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Medicina e Saúde

Dia D de vacinação contra Influenza e Sarampo será neste sábado (30) em todo o Estado

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O próximo sábado (30) será marcado por duas importantes etapas de intensificação da vacinação em todo o Brasil, com o Dia D de mobilização social referente à 24ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e à 8ª Campanha Nacional de Seguimento e Vacinação de Trabalhadores da Saúde contra o Sarampo. No Espírito Santo, o Dia D marca oficialmente também o início da imunização de novos grupos, com a antecipação de crianças de seis meses a menores de cinco anos para as duas campanhas e a de gestantes e puérperas para a Influenza.

O Dia D de mobilização social acontece nas mais de 700 salas de vacinação em todo o Estado, com horários a serem definidos de acordo com os municípios capixabas. Tanto as crianças, quanto os trabalhadores da saúde, que são os grupos contemplados em ambas campanhas, poderão receber as doses ao mesmo tempo.

A expectativa, segundo explica a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Sesa, Danielle Grillo, é que em relação à Influenza, a ação possa ampliar ainda mais as coberturas vacinais dos públicos prioritários.

“Em pouco mais de um mês do início da vacinação contra a Influenza temos mais de 230 mil doses aplicadas nos públicos que já iniciaram, os idosos e trabalhadores da saúde. O objetivo com o dia D, além de oportunizar a vacinação aos demais grupos, é poder facilitar a ida à unidade de saúde de quem ainda não pôde comparecer durante a semana, influenciando diretamente no aumento da cobertura vacinal”, disse.

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Já quanto à vacinação contra o Sarampo, Danielle Grillo ressaltou ser um momento importante para que as famílias possam garantir a segurança de seus filhos frente a uma doença altamente contagiosa e que pode deixar sérias sequelas, além de levar à morte. “Por isso, atentamos aos pais e responsáveis o quão relevante e poderoso é imunizar suas crianças contra o Sarampo. Não percam a oportunidade de garantir a segurança e o cuidado, e que podem aproveitar também a ida ao serviço de saúde para receber a dose da Influenza no mesmo dia”, explicou.

A coordenadora destacou ainda que, embora o início oficial da antecipação desses novos grupos aconteça no próximo dia 30, os municípios capixabas já estão autorizados a iniciar a imunização ao longo desta semana, como forma de otimizar as ações em curso.

Campanhas tiveram início em março

A 24ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que no Estado teve início no dia 23 de março, com a vacinação de trabalhadores da saúde e idosos, passa a disponibilizar doses para mais três grupos prioritários: crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e puérperas.

Para a próxima fase, marcada para iniciar no dia 02 de maio, a campanha será ampliada para povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário Passageiros Urbano e de Longo Curso; trabalhadores Portuários; Forças de Segurança e Salvamento; Forças Armadas; funcionários do Sistema de Privação de Liberdade; população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

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E para a 8ª Campanha Nacional de Seguimento e Vacinação de Trabalhadores da Saúde contra o Sarampo, que teve início com a imunização dos trabalhadores da saúde no final de março, passa a disponibilizar também doses para crianças de seis meses a menores de cinco anos.

Cobertura vacinal Influenza 2022

Para a Campanha de vacinação contra a Influenza, o Ministério da Saúde determina a meta de cobertura vacinal de 90% para os seguintes grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais, povos indígenas, professores e trabalhadores da saúde.

Até essa terça-feira (26), segundo dados do Painel Vacina e Confia, 34,75% dos idosos já receberam a dose e 24,74% dos trabalhadores da saúde, somando pouco mais de 230 mil doses aplicadas, em um público total de 704.772 pessoas.

Em relação à cobertura vacinal de Sarampo, não há meta preconizada para o público de trabalhadores da saúde.

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Medicina e Saúde

Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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