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Internacional

Desaparecida há dois anos, mulher é resgatada viva em alto mar na Colômbia

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A vítima teria se lançado ao mar com o objetivo de fugir dos abusos que sofria pelo ex-marido

Uma mulher que estava desaparecida há dois anos, foi resgatada viva em alto mar por um pescador na Colômbia. A vítima estava a cerca de 2,5 quilômetros de distância da costa e teria se lançado ao mar como tentativa de fuga dos abusos físicos e psicológicos que estava sofrendo pelo ex-marido.

De acordo com informações do governo colombiano, quando foi encontrada, Angelica Gaitán apresentava quadro de hipotermia e estava bastante debilitada. Ela estava em alto mar por cerca de oito horas e depois cegou ao hospital da cidade em estado de choque.

O pescador Rolando Visbal disse em entrevista a uma rádio colombiana que, ao avistar o corpo da mulher, teria confundido com um tronco de árvore e só foi perceber que era uma mulher, quando viu o corpo se mexer.

A própria vítima afirma não ter contato com a família há dois anos e que os parentes a consideram desaparecida. Durante entrevista para a rádio RCN, Angelica contou que se jogou ao mar para tirar a própria vida no intuito de escapar dos abusos físicos e psicológicos que sofria do ex-marido, o qual tinha uma relação de 20 anos. “As agressões começaram na minha primeira gravidez, ele me batia e era violento”, disse Angelica.

Ela lembrou também que, no dia em em que resolveu sair da casa em que morava com o marido, em setembro de 2018, o homem teria quebrado os ossos do seu rosto e a tentou matar: “Graças a Deus consegui escapar”, disse. 

“Fiquei vagando pelas ruas por quase 6 meses, depois fui buscar ajuda e me mandaram para um abrigo”, contou.

Mesmo com os relatos, Angelica foi informada na última sexta-feira (25) de que a medida protetiva que possuía contra o homem, teria perdido a validade e que ela deveria, por conta própria, sair do abrigo em que estava, na cidade de Barranquilla, na Colômbia. Foi neste momento em que decidiu tirar a própria vida se jogando ao mar.

A família da vítima entrou em contato assim que soube do resgate da, então, parente desaparecida. “Eu renasci”, contou Angelica.

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Internacional

Testamento de príncipe Philip só poderá ser aberto daqui a 90 anos, diz jornal

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Aqueles que estão curiosos para saber o conteúdo do testamento do príncipe Philip talvez queiram passar essa tarefa para seus filhos e netos. Isso porque, de acordo com a BBC, o presidente da Divisão de Família do Tribunal Superior de Londres, Sir Andrew McFarlane, decretou na última quinta-feira, dia 16, que esse documento só poderá ser aberto daqui a 90 anos.

De acordo com o veículo, McFarlane não teve acesso a nenhuma informação do testamento que não fosse a data de sua elaboração e a identidade de seu executor nomeado. O juiz determinou, então que um processo privado pode ser realizado após o período de 90 anos para determinar se os documentos devem ou não ser abertos, argumentando que a medida visa preservar a dignidade da Rainha Elizabeth II e de seus descendentes:

Entendo que, devido a posição constitucional do Soberano, é apropriado ter uma prática especial em relação aos testamentos reais. É necessário aumentar a proteção conferida aos aspectos verdadeiramente privados da vida desse grupo limitado de indivíduos, a fim de manter a dignidade da Soberana e dos membros próximos de sua família.

As informações ainda apontam que, em julho de 2021, Sir Andrew realizou uma audiência privada para a discussão dessa medida com os advogados que representam a herança do falecido Duque de Edimburgo e com o procurador-geral, que representa o interesse público. A reunião foi mantida fora dos holofotes sob a justificativa de que sua veiculação na mídia teria gerado publicidade e conjecturas muito significativas que anulariam o propósito da discussão.

De toda forma, o magistrado teria afirmado que, durante a audiência em questão, acabou aceitando o argumento de que o testamento de Philip está restrito à esfera do interesse privado de sua própria família, e não deve se curvar ao interesse público:

Aceitei a alegação de que, embora possa haver curiosidade pública quanto aos arranjos privados que um membro da família real pode decidir fazer em seu testamento, não há verdadeiro interesse público no conhecimento público dessas informações totalmente privadas.

A determinação, no entanto, não representa uma grande novidade para a monarquia. A revista People conta que manter o testamento de membros da família real em sigilo por anos após a morte desses indivíduos é costume há quase um século. Informações ainda indicam que McFarlane, na posição de presidente da Divisão de Família, teria sob sua tutela mais de 30 envelopes contendo os últimos desejos dos membros da realeza.

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Internacional

Astronautas chineses retornam à Terra após 90 dias no espaço

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Tripulação da missão Shenzhou-12 trabalhou na construção da estação espacial Tiangong na órbita do planeta

Três astronautas chineses iniciaram nesta quinta-feira (16) a viagem de retorno à Terra após uma missão recorde de 90 dias na construção de uma estação espacial do país.

Lançada em junho, pouco antes das celebrações do centenário do Partido Comunista Chinês, a missão Shenzhou-12 tem grande prestígio nacional para o governo do presidente Xi Jinping.

Esta é a missão mais longa de astronautas chineses, recordou em um comunicado a agência responsável por voos tripulados.

Os astronautas devem chegar à Terra na sexta-feira (17).

De acordo com portais de internet especializados, a tripulação deve pousar no deserto Gobi (noroeste), perto do Centro Espacial de Jiuquan, onde aconteceu a decolagem em 16 de junho.

Nesta quinta-feira, a nave Shenzhou-12 se separou às 8h56 horário de Pequim (21h56 de Brasília, de quarta-feira) da estação Tiangong (“Palácio Celestial”), à qual estava acoplada há três meses, informou a agência espacial.

A missão tripulada anterior da China, Shenzhou-11, havia acontecido no fim de 2016 com duração de 33 dias.

Durante a missão, os astronautas da Shenzhou-12, Nie Haisheng, Liu Boming e Tang Hongbo, trabalharam na construção da estação espacial, que teve o primeiro elemento lançado em abril. Eles fizeram várias saídas ao espaço.

A Shenzhou-12 constitui o terceiro dos 11 lançamento que serão necessários para a construção da estação, entre 2021 e 2022. Quatro missões serão tripuladas.

Após a conclusão, a estação “Palácio Celestial” terá dimensões parecidas com a antiga instalação soviética Mir (1986-2001) e deve ter uma vida útil de pelo menos dez anos, segundo a agência espacial chinesa.

O interesse chinês em ter a própria base humana na órbita terrestre foi estimulado pela recusa dos Estados Unidos de dar acesso ao país à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Esta última – uma colaboração entre Estados Unidos, Rússia, Canadá, Europa e Japão – deve ser aposentada em 2024, mas a Nasa afirmou que poderia seguir em operação potencialmente até 2028.

Durante o lançamento da missão em junho, o comandante Nie Haisheng destacou o caráter patriótico da operação.

“Há décadas escrevemos capítulos gloriosos da história espacial chinesa, e nossa missão encarna as esperanças do povo e do próprio Partido”, declarou. 

“Esta contribuição abre novos horizontes para a humanidade no uso pacífico do espaço”, disse o presidente Xi Jinping no fim de junho, durante uma comunicação por vídeo com a equipe.

O programa espacial do país é controlado pelo exército.

A China investiu bilhões de dólares ao longo de décadas para alcançar o nível de potências espaciais como Estados Unidos e Rússia.

Depois de lançar o primeiro satélite em 1970, a China enviou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003. Em 2013, colocou um robô na Lua. 

O país asiático também planeja enviar astronautas à Lua antes de 2030 e construir uma base em colaboração com a Rússia.

Sobre Marte, os engenheiros chineses enviaram um robô teleguiado que pousou no Planeta Vermelho em maio.

A China alcançou outro sucesso em janeiro de 2019 com uma inovação mundial: o pouso de um robô (o “Coelho de Jade 2”) no lado oculto da Lua.

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