiana e Uruguai possuem legislações que permitem a interrupção legal da gravidez.

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Internacional

OMS aponta que variante Ômicron representa risco global muito alto

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Nova cepa tem grande número de mutações, o que pode representar mais chances de escape das vacinas

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou, nesta segunda-feira, 29, que o risco global relacionado à variante Ômicron do coronavírus é “muito alto”, dadas as possibilidades de que a cepa escape à proteção das vacinas disponíveis e tenha “vantagens” na transmissibilidade.

“Dependendo dessas características, pode haver surtos futuros de Covid-19, que podem ter consequências graves, dependendo de uma série de fatores, incluindo os lugares onde esses picos podem ocorrer”, explicou a entidade, em relatório técnico.

A OMS ressaltou que a cepa, caracterizada como “variante de preocupação” na sexta-feira, tem até 36 mutações na proteína S (“spike” ou espícula), usada pelo vírus como veículo de ligação com as células humanas.

Segundo a Organização, essa característica é “preocupante” porque tem potencial de reduzir a eficácia dos imunizantes. Porém, ainda há incertezas em relação à efetividade das vacinas, o nível de transmissibilidade da variante e a capacidade dela de causar casos graves da Covid-19.

A OMS exorta a comunidade internacional a acelerar a campanha de vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, e preparem os sistemas de saúde.

“O uso de máscaras, distanciamento físico, ventilação do espaço interno, prevenção de multidão e higiene das mãos continuam fundamentais para reduzir a transmissão do SARS CoV-2, mesmo com o surgimento da variante Ômicron”, reitera a OMS.

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Internacional

Estados Unidos avaliam que ainda é cedo para considerar lockdowns

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Especialista em doenças infecciosas, Anthony Fauci diz que autoridades se preparam para lutar contra a variante Ômicron

Os americanos devem estar preparados para lutar contra a propagação da Ômicron, nova variante de Covid-19, mas é muito cedo para dizer quais ações são necessárias, incluindo possíveis lockdowns, disse neste domingo (28) o doutor Anthony Fauci, principal especialista em doenças infecciosas do país.

Os Estados Unidos devem fazer “tudo e qualquer coisa” em meio aos prováveis ​​casos da variante, mas é “muito cedo para dizer” se novos lockdowns serão necessários, disse Fauci à ABC News. “A intenção é estar preparado para fazer tudo e qualquer coisa”, acrescentou.

A Ômicron, descoberta na África do Sul e anunciada nos últimos dias, tem sido detectada em um número crescente de países.

Em entrevista à NBC News, neste sábado (27), Fauci disse que era possível que ela já estivesse nos Estados Unidos, embora nenhum caso oficial tenha sido confirmado.

Autoridades de saúde dos EUA falarão novamente com seus colegas sul-africanos sobre a variante neste domingo (28), afirmou Fauci ao programa This Week, da ABC News, em uma entrevista separada.

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