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Medicina e Saúde

Doses para aplicação da segunda meia dose do Projeto Viana Vacinada são entregues nesta quinta-feira (05)

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Na tarde desta quinta-feira (05), a Secretaria da Saúde (Sesa) realizou a entrega de mais de 6,6 mil doses da AstraZeneca ao município de Viana, que serão somadas ao estoque da cidade e destinadas às segundas doses do “Projeto Viana Vacinada”.

O dia D da vacinação será, neste domingo (08), e ainda para a ocasião, o Estado distribuiu, nessa quarta-feira (04), 10 mil seringas com agulhas.

A entrega das doses contou com a presença do prefeito da cidade de Viana, Wanderson Bueno; da secretária municipal de Saúde, Jaqueline Jubini; e do subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. 

O subsecretário agradeceu a parceria do município de Viana com o Governo do Estado e incentivou a população a tomar a segunda meia dose no próximo domingo. “Essa dose ajustada é capaz de produzir imunidade nas pessoas para evitar casos graves e mortes por Covid-19. No próximo domingo, aproveite a comemoração do Dia dos Pais e leve o seu pai para tomar a segunda meia dose, sendo esse um presente para a vida inteira. Agradeço a coragem do prefeito e a disponibilidade da cidade que acolheu esse estudo”, destacou Reblin.

Já o prefeito de Viana ressaltou que o estudo é um avanço na ciência, que pode facilitar e agilizar a vacinação da população contra a Covid-19. “Quando iniciamos a vacinação na cidade, não havia a disponibilidade de doses para imunização por faixa etária, então, conseguimos vacinar a nossa população adulta toda de forma adiantada. Os resultados desse estudo serão fundamentais para avançarmos na imunização contra essa doença, não só no Brasil, mas mundialmente”, afirmou Wanderson Bueno.

As doses do imunizante foram encaminhadas à Central de Rede de Frio da Cidade, onde serão organizadas e distribuídas às 174 seções, em 20 pontos de vacinação.

Expectativa da população

Pai de cinco filhos, Anaildo Lima dos Santos, de 45 anos, relatou sua felicidade em poder completar o ciclo de imunização contra a Covid-19 e por esse momento acontecer em um dia tão importante, comemoração do Dia dos Pais.

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“Estou muito feliz e grato por ter a oportunidade de me vacinar contra essa doença que vem atingindo tantas pessoas. Com certeza, ela (a vacina) trará mais tranquilidade e segurança para todos nós. Ser vacinado no Dia dos Pais é uma honra. Estou ganhando o presente de proteger a mim, a meus filhos e toda minha família”, relatou.

Ele lembrou ainda que, como a pandemia alterou a sua rotina, mesmo com a vacinação é necessário manter os cuidados de prevenção. “A pandemia mudou muito nossas vidas. Muitos comércios foram fechados, pessoas desempregadas. Acredito que a vacina traz mais esperança, mas é necessário continuar com todos os cuidados”, disse.

A Influencer Digital e Especialista em Editais, Gabriela Passos Corrêa de 38 anos, também está otimista com o dia D em Viana. Ela, que atua na área cultural, setor bastante prejudicado pela pandemia, optou durante a alta da Covid-19, não realizar muitas visitas presenciais. Agora com a vacinação, Gabriela aponta sua expectativa e gratidão por cumprir o ciclo de vacinação.

“Estar imunizada dá um alívio. O Projeto Viana Vacinada contribuiu para que as pessoas do meu convívio familiar fossem imunizadas antes do ciclo vacinal de outros municípios”, contou.

Segundo a Influencer, a vacina tem um grande significado para ela e participar desse momento de estudo é mito importante para a vacinação no Brasil e no mundo. “Me coloco à disposição quantas vezes for necessário. É o mínimo que todo cidadão pode fazer. Penso que um dia alguém também se disponibilizou para o surgimento das vacinas que constam no meu cartão vacinal. É uma forma de retribuir. Fiz a minha parte. Representa um avanço na ciência, em que muitos duvidaram pelo fato de a vacina ter sido confeccionada em pouco tempo, mas penso que não faltou empenho dos cientistas em avançar nos estudos para acelerar o processo, pois a vacina oferece alta proteção para casos graves e óbitos”, comentou.

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Entenda o Projeto

O Projeto Viana Vacinada é um estudo científico denominado “Efetividade, Segurança e Imunogenicidade da Meia Dose da Vacina ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222) para Covid-19”, que tem o intuito de avaliar a capacidade da meia dose da vacina Astrazeneca (Oxford/Fiocruz) reduzir o número de casos de Covid-19 na cidade de Viana, Região Metropolitana da Grande Vitória.

A primeira meia dose foi aplicada na população vianense no dia 13 de junho, quando foram vacinados aproximadamente 15 mil cidadãos. Na época, o estudo foi estendido por mais 15 dias, para que todos tivessem a oportunidade de iniciar o processo de imunização contra a doença.

Com a execução do projeto na cidade e o empenho do Governo do Estado, por meio do Plano Estadual de Vacinação Contra a Covid-19, em garantir imunização à população capixaba, Viana alcançou a marca de 100% da população vacinada com a primeira dose.

A segunda meia dose começa a ser aplicada no próximo domingo (08), e deve ser agendada no link: https://www.vianavacinada.saude.es.gov.br/cidadao/.  Ao final da campanha, o município pode ser a primeira cidade capixaba com cobertura total de duas doses contra a Covid-19.

O estudo é coordenado por equipes de pesquisadores do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes/EBSERH) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto foi aprovado no Comitê de Ética do Hucam-Ufes, pela Comissão Nacional de Ensino e Pesquisa (Conep) e será executado por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Fiocruz, Hucam-Ufes, Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), e Prefeitura de Viana.

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Medicina e Saúde

Estudantes da rede pública vão receber consulta oftalmológica de graça no ES; saiba como

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Serão contemplados alunos do ensino fundamental matriculados na rede pública de educação. Ao todo, sete municípios serão contemplados pela ação

A partir desta segunda-feira (8), até o próximo dia 19 de agosto, alunos da rede pública de ensino de seis municípios da Região Metropolitana (Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Fundão, Viana e Guarapari) e Aracruz, na Região Norte do Estado, poderão passar por consultas gratuitas com oftalmologistas. 

O programa, chamado “De Olho no Futuro – Dr. Ubirajara Moulin de Moraes”, começou em 2003 e desde então já atendeu mais de 14 mil estudantes com dificuldades visuais. A meta para este ano é atender mais 3.500 alunos

As consultas são realizadas dentro de um ônibus itinerante equipado para fazer os exames. Segundo a coordenadora socioambiental do instituto responsável pelo desenvolvimento do programa, Milene Mello, no mesmo dia do atendimento a criança escolhe a armação dos óculos e são tiradas as medidas necessárias. 

“O material é enviado para o laboratório, que confecciona as lentes adequadas de acordo com a prescrição médica”, disse. Os estudantes recebem os óculos em até 30 dias.

O principal objetivo da ação é melhorar o rendimento escolar e diminuir a evasão, causada muitas vezes por problemas relacionados à visão que não foram diagnosticados. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que cerca de 10% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de deficiência visual e muitas vezes, esse problema acaba passando despercebido pela família e também pela instituição de ensino.

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Acompanhamento

Após passar por todas a etapas, o De Olho no Futuro segue acompanhando o desempenho desses alunos por meio da psicopedagoga do programa. A equipe que faz o cadastro e a triagem dos alunos é voluntária. Ainda de com acordo Milene, à frente da coordenação do Instituto Unimed, idealizador do programa, grande parte das patologias da visão podem ser corrigidas por meio do uso dos óculos. 

“As ações do programa se encaixam nesse contexto para apoiar a redução do número de crianças e adolescentes com problemas de visão e contribuir, dessa forma, para a redução das dificuldades de aprendizado geradas por essas situações”, concluiu. 

Veja os locais e horários de atendimento

Os atendimentos acontecerão de 8 a 19 deste mês, das 7h às 17h, nos municípios de  Aracruz, Cariacica, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória. Confira o cronograma:

8 de agosto/segunda-feira: 
Aracruz: EMEF Paulo Freire Rua Margarida, 32. São Marcos – Aracruz – ES. CEP 29190757
9 de agosto/terça-feira: 
Cariacica: EMEF Celestino De Almeida R. Blumenau, s/n – Bela Vista, Cariacica – ES, 29142-296

10 de agosto/quarta-feira:
Cariacica: EMEF Joana Maria Da Silva R. Joana Maria da Silva, S/N – Castelo Branco, Cariacica – ES, 29140-844

11 de agosto/quinta-feira: 
Viana: EMEF Padre Antunes Siqueira Rua Paris, SN – Nova Viana, Viana – ES, 29135-000

12 de agosto/sexta-feira:
Vila Velha: UMEF João De Medeiros Calmon Rua Sebastião Silveira, SN – Praia das Gaivotas, Vila Velha – ES, 29102-571

15 de agosto/segunda-feira:
Guarapari: EMEIEF Constantino José Vieira R. Projetada – Adalberto Simao Nader, Guarapari – ES, 29214-230

16 de agosto/terça-feira:
Serra: EMEF Altair Siqueira Costa R. Nelcy Lopes Vieira, 804 – Jardim Limoeiro, Serra – ES, 29164-018

17 de agosto/quarta-feira:
Serra: EMEF Aureníria Correa Pimentel R. Inhambu, S/N – Novo Horizonte, Serra – ES, 29163-323

18 de agosto/quinta-feira:
Vitória: EMEF Maria José Costa Moraes Rodovia Serafim Derenzi, 4600 – São José, Vitória – ES, 29030-600

19 de agosto/sexta-feira: 
Vitória: EMEF Ceciliano Abel de Almeida R. Dr. Arlíndo Sodré – Itararé, Vitória – ES, 29047-500

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Um em cada cem nascidos tem cardiopatia congênita no mundo; saiba os sintomas mais comuns

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Diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento adequado, segundo os especialistas

Em todo o mundo, um em cada cem nascidos tem cardiopatia congênita, segundo a American Heart Association, chegando a 1,35 milhão de doentes por ano. 

O acompanhamento pré-natal e o diagnóstico precoce são fundamentais para o tratamento adequado de bebês com o problema.

Segundo o diretor acadêmico da Escola Brasileira de Medicina (Ebramed), Leonardo Jorge Cordeiro, a cardiopatia congênita é uma malformação ou incompleta formação do coração e do sistema circulatório, que pode ocorrer nas primeiras oito semanas de gestação, fase do desenvolvimento embrionário cardíaco.

“Com a complexidade do sistema cardiocirculatório, as alterações podem ser as mais diversas, pois podem se dar pela formação errática ou mesmo não desenvolvimento tanto de cavidades do coração, como problemas nas válvulas, veias e artérias relacionados com o coração”, explicou.

As cardiopatias congênitas são divididas em cianóticas e acianóticas. Assim como os demais tipos de doenças cardíacas, há diferentes graus de comprometimento. Assim como há diferentes tipos de tratamentos, procedimentos e cirurgias. 

Para descobrir se um bebê já desenvolve o problema, o diagnóstico é feito por um ecocardiograma transtorácico, com doppler colorido, preferencialmente por um médico especializado em patologias congênitas.

O coração de um bebê já está com a formação completa por volta de 20 semanas de gravidez, momento no qual costuma ser realizado o ultrassom morfológico pelo pré-natal. 

De acordo com o cardiologista, sociedades ligadas à obstetrícia e cardiologia pediátrica e congênita são favoráveis a realização de ecocardiograma fetal, ou seja, com a criança dentro do útero, de forma rotineira nas gestações em geral, mesmo quando não há uma suspeita forte de problemas cardíacos durante o ultrassom morfológico.

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Fatores causadores

Segundo Cordeiro, não há um fator específico associado ao desenvolvimento de uma cardiopatia congênita. 

Há fatores que aumentam a chance de problemas de desenvolvimento cardíaco, como doenças crônicas maternas, como diabetes mellitus e lúpus eritematoso sistêmico, assim como a infecção por rubéola, podem afetar o desenvolvimento do coração fetal nessas primeiras oito semanas do feto. Também medicações como o lítio, certos anticonvulsivantes e mesmo drogas ilícitas podem levar a má formação.

Também são considerados fatores de risco a gravidez gemelar e a fertilização in vitro. Além dessas condições, histórico de cardiopatia congênita prévia ou em parentes de primeiro grau, também se mostram como fatores para maior incidência de alterações cardíacas nos bebês.

De acordo com especialista, qualquer doença cardíaca que seja diagnosticada mais tardiamente, e não tenha relação com o desenvolvimento embrionário do coração, recebe o nome de cardiopatia adquirida.

Sintomas e tratamento?

Os sintomas podem ser divididos de acordo com a manifestação da doença no bebê. Em casos de recém-nascidos, há dificuldade de mamar, cansaço, coração acelerado, suor excessivo na cabeça e nos pés. 

No primeiro ano de vida, há dificuldade de ganho de peso, problemas com o crescimento e aparecimento de sopro no coração, cianose (quando a criança fica com aparência roxa), desmaio, dor no peito e palpitações.

Para o tratamento pode não haver a necessidade de intervenção cirúrgica, ou até precisar de três ou mais cirurgias para correção dos fluxos sanguíneos do paciente. Além disso, há possibilidade de as cirurgias serem curativas, ou seja, reestabelecem o sistema cardíaco habitual, levando a cura do indivíduo, ou paliativas.

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“A vida de um cardiopata congênito depende tanto do diagnóstico do tipo de cardiopatia, quanto da precocidade do diagnóstico e do tratamento realizado. 

Existem algumas condições que sequer necessitam de cirurgia, de forma que a vida segue totalmente normal, mas temos também casos de cardiopatias bastante complexas que foram precocemente diagnosticadas e passaram por todos os procedimentos necessários nos momentos adequados”, explicou o cardiologista.

Panorama

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 130 milhões de crianças no mundo têm algum tipo de cardiopatia congênita. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 29 mil crianças nascem com cardiopatia congênita por ano – dessas, cerca de 23 mil precisarão de cirurgia para tratar o problema. 

Nas regiões Sul e Sudeste, aproximadamente 80% das crianças cardiopatas são diagnosticadas e tratadas. O cenário no Norte e Nordeste é o oposto, no qual até 80% dessas crianças não conseguem diagnóstico nem tratamento.

Em muitos casos, as famílias só identificam que o bebê tem algum problema no coração após o nascimento, quando o teste do coraçãozinho é realizado. 

Realizado nos primeiros dias de vida, ainda na maternidade, o exame é feito com um oxímetro, que mede o nível de oxigênio no sangue do bebê e seus batimentos cardíacos. O teste é de baixo custo, rápido, não invasivo, indolor e obrigatório, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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