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Medicina e Saúde

Dia Mundial sem Tabaco: Sesa alerta para os problemas da dependência

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Nesta terça-feira (31), Dia Mundial sem Tabaco, a Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (Neve), faz um alerta a população sobre os problemas ocasionados pela dependência do tabaco.

A substância inalada, pode causar doenças graves como câncer de estômago, cólon e reto, traqueia, brônquios e pulmão. Além disso, o tabaco produz alterações no sistema nervoso que podem gerar distúrbios emocionais e comportamentais nos indivíduos.

De acordo com a Referência Técnica da equipe de Controle em Tabagismo, Silvana de Oliveira Dias Valada, a fumaça do cigarro também é capaz de provocar problemas de saúde naqueles que convivem com o tabagista, visto que, em média, a fumaça que contém substâncias derivadas do tabaco, tem três vezes mais nicotina e até mais substâncias cancerígenas que o usuário do produto inala.

“Crianças e bebês são particularmente mais suscetíveis ao que chamamos de tabagismo passivo, e isto, pode aumentar os riscos de doenças respiratórias na infância e até levar à síndrome da morte súbita infantil. É importante que o tabagista se conscientize que o uso de cigarro, cigarro eletrônico ou dispositivo eletrônico para fumar, põe em risco sua saúde e a das pessoas que estão em sua volta”, ressalta.

Cigarro eletrônico

Conforme o Art 1º da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 46, de agosto de 2009, a venda comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar está proibida no Brasil. 

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No Estado, o Núcleo de Vigilância Sanitária oferece aos municípios, que são responsáveis por realizar a fiscalização no meio comercial, apoio quando solicitado.

Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) são aparelhos que podem ter ou não, em sua composição a nicotina — substância que é encontrada em produtos derivados do tabaco. Estes dispositivos podem levar à dependência dos indivíduos, assim como os cigarros comuns.

O cigarro eletrônico, atualmente, se encontra em sua última geração que é composta por produtos que não se assemelham ao cigarro regular.

Estes aparelhos contêm um reservatório ou tanque que pode ser recarregado com nicotina e/ou outras drogas. As outras gerações de DEFs, são formadas por cigarros descartáveis e não-recarregáveis, com ou sem formato de um cigarro comum.

Os aparelhos têm em sua composição solventes como a glicerina, o propilenoglicol que se decompõe com altas temperaturas, gerando outros compostos como a acetona. Estas substâncias são classificadas como citotóxicas, carcinogênicas, irritantes, causadoras do enfisema pulmonar e dermatite.

É importante salientar que, a exposição à fumaça em vapor deste instrumento, em ambientes fechados, pode levar a irritação nos olhos, garganta e vias aéreas e, a exposição prolongada ao vapor, aumenta o risco de desenvolvimento de asma.

Riscos

Os produtos derivados do tabaco, tais como o cigarro, cigarro eletrônico ou dispositivo eletrônico para fumar, charuto, cachimbo, cigarro de palha, narguilé, entre outros, podem levar ao desenvolvimento dos seguintes tipos de câncer:

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Leucemia mieloide aguda; câncer de bexiga; pâncreas; fígado; colo do útero; câncer de esôfago; rim e ureter; laringe (cordas vocais); na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); estômago; câncer de cólon e reto; de traquéia, brônquios e pulmão.        

Além dessas doenças, o tabaco fumado contribui de forma significativa para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos mortais. Enfermidades como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, também podem ser desenvolvidas.

Dados

Em 2021, 2.187 pessoas buscaram o tratamento para o tabagismo em todo o Estado. Sendo, 1.111 pacientes do gênero masculino e 1.076 do feminino.

Já em 2020, 2.057 pacientes procuraram pelo tratamento (1.012 do gênero masculino e 1.045 do gênero feminino).

No ano de 2019, ocorreu uma maior busca pelo tratamento. Ao todo, foram 5.787 pacientes que recorreram ao programa de reabilitação.

No Estado, em 2021, 2020 e 2019, por intermédio do programa que atua em 50 municípios; 792, 805 e 2584 pacientes, respectivamente, pararam de fumar após o tratamento.

Onde buscar tratamento

Os usuários podem procurar a Secretaria de Saúde de seu município. Eles serão direcionados às Unidades de Saúde que ofertam o atendimento ou solicitar as informações pelo telefone do Programa Estadual de Controle do Tabagismo: (27) 3636-8206.

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Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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