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Medicina e Saúde

Deputados debatem atendimento eletivo em saúde

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O retorno de cirurgias não emergenciais durante a pandemia dividiu a opinião dos parlamentares na sessão ordinária desta quarta-feira

A pandemia do novo coronavírus e suas consequências nas mais diversas áreas foi destaque nos discursos dos deputados durante a sessão ordinária virtual realizada nesta quarta-feira (24). Entre os temas, destaque para o atendimento na área da saúde para outras demandas que não sejam as relacionadas à Covid-19.

O deputado Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos) destacou a necessidade de manter outros serviços funcionando na área da saúde. Pazolini falou sobre os atendimentos eletivos, aqueles que funcionam com agendamento prévio e que não são considerados emergenciais. 

“As pessoas continuam tendo outras necessidades na área da saúde. As estruturas de saúde não podem receber apenas pacientes de coronavírus. Os procedimentos eletivos foram suspensos. Infelizmente temos um número grande de vítimas da epidemia do descaso, pessoas que não estão conseguindo atendimento ou nem estão saindo de casa para procurar assistência por medo”, ressaltou o parlamentar, pontuando casos particulares de cirurgias cardíacas e ortopédicas.

O deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB) também falou sobre as consequências da pandemia para as outras áreas da saúde. “As cirurgias eletivas precisaram ser suspensas e sabemos que isso vai ter um custo. Além disso, essa situação da pandemia vai gerar outras demandas, sobretudo para a área da saúde mental. Já estamos em diálogo com o governo para acompanhar o retorno de serviços de saúde que, embora não sejam considerados emergências, são muito importantes”, disse Mameri. Ele ainda lembrou que haverá o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental nesta quarta-feira (24). 

Sobre o tema, o deputado Doutor Rafael Favatto (Patriota) destacou que o retorno de cirurgia eletivas precisa ser uma decisão cautelosa. “Muitas cirurgias eletivas, embora não sejam emergência, necessitam de uma UTI à disposição caso haja alguma complicação. Esses procedimentos são aqueles que não colocam a vida do paciente em risco caso ele espere mais algum tempo. Além disso, colocar esse paciente, que está bem, dentro de um hospital atualmente pode representar um risco maior ao paciente. É preciso reforçar que é diferente da cirurgia de emergência. Existe uma reserva de UTI para as emergências e esses procedimentos estão acontecendo”, explicou Favatto. 

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“A palavra é bom senso”, defendeu o deputado Hudson Leal (Republicanos). “Qualquer cirurgia ou mesmo o procedimento de anestesia gera uma imunodeficiência no paciente. Se puder esperar, melhor esperar”, opinou.   

Reabertura das escolas

Na área da educação, o deputado Sergio Majeski (PSDB) registrou a preocupação com o retorno das aulas presenciais nas escolas. As aulas estão suspensas no Estado desde o dia 17 de março e, de acordo com o decreto em vigor, a suspensão vai até o dia 30 de junho. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) sinalizou que a suspensão deve ser prorrogada. 

“A curva continua aumentando, o número de contaminados e mortes só cresce. Diante disso, é um despropósito falar de retorno das aulas presencias em julho ou agosto. É claro que é preciso estudar esse retorno desde já, para organizar a rede de ensino. Mas esse momento poderia ser mais bem aproveitado para melhorar o material que é disponibilizado aos alunos, melhorar o acesso dos alunos em termos de tecnologia e capacitar os professores para essa nova demanda”, defendeu.  

Majeski afirmou que está encaminhando uma série de questionamentos à Sedu para acompanhar os debates sobre o retorno das atividades presenciais.

Juro Zero

O deputado Alexandre Xambinho (PL) sugeriu a ampliação do “Juros Zero”, programa estadual voltado para micro e pequenas empresas. A iniciativa permite que empreendedores capixabas tenham acesso a empréstimos de R$ 5 mil com carência e parcelamento especial, além da taxa de juros zerada. Xambinho sugeriu que o valor seja maior para dar fôlego ao setor. 

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“Temos recursos parados no Fundo Soberano que podem ser utilizados para ampliar o Programa Juros Zero. Minha proposta é aumentar o valor do empréstimo de R$ 5 para R$ 15 mil. O Espírito Santo possui 420 mil micro e pequenos empreendedores. São quase 1 milhão de capixabas que vivem do pequeno negócio direta ou indiretamente. Tudo isso retorna ao governo do Estado em forma de empregos e de impostos. Precisamos dar maior apoio a esse ramo”, destacou o parlamentar. 

Concursos na segurança

O deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL) destacou a situação da segurança pública no Estado. De acordo com o parlamentar, o Espírito Santo deveria ter 3.800 servidores atuando na área, mas, atualmente, conta com 2.050. Bahiense falou sobre um projeto de lei para permitir que os concursos da área sigam normalmente mesmo durante a pandemia.

“Os concursos públicos da área da segurança estão paralisados. Por isso, estamos trabalhando em uma proposta que reconhece os cursos de formação como serviço essencial para que possamos dar continuidade aos trâmites mesmo durante a pandemia. O efetivo policial precisa de reforço urgente”, explicou. 

Assistência social 

O deputado Carlos Von (Avante) comparou os números do Espírito Santo com os da Paraíba e cobrou políticas públicas de assistência social. 

“O Espírito Santo tem mais de 1.400 mortes por Covid-19, enquanto o Estado da Paraíba apresenta pouco mais de 700 óbitos. O número de habitantes é próximo, de infectados também, mas o número de óbitos é muito menor. Precisamos entender o que eles estão fazendo para ter um resultado melhor. Também quero destacar que uma das prioridades nesse momento tem que ser a garantia de alimentos. O Estado precisa dar uma assistência maior às famílias que necessitam, em especial com a doação de cestas básicas”, destacou Von.

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Medicina e Saúde

Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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